Notas iniciais
Então galera, terminei de escrever essa one ontem de madrugada, como minha beta tomou um chá de sumisso, não consegui passar o capítulo. Dei uma revisada, mas com certeza não está 100%, desculpem por isso! Quando a Maneko betar, eu substituo os textos. Aproveitem. Agradecimentos ao meu Deshi idiota por estar postando esse capítulo para mim.

O quarto que estava era muito luxuoso. A grande cama dossel com lençóis de seda vermelho sangue, tendo alguns desenhos de flores de lótus feitos de fios de ouro; a madeira da cama era num tom negro acizentado que combinava com o lençol. As paredes de um tom vinho, com os mesmos desenhos que adornava a colcha, só que com a cor prata.

O guarda-roupa era da mesma madeira que a cama, assim como os criadomudos e a penteadeira.

Penteadeira....

Ele é realmente vaidoso, pensou desdenhoso.

Suspirou, jogando a cabeça para trás, repousando-a sobre o travesseiro macio e cheiroso. Cheirava a lótus.

Lótus...

Céus, aquele cheiro era tão bom, e estava passando a odia-lo.

Não tinha o que fazer. Só.... Esperar. O príncipe maldito saiu, e o deixou preso ali, naquela cama, naquele quarto.... Em seu quarto. Já havia gritado, esperneado e tentado se soltar. Mas as malditas cordas invisíveis eram pura magia. E uma magia muito forte. Não sabia o que o desgraçado havia feito, mas ele anulou totalmente seu poder. Estava sem suas armas... E sem suas roupas. Até mesmo seu braço esquerdo estava inutilizado.

Definitivamente irei matá-lo!

Mexeu-se novamente, tentando falhamente se soltar de suas amarras. Bufou, ainda mais irritado. Certo, sua irritação não provinha apenas disso, e sim que, o maldito era completamente cuidadoso. A magia era forte, claro, mas pela forma brusca como se movia seus pulsos deveriam estar machucados e avermelhados. Mas não. Não estava assim. Ele conjurou algo que, não importa o quanto se movesse, as cordas não o machucariam.

- Desgraçado! Me solte! — Exclamava furioso.

O quarto exalava a magia, então não duvidava que o Príncipe Incubus tivesse lançado algum feitico que o permitia ouvir tudo que acontecia ali dentro.

Sua respiração começou a ficar descompassada, seu corpo sentia-o quente.... Seu rosto corava e seus olhos estavam ficando um pouco embaçados. O que estava acontecendo consigo?

- Vejo que finalmente está fazendo efeito. — Virou seu rosto na direção da voz, vendo então seu algoz. — Realmente impressionante, não é a toa que é o único discípulo de Cross.

- Não se atreva a dizer o nome do meu Mestre, bastardo. — Sua voz soou entredentes. — Você o matou!

- Eu? — O príncipe riu. — É isso o que a Ordem disse a você? — Debochou. — Tudo bem então, eu matei Cross Marian. — Caminhou em passos lentos até a cama, se sentando ao lado do corpo do caçador. Levou sua mão a face rubra, acariciando.

- Não me toque.

- Não te tocar? Não é isso que seu corpo diz... — Continuou a carícia, não vendo qualquer resistência. — Vê? Seu corpo me deseja.

- Meu corpo... Há! — Riu cínico. — Não sei o que raios você fez, mas eu não consigo controlar meu corpo!

- Eu não fiz nada.

- Ah não? Então o que é que "finalmente está fazer efeito"?

- Sabe, jovem caçador.... Nós, incubus, não precisamos fazer nada para que alguém nos queira. Somos sedutores de natureza, e basta apenas um olhar para a pessoa mais frígida cair em nossos braços, loucos para serem possuídos por nós. Apesar de nos alimentarmos de atividades sexuais, ainda temos nosso companheiro decidido pelo destino.

- Ah claro, conta outra. Vocês possuem companheiros? Grande mentira! Vocês são a raça mais infiel existente no mundo dos demônios! Se você trair um companheiro de alma, ele morre!

- Nós somos fiéis com os companheiros de alma. E muitos fogem justamente disso. Não querem ficar ligamos a apenas uma pessoa, então, ao encontrar seu companheiro, eles simplesmente... Fogem. Mas não é isso que vem ao caso agora. — Depositou seu indicador sobre os lábios avermelhados do hunter, calando-o. — Nossos companheiros de alma são mais resistentes ao nosso charme natural, porém há um ponto fraco... Eles não resistem ao nosso cheiro. — O príncipe sorriu enigmático.

- Não entendo o que quer dizer com isso. — O caçador semiserrou os olhos.

- Tudo bem, não é hora de você entender isso mesmo... — E o incubus riu. — Sabe, meu adorável caçador... Hoje é meu aniversário. E eu vou possuir agora o meu mais estimado presente...

As orbes do caçador se arregalaram. Ele não iria...

- Você não iria...

- Ahh... Eu vou...

O príncipe então se levantou, retirando suas vestes uma a uma, enquanto enquanto olhava nos olhos do hunter sobre sua cama. Ah... Aquela imagem era digna de um quadro.

Os cabelos brancos, curtos até os ombros estavam soltos, espalhados sobre o travesseiro, contrastando com a cor vermelha lençol, sua pele de porcelana tinha uma pequena camada de suor que a cobria, o rosto enrubescido, os orbes pratas suavemente desfocados. As pernas afastadas, ainda presas em seu feitiço, deixava a mostra sua ereção. Os mamilos rosados, rígidos pela excitação... Aah...

Demônios... Allen Walker definitivamente era sua perdição.

Sentia-se entorpecido pelo seu cheiro adocicado. Estava excitado desde o momento que entrou no quarto, e sentiu que o odor exalado pelo menor estava mais forte pela excitação.

E sem quaisquer arrependimentos se enterraria fundo naquele corpo delicioso. Ele faria Allen gemer alto seu nome... Ou não se chamava Kanda Yuu.

Lambeu os lábios, fitando predatoriamente a figura do caçador. Já livre de toda sua roupa, se aproximou novamente, se posicionando entre as coxas toneadas do menor. Inutilmente Allen tentou fecha-las, para serem seguradas pelas mãos firmes do outro.

Yuu curvou seu corpo para frente, parando a poucos milímetros de distância dos lábios do outro, fitando os olhos mercúrio, antes de então capturar sua boca em um beijo intenso. O jovem caçador ainda tentou resistir, mas antes mesmo que percebesse estava correspondendo ao ósculo.

A língua do príncipe acariciava a sua, seus lábios se moviam em sincronia. As mãos do moreno subiram pelas coxas, acariciando com sutileza, indo em direção aos quadris, onde ficaram. Passou as unhas levemente pelo local, ouvindo com satisfação Allen grunhir entre o beijo.

Separou seus lábios, deixando um fio se saliva os conectarem, que logo se partiu. Afastou-se de Allen, olhando-o de cima, adorando perceber como ele parecia tão dócil naquele momento.

- Sabia que a saliva de um incubus é como um afrodisíaco? Você deve estar tão entorpecido... Completamente apetitoso. — Yuu mordeu sem força o lábio inferior do albino.

Suas mãos foram subindo pelo dorso despido, alcançando os mamilos. Pegou ambos entre o polegar e o indicador, beliscando e puxando. Se divertindo ao ver a adorável reação do caçador, que tentou engolir o gemido e arqueou as costas.

Salivou ao imaginar o gosto que o outro teria, porém só atenderia seu desejo depois. Inclinou-se novamente, para então dedicar suas carícias ao pescoço, mordendo, chupando e lambendo. Deliciando-se com as reações do hunter, que tava a todo custo conter os gemidos, para não mostrar que apreciava o que o Príncipe fazia.

- Desista, caçador... Eu sei que você gosta. — Sorriu ao ver o menor franzir o cenho, e lhe olhar irritado.

- Nunca. — Rosnou.

- Oh, então façamos uma aposta... Se você não gemer meu nome até o final da noite... Te deixo ir. Caso contrário... Você será meu.

- Então é só não gemer seu nome que me livro de você? Fechado então.

- Só para lembrar... Meu nome é Yuu.

E mais uma vez tomou os lábios de Walker para si. Desta vez não houve qualquer resistência. Juntou mais seus corpos, e quando as ereções se tocaram, ambos ofegaram, separando as bocas por curtos segundos.

Allen puxava suas mãos em reação os estímulos, e mesmo não admitindo, desejava mergulhar suas mãos naquelas cortinas negras azuladas. Movia-se agoniado sob o corpo do incubus, acabando com roçar mais vezes seus membros, causando mais suspiros.

- Me solte... — Grunhiu, a os lábios se roçando enquanto falava.

- Ainda não. — Yuu mordeu seu lábio, partindo depois para a bochecha, onde depositou um pequeno beijo, e foi descendo até alcançar o pescoço.

- Por favor. — Mas o que demônios estava fazendo? Suplicando para ser solto?!

O príncipe lhe fitou por curtos segundos, antes de apontar o indicador da mão esquerda para seu braço direito. O único membro seu que ficou solto naquele momento. Não precisou pensar duas vezes antes de encaminha-la aos cabelos negros.

- E nem tente escapar, seu braço esquerdo permanecerá selado. — Mordeu a clavícula com força suficiente para deixar marcado, sem tirar sangue.

Não conteve um suspiro quando seus cabelos foram puxados, e em resposta chupou ao lado da marca que havia feito com seus dentes. Allen disse algo incompreensível, mas não se importou, dando sua atenção a cútis imaculada do menor. Suas carícias desciam e subiam pelo abdômen, parando então em um local que estava lhe chamando desde que botou seus olhos nestes.

Sorriu maldosamente ao ver os mamilos rígidos e rosados, passou a língua no direito lentamente, mordiscando o bico e o puxando. Walker gemeu entre dentes, arqueando imperceptivelmente as costas. Desde quando aquele lugar era tão sensível? Não duvidava que tinha dedo do maldito incubus naquilo.

Mexeu as pernas, desconfortável em permanecer na mesma posição por tanto tempo. E como se lesse sua mente, Yuu sussurrou algo, — arrepiando sua pele pelo ar quente ter entrado em contato com seu mamilo, molhado pela saliva do moreno — e tão logo sentiu que suas amarras alongaram, permitindo que movesse seus pés com mais liberdade.

- Não acha que está carinhoso demais? — Perguntou desgostoso.

- Ora, ora, quer que eu seja mais bruto? Não pensei que fosse masoquista, hunter. — Sua face foi tingida de escarlate. E como vingança por isso, puxou com força os fios meia-noite enroscado em seus dedos.

Só não fosse esperar que Kanda gemesse.

E que um arrepio se alastrasse por sua espinha ao ouvir aquela voz rouca verbalizar o prazer que sentiu.

Merda, mordeu o lábio inferior, odiando os turbilhões de sensações que correu em seu corpo. Como poderia gostar de ouvir aquele cara gemer? Realmente, aquele cheiro impregnado no quarto era algum tipo de veneno, só podia ser isso. Nunca se sentiu tão excitado na vida só por causa de um simples perfume.

Abriu os olhos que nem havia notado ter fechado, e ofegou ao ter o olhar de Yuu dirigido ao seu rosto... Aqueles olhos negros que pareciam lhe devorar, instigavam a luxúria que nunca sentiu na vida a ficar a flor da pele. Céus, aquele homem acabaria consigo e com todo seu orgulho naquela noite, sentia isso.

Engoliu em seco quando percebeu que o Príncipe se abaixava em seu corpo, traçando um caminho de mordidas por onde passava. Dedicou então sua atenção às coxas fartas, pegando a direita, lambendo sua extensão, para depois chupar uma região próximo a virilha, e ver que ele ignorava propositalmente sua ereção fazia com que essa pulsasse apenas em imaginar como seria ter aqueles lábios o envolvendo.

Mas que merda eu to pensando?!

Não conteve um suspiro quando Yuu mordeu uma parte sensível de sua coxa. Graças ao fato do moreno ter alongado as cordas invisíveis, conseguia dobrar as pernas, flexionando o joelho esquerdo, já que a outra perna estava em posse do incubus. Embrenhou a mão livre nos cabelos do outro novamente, sinalizando onde queria que o moreno colocasse a boca.

Kanda ignorou ainda por alguns instantes sua muda súplica, entretanto não resistiu a vontade de toma-lo em seus lábios, cumprindo então seu desejo de uma vez. Sorriu ao ver a reação de Allen, que arqueou as costas, gemendo alto, enquanto puxava seus cabelos, tentando canalizar de alguma forma o imenso prazer que sentiu.

Sua língua percorreu toda a extensão, lambendo e chupando a glande. Porém não tinha interesse em enrolar com a carícia, começando logo a sucção com um movimento de vaivém. Walker não conseguia conter os gemidos, por alguma razão as sensações sentidas pareciam mil vezes mais forte, por este motivo sabia que não aguentaria muito tempo.

Tentou mover seus quadris para cima, nunca tentativa de aumentar seu prazer, mas Kanda não pensava dessa forma, segurando com firmeza sua cintura, impedindo-o de se mover. A sensibilidade era tão forte que apertava os dedos dos pés; seus lábios permaneciam afastados, e os gemidos saíam sem que conseguisse conte-los, coisa que agradava completamente o incubus entre suas pernas.

- P-pare- ah! Estou... quase... — Puxou novamente os fios negros. Gemendo languidamente. Yuu não se importou com o aviso, continuando seus movimentos.

Utilizou de suas longas unhas para arranhar suavemente a parte interna das coxas de Allen, tal ato causou um longo arrepio no albino, que gritou em êxtase, despejando seu sêmen na boca alheia. Largou-se sobre a cama, respirando ruidosamente. Direcionou seu olhar ao Príncipe, que se sentou entre suas pernas, lembrando os resquícios de seu prazer que escorreu pelo canto dos lábios.

- Delicioso.

O caçador permaneceu quieto, tentando apenas regularizar sua respiração. Seu corpo continuava quente, se sentia insaciável, e tinha certeza que a culpa era daquele perfume de lótus que exalava por todo o quarto, tendo sua fragrância mais forte vinda de Yuu. Franziu o cenho com este fato.

- Tem como parar de soltar esse odor? — Questinou rudemente.

- Odor?

- Sim. Esse maldito cheiro de lótus. Não sei que droga você colocou nesse perfume. Tira. — Kanda lhe fitou por longos segundos, e não resistiu em rir.

- Isso não é droga nenhuma, é meu perfume natural.

- Então pare de soltar esse odor.

- Impossível.

- Tsc. — Virou o rosto para o lado. — Agora tem como me soltar? Não gemi seu nome.

- Quem disse que acabou? A brincadeira só está começando.

Kanda sorriu marotamente. O caçador suspirou e tornou a olha-lo, dessa vez se permitindo analisar minuciosamente o outro. Os cabelos negros desciam como cascatas em suas costas, tendo apenas duas mexas jogadas para frente. Desprovido de qualquer veste, — já que esta retirou ao entrar no quarto — pôde ver sua barriga definida, seus ombros largos, coxas e panturrilhas firmes, e... seu pênis majestosamente ereto. Engoliu em seco, sentindo mais um novo arrepio. Por alguma razão não estava repudiando a situação, muito pelo contrário.

Como poderia gostar de estar sob o controle daquele demônio? Estava louco, só podia ser isso. Se recusava a admitir que estava sentindo tesão ao ver aquele homem nu.

- Gosta do que vê, hunter?

- C-claro que não! — Gaguejou e corou.

- Não é o que certa parte do seu corpo diz.

Yuu tocou a mais nova ereção do menor ouvindo-o suspirar.

- Está na hora de eu aproveitar também.

Debruçou-se sobre o albino, tomando seus lábios em um beijo intenso. Allen sabia que não adiantaria nada resistir, e, bem, ele mesmo não queria, apesar de não admitir isso nem para si mesmo.

Entorpecido pelo longo ósculo, não notou quando Kanda, com os dedos lubrificados, inseriu o indicador em sua entrada, apenas notando esta nova carícia quando já possuía três dedos em seu interior, tal carícia era feita com rapidez, investindo com força, acertando um ponto dentro de si que chegaria ver estrelas, e gemer arrastado.

Yuu sentia seu autocontrole por um fio; os gemidos, as reações de Allen estavam lhe provocando de uma forma que não possuía o poderio de si mesmo, coisa que nunca aconteceu antes. Todavia, sabia o porque esta situação ocorria pela primeira ver...

Acontecia por ser Allen ali.

É clichê, é ridículo e romântico demais para ele mesmo, entretanto, o que poderia fazer? Aquele garoto era...

- Ahn~ pa-pare de me torturar. — Seus pensamentos foram cortados pela súplica feita entre gemidos.

Direcionou seu olhar ao rosto do menor, contemplando sua face corada pelo prazer, os lábios rosados e intumescidos, os olhos deslocados e semicerrados. Investiu mais uma vez com força, utilizando seus dedos apreciando o arquear das costas pálidas, e o novo gemido a ser liberado.

Certo.

Havia chegado ao seu limite.

Retirou os dedos de dentro de Allen, segurou em ambas as coxas do outro, afastando mais as pernas tendo uma ótima visão de sua entrada rosada, que parecia lhe chamar, pedindo para que se enterrasse ali. Não fez de rogado, apoiou as pernas do caçador em seus ombros, ainda inclinar o sobre este, guiou seu membro ante a entrada, penetrando-o lentamente. Roubou-lhe mais um beijo, para distraí-lo da dor inicial, ficando orgulhoso de si mesmo ao ver que teve efeito.

A mão livre de Allen apertava com força o travesseiro sob sua cabeça, sentia-se tão... cheio.

As bocas se separaram quando Yuu arremeteu-se em seu interior mais uma vez, fazendo o albino gemer manhosamente; quando os movimentos se repetiram com mais velocidade e força, não tentou conter os sons — que julgava serem vergonhosos — de sair. Abriu os olhos, que tinha mantido fechados quando foi beijado, e sentiu sua ereção pulsar de prazer ao fitar o moreno sobre si. As bochechas quase imperceptivelmente rosadas, os lábios suavemente separados, os olhos negros puxados pela aparente descendência asiática nublados em deleite, mas que o observava fixamente, como se não quisesse perder nenhum mínimo detalhe. Este fator fez seu rosto enrubescer ainda mais, sentia como aquelas perigosas orbes pudessem ler sua alma.

Kanda segurou suas pernas novamente, passando a investir com mais ímpeto. Levou sua mão livre em direção ao seu membro, na intensão de começar a se masturbar, porém Yuu não deixou concluir a ação

- Não ouse se tocar. Te farei gozar sem precisar disso.

A certeza naquelas palavras o deixou surpreso. E, por alguma maldita razão, obedeceu a ordem dada pelo moreno, levando então sua mão para o braço do outro, onde fincou suas curtas unhas ao ter novamente sua próstata acertada. Yuu passou a tocar naquele mesmo lugar a todo o momento, levando Allen a loucura.

- Y-- — se interrompeu ao notar seu pequeno deslize.

Notando que quase havia ganhado a resposta, o incubus olhou para o caçador, penetrando com mais afinco. Ele tinha que ganhar aquela aposta. Ou melhor, ele vai ganhar.

Walker mordeu seu lábio inferior com força, usando de sua pouca consciência para não sucumbir. Tarefa difícil, ele tinha que admitir, todo aquele turbilhão de sensações o embriagava, ainda mais com aquela maldita fragrância de lótus que despregava do maior.

Os movimentos continuaram, e dessa vez nem Yuu se controlava, soltando suspiros e gemidos baixos, próximos à orelha de Allen. O albino se sentia agoniado, sua ereção implorava por alívio, e sabia que se as coisas continuassem naquele ritmo, realmente chegaria ao ápice sem precisar se tocar. E se recusava a dar esse orgulho ao Príncipe. Mas então, porque.... Sua mão insistia em permanecer no braço do outro?

Kanda desceu as mãos das coxas para a cintura, envolveu o corpo do menor em seus braços, e o atrito dos corpos criado pelo pouco espaço entre eles foi o que serviu como mais um estímulo para Allen, que passou o braço ao redor do pescoço do moreno, arranhando seu ombro ao sentir aquele duplo prazer.

Seu segundo orgasmo daquela noite não demorou a vir, sujando ambos os corpos com seu prazer. Sua entrada, já apertada, estreitou ainda mais o membro de Yuu, que estalou a língua, antes de gozar dentro do menor.

Deixou-se deitar sobre o albino, que pareceu não se importar com o peso extra, ficaram em silêncio pelo que pareceu minutos, apenas apreciando a presença um do outro.

Yuu levantou, observando a figura decomposta do albino, que ainda tinha a respiração fora do compasso. Suspirou longamente, para depois sorrir de canto.

- Descansou tempo o suficiente. Vamos para o próximo round, afinal.... você quase gemeu meu nome.

Merda... Mil vezes merda, praguejava em seus pensamentos. Desviou o olhar, evitando contato com aquelas malditas orbes negras que estavam começando a lhe hipnotizar.

- Como eu sou uma pessoa muito boa, vou lhe soltar, mas.... seu braço ainda continuará selado.

Allen sentiu quando suas pernas foram libertadas, porém o braço esquerdo foi envolvido por uma aura azulada, com escritas na língua dos demônios ao redor. É... Havia subestimado Kanda. Se tivesse lutado com ele, com certeza perderia. Esse pensamento o fez suspirar desanimado.

Surpreendeu-se quando foi virado na cama, ficando sobre seus joelhos e as mãos.

- O que diabos está fazendo?! — Questionou, tentando se virar, logo sendo impedido pelas mãos de Yuu, que o firmou no lugar.

- Fique quieto. A brincadeira não terminou.

Teve as nadegas apertadas e logo afastadas, não conteve um suspiro quando teve a cintura mordida.

- Acho que estou me viciando no seu corpo, caçador.

Kanda lambeu a extensão das costas do garoto sob seu corpo, sentindo o gosto salgado de seu suor. Mordiscava alguns pontos, em outros chupava, fazendo questão de deixa-lo bem marcado.

Inferno, como queria reivindica-lo naquele momento... Mas sabia que não podia fazer isso não até que Allen entendesse e aceitasse o que lhe explicou nas entrelinhas. Por que esse garoto tinha que ser tão lerdo?

Passeava as mãos em sua silhueta, descendo pelo tronco, parando nos mamilos, apertou o bico, ouvindo o menor gemer audivelmente. Walker estava tão deliciosamente sensível. Lambeu os labios, direcionando sua mão direita à boca do albino.

- Chupe. — Sentiu apenas quando aquela boca quente começou a sugar seus dois de seus dedos, como se fosse o doce mais saboroso que provara.

E aquela obediência estava lhe deixando mais excitado, mas não escondia o quando adorava o jeito arredio do outro, isso o instigava a provoca-lo ainda mais. Sua mão esquerda sem hesitar desceu pelo abdômen, agarrando seu membro assim que o alcançou, passando então a manipula-lo.

Os sons que o menor soltava saíam abafados, mas nenhum dos dois se importava com isso. Não sentia vontade de enrolar mais uma vez com preliminares, desta forma tirou seus dedos da boca de Allen, levando sua mão para cintura, encaixando seu pênis na entrada do albino.

Os gemidos soaram ao mesmo tempo, e Yuu não tardou a começar seus movimentos. Investia o quadril para frente, notando que daquela vez Allen participava mais do ato, ao empurrar seu corpo para trás. Seus braços perderam a força depois de algum tempo, ficando então apenas com a cintura arrebitada, no momento em que sua cabeça ficava deitada sobre seus braços.

Sua mente ficou em branco, a única coisa que percebia era como aquele cheiro de lótus lhe enlouquecida e em como sentava sentindo-se bem ao ter o moreno dentro de si. Pelos deuses, com certeza não se reconheceria quando tudo aquilo acabasse.

Num novo movimento que foi feito com mais força, sem qualquer piedade Kanda passou a acertar sua próstata, fazendo-o ver estrelas de tão boa que era a sensação. E seu deslize fora esse... Permitir que seu controle fugisse.

- Yuu~ m-mais rápido.

Havia cavado sua própria cova.

- Como quiser.

Sorrindo ao ter ganho a aposta, atendeu ao pedido do menor. Continuava a masturba-lo no mesmo ritmo das estocadas, e sabia que com isso Allen não duraria muito. E nem ele mesmo.

Chegaram ao ápice quase ao mesmo tempo, e a satisfação de Kanda chegou ao auge quando ouviu o menor gritar seu nome enquanto gozava. E tinha certeza que a cena ficaria gravada em sua mente pelo resto de sua vida.

Allen Walker não escaparia nunca de suas garras.

- — — -

Allen havia desmaiado de exaustão. Certo, admitia que havia exagerado na dose, passando a noite toda entre brincadeiras. Acabou que banhou o albino, antes de lavar a si mesmo, trocou os lençóis que o Walker conseguiu rasgar de alguma forma, e aconchegou-se na cama com este, não demorando em dormir.

Acordou quando sentiu o caçador se mover em seus braços, resmungando sobre dores nos quadris. Abriu os olhos e sorriu quando vê-lo tentar se levantar.

- Bom dia, caçador.

- Você quer dizer péssima tarde, não é, desgraçado? — Não dignou-se a responder e nem se importou com a forma como este falou consigo, apenas murmurou algumas palavras e notou quando o cenho de Allen se suavizou. — Não pense que vou agradecer por isso.

- Não precisa, afinal... já tenho um grande agradecimento em saber que será meu a partir de agora.

O hunter lhe ignorou, dirigindo-se ao banheiro e trancando a porta. Seu braço esquerdo ainda estava selado, não sabia onde o maldito Príncipe havia colocado suas roupas e nem seu golem. Suspirou, encostando a testa na porta. Repassou o dia anterior em sua cabeça, e só se amaldiçoava ainda mais por ter sido tão fraco.

E ainda havia aquele maldito cheiro de flor de lótus e-

"- Nossos companheiros de alma são mais resistentes ao nosso charme natural, porém há um ponto fraco... Eles não resistem ao nosso cheiro. "

" -Esse maldito cheiro de lótus. Não sei que droga você colocou nesse perfume. Tira.

- Isso não é droga nenhuma, é meu perfume natural."

Não... Não podia ser.

Ele não... céus, tinha que estar errado, tinha que estar. Estava louco, alucinado, era impossível que aquele Príncipe ridículo fosse...

- Finalmente percebeu, caçador? — A voz de Yuu soou do outro lado da porta.

- Isso só pode ser mentira.

- Para minha extrema felicidade, não... Não é mentira. Nós somos companheiros de alma, meu adorável caçador.

Definitivamente havia cavado sua própria cova ao se candidatar para ser aquele que caçaria Kanda Yuu, o princípe incubus.

Ele, Allen Walker, um dos melhores caçadores de demônios, estava completamente ferrado.

Notas finais
Hello people!
Como é meu ritual, sempre (assim planejo) terá ones de aniversário dos meus bebês sz
E essa aqui surgiu como uma long. Bem, será uma long, mas decidi usar o tema para ser a one de niver do Yuu (escolha feita com a ajudinha da Sweet Death, obrigada sz), e como sou má, não sei quando vou postar a long, porque nem comecei ela *apanha* essa é como um extra antecipado (?)
Espero que tenham tido muitas hemorragias nasais ♥

Sobre Akai e dpf: finalmente estou conseguindo escreve-las! Eu estava totalmente travada, não saia nem uma vírgula. Mas ainda não sei uma data prevista para postar.
Reviews são amor, então amem essa pobre autora! Bye!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!