Não sou da Lufa-Lufa! - Fanfic Harry Potter
6 5° Episódio
A Vassoura Maluca
— Você deve estar ansiosa para a aula de voo hoje, não é Susie?
Olho Lúcia ao meu lado.
— Sim, não preciso usar a varinha, então está tudo bem.
Olho a professora vir para o gramado segurando algumas vassouras com outros alunos mais velhos.
— Bom dia, Turma, hoje é um belo dia para os novatos aprenderem a voar.
— Bom Dia, Professora Eloise! — os alunos mais novos como eu a cumprimentam.
— Façam duas filas e fiquem de frente um para o outro. Os alunos mais experientes e que precisam revisar o treinamento podem entrar na fila também.
Os alunos começam a formar suas filas. A professora distribui as vassouras e separa alguns alunos que estão muito próximos.
— Coloquem a vassoura no chão, vamos aprender a domá-las primeiro.
Todos obedecem.
— Coloquem sua mão direita sobre a vassoura dessa forma — Ela mostra o exemplo — Depois digam firmes como um comando. Suba!
A vassoura da professora imediatamente levanta e ela a segura.
— Façam isso primeiro.
Olho a minha vassoura no chão e digo confiante.
— Suba!
Minha vassoura se mexe um pouco. A de Lúcia obedece rapidamente e ela ri um pouco da minha situação.
— Você já teve outras aulas antes, não fica se achando não!
— Aham... Você consegue Susie.
Eu bufo e digo outra vez.
— Suba!
Minha vassoura obedece desta vez.
— Viu só?
Reviro os olhos para Lúcia e seguro a vassoura.
A professora passa pelos alunos e para na nossa frente.
— Muito bom meninas.
— Obrigada, professora. — agradeço.
— Agora, para os que conseguiram, coloquem a vassoura entre as pernas e segurem o cabo firme. Não voem ainda.
Eu faço como ela manda e aguardo ansiosa, o próximo comando.
— Vejam! É a insanis Broom! — Um Grifinório aponta para o céu.
Um objeto pequeno e magro. Voa de um lado para o outro muito, muito rápido.
— Insanis Broom? — Eu pergunto.
— É! A vassoura maluca! — Ele responde.
Lúcia se aproxima com a mão na testa, tentando tapar os raios de sol dos olhos.
— Ah! Acho que ouvi alguns jogadores de quadribol falando dela...
— Por que se chama Vassoura Maluca? — Olho o garoto.
— Ela voa sozinha! E... Tá vindo para cá!
— Abaixem-se!
A professora se joga em cima de alguns alunos enquanto a vassoura descontrolada vem na nossa direção.
Ela passa muito perto das nossas cabeças, tão rápido que meu cabelo e o de Lúcia se arrepiam.
— Ah! — Ela se senta no gramado arrumando seu cabelo — Ela é muito perigosa! Já foi responsável por derrubar muitos jogadores no meio do jogo. Um Lufano foi atingido por ela no braço uma vez, e ficou sem ele.
A professora se levanta do chão e ajuda os alunos a se levantarem.
— Droga, eu não imaginava que ela apareceria hoje.
— Mas se é tão perigosa, por que ninguém pega ela?
Eles riem.
— Não há nenhuma vassoura rápida o bastante para apanhá-la, senhoria Susie. Aquela vassoura é tão veloz que é capaz de rasgar os céus, e cruzar os oceanos em menos de vinte minutos.
— Céus! — Digo impressionada.
— Ninguém se atreve a tentar pegá-la, quem seria louco?
Eu procuro a vassoura pelo céu.
— Acho que ela foi embora, vamos continuar. — A professora passa por nós.
— Continuar?! Mas ela quase arrancou nossas cabeças! — olho a professora.
— Mas não arrancou, e ela foi na direção da Floresta Proibida, vai ficar lá a semana toda outra vez.
Eu e Lúcia nos olhamos.
No final acabei nem conseguindo voar na minha Vassoura, de qualquer forma, os alunos estavam com muito medo e não obedeceram à professora.
Na hora do almoço, me sento ao lado de Lúcia no salão de banquetes.
— Você leu o jornal? Todo mundo tá falando... — Ela diz enquanto lia um.
— Que jornal? — Eu pergunto.
— Os pais da Petúnia Magritta foram ao ministério de investigação cobrar mais uma vez pistas sobre a localização do assassino de sua filha. E eles não tem nada...
— Petúnia? Quem é essa? — Bebo um pouco de suco.
Ela se vira para mim pasma.
— Você não conhece o caso da Petúnia? — Ela diz de boca aberta, alguns alunos me olham.
— Eh... Não, quem é essa?
— Um ex-aluno aqui da escola a matou.
— Q-quê?! Eu não sabia que algo assim acontecesse em Hogwarts... Pensei que fosse segura. Como aconteceu?
— Eles não sabem ao certo, mas a culpa é dele da torre de Astronomia estar destruída, a garota foi encontrada debaixo dos escombros... Como seu pai é investigador, eu pensei que já soubesse.
Ela coloca o jornal na mesa e aponta para o nome do papai entre muitas palavras.
— Meu pai é um dos investigadores?!
Os alunos me olham novamente.
— Parece que um certo alguém não sabe nada da vida do pai... — Alguém fala atrás de mim.
Me viro e vejo a Lorie mais uma vez. Atrás dela um grupinho se forma fazendo alguns murmurinhos.
— Veja, é ela... A Lorie!
— O que ela faz deste lado do castelo?
— Não sei, ela não tem o próprio dormitório e sala de banquete?
Desvio meus olhos da pequena multidão que se forma.
— Eu não sou obrigada a saber da vida profissional do meu pai.
— Mesmo? Depois do que disse ontem sobre ele estar chateado só pela letra, pensei que soubesse tudo sobre ele.
— Eu...
Aperto meu punho. E ela pega o jornal na mesa.
— Meu pai como sempre salvando a carreira do seu... Me pergunto quando o seu pai vai pagar a imensa dívida que está fazendo.
— Eles são parceiros, é o mínimo que se espera.
Ela bufa com um sorrisinho debochado e devolve o jornal para Lúcia, que está com a boca semiaberta.
— Até mesmo nas parcerias se espera um pouco de respeito e dívida.
Eu rapidamente fico com uma expressão irritada. Lorie dá as costas e sai andando por de onde veio, a multidão se abre enquanto ela passa.
— Se você espera que um dia seremos como eles, acho bom desistir!
Ela para de andar e me olha por cima dos ombros.
— De forma alguma, eu nunca confiaria em alguém como você Landerwood, nem mesmo para um aperto de mão.
Ela volta a andar, algumas meninas que a seguem começam a rir.
— Grrr! — Eu aperto os punhos outra vez.
— Legal, parece que você acabou de conquistar uma rival.
— Cala a boca, Lúcia!
doc
A tarde entramos na sala de defesa contra as artes das trevas.
— Boa Tarde classe! Vejo que muitos de vocês parecem ansiosos, para essa primeira aula de defesa, do terceiro ano.
Ela anda pela sala balançando sua varinha.
— Que feitiços vocês já conhecem?
Eu levanto a minha mão.
— Em casa eu aprendi Expeliarmus.
— Só essa?
— Sim, não pude praticar mais. Papai achou perigoso...
— Entendi. Então venha aqui, vou ensiná-la uma magia poderosa.
— Professora! É melhor se eu for. — Lúcia levanta a mão, os alunos rapidamente concordam.
— Oh... Bem, tudo bem...
Lúcia me olha enquanto se levanta.
— Acho que vai ser mais seguro.
A professora aponta a varinha para um manequim de ferro enferrujado.
— Accio — O boneco se aproxima da professora, ela o coloca na frente da turma.
— Que feitiço vai nos ensinar Professora?
— Vou ensinar um feitiço que afasta seus inimigos para longe, O Depulso. Ele arremessa seus inimigos para longe, na verdade... Pode ser usado quando quer causar um grande dano. Então todos por favor se afastem.
Um Sonserino levanta a mão.
— Mas professora, esse feitiço só e ensinado na matéria de feitiços, não na defesa contra as artes das trevas.
— Eu e a professora Milore combinamos de eu ensiná-los a vocês. Então, não se preocupem com nada.
Ela aponta a varinha para o boneco.
— Depulso! — O boneco é arremessado para trás — Viram como se faz?
— Sim!
— Incrível, é tão rápido.
— A Professora que é habilidosa.
— Ótimo, então formem uma fila atrás da Lúcia. — Ela levanta o boneco.
Lúcia pega sua varinha um pouco nervosa e aponta para o boneco como a professora fez.
— Depulso!
Lúcia consegue fazer de primeira. A professora bate palmas.
— Incrível! Incrível! Alguns bruxos esse ano tem um talento natural.
— Obrigada professora. — Ela agradece tímida e vai para o final da fila.
— Agora você senhor?
— Mark...
— Boa sorte senhor Mark.
Ele faz como Lúcia, balança a varinha e diz o feitiço. E assim como Lúcia, ele consegue de primeira.
A professora bate palmas e outros alunos começam a fazer muito bem.
Chega a minha vez, dou um passo à frente e olho para trás sem jeito. Vendo todos se afastarem para o final da sala.
A professora ri e segura a minha mão.
— Você vai conseguir! Precisa acreditar na sua magia.
Eu sorrio esperançosa, solto a minha mão e aponto a varinha para o boneco.
Inspiro e expiro.
— Depulso!
Meus pés saem do chão, sou arremessada em cima dos meus colegas.
Eles gritam e me levanto rapidamente como o cabelo todo bagunçado.
— Ops... — A professora se aproxima e arruma o meu cabelo — Parece que o Feitiço saiu pela culatra.... — Ela ri tentando amenizar a situação.
— Eu quero tentar de novo...
— Você tem certeza?
— Tenho! Você disse que... Eu preciso acreditar na minha magia... Então eu vou... Conseguir...
Meu corpo se inclina para frente, estou caindo!
Tudo fica escuro por um tempo.
Abro meus olhos e olho a enfermeira e Lúcia em cima de mim.
— O que aconteceu...?
— Susie! Você acordou!
Eu coloco a mão na cabeça e me sento na cama.
— Você bateu a cabeça na parede quando voou para trás... — Lúcia responde.
— Mesmo? Eu nem senti dor...
— Foi o choque. — A enfermeira diz enquanto me dá um copo de alguma coisa — Beba isso, vai se sentir melhor.
Eu tomo o líquido viscoso. É amargo e arde a minha garganta, me fazendo tossir.
— ... Preciso tentar de novo — Coloco a mão no pescoço.
— De novo?! Mas você quase morreu.
— Estou bem, posso tentar de novo.
— Ohh! Se aquiete menina, você precisa descansar... E hoje é sábado, nada de mexer com feitiços por hora.
— Sábado?!
— Sim, você ficou apagada por quatro dias.
Olho a janela.
— Isso é loucura... Onde está a minha varinha? — Olho a enfermeira indo até outro aluno.
— Tá comigo, eu achei melhor esconder. — Lúcia cochicha.
— Você fez bem, obrigada.
— Tem alguma coisa errada com aquela varinha Susie, nunca vi uma varinha aprontar tanto com seu dono.
— O diretor disse que é uma varinha muito especial... Eu só preciso descobrir exatamente como usar.
— Você não quer comprar outra?
— Não, eu vou conseguir e ela foi bem cara.
Ela suspira e resmunga o quanto sou teimosa.
— Meu pai sabe o que aconteceu?
— Sabe, ele enviou uma carta ao diretor. Disse que confia no trabalho dele e que sabe que você vai se recuperar.
— Entendi...
Sentada no pátio tomando um ar fresco, acompanhado de chocolate quente, eu olho a professora Milore se aproximar e se sentar ao meu lado na fonte.
— Susie, você está bem?
— Professora... Estou.
— Eu soube o que aconteceu, fiquei com você durante o tempo livre.
— Você cuidou de mim?
— Sim, o Diretor Joseph disse que eu precisava te vigiar.
— Entendo...
— Soube que você está tendo dificuldades com os feitiços...
— Nada do que estou fazendo parece dar certo desde que vim para cá... Não consigo fazer um feitiço sequer.
— Você não pode desistir agora, não era seu sonho estar aqui em Hogwarts?
— Sim! Mas acho que meu sonho está desaparecendo... A medida que as coisas não estão dando certo. Não sei o que fazer.
— Você gostaria de ter aulas extras comigo até pegar o jeito?
— Com você professora Milore?!
— Sim, eu assim como você, entrei em Hogwarts recentemente... E quando eu era mais nova, eu tive muita dificuldade em fazer feitiços, isso se prolongou até meus dezoito anos.
— Sério!? inacreditável... E agora você é professora de feitiços...
— Você vê? — Ela ri — não há nada que você não possa conseguir se acreditar e se esforçar bastante... E acho que vai ser bom para nós duas se me deixar te ajudar. Posso te ajudar a domar sua varinha.
— Domar...?
— Eu investiguei sobre a sua varinha sabia? E Foi meio difícil achar sobre a raposa chinesa.
— E o que você descobriu?!
Ela ri e se levanta da fonte.
— Venha comigo até a minha sala.
Me levanto imediatamente e término o meu chocolate quente animada.
Na sala de magia eu olho vários livros em cima das mesas.
— Aqui Susie, veja.
Ela entrega um livro velho e mostra uma página onde há um desenho da raposa chinesa.
— "A raposa chinesa é um ser mitológico muito poderoso, tem a habilidade de mudar sua forma e pode viver por milhares de anos. A cada mil anos uma calda nova nasce e a torna mais poderosa." — Passo meu dedo pelas palavras.
— Incrível não é?
— Mas professora aqui não diz como a varinha foi feita...
— Quando um coração acredita, a magia acontece, senhorita Susie.
— Acha que a varinha se criou a partir de um desejo? Isso é mesmo possível, professora Milore?
— Acredito que sim, alguém desejou do fundo do coração que uma varinha poderosa como a raposa existisse, e em seu coração onde existe a magia, isso se tornou realidade.
— Mas isso...
Olho o desenho da raposa.
— Tenho certeza que vai conseguir se acreditar Susie. E eu acredito em Você.
Fale com o autor