Petúnia


















Papai conseguiu a minha vaga de volta em Hogwarts! Aparentemente o diretor Joseph a deixou vaga exclusivamente para mim, ele parecia ter fé de que eu voltaria para a escola.

Olhei meu pai fechando a carruagem e me olhando na janela.

— Você cresceu tão rápido.

— O senhor também acha papai?

— Mais alguém disse isso?

— Bridjet

Ele se virou e olhou Bridjet parada atrás dele. Ela enrijeceu o corpo amedrontada, como se tivesse roubado uma fala importante. Papai se virou novamente.

— Bons estudos, tenha cuidado...

A carruagem começou a se mover.

— Eu vou ter!-acenei para o papai e Bridjet, Valther fechou a cara. Suas costas provavelmente ainda doíam por causa da punição.

Logo os três ficaram distantes de mim. Eu estava animada, pois estava voltando a Hogwarts com um objetivo — além de estudar e ver as minhas amigas — descobrir o que aconteceu com o meu irmão!

Papai disse que talvez as minhas memórias voltassem algum dia. Eu torcia para que isso fosse acontecer o mais rápido possível. Descobrir que eu tenho um irmão fez a minha vida ficar mais colorida, e a tristeza que eu tinha antes, pareceu sumir!

Anaria gritou trazendo a gaiola de dentro da casa;

— Ah! Eu não acredito que a senhorita Susie esqueceu a Mariette novamente! Espere!

Anaria abriu a gaiola e deixou a ave voar.

Papai olhou a rajada de vento passar por sua cabeça, Mariette pairava no céu se aproximando da carruagem.

— Mariette! Essa foi por pouco...-abri a carruagem e deixei ela entrar.

— Uhh! — ela pousou em cima do estofado.

— Olha a boca! Que bico sujo você tem.

doc

Logo consegui chegar a Hogwarts outra vez, beirava à tarde, e a viagem havia sido longa. Me trouxe lembranças do meu primeiro dia. A carruagem parou na ponte.

— Vejam! Ela voltou! A Susie! — uma Lufana me viu e gritou.

Alguns alunos começaram a sair do castelo. A madame Elvira vinha atrás, impressionada com a quantidade de alunos que saiam.

— Susie!

Entre eles, Lúcia passou correndo e me abraçou assim que sai da carruagem.

— Lúcia! Hahaha! — abracei ela forte.

— Eu senti tanto a sua falta!

— O que você faz aqui? — Um Lufano perguntou.

— Por que voltou? — Uma Lufana perguntou curiosa.

— Eu decidi voltar para a escola, acho que devo um pedido de desculpas pelo que aconteceu antes...

O clima pareceu um pouco pesado de repente. Lúcia finalmente me soltou.

— Ah... Sobre isso... -uma Lufana olhou os pés envergonhada.

— Desculpa a gente... Foi na hora da raiva, não odiamos você nem nada do tipo...

— Tá tudo bem, pessoal. — Sorri para aliviar a tensão.

Vários alunos da minha casa começaram a me ajudar a carregar as malas, eles pareciam exatamente como antes, estavam gentis e acolhedores mesmo depois de tudo o que eu fiz.

Parei na escadaria enquanto todos entravam na sala comunal com as malas.

— Lúcia, precisamos conversar.

— O que aconteceu?

— Desculpa por não ter respondido as suas cartas, a minha empregada pegou todas e não pude ler.

— Tá tudo bem, sua boba! O que importa é que você está de volta, a escola estava meio chata sem você.

Abracei Lúcia mais uma vez, e ela fez o mesmo. Ficamos um tempinho assim até que me lembrei do meu objetivo.

— O que você e a Lorie descobriram? Tenho tanta coisa para te contar.

— Ah! Bom, depois que você foi embora não encontramos mais tantas coisas, mas conseguimos pegar algumas palavras que tínhamos pedido a alguns alunos.

— As palavras que faltavam?

— Sim! Tá em uma folha no dormitório, vou te mostrar.

Fomos para o dormitório e Lúcia me mostrou as palavras que faltavam, e não fiquei tão surpresa quando formulei toda a frase.

Meu resultado foi "Eu não queria, a todos que perderam aquela flor... Me Desculpem"

— Eu sabia, foi um acidente. -afastei a folha dos olhos.

— Mas não dá para ter certeza...

— Aparentemente ele gostava mesmo de criar feitiços, tudo indica que ele foi testar um feitiço e isso acabou destruindo a torre de astronomia. E a garota devia estar com ele nessa hora.

— A claro, a Insanis Broom! Ouvi dizer que a Petúnia fazia parte do time de quadribol, ela deve ter se oferecido para testar esse feitiço.

— E acabou dando errado... Mas ainda assim, foi um acidente, não faz sentido ele ter sumido após isso... Algo aconteceu.

— Talvez a tal pessoa K tenha influenciado ele para fugir.

— Lúcia, e se essa pessoa ainda está aqui na escola?-olho ao redor e falo mais baixinho.

— O quê?! Mas seria muito arriscado para ela, não acha?

— Não se todos tiverem esquecido dela, talvez o feitiço que apagou a memória de todos tenha ajudado essa pessoa a continuar nas sombras.

— Então ela poderia continuar na escola...

— Acima de tudo, por que ela continuaria aqui? Não vejo o que ela poderia ganhar ficando aqui...

— Tem razão, isso não faz mesmo sentido.

— Duvido que ela esteja atrás de algum item mágico dentro de Hogwarts...-cochicho.

— Ela deve ter algum objetivo oculto.

Uma Lufana entra no dormitório, é Sarah.

— Susie! Fiquei sabendo que voltou a escola, que bom... Sabe, desculpa por antes.

— Não precisa pedir desculpas novamente, Sarah, eu quem peço dessa vez... Eu fui muito imatura antes, e acabei fazendo a Lufa-Lufa perder pontos.

— Ainda não nos recuperamos disso, mas tenho certeza que com você aqui, nós podemos ganhar mais alguns.

Sorrio e vejo Sarah saindo.

— Vamos jantar Susie, precisamos falar com a Lorie e contar tudo o que descobrimos.

— Tem razão, também preciso contar uma coisa a vocês sobre o garoto...

— Coisa? Que coisa??

— Você vai descobrir logo.

Saímos do dormitório com Lúcia perguntando muito curiosa sobre o que eu iria revelar, ela queria pistas sobre isso.

Ao sair vimos a professora Milore, ela me olhou e sorriu.

— Susie! Você voltou! Que bom ter você aqui novamente.

— Professora Milore! É bom ver a senhorita novamente também.

— A escola ficou bem chatinha sem você aqui, senti falta das confusões-ela piscou, divertida.

Eu e Lúcia rimos.

— Eu só voltei pela festa fantasia de Halloween.

Lúcia me deu um tampinha e a professora riu.

Após isso fomos ao jantar no grande salão, fiquei surpresa ao ver vários alunos dizendo que estavam felizes por eu ter voltado.

— Quem diria que você voltaria, veio deixar a Lufa-Lufa com -100 pontos agora?-Bem exceto o Max-idiota.

Ignorei seu comentário e voltei a comer. O diretor Joseph se aproximou do palco para começar o seu discurso noturno.

— Acreditem, estou mais surpreso que Susie por ver toda essa empolgação de todos vocês, vejo, e fico orgulhoso de todas essas atitudes.

O diretor Joseph me olha e sorri.

— Por isso vou dar 10 pontos para a Lufa-Lufa por essa atitude acolhedora e arrependida.

Lúcia me olha com a boca aberta e começa a me sacudir alegremente.

— E a senhorita Susie em especial por perdoar seus colegas. E ter voltado para a escola. Dou 5 pontos alegremente.

Os alunos da Lufa-Lufa aplaudem contentes com o presente. O jantar prossegue um pouco mais animado com todos conversando e colocando o papo em dia.

Ao final dele, vejo Lorie saindo com a sua casa, e puxo ela.

— Preciso te contar uma coisa, Lorie!

— Apenas chamar o meu nome era o suficiente. O que você quer?

— Eu não posso dizer isso aqui, prefiro mostrar a vocês duas.

Aponto para Lúcia mais atrás, acenando ansiosa. Lorie suspira, é tão preguiçosa.

Enquanto vamos para a sala comunal, conto a elas que Tommy é meu irmão.

— O quê?! Isso é loucura!-Lúcia diz muito perplexa.

— Agora faz sentido... — Lorie toca o queixo.

— Não é!? Mas tudo agora faz sentido. Tenho a prova no dormitório, espera aqui Lorie, vamos buscar.

Entro no dormitório e olho minhas coisas todas reviradas e jogadas no chão.

— O que aconteceu aqui?! — Lúcia grita.

— Quando a gente chegou já estava assim-uma Lufana diz.

— Vocês esperam mesmo que eu acredite nisso?! Como puderam fazer isso com a Susie?! -Lúcia grita novamente.

— Desculpa Susie! Mas não foi a gente, é sério. Acabamos de chegar também.

— Eu sei...

Lúcia me olha incrédula enquanto reviro a minha mala.

— Alguém conseguiu o que queria....

— O quê?... O quê?? — Lúcia me olha.

— O caderno de feitiços do meu irmão, sumiu...

doc

— Como assim “sumiu”?? — Lorie pergunta.

— Acabamos de entrar lá, as coisas da Susie, estavam todas bagunçadas, alguém entrou no dormitório e revirou as coisas dela.

— O caderno que meu irmão usava para anotar os feitiços que criava não estava mais lá, foi levado...

— Isso... -Lorie parecia finalmente entender, assim como eu.

— O quê?? O quê?? — Lúcia perguntou mais curiosa.

— A coisa que o K tanto queria, era o caderno de feitiços do meu irmão. Era por isso que ele ainda estava na Escola, era isso que K queria. Por isso estava escondido em casa!

— E você o trouxe consigo, você é burra ou o quê?-Lorie não poupou tempo para me chamar de burra.

— Não tinha como eu saber que era isso, tá bom!?

— Gente, não vamos perder tempo aqui, precisamos achar o caderno, ou qualquer pistas dele.

— K já deve estar bem longe daqui em um momento desses.

— O que devíamos fazer?

— Quem você acha que poderia saber do seu irmão Susie? Quem se aproximou de você com a intenção de conseguir algo? Conhece alguém assim?- Lorie diz.

Lúcia repentinamente me olhou como se um "Click" tivesse surgindo em sua mente.

— Ah não... Não pode ser...

Me virei rápido pegando a minha varinha, seja lá qual é o motivo dela ter ficado durante tanto tempo para conseguir um caderno de feitiços, significa que boa coisa, não é!

— Lúcia chama o diretor Joseph e todos os outros professores que encontrar, agora! — Corri para fora do corredor.

Lorie veio atrás de mim, correndo e me alcançando.

— Você acha que é ela mesmo? A professora Milore?

— Só pode ser! Ela entrou recentemente na escola, ela mesma se entregou quando disse isso! Também não devolveu os livros de magia do meu irmão! — pulei a cada dois degraus da escada.

— Você deu os livros dele para ela?! Você é mesmo muito tonta!

— Cala a boca! Eu achei que podia confiar nela! E ela me enganou...

— Muito esperta!-ela gritou sarcástica, me alcançando novamente.

Passei pela Madame Elvira que guiava alguns alunos da Grifinória para os dormitórios.

— Nada de correr nos corred- Lorie?!

— É uma emergência!

Eu finalmente estava alcançando a sala de feitiços quando vi a professora Milore saindo de lá com uma mala. Parecia apressada, e para a minha sorte ela ainda não havia conseguido sair do castelo.

— Professora!

Ela se virou me vendo parar no meio do corredor. Arfava muito, estava cansada de tanto correr pela escola imensa!

— Senhorita Susie??

— É a senhora não é?! O K!

— O quê?! Do que você está falando, afinal?-ela parecia confusa.

— A senhorita sabe muito bem!-apontei a minha varinha para ela.

Lorie chegou logo após e também apontou a varinha.

— Já sabemos de tudo...

Houve silêncio por um instante até Milore abrir a boca, seu corpo magro era iluminado pela luz da lua, vinda da janela imensa atrás dela.

— Eu só queria pegar isso e ir embora sem causar problemas a você...- ela guardou o caderno na capa.

— "Sem causar problemas"!? Você usou o meu irmão e prejudicou a minha família desde o início! Como pode dizer isso?!

— Sua família você diz...- vi o rosto gentil da professora escurecer enquanto um sorriso forçado surgia.

— Devolve o caderno do meu irmão e me diz onde ele está! O diretor Joseph e os outros vão chegar logo, é o fim para você!

— Susie, eu preciso ir embora. Você não entende-

— Você não vai a lugar algum! Eu acreditei em você! E você me usou! Mas eu não vou deixar você me manipular novamente... Não vou!

A professora suspirou e apontou o dedo para nós duas. Minha varinha e a de Lorie voou para o chão, próximo aos seus pés.

— C-como você!...-olhei as varinhas no chão enquanto ela se abaixava para pegar a minha.

— Minha magia vai além de uma varinha... Eu não preciso mais delas... E essa sua varinha, eu reconheço... assim como ela me reconheceu naquele primeiro dia.

— Do que você está falando? E por que você precisa do caderno do meu irmão!? Se já é tão poderosa!

— Susie calma, ela pode nos machucar-Lorie disse baixinho.

— Eu nunca machucaria a Susie!-ela pareceu ouvir.

— Tsk, eu quero respostas! Estou cansada de todo mundo esconder segredos de mim! Quero a verdade! Por que você precisa desse caderno?!

— Há muitos feitiços que eu ainda não sei, e poucos tem a habilidade de criar feitiços... Então eu quero essa habilidade, eu preciso.

— O quê?... O que você quer dizer com isso?

— Quando vi o que o seu irmão é capaz de fazer, eu fiquei impressionada, me aproximei dele e incentivei que ele continuasse praticando, mas então o acidente aconteceu... — ela ficou seria de repente — E eu vi a oportunidade perfeita para tê-lo para mim.

— "Tê-lo"?! Você... Você está com o meu irmão?! Devolve ele, agora!

Tentei me aproximar dela, mas Lorie me segurou.

— Não vai, é perigoso!

— Me solta! Eu prometi ao meu pai que levaria meu irmão de volta para casa, e eu vou fazer isso!

Lorie continuou me segurando firme, puxo meu braço de volta enquanto a encaro ferozmente.

— Susie, você diz que odeia mentiras, não é? Mas vive em uma. Seu pai mentiu para você esse tempo todo.

Olho Milore mais uma vez. Dessa vez ela está com a minha varinha virada para mim como se quisesse me deixar pegar. Uma rajada de luzes douradas repentinamente começa a sair da varinha, um feitiço incrível que nunca vi antes parece nos envolver, eu começo a me aproximar da ex-professora.

— O que você quer dizer com isso?...

— Susie!

Lorie grita meu nome e tenta me puxar novamente, mas as luzes parecem impedir que ela se aproxime. Ventos que somente Lorie sente, começam a empurrá-la para trás.

— Seu "pai" está mentindo para você, ele não é seu pai de verdade. E seu nome não é Susie Landerwood.

— O quê?! Como pode dizer isso?! Você nem me conhece de verdade!

— Eu conheço sim, porque sempre te observei a distância, com outros olhos, sempre nas sombras. Mas sempre por perto.

— Não faz sentido! Por que você faria isso?!

— Porque eu sou a sua Mãe Susie.

As luzes douradas que antes balançavam como vento forte, dessa vez estavam brancas e lentas ao nosso redor. Me envolvendo, me iludindo. Olhei o cabo da varinha virado para mim e a aponta para a pessoa que dizia ser a minha mãe. Ela parecia vulnerável, mas a custo do quê? Por que se arriscaria dessa forma?

— Por isso eu nunca te machucaria, eu precisava ficar longe de você na época, não pude cuidar de você, tive medo de você se tornar a mesma coisa que eu sou... Mas quando vi você aqui, eu quis me aproximar e fazer parte da sua vida, mesmo que se passando como uma ingênua professora...

Katherine tocou a minha bochecha e sorriu.

— Eu não posso viver com você, mas você pode viver comigo agora. Vem comigo, vou te ensinar tudo o que eu sei, será uma bruxa extraordinária, exatamente como você foi destinada para ser. E como eu sempre acreditei que seria capaz.

Foi então que senti um toque no meu ombro, virei a cabeça para o lado.

— S-Su... sie...

Lorie parecia fraca, como se tivesse gastado todas as suas forças para me alcançar.

Olhei o rosto da minha mãe novamente, e segurei o cabo da varinha.

— Não... Você não é a minha mãe Katherine.

— Susie! -ela gritou como se a sua hipnose não tivesse funcionado.

Depulso!

Katherine foi atingida pelo meu feitiço, voou para trás acertando a janela, vários estilhaços voaram por todos os lados e ela caiu gritando muito.

Segurei Lorie, que arfava muito.

— Você... É uma tonta...

— Tem razão-mostrei o caderno na minha mão.

Lorie sorriu como se tivesse sido enganada também.

O diretor Joseph e os professores chegaram logo atrás, com Lúcia.

— Onde ela está?! -Joseph perguntou de aproximando.

— Acabei jogando ela lá embaixo.

O diretor se aproximou da janela quebrada com a Madame Elvira. O professor John e Lúcia vieram até nós para ver se estávamos bem.

— Droga, ela não está mais aqui... — o diretor disse frustrado.

— Ela ainda pode estar nas redondezas do castelo, vou alertar a todos. — Madame Elvira disse.

— Susie, o que ela queria? O que ela queria?-O Diretor se aproximou preocupado e segurou os meus ombros.

— Ela queria esse caderno, era do meu irmão Tommy.

O diretor ficou surpreso por eu saber quem Tommy era.

— O senhor... Sabia que ele era meu irmão?

— Sim... Eu nunca cairia em um feitiço de memória como aquele novamente, e ajudei o seu pai inclusive a esconder o sobrenome da família Landerwood. Ouça Susie, seu irmão era gentil e tinha dificuldade de falar com outras pessoas, eu acredito que ele jamais teria-

— Eu sei. Tenho provas, aliás, de que ele é inocente. O que aconteceu na torre de astronomia foi apenas um acidente.

O diretor pareceu aliviado.

— Mas ela ainda está com o meu irmão, senhor... O que devíamos fazer? Eu prometi ao meu pai que traria ele de volta...

— Nós vamos encontrá-lo Susie, eu prometo.

— Mesmo?

— Sim, tenho certeza de que Katherine não vai machucá-lo.

— Ela disse que precisa das habilidades dele para criar feitiços, ela está armando alguma coisa.

— Vou alertar o Ministério, todos do mundo bruxo vão ficar em alerta sobre Katherine e o seu retorno confirmado... Eu ainda não acredito que ela estava debaixo do meu nariz esse tempo todo... Mas agora não importa, porque vamos encontrar o seu irmão.

— Certo...

— O que mais ela disse Susie?

— Mais nada, senhor. Mais nada...

O diretor assentiu.

— Voltem para o dormitório, com sorte o Halloween não será cancelado amanhã.

— Espero que não seja mesmo. Ainda quero comer doces e me fantasiar com as minhas amigas.

Olho Lorie se recuperando e Lúcia sorrindo.