Não sou da Lufa-Lufa! - Fanfic Harry Potter
9 8° Episódio
A Abelha Vermelha
— Bom dia, classe, hoje aprenderemos um feitiço muito importante.
A professora Muriah, entra na sala de DCAT.
— Bom dia!
— Formem duplas, não demorem.
Eu olho Lúcia que forma dupla com outra garota. Mas que traíra!💢
— Desculpe Susie, não quero ter a minha cabeça arrancada ou virar pó. — ela diz enquanto fica de frente para a garota.
Eu olho todos, formando seus pares, e eu acabei sobrando. A professora se aproxima sorrindo.
— Não fique triste, Susie, o feitiço que vou ensinar é de proteção, então pode praticar comigo.
— Se a senhora diz...
— Fiquem de frente um para o outro assim — a professora me coloca na frente dela — Peguem suas varinhas bem firme e façam um círculo na sua frente bem rápido.
Todos repetem o movimento que a professora diz. Pego a minha varinha e faço o mesmo.
— Agora digam firme "Protego!"
— Protego!
Um escudo aparece na frente de cada bruxa e bruxo, era o feitiço de proteção Protego sendo bem feito.
Exceto o meu caso, meu feitiço não funcionou.
— Oh, bem, é normal não dar certo no início Susie... Continue praticando.
Eu olho a varinha, desanimada.
— Certo... — Eu suspiro e faço o movimento outra vez — Vamos lá varinha... Protego!
Nada acontece outra vez, a professora se aproxima curiosa com a varinha.
— Ainda não funcionou? É realmente estranho...
— Essa varinha me detesta professora.
— Ah, eu não acho que isso seja verdade, ela te escolheu afinal...
— Às vezes eu tenho dúvidas... Eu só consegui usar ela poucas vezes.
— Continue tentando Susie.
Eu assenti e tentei outra vez, apertei forte entre os dedos.
— Protego!
Nada acontece.
— Qual é!? Vamos lá! Protego! Protego! Protegooooo!!
Todos me olham enquanto faço as minhas tentativas fracassadas, não sei se estão com medo ou preocupados com a minha situação.
— E se ela estiver em situação de perigo? Talvez a varinha reaja.
Uma voz feminina fala do segundo andar da sala. É Lorie como você já deve imaginar.
— Você quer tenta Susie? — ela desce as escadas enquanto tira a varinha das vestes.
— Isso por acaso é só uma desculpa para me atacar??
— Talvez...
A professora entra no meio.
— Meninas, vamos ficar calmas...
— Eu só quero ajudar a minha colega professora, Hogwarts ensina que sempre devemos ajudar uns aos outros.
— Oh bem... Você está certa. Mas não faça nada muito brutal.
— Você vai mesmo deixar?? — olho Lorie vindo na minha direção e os alunos abrindo espaço.
— A Senhorita Lorie é uma bruxa extraordinária, sei que vai efetuar qualquer feitiço perfeitamente.
— Argh...— Vejo Lorie parando na minha frente com a varinha na mão.
— Preparada?
— H-hum...
Ela aponta a varinha minha direção e de prepara.
— Everte Statum!
— Protego!
Meu corpo é atingido pelo feitiço de Lorie, e é jogado para trás, dou algumas piruetas no ar antes de atingir o chão.
— Waaaah! — Eu grito caindo de bunda no chão.
— Wow! Muito bom Senhorita Lorie! — A professora aplaude a performance.
— Obrigada.
— Você está bem Susie?? — Lúcia vem preocupada.
— Uh... Estou. — me levanto do chão com dificuldades.
Lorie vem até mim.
— Você quer tentar de novo?
— Argh, sim...
— Você tem certeza Susie??— Lúcia diz.
— Tenho...
— Muito bem, então...
Nós nos preparamos outra vez.
— Everte Statum!
— P-protego!
Meu corpo é atingido outra vez e sou jogada para trás caindo em uma pilha de travesseiros empilhados. Os alunos assistem.
— Droga!
— De novo!
Meu corpo é atingido outra vez e sou jogada para trás.
— Argh!
— De novo!
— Ahhh!
— De novo!
— De novo!
— De novo!
— De novo!
A aula acaba e meu corpo está todo dolorido.
— Você não conseguiu fazer nenhuma vez, Susie, isso é muito problemático, é a primeira vez que vejo uma varinha não obedecer ao seu mestre.
— Sim... Ai! Ui! Ai!
Aposto que a Lorie se divertiu com isso, essa sádica metida a besta!
Uma Lufana vem correndo até nós.
— O que houve?
— Ele está aqui, Susie! Eu vi o seu pai!
Olho Lúcia.
— Papai está aqui?? Eu preciso ir vê-lo!
Mesmo meu corpo ainda dolorido, corro até o pátio da torre do relógio, onde ele foi visto.
E eu o vejo, sentado perto da fonte, com sua bengala de serpente na mão.
— Papai!
Ele se vira e me olha sério.
— Então era hoje que você viria?
— Sim...
Ele olha o meu uniforme amarelo.
— Por incrível que pareça, essa cor combinou com você...
— Ah, não diga isso...
Ele aponta para o banco.
— Sente-se vamos conversar.
Eu obedeço e conto tudo a ele, sobre meus problemas para efetuar feitiços.
— Entendo...
— O que devo fazer? Acabei de passar vergonha na sala de defesa contra as artes das trevas.
— Deixe-me ver a sua varinha.
Eu a entrego de bom grado. Papai olha a madeira vermelha enquanto passa os dedos pelos relevos do cabo.
— Núcleo?
— De raposa chinesa...
— Uma lenda, hum...
— Você conhece a lenda?
— Sim...
— O que eu devia fazer para ela me obedecer? Eu já dei um nome a ela... E às vezes funciona.
— É uma varinha antiga e está bem desgastada. Deve apenas funcionar para magias antigas.
— M-magias antigas?
— Sim...
— Entendo, mas como eu posso resolver isso?
— Hum, acho que conheço uma poção mágica que pode funcionar.
— Poção??
— Sim...
— E como eu faço?
Corro até Lúcia.
— Lúcia! Papai diz que tem uma poção que pode me ajudar a solucionar o problema da varinha!
— Mesmo??
— Sim! Mas precisamos pegar alguns dos ingredientes na sala de poções e preparar lá...
— Ehh? Pegar os ingredientes? Mas e o professor John??
— Terá que ser a noite... Enquanto ele estiver dormindo, nós entramos lá!
— Não sei não Susie...
— Você está comigo nessa, não pode me abandonar agora que eu preciso de ajuda!
— Tá bom! Tá bom! Eu te ajudo... Mas ele te disse exatamente quais os ingredientes?
— Sim! — retiro um papel do meu bolso e entrego a Lúcia.
— O-o quê? E esse último aqui?? Onde vamos conseguir uma lágrima de arrependimento??
— Hum é verdade... Isso será difícil de conseguir...
— Os outros ingredientes tenho certeza que tem perto da floresta.
— Certo, então vamos reunir o máximo de ingredientes que puder!
Eu puxo Lúcia da cadeira. E vamos para fora da sala comunal.
— E se o professor John descobrir que conseguimos alguns ingredientes na sala dele??
— Vamos perder uns dois pontos por quebrar as regras, mas vai ser para um bem maior.
Saímos do castelo e fomos para fora perto do trato de criaturas mágicas.
— Vejamos... Dois cogumelos recém-crescidos...
Lúcia começa a procurar debaixo de alguns troncos caídos.
— O que está fazendo?
— Cogumelos sempre crescem perto de árvores mortas.
— Como você sabe?
— Eu e minha prima sempre caçávamos cogumelos para fazer sopa.
— Eca!
— Você fala isso porque não provou a sopa da minha mãe. — ela ri — O gosto é ótimo, se um dia for em casa pedirei para ela fazer.
— Tá bom.
— Achei! — ela arranca dois cogumelos debaixo de um tronco e coloca em um frasco — O que mais falta?
— Um fio de cabelo de um centauro.
— C-centauro? Onde vamos conseguir isso??
— Margott Whine deve ter.
— Quem é essa?
— Uma aluna do sexto ano, ela sempre fica se gabando de que conhece centauros na mesa ao lado.
— É bizarro...
— De fato.
Puxo Lúcia outra vez.
— O quê?? Um fio de cabelo de um centauro? — Margott diz.
— É urgente, é para uma poção!
— Eu não sei exatamente quanto tempo vai levar até eu conseguir isso...
— Você não conhece nenhum centauro aqui na floresta?
— Bem, eu vi um, uma vez, mas...
— Ótimo! Vai atrás dele.
Ela resmunga.
— Se eu for conseguir algo tão importante assim, eu quero pelo menos alguma coisa.
Eu olho Lúcia. Não tínhamos pensado nisso.
— O que você acha Lúcia?
— Não sei, Susie, aceita logo antes que escureça.
Eu suspiro.
— Tudo bem, vamos aceitar o seu pedido... O que você quer?
— Um cachecol novo.
— U-um cachecol??
— É, da boutique da Mandelour.
— O que é isso? — Lúcia pergunta.
— É uma loja de roupas famosa... E cara.
— Não deve ser difícil para você conseguir não é Susie? Afinal você tem muito dinheiro.
— Argh... Você pode esperar o natal? Até lá o seu pedido chega.
— Tudo bem...
Parece que não vou ganhar presentes nesse natal, mas tudo bem, eu posso lidar com isso...
— Certo, agora vai pegar o que precisamos.
Ela dá as costas e sai do salão de banquetes. Lúcia me olha.
— Você vai mesmo dar a ela algo tão caro?
— Vou... Trato é trato afinal. E uma Landerwood nunca fica sem cumprir uma promessa.
— Se você diz...
— Vamos atrás da gota agora.
— Era uma gota do que mesmo?
— "Uma gota de água que escorreu por uma colmeia."
— C-colmeia??
— Sim, vai ser difícil conseguir... E você quem vai pegar.
— E-eu??
— É claro, eu não sei o feitiço de proteção, e já que você é a sabe tudo, você pega.
Ela ri de nervoso.
Depois de procurar muito uma colmeia, nós encontramos em uma árvore baixinha.
— Isso é uma abelha-bunda vermelha! V-vamos inchar até explodir se formos picados.
— Então é só tomar cuidado... Vai lá — eu empurro ela de leve enquanto me escondo atrás de uma árvore grossa.
— P-protego!... — Ela coloca a varinha na frente do corpo, a varinha faz um escudo protetor. — Acho bom essa sua poção funcionar Susie, ou eu vou colocar essa colmeia na sua cama!
— Muito engraçado.
Vejo ela pegar um pequeno frasco de água e derramar sobre a colmeia. De início não acontece nada enquanto a água escorre.
— Só precisamos de uma gota!
— Não grita Susie! — ela pega a gota que escorre da bunda da colmeia. — Peguei!
As abelhas começam a sair. Lúcia coloca a varinha na frente para não receber o impacto.
— Corre! Corre Lúcia!
— Ahhhh!!!
Ela começa a correr sem olhar para trás. Um pouco afastado da colmeia, eu olho o frasco em sua mão.
— Conseguimos??
— Sim...
— Ehh!
Olho Lúcia cair no chão com a mão no pescoço.
— Lúcia?!
Uma abelha voa para cima saindo de trás de sua nunca.
— Lúcia?! Droga!
Eu começo a balançar seu corpo desesperada enquanto o rosto dela começa a inchar.
— Lúcia?! Lúcia?? Não, Não!...
— Arg....
— Lúcia, sinto muito! Eu não devia ter te colocado nessa... me perdoe!
— Ahh... Ah...
Eu coloco o braço dela em volta do meu pescoço e puxo ela.
— Eu vou te levar para enfermaria! A-aguenta firme!
— Minha cara... Uh...
— Uhh... — Meus olhos marejam enquanto levo ela para dentro com a ajuda de alguns alunos.
— O que aconteceu!? — a enfermeira vem correndo até nós e ajudando a colocar Lúcia desacordada na cama.
— Ela foi picada por uma abelha-bunda vermelha...
— O quê?! Como isso aconteceu??
— Foi culpa minha, era para uma poção...— seco meus olhos ainda chorosa.
— Ohh! Não chore agora, eu preciso da sua ajuda. Pegue o soro para abelhas no armário.
Ela aponta para o armário e eu imediatamente corro para pegá-lo.
Depois de entregar a madame Letícia, eu fico com Lúcia até ela voltar ao normal.
— O que aconteceu?
— Você foi picada por uma abelha, lembra?
— Ah sim... Doeu bastante...
— Você está sentindo dor ainda?
— Não...
— Olha o que eu consegui.
Mostro o frasco para ela.
Lúcia logo começa a sorrir com o rosto ainda inchado.
— Uma lágrima...
— De arrependimento... — Eu rio ainda preocupada.
— Eu vou fazer o resto sozinha, você pode ficar aqui e descansar.
— Você tem certeza?
— Sim, apenas descanse.
Me levanto da cadeira e saio da enfermaria.
A noite logo chega e eu consigo sair da fila da Lufa-Lufa antes de entrar no dormitório, após o banquete. Já estava com o fio de cabelo do centauro. Me escondo no banheiro até dar o horário.
— Ótimo, agora é a hora!
Eu saio do banheiro indo em direção a sala de poções. Vejo um grupinho de corvinos saindo de uma sala e me escondo atrás de uma estátua de cavaleiro.
— Você viu? Outra palavra apareceu no corredor.
— É bizarro como essas palavras sempre aparecerem no castelo.
— Ah, isso deve ser algum aluno querendo pregar peças.
— Não é?
Eles passam por mim, conversando. Eu rapidamente desço as escadas para ir para a sala de poções.
— Sobre o que eles estão falando?
Eu olho a parede onde há uma palavra escrita com tinta verde.
"aquela"
— Hm? "aquela" o quê?
Era letra de mão e a tinta já estava seca, parecia ter sido feita à anos.
— Não tenho tempo para isso agora...
Eu tento abrir a porta da sala de poções, mas está trancada. Pego a varinha de Lúcia das minhas vestes e aponto para a tranca.
— Alohomora!
O feitiço destranca a porta e eu guardo a varinha na minha cintura outra vez.
— Você devia aprender com ela. — Resmungo para a minha varinha enquanto tiro o papel dos bolsos. — Vamos ver do que eu preciso...
Fecho a porta outra vez e começo a revirar as prateleiras de frascos. Pego um caldeirão, alguns frascos de pó de fada, uma colher de ouro para mexer, e um recipiente que caiba a minha Varinha.
— "Mexer três vezes no sentido horário e quatro vezes no sentido anti-horário... Depois jogar um pouco da poção por cima do ombro esquerdo..."
Eu faço tudo o que se pede.
— E agora... "Balançar a varinha por cima do caldeirão repetindo as palavras 'Octum amasso dentre mostato' depois colocar a poção inteira dentro do recipiente..." — Pego a varinha de Lúcia — Hum... Octum, amasso, dentre, mostato!
A poção começa a borbulhar, eu coloco toda a poção dentro de um recipiente e mergulho a varinha por alguns segundos. Me pergunto como o papai sabe dessa poção... Talvez tenha aprendido com a mamãe? Ela adorava criar poções...
— Repetir o processo sete vezes?? Aff — repito o processo sete vezes. Vendo que nada aconteceu, me sento na cadeira e olho a varinha dentro da poção. — Que horas serão agora?
Olho o relógio na parede.
— O quê? Três da manhã??
Enquanto o tempo passa, ando de um lado para o outro na sala, mexo em alguns frascos e a maioria tenta me atacar ou me engolir. Depois de alguns segundos, deito a cabeça na mesa e cochilo por alguns segundos. Então há o som de um estouro reverberando pelos meus ouvidos, e eu caio no chão acordando assustada.
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