Não sou da Lufa-Lufa! - Fanfic Harry Potter
12 11° Episódio
Poção Pelugem
O dia seguinte chegou, a escola estava uma loucura, eles só falavam das apostas e em quem haviam apostado.
Obviamente grande parte dos alunos votaram no time da Sonserina, eles não tinham nenhum pingo de fé em nós. Não que eu esteja ofendida! É claro que não...
Mas agora que estou nesse time, eu preciso ganhar, me recuso a fazer parte de um time como esse que não ganha uma vez sequer!
Decidiram mudar o joga para amanhã por causa de uma chuvinha, mas eu não reclamo porque sinto que não estou totalmente preparada ainda. E eu não posso me preocupar com ele no momento, preciso me encontrar com a Lorie e Lúcia depois do almoço para treinarmos o feitiço Revelium.
Agora temos aula de poções com o professor John. Estamos aprendendo a poção pelugem. Uma poção que faz os pelos crescerem.
— Ele parece mais mal-humorado que o de costume, me pergunto por que todos os professores de poções são assim. Meu professor Robert era carrancudo dessa forma. — olho Lúcia ao meu lado e ela ri.
— Talvez todos eles tenham tomado a poção Lazarentum, ouvi dizer que é uma poção irreversível.
— Sério? Eu não sabia que era irreversível.
— Quem a toma fica chato, carrancudo e de mau-humor para sempre.
— Quem você está chamando de Carrancudo?
Meu corpo e o de Lúcia se arrepiam e ficam rígidos ao mesmo tempo, não notamos que o professor estava atrás de nós.
— N-ninguém professor... — Lúcia diz imóvel.
— Talvez vocês queiram tomar a poção do sono? Posso fazer uma irreversível para a senhoritas.
Ele está definitivamente nos ameaçando!
— N-não obrigada...
— Voltem ao exercício — ele bate a varinha no nosso livro, assustando ambas — Essa é a página 654 e eu pedi a página 207.
— S-sim s-s-s-senhor! — Lúcia estremece sentindo os olhos assustadores do professor.
Ele sai de trás de nós duas e vai para outra mesa de Grifinórios que conversam bastante.
— Afinal essa poção será útil algum dia? — eu cochicho colocando o pelo de rato no caldeirão borbulhante.
— Ah sim, meu pai usou uma vez quando sentiu que estava ficando calvo.
— Calvo?
— Sim, o meio da cabeça dele estava ficando pelado. Durante o desespero ele fez a poção e bebeu.
— O que aconteceu com ele?
— Papai sofreu com a cera de tirar pelos depois. O corpo dele ficou tão peludo que foi confundido pela minha mãe com o pé grande.
Acabo rindo alto e o professor me olha com fúria.
— D-desculpe professor...
Lúcia e eu nos olhamos por um tempo segurando o riso.
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Depois do almoço fomos nos encontrar com Lorie na sala de artefatos.
Lorie nos esperava sentada em uma cadeira.
— Demoramos muito?
— Bastante. — ela se levanta e a cadeira gira, virando um gato.
— O seu familiar é um gato? -Lúcia fecha a porta e olha o bichano amarronzado.
— Sim, esse é o Nick.
O gato pisca os dois olhos lentamente e começa a lamber as patas.
— Não vamos mais perde tempo. Estão com suas varinhas aí não é?
— Sim.
Retiro a minha varinha do bolso.
— Essa sua varinha não vai aprontar novamente, vai?
— Não mais, dessa vez eu me acertei com ela.
— Ótimo.
Lorie se aproxima com sua varinha.
— Fazer o feitiço Revelium é fácil, é só girar a sua varinha dessa forma. No sentido anti-horário, sacuda lentamente enquanto diz o feitiço.
Ela se vira apontando para o quadro negro.
— Revelium!
Um símbolo de uma estrela começa a aparecer no quadro.
— Isso é incrível.
— Tentem vocês agora. — ela se aproxima e segura a minha mão.
Faço a minha primeira tentativa com o auxílio de Lorie, ela me orienta para ser mais cuidadosa e sacudir a varinha lentamente. Depois de me mostrar como ela faz, ela solta a minha mão para que eu faça a minha tentativa.
— Revelium!
E eu consigo com facilidade, o símbolo desaparece e aparece o último texto que foi escrito no quadro antes de ser apagado.
— Eu consegui! Incrível...
— De primeira. Você é realmente talentosa. -ela me olha.
— Todos me subestimaram! Eu disse que era tudo culpa da varinha. -meu rosto cora levemente.
Ela revira os olhos e vai ajudar Lúcia que está com dificuldades.
— É difícil... — Lúcia reclama olhando a varinha.
— Você precisa ser paciente. Deixa eu te ajudar. Se até a cabeça dura da Susie conseguiu, você também vai.
— Ei!
Depois de algum tempo Lúcia finalmente conseguiu, e eu contei a Lorie sobre o meu plano de ir atrás dos livros, pensei que ela fosse ir com a gente, mas disse que tinha outros planos naquele momento.
Não sei por que, mas fiquei um pouco triste, eu realmente queria que ela viesse conosco. Ela não era tão irritante quanto eu achei que era, ela só era... Complicada.
— Me pergunto o que ela vai fazer a essa hora.
— Por que você está se incomodando tanto com isso?
— O quê? Não estou me incomodando!
— Está sim. Se ela não vai com a gente não deveria ser ótimo?
— Não é isso, é que nós três estamos trabalhando juntas nessa investigação, então é natural que eu queira que ela venha também.
— Uh, entendi.
Olhamos a porta da biblioteca enquanto nos aproximamos. Nós entramos.
Vejo as imensas prateleiras carregadas de livros velhos, a biblioteca de certa forma tem um cheiro bom.
— Onde vamos procurar os livros que se mexem sozinhos?
— Acho que ele fica lá perto da sessão proibida.
— Vamos olhar. Eu não vejo a bibliotecária Karmem em nenhum lugar.
— Talvez ela só tenha saído. Vamos aproveitar isso e procurar mais livremente.
A biblioteca quase está vazia, há alguns alunos aqui e ali, mas são poucos, a maioria são Corvinos tentando ficar mais inteligentes.
Olho ao redor e principalmente acima da minha cabeça, procurando os livros que voam de um lado para o outro.
— Ali! Eles estão voando lá no alto.
Puxou Lúcia para o centro da biblioteca e os vejo flutuando, eles batem no vidro da janela tentando sair para fora como pássaros.
— Como vamos subir até lá?
— Eu vou subir, você acha que consegue me fazer flutuar com o feitiço Wingardium?
— Isso não acabou bem para o último bruxo que tentou, você já devia saber.
— Droga, você tem razão.
Meço a prateleira e penso em uma ideia idiota, escalar os degraus para conseguir alcançar os livros flutuantes.
— Você não quer mesmo que eu vá procurar a escada?
— Até você voltar com ela aqui, a senhora Karmem já terá voltado-digo já começando a escalar.
— Susie vamos deixar essa ideia idiota para lá! — ela me olha já bem no alto.
— Não! Eu consigo, estou quase lá.
Alcanço mais uma prateleira, coloco meu pé entre alguns livros e continuo subindo cada vez mais alto. A janela está começando a ficar bem próxima e a minha mão começa a esticar, na tentativa de agarrar um dos livros flutuantes.
Eu levo um baita susto quando um livro mordedor vem na direção do meu rosto.
— Waaahh!!
Meu corpo começa a inclinar, indo para uma queda, mas tenho mais uma decisão idiota.
— Susie!
Lúcia me olha agarrada nos livros flutuantes, eles começam a se mexer cada vez mais rápidos, parecem assustados comigo.
— Lúcia! Lúciaaaaaa!!!
Os livros voam comigo de um lado para o outro, me recuso a soltá-los.
— Aguenta firme! Aguentaaa! -Lúcia me encoraja enquanto procura algo para me salvar.
Alguns alunos começam a se juntar, curiosos com a gritaria.
Os livros giram rápido, e começam a voar comigo pela biblioteca.
— Essa não! Eu sabia que era uma péssima ideia! AAAAAAAAAA!
Olho uma prateleira enquanto me aproximo em alta velocidade, vou bater! Eu bato uma, duas, três vezes até conseguir me segurar na prateleira.
— Ai! Lúcia, rápido!
Ela aponta a sua varinha para os livros no meu braço, eles tentam escapar e minha mãos suadas, segurando a prateleira, começa a escorregar.
— A-aresto Momentum!- Lúcia grita.
Os livros param de lutar e eu escorrego caindo para uma queda fatal! Meu corpo para, e olho para baixo vendo a madame Karmem com um olhar furioso.
— Susie Landerwood! Você está proibida de pisar os pés nesta biblioteca outra vez!
— Droga...
doc
Olho o coordenador na minha frente e os livros na mesa dele.
— Mais um problema, senhorita Landerwood? De 900 alunos nessa escola, você é a aluna que mais veio parar na minha sala em 15 anos!
— D-desculpe senhor...
— Você causou uma confusão imensa na biblioteca! Nunca, nunca um aluno da Lufa-Lufa foi tão problemático assim!
— Sinto muito...
— A madame Karmem proibiu a sua entrada definitivamente na biblioteca, e a senhora Elvira pediu a sua expulsão. Se continuar agindo dessa forma, eu não terei outra escolha.
— Desculpe senhor, mas eu já disse antes, vocês me colocaram na casa errada, eu deveria estar na Sonserina! A Lufa-Lufa não é a minha casa! É por isso que tudo vem acontecendo.
— Isso não é desculpa para as suas ações! Os alunos da Sonserina são travessos sim, mas nenhum deles veio parar na minha sala mais de uma vez!
Ele respira fundo.
— O diretor está em Londres agora mesmo, resolvendo alguns assuntos, então eu não vou incomodá-lo mandando uma carta. Volte para as suas aulas e não arrume mais confusão. A senhorita entendeu?
— Sim senhor... E eu posso levar esses livros comigo?
Ele olhou os livros na mesa e empilhou me entregando.
Saí da sala um pouco triste por ter sido proibida de voltar a biblioteca. Não é como se eu tivesse destruído tudo. Eu até fiz um favor para a madame Karmem e peguei os livros que ela não estava conseguindo pegar.
— Susie!
Olhei para trás e vi Lúcia vindo.
— O que ele disse? Ele vai te expulsar? Todo mundo quer saber.
— Não, ele não vai me expulsar. Só pediu para que eu não arrumasse confusão novamente.
— Isso vai ser difícil — ela ri e eu permaneço seria.
— Vamos olhar o que tem nesses livros.
Enquanto carregávamos os livros juntas, eu vi a professora Milore se aproximar.
— Ah Susie! Como você está? Eu soube do que aconteceu...
— Estou bem, não me machuquei muito.
— Por que você estava se arriscando dessa forma?
— Estávamos tentando pegar esses livros aqui, estavam enfeitiçados, mas Lúcia conseguiu quebrar o encantamento.
— Oh, esses Livros...
— São do aluno que desapareceu, a gente acha que talvez possa ter uma pista sobre ele aqui. Algo que possa ajudar meu pai e pai da Lorie.
— Oh, é verdade... Eles são detetives.
— Sim.
— Posso olhar? Sendo professora de magia talvez eu possa saber que feitiço foi usado.
— Mas é claro.
Entrego um livro para a professora Milore que olha as páginas rapidamente, imagino que ela esteja tentando encontrar algum resquício de magia.
...
— A senhora notou algo?
— O quê?
— Nas páginas?
— Não notei nada...
— A senhora quer levar os livros para examinar primeiro? Talvez precise de mais tempo.
A professora me olha e sorri.
— Você tem razão, não é bom olhar essas coisas aqui no corredor.
Ela pega os livros comigo e Lúcia.
— Por que você entregou para ela primeiro Susie? Achei que devíamos examinar primeiro.
— Mas ela é a professora de feitiços, talvez veja algo com mais facilidade que a gente.
— Ah, tem razão.
— E eu não posso me preocupar com isso agora, preciso treinar para o jogo de amanhã, depois da partida vamos atrás da professora para ver se ela descobriu algo.
— Boa ideia, eu já estava me esquecendo do jogo.
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