Não me deixe ir

21 Capítulo 21 - Para distrair um alce


Notas iniciais
Olha quem voltou dos mortos! Uhull! Sério gt, sorry pelo sumiço o_o Eh q eu fiquei atrapalhada - coisas da vida real, e etc! Anyway aqui está o cap. 21 xD Btw, eu queria ter encaixado mais uma cena de pegação dos dois, mas eu achei q ia ficar mmmmmuita coisa num só capítulo, me esse eu quis deixar com mais draminha familiar - o que é Supernatural sem drama familiar? Anyway, desculpem novamente pela demora! O próximo cap. eu espero que saia mais depressa!! Kissus amores, e boa leitura ;)

Não me deixe ir

21 – Para distrair um alce

O cabelo loiro ainda brilhava com algumas poucas gotas de água caindo dele. Dean esfregava a toalha branca para frente e para trás sentindo os respingos em seu rosto vermelho devido ao banho. Parou no seu quarto removendo a toalha da cintura e começando a se vestir. Pôs uma calça jeans clara rasgada nos joelhos, uma camiseta verde escura sobreposta pela boa e velha camisa xadrez de mesma cor. Bagunçou o cabelo para o alto sacudindo os dedos entre as melenas claras e deu-se por satisfeito quando elas pararam no lugar.

Só agora o estômago reclamou da falta de alimento e ele fez o caminho até a cozinha sentindo-se renovado. Ouviu o som do teclado do notebook de Sam ao longe enquanto quebrava alguns ovos na frigideira. Resolveu fazer o bastante para os três. Sem nem perceber os lábios esticaram rapidamente ao imaginar que cara Cas faria ao experimentar seu café da manhã. Ele gostaria de comer bacon? Preferiria com muita ou pouca gordura? Baseado na maneira que o ex-anjo comia seus hambúrgueres, Dean acreditou que ele gostaria de ter ao menos um pouco de banha em cima da carne frita.

Os ovos ele preferiu fazer mexidos com um pouco de pimenta e queijo, nada sofisticado, mas nem tão simples assim. Conforme quebrava os ovos dentro de uma tigela Dean se viu preso outra vez dentro duma rotina familiar, porém ao invés de se assustar como antes abraçou o breve momento despreocupado.

Terminando de preparar tudo pensou porque não colocar a mesa? Sua mãe costumava fazer isso nos cafés da manhã em sua casa antes de... De tudo; e por alguma estranha razão ele achou que seria certo o fazer hoje – mesmo que ele e Sam não tivessem mais esse costume, ou nenhum outro tipo de hábito banal. Bastava um prato e garfo na mão e eles comiam em pé mesmo. Contudo o dia estava calmo, suas vidas pareciam tranquilas por hora, então ele pensou; não custa nada, certo?

Ao por os copos na mesa uma rápida lembrança cruzou sua mente; Mary, de pé num canto da cozinha da sua velha, casa murmurando alguma música do Beatles conforme terminava de ajeitar o café. Sam num pequeno berço próximo a mesa quase dormindo de novo, e seu pai sentado lendo o jornal. Na outra cadeira ele observava sua mãe terminar de fritar os ovos, olhando por cima do ombro seu filho, sorrindo.

É. Manhãs como essa eram boas de vez em quando.

Com tudo ajustado, Dean bateu as mãos nas laterais da calça notando que o som do notebook de Sam havia parado. Foi até a sala de estudo procurar por seu irmão o vendo encarar a tela do computador numa expressão contemplativa.

– Ei Sammy, tentando baixar o novo episódio de Game of Thrones de novo? – implicou.

Mas Sam não respondeu de imediato. Na verdade, ele ficou quieto olhando abstrato para a tela do computador sem nada dizer.

– Sam?

– Dean, nós tínhamos um acordo.

Estático, Dean tencionou a mandíbula olhando por cima do ombro. Ao ter certeza de que estava sozinho com Sa-Ezekiel, ele deu alguns passos à frente erguendo uma das mãos num movimento acusatório, mas cauteloso ao mesmo tempo:

– Zeke, que droga você tá fazendo do lado de fora?

– Nosso acordo Dean. – ele repetiu como se isso fizesse algum sentido. Ao notar a indiferença na expressão do caçador o anjo respirou fundo tornando a falar – Eu deixaria Castiel viver com você e Sam contanto que confinados no Bunker.

Dean engoliu seco. Ah, sim. Isso.

– Cara, mas... Nós estamos no Bunker.

– Por enquanto.

– É, tá. Nós não vamos sair nem nada do tipo Zeke.

– Verdade? Então poderia esclarecer a razão disso?

Girando a tela do computador Dean avistou inúmeros jornais abertos em abas de pesquisa sobre eventos estranhos em diversas cidades. O loiro respirou fundo. Era de se esperar que Sam fosse começar a ir atrás de trabalho.

– Zeke, olha o Sam só está fazendo algumas pesquisas-

– Que geralmente resultam na sua viagem através do país, o que eu acredito que implicaria na ida de Castiel juntamente.

Dean abriu e fechou a boca sem saber o que dizer. Ele estava certo, verdade. Cas detestaria ser deixado para trás no Bunker – E Dean nem o faria, não de novo, ele não poderia abandonar o ex-anjo em tão pouco tempo; Ainda não dava.

– Dean. – Zeke continuou erguendo-se da cadeira – Temo que minha estada tenha de ser encerrada.

– O que?! – gritou num tom em desespero – Ow, ow, espera aí Zeke! O Sam por um caso já está curado?!

– Infelizmente não.

– Então você não pode sair!

– Também não posso permanecer com a iminência dum ataque por parte dos anjos.

– Cacete! Eu já disse que nós vamos ficar aqui por mais um tempo! Droga! – Dean aproximou-se do anjo mais um pouco, ainda querendo persuadi-lo – Tenta entender cara. Nós estamos dentro do Bunker a quase uma semana. O Sam só tá tentando voltar a ativa. É o que nós fazemos!

– Sim, é o esperado de vocês caçadores. Logo, eu devo partir.

O anjo deu as costas a Dean querendo seguir caminho a entrada do Bunker, porém foi impedido por um puxão no cotovelo, forçado a virar metade do corpo na direção de Dean.

– Mas que droga! Você não pode deixar o Sam ainda, seu filho da mãe!

– Eu cumpri até o momento com minha parte da barganha, Dean Winchester. Não é minha culpa se você foi incapaz de fazê-lo.

Bufando, Dean apertou o braço de Ezekiel ainda mais antes de soltá-lo num brusco movimento.

– Certo! – exclamou passando uma das mãos pelo cabelo – Eu vou dar um jeito nisso. O Sam, eu e o Cas vamos continuar aqui por mais tempo; eu juro Zeke! Eu vou dar um jeito!

O anjo permaneceu no mesmo lugar encarando Dean sem expressão alguma na face. Girou o restante do tronco até ficar frente a frente com o caçador baixando o olhar até encontrar o dele. Dean parecia desesperado, a ponto de fazer qualquer coisa em nome da segurança do seu irmão. Certo, talvez fosse melhor dar uma última chance a ele antes de partir. Ezekiel também precisava de mais tempo para pensar num melhor plano, um local ainda mais seguro do que a presença dos Winchesters. Suas energias voltavam aos poucos. Em breve ele teria condições de se manter seguro e encarar qualquer anjo vingativo que viesse atrás dele... Pelos seus pecados, pelo o que ele havia cometido...

Não, não. Ele não devia se entregar a estas lembranças agora. Afinal, a culpa não era dele. Como poderia? Não, não era justo.

De qualquer forma, Dean Winchester continuava a encará-lo com olhos pedintes. Girando levemente o pescoço e se livrando da troca de olhares, o anjo assentiu tornando a se sentar no mesmo lugar em que Sam se encontrava:

– Muito bem. Uma última chance, apesar das muitas outras que já lhe dei Dean

Alívio percorreu o loiro e ele soltou um amontoado de ar preso nos pulmões sem nem perceber.

– Contudo, acredito que seja prudente encontrar um novo meio de distrair Sam. Caso contrário, não perderei tempo novamente tendo conversas sem sentido Dean.

– Tá, tá certo Zeke, já saquei. Eu vou bolar alguma coisa para distrair o cérebro do gigante do meu irmão das caçadas. Fique tranquilo. Agora... Uh... Desliga o modo ‘angelical’.

O anjo acenou uma última vez. Seus olhos brilharam numa rápida luz azulada e tão logo Sam recobrava a consciência sobre seu corpo ele saltou da cadeira quase caindo para trás ao ver seu irmão estacionado próximo dele:

– Caramba Dean! Quando você chegou aqui?! – exclamou assustado.

– Eu, uh... Acabei de chegar. Enfim, o café ‘tá pronto Sammy. Sai do mundo da internet e venha comer duma vez.

– Oh. Okay.

Dean foi à frente ouvindo o irmão o seguir a passos largos. Antes de chegar à cozinha, Sam pareceu lembrar-se de algo chamando a atenção do mais velho:

– Oh! É mesmo Dean. Eu achei alguns casos, podemos dar uma olhada depois. Tem algo numa cidade há poucas horas daqui.

Engolindo seco Dean estancou no meio do caminho. Sam continuou andando, porém franziu o cenho ao reparar a estranha reação do irmão. Normalmente ele ficaria animado com a ideia de sair e caçar, no entanto ele parecia tenso, quase acuado.

– Dean? Qual o problema?

O loiro revirou os olhos dum lado a outro. O que dizer? O que fazer? Qual desculpa teria? Ele mal teve tempo de pensar em alguma coisa! Quer dizer, nem ao menor sabia como manter Sam no Bunker sem parecer suspeito – e ele já estava bastante desconfiado.

– Hmm. Nada. Eu só achei que poderíamos, sabe, dar mais um tempo ou sei lá.

– Mais um tempo? Você? – Sam quase riu.

Dando de ombros, Dean coçou o nariz voltando a caminhar à cozinha:

– Sei lá cara, ir com calma. A gente ainda tem que terminar de instalar o Cas e tudo mais.

Isso, sim! Castiel era a melhor desculpa no momento. Mas para o azar de Dean, Sam não engoliu:

– Acho que o Cas já tá mais do que acomodado, Dean. Fala sério, o que tá acontecendo com você?

– Comigo? – repetiu curvando os lábios para baixo – Nada, por quê?

– Você ‘tá estranho nos últimos dias.

– Ah! Pare de fritar o cérebro Sam! Eu estou de boa.

– Sei... E o fato de você não querer voltar a caçar também é “normal”?

– É, ué. Olha... – Dean bufou coçando levemente a nuca – Só acho que a gente merece mais tempo ‘pra descansar e tudo o mais. Até o Kevin deu uma pausa nessa merda toda de profeta!

– Kevin é diferente. Ele está bastante estressado por conta dessa época do ano.

– É, eu sei. Sem a mãe dele no natal e -Ei!

Dean exclamou ao fim da frase, fazendo Sam jogar a cabeça para trás, confuso. O caçula apertou ainda mais as sobrancelhas sem entender as reações exageradas do irmão.

Para Dean foi como se uma lâmpada acendesse em cima da cabeça. Kevin, natal, Castiel, tudo se juntou numa única bola de pensamentos fluindo inconstantes no cérebro, à procura de desculpas, histórias – mais mentiras, ao que parece. No entanto aquilo tinha de bastar, tinha de ser feito. Porque Dean precisava salvar Sam a todo custo; e precisava manter Castiel seguro no Bunker.

Dean devia proteger sua família; era seu dever, sempre foi. Então dane-se. Mesmo que ele fosse parecer uma criança grande fazendo pirraça aquela parecia ser sua única saída, a melhor coisa que conseguiu pensar nesses poucos segundos de improviso. Teria de bastar para convencer Sam:

– Falta o que? Uma semana e meia? ‘Pro natal, digo.

Sam apertou os olhos novamente fazendo o que Dean gosta de chamar BitchFace número 27; abrindo a boca numa visível confusão mental – ou aneurisma.

– Dean, do que diabos você tá falando? – perguntou ficando genuinamente preocupado com seu irmão.

– Bem... Eu só pensei, sabe... Uh, esse ano nós poderíamos, quem sabe? Comemorar o fim de ano e tudo o mais.

– Fim de ano? Comemorar? – repetiu num tom sarcástico – Dean, se você continuar falando essas besteiras eu vou jogar água benta em você!

– Qual é Sam! É tão difícil assim de acreditar que eu quero uma pausa?!

– Sim! Porque você nunca faz pausas Dean!

– Bom, talvez eu queira uma! – exclamou, esticando os braços na lateral do corpo – Porra Sam! Só estou tentando fazer uma coisa que você sempre quis: dar um tempo!

– Agora?! Você quer dar um tempo agora?! Com os anjos caídos, com o Kevin imerso no trabalho e Crowley no nosso porão?!

Ah! É mesmo, Crowley. Caramba, até tinha se esquecido de que tinham o rei demônio preso no porão. Bem, não que ele pudesse fazer muita coisa, acorrentado e sem poderes. Que seja! Esse não era o momento para ficar pensando sobre isso. Ele tinha de convencer Sam duma vez por todas – o que implicava num novo carretel de mentiras.

– Sam, eu só, droga!

Ele girou os calcanhares, parando na entrada da cozinha. Deixou Sam o encarar durante um tempo, até uma revelação recair sobre ele.

– Aconteceu alguma coisa, não foi? – Sam indagou numa voz séria, porém consternada.

Oh, sim, e como! Muito estava acontecendo debaixo dos panos do Bunker, e Dean era o único que sabia da missa a metade. Contudo não dava ‘pra arriscar ainda, não agora que sua vida parecia andar nos eixos; ou ao menos não tão foras deles, como de costume.

– Não Sammy, não aconteceu nada.

– Mentira! – rebateu elevando a voz outra vez – Mentira Dean, eu sei que aconteceu algo e você não quer me dizer; de novo!

Merda. Ele era assim tão fácil de ler? Dean detestava isso, esse lado empático do seu irmão que o conhecia como um livro aberto. E odiava ainda mais notar o quão raivoso e preocupado Sam estava. Droga... Tudo estava andando pro pior caminho possível.

– O que houve naquela fazenda Dean? – Sam indagou, provocando um arrepio em Dean.

– Nada; oh é mesmo: o Cas morreu. – rebateu girando o corpo até encarar o irmão. Sabia que estava jogando pesado, mas ele precisava arrancar um pouco de compaixão por parte dele se quisesse ter uma chance de vencer o argumento.

Por sorte, Sam mordeu a isca, baixando o olhar até um ponto cego do corredor, tornando a fitar seu irmão com um olhar mais brando:

– Eu sei Dean, eu sei. Mas... Digo, esse tal ‘anjo’ que o curou... Tem algo mais Dean, eu sei que tem. Quem era ele?

– Eu não sei Sam! – gritou batendo as mãos na lateral das coxas – Tudo o que eu sei é que o Cas ‘tava morto nos meus braços, e que eu fiquei desesperado; provavelmente fiz uma grande burrada, mas eu não tinha muitas opções! Então, porque você não para de me interrogar e aceita duma vez que eu quero aproveitar o fato de que todos nós estamos, depois de muito tempo, seguros, ao invés de correr atrás das nossas vidas, feito loucos?!

Sam abriu e fechou a boca algumas vezes parecendo analisar o semblante sério e pedinte do irmão – como se Dean implorasse com aquele olhar que não insistisse mais no assunto, que ele realmente acreditasse naquilo, de que Dean só queria aproveitar o sossego. Ainda assim algo dentro de Sam o deixava apreensivo. Ele não podia deixar as coisas assentarem, não dessa vez ele precisava saber.

– Dean...

Foi quando virou o rosto para o lado que viu, então, da entrada da cozinha. A mesa arrumada, os pratos, o café da manhã ainda fumegante. Três lugares na mesa, apenas esperando que eles fossem até lá e tivessem um dia... Normal.

O peito do caçula constringiu num aperto sem igual. Ele sabia o quanto Dean ansiava por uma vida desse tipo, em que ele podia simplesmente acordar de manhã e tomar um café com toda a calma do mundo. Foi como naquela vez há tanto, tanto tempo mesmo, mas que parecia ontem; Dean preso no sonho do Djin, imerso numa vida familiar, numa vida que ele secretamente desejava, porém jamais dizia em voz alta.

E bem diante dele estava Dean, não falando coisa com coisa, mas pedindo internamente que ele deixasse estar, que ele o permitisse esse instante de estabilidade.

Sam bufou sentindo-se uma grande porcaria de irmão. Ele devia esse pouco a Dean, não é mesmo?

Passando direto por ele, Sam entrou na cozinha, começando a se ajeitar na mesa. O loiro apenas o observou franzindo o cenho, sem nada entender até que Sam abriu a boca:

– Acho que tenho uns contatos naquela região. Uns antigos caçadores amigos de Bobby. Eles podem dar um pulo na cidade. – falou pegando uma fatia de pão a pondo na torradeira.

Dean o encarou por alguns segundos antes de entrar na cozinha, apanhando a frigideira de cima do fogão, despejando os ovos ainda quentes numa tigela:

– Parece bom. – respondeu quase sem emoção alguma na voz.

Sam começou a se servir sem mais nada dizer, com Dean o olhando de soslaio, ajeitando um punhado de bacon no seu prato. Foi assim, nesse silêncio que os dois entraram de acordo – finalmente. Por dentro, Dean agradeceu a qualquer que fosse a razão da mudança no pensamento de Sam. Tomara que essa trégua dure por um bom tempo, pois ele detestava ter de inventar tantas desculpas em cima de desculpas.

– Bom dia Sam.

A voz rouca veio atrás deles, e os irmãos se viraram para encarar Castiel, com o cabelo ainda úmido, uma calça jeans e camisa cinza entrando devagar na cozinha.

– Bom dia Cas.

Dean o viu parado diante da mesa analisando os diversos alimentos dispostos sobre ela, até então o caçador revirar os olhos puxando a cadeira ao seu lado, indicando que ele sentasse duma vez.

Castiel o fez ainda admirado com a quantidade de comida na mesa, sem saber por onde começar. Por fim resolveu imitar Dean, pegando um punhado de ovos e bacon, despejando o café forte na xícara. Quietos, os três apenas comiam em paz, murmurando satisfeitos com a comida. Podiam falar qualquer coisa de Dean, mas cara! Ele realmente sabia cozinhar.

– Então... Natal é Dean? – indagou o caçula, encarando Dean com um sorriso torto.

Dean sabia muito bem o que aquilo queria dizer, oh e como ele sabia:

– Seu grande bebe chorão! – implicou – Eu faço a droga do jantar, seu manipulador!

– Mas Dean, eu não disse nada! – replicou num tom inocente.

– Tá certo! Você e seus olhos de cachorro perdido ‘não disseram nada’. Conta outra!

– Qual o motivo da discussão? – indagou Castiel, com a testa enrugada.

– Dean quer fazer uma ceia de natal. – respondeu Sam.

– Quero nada! Você quem tá usando essa sua cara de filhote que caiu da mudança ‘pra conseguir o que quer.

– Foi você quem deu a ideia do natal, Dean.

– Que seja! – o loiro bufou prendendo um sorriso na garganta.

– Não compreendo a necessidade humana para essa festividade. – comentou – ex-anjo.

– O natal é um momento legal Cas. – respondeu Sam – Ficar com a família e essas coisas.

– Presentes? – falou Dean com uma careta.

Revirando os olhos, Sam balançou a cabeça quase rindo:

– É Dean, presentes também.

Satisfeito, o loiro estufou a boca com bacon mastigando um tanto quanto alto, provocando uma expressão de desgosto em seu irmão. Depois, Sam encarou Castiel – que comia fervorosamente a comida como se aquela fosse a sua primeira vez na vida comendo. Cara... Sério, esses dois se mereciam mesmo.

Natal em casa com Dean e Cas. Quando foi a última vez que Sam pode relaxar numa festa de família assim? Era incrível demais para acreditar. Tudo estava indo bem nesses últimos dias. Bem demais...

Continua

Notas finais
Mensagens de Sam 07 17/12/2014 Louis C.: Sam! (16:50) Louis, oq foi? (16:55✓) Louis C.: Acabei de voltar, sabe, da conversa com meu pai. (16:57) Bom! É? Foi tudo bem? Ele te ameçou?! (16:57✓) Louis C.: Não ele... Queria conversar. (16:58) Bom, pelo menos ele foi sutil. (16:58✓) Louis C.: Sim, eu acho. (16:59) E vc? Disse o que? (16:59✓) Louis C.: Eu disse a ele q iria pensar. Ele quis me convencer de q n tinha nada a ver com os planos da minha mãe, mas eu sei q eh mentira dele. (17:00) Hmm. Ele disse mais alguma coisa? (17:00✓) Louis C.: Só que queria meu perdão e me ver de novo. (17:01) E você? (17:01✓) Louis C.: ...Disse a ele pra ir à merda. (17:01) hahahahahah! Desculpe, eu n devia rir, mas foi uma boa resposta. (17:01✓) Louis C.: Rs. Eu sei. Sério, ele me chama até lá e acha que pode remediar tudo só com um pedido de desculpas? (17:02) Família é um assunto complicado. (17:02✓) Louis C.: Não me diga? =p (17:02) rs. Ei, Louis, de qualquer forma, fico feliz q vc esteja bem. (17:05✓) Louis C.: Obrigado pela preocupação Sam ;) (17:05) Disponha. Então... Vc... Já sabe uq vai fazer nesse natal? Faltam só uns oito dias. (17:08✓) Louis C.: Devo ir visitar um parente distante. Nada a ver com a herança da minha família! hahaha (17:08) Ah... Ah! Que bom! Quanto menos distante dessa bagunça melhor, certo? (17:09✓) Louis C.: Certo! Mas devo admitir q vou me sentir deslocado lá. N tenho mto contato c eles. (17:09) Hm, eu entendo. Ei, se vc ficar mto entediado, pode me mandar uma msagem, okay? (17:10✓) Louis C.: Okay Sam! Obrigado ^-^ (17:10) Não há d q Louis! (17:10✓) Louis C.: Bem, eu tenho q estudar agora. (17:11) Sério? vc só vive estudando! (17:11✓) Louis C.: Ei, eu preciso entrar na faculdade! (17:12) Oh! E vc já sabe uq quer fazer? (17:12✓) Louis C.: Eu... Gosto de animais. Pensei em tentar veterinária. (17:12✓) Sério? Isso é... bem legal. (17:14✓) Louis C.: Valeu. Agora eu preciso mesmo ir! Se eu quiser passar na prova! (17:14) Haha! N se preocupe, vc é bem esperto Louis. (17:14✓) Louis C.: Obrigado Sam! Nos falamos depois? (17:15) Sim, sem falta! Abs! (17:15✓) Louis C.: Abs Sam! (17:15) ---------------------------------------(...)--------------------------------------- Então pessoas, como eu disse, pretendo por mais cenas de amor no próximo capítulo! Assim como as coisas devem entrar num lado mais dramático em breve (eu sei q v6 me odeiam por isso!) Mas eu já tenho um caminho pronto p essa fic, e sim, ela vai seguir uns 90% do seriado, então v6 já sabem que vem drama MUITO DRAMA por aí. MAs eu quero manter o relacionamento do Dean e do Cas estável! Por isso não se desepserem tanto! Afinal, eu acredito q eles já sofreram bastante separados, néééé??? Então é isso. Desculpem pelo sumiço, sei q mtos devem estar roendo as unhas d preocupação, mas eu nunca desisto das minhas fics! Só sumo por um tempo =p obs: ainda vou responder seus comentários amores! Eu só preciso de mais tempo p isso xD Kissus e até breve!!!!