Não me deixe ir

14 Capítulo 14 - Eu procuro por uma desculpa


Notas iniciais
Oláááá pessoinhas! Estamos avançando um pouco mais com a pegação deles, mas eu queria construir a relação deles, em cada passo, pq assim fica tudo mais intenso e romantico, q eh minha intenção! OBS: aconselho q leiam as notas finais com cuidado =p Só digo isso, mais nada! Boa leituraaaa!!!!

Não me deixe ir


14 — Eu procuro por uma desculpa

Com tudo resolvido na cidade só lhes faltava reabastecer o impala e voltar à estrada. Decidiram estocar algumas coisas para a viagem além de repor outros itens do carro, o que lhes tomaria à tarde, pois dormiram até as dez. Afinal, depois de todos os últimos problemas, mereciam uma boa noite de sono. Nem se lembravam da última vez em que hospedaram-se tanto tempo num único lugar. Foi divertido – em parte.

– Obrigado por tudo; aos três.

Louis se recuperava da mandíbula quebrada. Usava uma faixa ao redor do rosto, mas ainda conservava sua beleza jovial, os olhos negros brilhavam agora, e seu cabelo, ainda desgrenhado, ganhou um novo corte o fazendo aparentar ser mais velho.

– Você vai ficar bem? – perguntou Castiel, também se recuperando dos últimos acontecimentos, assim como ele.

– Sim. Alguns alunos da escola vieram me visitar no hospital e também tenho parentes distantes, que não tem nada a ver com a minha família. Eles disseram que vão ficar de olho por um tempo, afinal, eu faço dezoito anos daqui a algumas semanas mesmo.

– A fazenda, ficou no seu nome, certo? – indagou Sam vendo-o concordar.

– Vou vendê-la. Não quero nada que me lembre da minha vida de três dias atrás.

– Faz bem moleque. – concluiu Dean.

Louis sorriu já menos intimidado pela presença de Dean. Esticou os lábios à Castiel, porém cessou o encontro de olhares ao ouvir o loiro tossindo e estalando o pescoço. Okay havia alguma insinuação perigosa naquelas ações, e Louis achou melhor cortar a aproximação visual de Cas. Sam via a tudo, apenas sorrindo consigo mesmo – Dean era uma figura.

E, bom, Louis já havia se “desencantado” sobre Castiel, ao menos na parte que diz respeito ao seu apego pelo moreno, percebendo o quão infantil e idiota parecia ser ao depender tanto assim da aprovação e acalento do ex-anjo. Louis acreditava ter uma vida desgraçada e ao ser salvo pelos caçadores acabou deixando-se levar pela presença tranquila de Cas – entendendo que esse afeto era mais uma carência de atenção.

Depois de todos os problemas e finalmente se ver livre, o garoto notou que os três caçadores lhe eram queridos; fosse Cas com seu jeito atencioso, Dean a brutalidade em pessoa, mas preocupado em acabar com o reinado da sua família, e Sam que derrotou a criatura ao lhe acertar o peito.

Nos últimos dias, Sam também havia lhe mostrado uma inúmera coleção de livros, ensinando-lhe algumas coisas sobre o mundo das caçadas. Ele divertia-se nesses pequenos momentos com o caçula dos Winchesters, pois também gostava de ficar enfurnado na biblioteca. Até porque com o turbilhão de eventos em sua vida mal tinha tempo para ter amigos. Contudo isso iria mudar – dessa vez para uma melhor.

– Louis, aqui; caso você precise de ajuda outra vez.

Disse Sam estendendo um papel com o número de seu celular, vendo o garoto abrir um rápido sorriso:

– Obrigado. Eu... Seria ruim se eu te mandasse, sabe, algumas mensagens, enquanto eu me ajeito na cidade? Não tenho muitas pessoas com quem falar sobre o corrido sem parecer louco.

– Não Louis, eu ficaria feliz de receber notícias suas. – respondeu num rápido riso.

– Mesmo?

– Mesmo. – concluiu Sam retribuindo o sorriso do garoto.

Louis guardou o papel na carteira apertando-o bem dentro dela – com medo de perder o contato com os caçadores, e os agradeceu novamente.

Os quatro despediram-se, deixando Louis seguir seu caminho à escola. Era seu último ano de ensino médio, e depois das loucuras de sua mãe ele finalmente poderia viver esse momento em paz. Quanto a Rick, bom, o pai de Louis acabou preso e depois transferido a uma clínica psiquiátrica. Transtorno agressivo e alucinações atribuídas ao desaparecimento de sua esposa. Destino cruel esse.

Mais tarde, durante o almoço Sam percebeu o clima mais brando entre o irmão e Cas. Conversavam normalmente e até mesmo faziam piadas, ressaltando o fato de Castiel acompanhar algumas das referências de Dean. Talvez o medo de quase perder o ex-anjo tenha causado o fim das brigas e desentendimentos. Os três eram uma família e tinham de ficar juntos.

– Ainda quero passar no mercado daqui, as coisas são mais baratas. – comentou Sam.

– Cara, ‘tá querendo fazer lista de compras para a ‘casinha’ também? – implicou Dean.

– Não seja irônico, ou não compro sua torta.

– Ei! Nunca brinque sobre a torta!

– A torta é um assunto muito sério para Dean, Sam.

Pasmos, tanto o loiro quanto Sam riram frente à piada de Castiel.

– Okay, eu compro a bendita torta. Mas é melhor eu ser recompensado depois!

– Eu te deixo escolher nosso próximo filme.

– Feito.

– Mas nada de romance!

Rindo, os três perceberam já ser metade da tarde, achando melhor terminarem de estocar o impala de uma vez. Ficariam apenas mais três horas naquele motel, e Dean achou melhor comprarem um lanche para a noite de viagem:

– Sam, qual é cara! Eu ‘tô todo quebrado!

Dean imitou uma voz manhosa, quase empurrando o irmão para fora do quarto:

– Sabia que eu também estou cansado?

– Mas vai ser rápido! É só comprar três porções no restaurante e trazer ‘pra gente! Vamos embora de carro, comendo, felizes da vida!

Bufando, Sam desistiu apanhando a carteira.

– ‘Tá, já entendi! Estou indo! Pare de drama.

– Valeu Sam. Ah! – parou o encarando – E não esqueça a torta.

Revirando os olhos, Sam saiu indo em direção ao impala. Nem morto iria andar até o mercado. Mas algo em sua mente o dizia que também não ia querer voltar tão depressa assim. Deu de ombros, devia ser só impressão sua... Riu.

Espreguiçando-se, Dean se jogou na cama ajeitando o travesseiro quase pegando no sono. Até se dar conta de que estava sozinho com Castiel. Ainda não havia dito nada a Sam sobre os dois e, bom, achou melhor esperar um pouco antes de jogar a bomba.

– Dean, vou tomar um banho antes de irmos.

– Ah, okay.

Castiel saiu da visão do loiro trancando a porta do banheiro, e Dean só percebeu que o seguia com os olhos depois de ouvir o clique da fechadura.

Suspirou tampando o rosto com os braços, ficando imerso nas perguntas que fazia a si mesmo sem parar. Queria beijar Castiel outra vez; fato. Contudo lhe era difícil iniciar uma aproximação do nada. Ontem à noite deixou o momento entre os dois cuidar desses detalhes, mas agora que havia se decido, por fim, o que realmente queria com Cas... Ah! Ficava impaciente só de pensar!

Talvez fosse pela proximidade deles. Numa das suas noitadas qualquer Dean falava pouco com as mulheres. Só precisava saber o bastante para leva-las à cama. Mas com Castiel... Eles eram mais íntimos, tinham muito mais bagagem e uma história juntos. Era algo estranhamente bom, que ao mesmo tempo causava uma reviravolta no estômago de Dean como se ele não comesse há dias.

Tentou imaginar inúmeras possibilidades ou mesmo desculpas que o levassem a acercar-se de Cas. Nada lhe vinha à cabeça, e Dean xingou mentalmente a situação o quanto pode.

Ouviu a porta ao seu lado destrancar girando o rosto, deparando-se com a visão de Cas saindo do banheiro. A fumaça quente o seguia junto dum cheiro de sabonete. Do corpo ainda úmido escorriam algumas gotas de água, colando na blusa azul clara que ele havia colocado.

– Dean, eu...

Cas começou a falar e o caçador engoliu seco, perdido na expressão encabulada dele, querendo que ele terminasse a frase começando algo que Dean ainda não sabia ao certo como iniciar:

– Qual o problema Cas? – indagou após alguns segundos de silêncio.

– Preciso de sua ajuda.

– ‘Pra que? – erguendo as sobrancelhas, Dean levantou-se da cama ficando de pé próximo ao ex-anjo.

Coçando a lateral do rosto, Castiel levou os olhos aos de Dean removendo a toalha de cima da cabeça a pendurando no pescoço:

– Quero... Fazer a barba, mas ainda não me acostumei com a lâmina. Fico me cortando.

– Oh... Ah! – exclamou ao entender do que se tratava o pedido – Você quer que eu te ensine?

– Se possível.

Num rápido sorriso, Dean balançou a cabeça puxando uma cadeira para frente da cama. Realmente, nada havia mudado entres os dois. A estranheza primeira da noite passada deveria ficar só nisso mesmo: numa novidade incomum, mas almejada por ambos.

– Senta aí. – falou dando dois tapas no assento de madeira.

Cas o fez entregando a espuma de barbear e a gilete a Dean. Ele segurou ambos apertando a válvula do tubo derramando o creme branco na mão:

– O segredo, caro amigo, é usar a quantidade certa de espuma: nem pouca nem muita, ou você se corta.

– Okay.

O moreno ouvia tudo como se fosse a lição mais importante do mundo. Num primeiro momento, achou que seria ele quem faria o ‘processo’, apenas ouvindo as explicações de Dean, contudo, o loiro queria fazer aquilo, passar os dedos de leve pelo maxilar de Castiel espalhando o creme por ele, movendo a mão numa espécie de carinho por cima da barba um pouco grande do moreno. Terminou o primeiro lado observando o rosto de Cas, para ver se havia nivelado bem a espuma. Depois, a ponta dos dedos seguiu lentamente do queixo a metade esquerda da face, onde fez a mesma coisa. Por fim alisou devagar o pescoço de Castiel, deixando bem claro ao ex-anjo que encarava seus lábios durante todo o procedimento – aqueles lábios carnudos e saborosos que ele havia beijado.

Segurando fortemente a lâmina da gilete, Dean repousou uma das mãos gentil sobre o queixo de Cas o segurando, virando aos poucos seu rosto para as direções necessárias ao raspar a lâmina pela epiderme com cuidado.

– Você tem de passar devagar com a mesma pressão ou vai acabar deixando tudo torto.

– Hm.

Foi a única resposta de Cas, tanto pela posição de sua mandíbula entre a mão de Dean quanto pelo nervosismo da proximidade deles. Castiel notara quando o joelho do caçador entrou no meio de suas pernas encostando-se ao início de sua coxa – e o fato do loiro não retrair o repentino toque. O sangue ferveu sendo levado a todas as direções do corpo de Castiel, e ele precisou cingir as mãos sobre o tecido da calça ou acabaria demonstrando a Dean o quanto ficara feliz em meio a este pequeno detalhe, a estes breves contatos íntimos que antes não aconteciam entre eles.

Acompanhando o movimento de sua mão, Dean mirava o caminho que a lâmina fazia pela face de Cas. Tão sutil e carinhosa, ela ia delineando a fronte do moreno, passando da mandíbula ao queixo, depois à região logo abaixo da bochecha, até chegar acima do lábio superior, onde Dean fez questão de demorar mais do que o necessário, aproveitando a visão que tinha da boca de Castiel. Chegou o tronco para frente sem nem perceber que poucos centímetros interpunham-se entre eles, inebriando-se pelo cheiro da espuma misturada ao almíscar do moreno. Lambendo de leve os próprios lábios, Dean retornou ao seu lugar na beirada da cama, pois ainda tinha de terminar o serviço – ou o ex-anjo ficaria com só a metade da barba feita.

– Bem, acho que é isso.

Disse, por fim, após longos e intermináveis vinte minutos de tortura – dessa aproximação comedida entre os dois. Cas levou a mão ao rosto sentindo a suavidade da pele, ainda que uma pequena camada de penugem tivesse ficado ali sobre a cútis, apenas uma lembrança da barba.

– Agora você está com menos cara de mendigo.

Brincou o loiro, vendo o rápido semblante de desentendimento de Castiel ser substituído por sua compreensão da piada. Dean sorriu apanhando a toalha para remover o restante de espuma.

E foi isso. Aquele era seu limite, acariciar o rosto de Castiel com apenas um fino tecido felpudo, podendo tocar seu pescoço devagar vendo o movimento sutil das veias pulsando naquela parte de seu corpo.

Castiel jogou a cabeça para trás esperando que Dean terminasse de remover o produto com o odor de menta, e então ouviu o ranger da cama – o torso do loiro foi para frente, e sua boca resvalou cuidadosamente sobre o pescoço de Castiel, na pele macia pós-barba dele, depositando um suave beijo naquele local logo abaixo do queixo.

Num suspiro, Cas removeu as mãos de suas coxas as espalmando nas de Dean, apertando o tecido do jeans escuro dele. Fechou os olhos no impulso, conforme Dean retraía a cabeça encarando Castiel.

Bem, se o loiro estava procurando por uma deixa, foi aquela.

Dean subiu os olhos na direção dos de Cas perdendo-se outra vez. Porra! Como eles conseguiam ser tão... Fascinantes! Dean mal conseguia manter a sanidade diante de Castiel – a vontade de tocá-lo o consumindo.

Envergando o tronco, Dean estalou um rápido beijo. O moreno ficou estático encarando o loiro com a sua expressão confusa. Outro estalo veio dessa vez mais demorado. A mão de Dean escorregou do pescoço para sua face e Castiel não pode evitar fechar os olhos.

– Dean... – chamou-o ao se soltarem, e então a toalha caiu no chão.

Sem ar Castiel sentiu a língua sendo sugada por Dean. O moreno foi puxado da cadeira, indo parar por cima do loiro no colchão da cama. As mãos de Dean colaram em sua cintura a fixando na dele enquanto Cas abraçava os ombros de Dean. Num solavanco, o caçador ergueu uma das pernas na lateral de Castiel, o fazendo girar para o lado, ficando agora seu peso por cima de Cas, afundado entre as coxas dele – seu umbigo tocando a cintura do menor.

Passeando a língua pela de Castiel, Dean se perguntava como foi que nunca notou antes essa vontade de beijá-lo quase explodindo de tão óbvia. Agora, já desperto desta verdade, só conseguia pensar em como queria sentir mais de Cas, da sua boca vacilante seguindo os movimentos de seus lábios, as mãos fortes agarrando-se à sua camisa xadrez cada vez que afundava no ósculo.

E, o mais estranho de tudo era o seguinte: nunca tinha beijado outro homem, nem fazia ideia de que tinha essa... Inclinação. Contudo simplesmente adorava quando a barba de Castiel roçava contra seu rosto, ainda mais agora com a maciez ao redor dela.

“Céus! Tão bom!” – pensou, remexendo o torso. Avançou uma perna para cima afastando as coxas de Castiel, ficando assim os dois intercalados sobre a cama – os joelhos do moreno dobrados sobre o colchão ao redor da pélvis de Dean. O perfume de Cas subiu junto de um sútil gemido e o caçador achou aquele o som mais maravilhoso que já escutara.

Cingiu os dedos sobre o tecido da camisa do moreno irritando-se com a quantidade de pano. Escorregou as mãos por debaixo da barra da blusa, subindo devagar pelos flancos, parando na altura das costelas. A pele de Castiel estava quente, e era tão macia. Sentiu os gomos do abdômen dele, não se incomodando com os músculos fortes de seu corpo – como achou que estranharia. Pelo contrário, tudo parecia natural, correto.

Castiel chegou à cabeça para trás sem ar soltando a boca de Dean. O loiro, no entanto, só estava começando. Desceu os lábios pelo maxilar do outro em pequenos estalos e então chupou a cútis clara do pescoço deixando sutis marcas vermelhas.

– Hmm. Dean... – grunhiu sentindo o calor do peito alastrando-se ao seu rosto.

O loiro ergueu a cabeça deparando-se com a expressão suplicante de Cas – como se ele quisesse mais daquilo, porém não fazia ideia de como pedir.

Arfando, Dean se perdeu no olhar mareado de Castiel lambendo os próprios lábios devagar. De uma maneira esquisita ainda a ele, Dean queria mais... Mais de Cas.

Mordendo o interior da boca, o loiro tornou a tocar de leve os lábios do menor, onde roçou a língua por toda a sua extensão circundando a carne macia, incitando-o, fazendo Castiel respirar descompassado.

Seu peito inflava numa alta velocidade. Tantas sensações percorrendo seu corpo! Castiel nem podia acreditar naquilo, que Dean estava tão perto, o tocando, beijando, o querendo! Era demais para aguentar!

Subindo as duas mãos pelas costas de Dean, Cas segurou a gola de sua camisa a puxando para baixo. Os braços do loiro penderam para trás tamanha era à força do moreno e a blusa foi seguindo o movimento do tecido escorregando, até a camisa xadrez ir parar num canto qualquer do chão. O loiro ficou apenas com uma regata preta duma das suas bandas preferidas, e Castiel conseguia ver claramente os detalhes no peito de Dean; do tórax treinado expandindo-se a cada respiração descontrolada, onde seu coração pulsava depressa.

Os olhos de Cas percorreram a extensão de pele dos ombros como se quisesse gravar cada detalhe dela. Deslizando as mãos pelos braços do loiro, Castiel fez os dedos entrarem por baixo da manga do tecido. Para o loiro foi como uma corrente elétrica passando da ponta dos dedos de Cas atingindo todos os seus nervos através da cútis. Num grunhido de satisfação, Dean desceu o corpo contra o do moreno já sem aguentar um mínimo segundo sem tocá-lo, e abocanhou os lábios de Castiel num novo beijo. Subiu uma das mãos da cintura ao seu pescoço, intercalando os dedos entre a mandíbula e a sua orelha, sentindo os fios das melenas negras resvalando nas falanges.

Porque, diabos, Dean nunca tinha feito isso antes?! Tudo bem, okay, ele sabia muito bem por que.

Vamos lá, Dean Winchester, garanhão de todas as mulheres do mundo, de repente, se vê abraçando, beijando, apertando, pegando Castiel de todo o jeito possível. Sim, foi uma surpresa um tanto quanto... Interessante.

No entanto, ainda lhe parecia bom, correto!

Não era um desejo pura e simplesmente pelo corpo de Castiel — era o seu ser como um todo. O moreno conseguiu fazer o impossível: quebrar a sólida crosta de pedra envolvendo os sentimentos de Dean.

O loiro aterrou a boca nos lábios entreabertos do moreno sugando a língua para si. O hálito quente escapava pelas frestas, mas Dean não queria largar ele, nem mesmo para respirar. Cercou a mão espalmada na coxa de Castiel o fazendo erguer uma das pernas, encaixando sua cintura ainda mais no meio do menor.

De súbito, recordou-se do corpo ensanguentado de Cas, das últimas palavras dele... “Me deixe ir...”.

Dean jamais conseguiria fazer isso, era impossível se imaginar levantando todos os dias sem ver Castiel junto dele e Sam. O moreno conquistara um espaço único na vida de Dean; e agora o caçador sabia muito bem que lugar era esse.

Não o deixaria ir nunca.

A carne da língua de Cas suavizou-se passando sobre a do loiro, rodopiando no oco das bocas. Os lábios de Dean cobriam os seus por completo, e mesmo que quisesse respirar, não conseguiria. Sentir o calor do loiro acabava com todas as forças de as. As pernas ficaram moles frente à descrença de Castiel, e sua cintura fora enlaçada pelas mãos de Dean, o constringindo, apertando, erguendo sua pélvis contra a dele, roçando os dois corpos por debaixo daquele tecido todo de roupas.

Castiel laçou os braços ao redor do pescoço de Dean conforme tinha a nuca jogada para trás tamanho era o desespero do caçador para beijá-lo. Descendo os dedos ao peito do loiro ele o arranhou por cima da textura da blusa fazendo o caçador afundar o ósculo. A saliva escorreu pela mandíbula, porém Castiel queria mais do loiro, mais de Dean e seu corpo; o quanto pudesse, como pudesse de todos os jeitos possíveis!

Os lábios se soltaram estalando um no outro pela procura de ar. O moreno respirou fundo fazendo menção de perguntar-lhe algo, de saber se o que estavam fazendo era correto, se deviam entregar-se assim tão abruptamente – se o caçador tinha absoluta certeza de que queria Castiel.

E Dean não queria ouvir, não queria saber de qualquer dúvida de Cas. Só ansiava por ele ali e agora.

Num desespero sem igual o loiro arrastou a boca pelo queixo do moreno lambendo a pele clara. Beijou a clavícula, escorregando para cima a mão a repousando sobre as costelas de Castiel. Dando um rápido puxão Dean fez o moreno arquear as costas abrindo o pescoço a ele. O sorveu com a boca, fazendo novas marcas rubras aparecerem notando, quando sua coxa subiu sobre o meio das pernas de Castiel, o volume no baixo ventre dele, rijo e forte por debaixo do jeans. Sem saber ao certo porque a ideia de vê-lo desnudo provocou um gostoso arrepio em sua espinha.

Escorregou os dedos da costela por seu abdômen numa lentidão lasciva, entranhando a mão na barra da calça de Cas dando um leve puxão no grosso tecido, o estreitando ao redor da cintura do moreno – e de outra parte já bem ativa dele.

E Castiel gemeu.

“Ah! Deus!”. – Dean pensou deleitando-se com os grunhidos de prazer do outro.

Que estava fazendo? Era o corpo, o cheiro, o toque de outro homem. E ainda assim se excitava além dos limites! “Cas!” – gritou seu nome em pensamento conforme sentia seu beijo, mais e mais – “Cas!” “Ah! Porra!”.

Resvalando ambas as mãos para as laterais da cintura do moreno, Dean deslizou até a parte de trás carnuda apertando as duas bandas fortemente. Num gemido abafado pelo beijo, Cas virou o rosto sendo outra vez atacado pela língua de Dean em seu pescoço, logo abaixo de sua orelha, num local onde lhe era sensível – e logo descoberto pelo loiro.

Pelo pouco tecido cobrindo suas cinturas, dava para sentir o volume de ambos se roçando, despontando numa rigidez bruta, quase dolorida tamanha era a vontade de se entregar por inteiro um ao outro.

– D-Dean! Tem certeza... Que quer isso? — balbuciou Castiel num tom rouco e firme, ao mesmo tempo desacreditado.

O loiro estagnou inebriado demais com a voz provocativa de Cas. Ele nem devia fazer ideia de como se tornava tentador ao deixar o timbre áspero vibrar para fora da garganta. “Cacete! Esse filho da mãe”! , – pensou Dean:

– Cala a boca Cas! – falou num anelo de autocontrole.

– O-o que?

Suspirando, Dean quase riu ao ver a expressão de desentendido dele:

– Droga!– riu – Sua voz, esse seu cheiro, tudo ‘tá me deixando! Urh! – grunhiu sem saber ao certo o que mais poderia fazer.

– Isso é ruim, Dean?

Ele esticou os lábios balançando a cabeça e estalou um longo beijo no moreno:

– Longe disso...

Castiel sorriu junto do loiro, entranhando as mãos nas melenas claras de Dean, o trazendo a um novo beijo desesperado. Os peitos batiam um no outro, causando as primeiras gotas de suor devido à proximidade calorosa dos corpos, empapando as blusas.

O barulho do estacionamento chegou a eles os acordando do torpor do momento, os fazendo se lembrar de algo fundamental e assustador: não estavam apenas os dois ali.

– Oh, merda! – Dean exclamou bem a tempo, erguendo-se de cima de Castiel e ajeitando as roupas amassadas. Como foram esquecer a presença de Sam?!

Ah, bem, estavam preocupados demais se agarrando.

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– Foi mal a demora a fila ‘tava enorme!

Sam entrou no quarto vendo a grande distância entre Dean e Castiel, além da tensão instalada no ambiente.

– Eu perdi alguma coisa? – perguntou apreensivo.

– Nada, estamos bem. Cadê o rango?

Dean puxou a sacola começando a ajeitar tudo na mesa.

– Certo.

Sam concluiu achando o ar entre os dois bastante curioso, porém preferiu se abster, indo ao banheiro lavar as mãos.

Castiel aproximou-se da mesa indo pegar um pedaço da torta. Tinha ficando um tanto quanto decepcionado com o desenrolar da situação, mas fazer o que? Não podiam ter continuado, Não com Sam ali.

Já Dean pôs a cabeça no lugar depois de se deixar levar pelo momento. Quer dizer, nem ele nem Cas haviam estado com outro homem. Tinha mesmo certeza daquilo? Saberiam o que fazer; como fazer? Estavam tão alucinados um pelo outro, que nem se perguntaram isso.

Virando o rosto na direção de Castiel ele encontrou-se com as esferas azuladas. O moreno o encarou de volta e, nesse ínfimo instante, Dean percebeu o quanto aqueles olhos haviam se tornado preciosos a ele.

Dúvidas? Sim, elas ainda existiam, a desordem dentro de Dean era grande. Porém mais forte ainda era o desejo – ardendo por todos os cantos de seu ser, expandindo-se, enfim, após ser refreado por tanto tempo.

Num rápido movimento, Dean agarrou a cintura de Castiel o fazendo se virar a ele de encontro a um rápido beijo. O loiro agarrou sua coxa esfregando os dedos fortemente por cima do jeans, conforme Cas segurava a barra de sua calça. O caçador ofegou em meio ao beijo, soltando o moreno:

– Temos que ir com calma. – comentou Dean, ainda abraçando Castiel.

– Sim. – concordou acariciando a cintura do loiro.

– Na próxima vez, quero estar sozinho com você Cas.

Os orbes azulados pairaram sobre os de Dean. Eles ficaram ali se encarando, sabendo que nas linhas não ditas entre eles havia uma certeza do que queriam, do que almejavam, e em meio a essa veracidade instalada sobre os dois, esse acordo não falado, Castiel sorriu:

– Eu também Dean.

Quando se soltaram, Sam saiu do banheiro estranhando a visível melhora no clima do ambiente – e mais ainda o sorriso besta na cara do irmão – é Cas conseguia disfarçar bem melhor do que o caçador.

Sam deu de ombros, perguntando-se se ainda seria necessário levar adiante a ideia de trancar os dois no Bunker.

Oh bem, ele achou melhor não pensar muito nisso, ou seu cérebro iria fritar. Precisava de uma bebida. Sam apanhou seu jantar sentando-se na cama, e distraindo-se do novo mundinho feliz de Dean e Castiel apanhou o celular. Havia uma mensagem nova nele.

Continua

Notas finais
Mensagens de Sam - 01 08/12/2014 Louis C.: Hey Sam! Só estou mandando o sms ‘pra confirmar seu cel. (17:23) Okay Louis. Já está se sentindo melhor? (18:48 ✓) Louis C.: Sim! A dor no meu queixo está bem mais fraca! (18:50) Rs. Que bom! (18:51 ✓) Louis C.: V6 ainda estão na cidade? (18:57) Sim, vamos embora mais tarde, depois da janta; pegar a estrada de noite. (19:02 ✓) Louis C.: Okay! Desejo a v6 uma boa viagem! (19:07) Vlw Louis, nos falamos depois! Abs. (19:08 ✓) Louis C.: Abs, Sam! (19:08) --------------------------(...)-------------------------- E AEWWWWWW??? O que acharam da pegação? Tadinho dos dois,s empre sendo atrapalhados pelo irmão mais velho >_< e.... bom, e as notas finais? surpresos? hehehe Agora nós teremos a chance de ler algumas das mensagens q o Louis madna pro Sam, afinal, quem sempre mantem contato com os antigos casos q os Winchesters resolvem? Sim o Sam, nosso querido gigante gentil e sociável! AH! E claro, as mensagens complementam a história em vááários sentidos, v6 vão ver daqui p frente ;) Obrigada por lerem a fic! Kissus amores! E até breve!