Não me deixe ir

4 Capítulo 04 - Respeito ao espaço pessoal


Notas iniciais
Oi pessoinhjas! Bom dia! Eu estou vivendo um epqueno conflito interno, sabe? Pq eu geralmente escrevo capítulos enormes de grandes! com milhões de coisas acontecendo ao mesmo tempo! Mas nessa fic, eu quiz fazer uma coisa mais cadenciada, para n cansar os leitores em todos os caps. Até pq, ler mais de 5.000 caracteres, é uma coisa q as vezes cansa. Por isso estou escrevendo a história e separando bastante os acontecimentos, pois assim ninguém se cansa com a leitura. Sei q isso pode causar mta frustração, até pq a história eh de romance, mas n aconteceu nenhuma cena assim mtoooooooo melosa xD Mas eu já as escrevi, só estou postando devagar para q todos acompanhem a história num bom ritmo ^_^ Desculpem se eu falo demais aqui em cima, sou prolixa o_o Mas pode deixar q quando for uma coisa mto importante os caps. serão maiores, c a boa desenvoltura q devem ter. Enfim, obrigada a quem leu essa imensa nota inicial! Kissus e boa leitura ;)

Não me deixe ir

04 – Respeito ao espaço pessoal

– Um espírito da colheita?

Dean indagou coçando a nuca devido ao cansaço.

– Exato. – Sam afirmou.

– Nós já não enfrentamos um bicho desses?

– Este é diferente. — girou o livro na direção dele – Olhe as coincidências. Durante a cristianização entidades pagãs foram convertidas em santos católicos a fim de aproximar a comunidade local de infiéis da igreja. Isso explica os santos que encontramos na casa, ele deve ser a imagem adotada pelo catolicismo moderno.

O loiro começou a ler em voz alta o primeiro trecho apresentado ao lado de belas – e diabólicas – figuras em cores negras e vermelhas:

– "A cada sessenta e seis anos, seis vítimas entregues para o sexagésimo sexto dia da estação..." Meu Deus! Porque essas entidades gostam tanto do número seis?!

– O número é considerado uma imperfeição comparada aos sete dias em que Deus criou a Terras e os homens.

– Obrigado pela aula bíblica Cas, mas isso aqui não é a turma infantil católica da igreja.

Apesar de Sam achar a rispidez de Dean inapropriada ele sabia que tinham pouco tempo para resolver a situação. Seis mortes, dizia bem ali. Estavam na quarta. Tinham de descobrir quem seria a quinta vítima.

– Vamos traçar um padrão dos últimos que morreram e tentar descobrir quem será o próximo. — concluiu Sam pegando o livro de volta.

– Sexagésimo sexto dia da estação... – Castiel repetiu franzindo o cenho – Estamos no início do inverno, a data do livro indica que o ritual final será executado daqui a quinze dias.

– Dia quatro de dezembro.

– Ah! Quer merda! – Dean praguejou – Vamos ficar enfurnados nessa cidade por quinze dias?!

– Se descobrirmos quem está fazendo esse ritual podemos ir embora antes.

O raciocínio de Sam pareceu animar o loiro. Seu irmão foi à biblioteca como o bom menino estudioso que era, contudo Dean só percebeu seu erro depois de ter ficado sozinho com Cas.

Colocou a cabeça e a ordem dos fatos no lugar um tempo depois, sentindo-se extremamente culpado pelo soco que dera no moreno. E ele não gostava de pedir desculpas, mas também detestava parecer um babaca. Pigarreou dando um passo na direção de Castiel – que estava sentado na mesa mexendo no computador:

– Cas.

Ele girou o rosto e Dean ressentiu-se ao ver a vermelhidão em sua bochecha.

– Sim? – indagou o ex-anjo.

Coçando a nuca em nervosismo o loiro bufou dizendo de uma vez:

– Foi mal pelo soco Cas, eu não queria. Só estava um pouco desorientado e...

– Está tudo bem Dean, eu sei.

Os benditos orbes azuis pairaram sobre os de Dean o desconcertando. Sinceridade era o que emanava daquele brilho claro, causando um remorso crescente no peito do loiro. Como Castiel não se irritava com ele?

– Ainda assim, desculpe. Aquele espírito de merda me mexeu feito um liquidificador. – riu – As horas da noite se embaralharam e eu só me lembrei do bar e das bebidas e... De todo o resto!

Concordando com ele Castiel levantou-se da cadeira recostando as costas na parede. Mirava o chão sabendo que sem o álcool no sangue sentia-se menos disposto a tratar desses assuntos. Mas então o peito ardia só de pensar em Dean e no que ele estava dizendo. Respirou fundo usando a calma como sua melhor arma:

– Não queria ter de deixado desconfortável Dean, me desculpe.

Pego de surpresa o loiro agitou uma das mãos frente do corpo como que para abanar o momento de tensão:

– Cas, relaxa. Eu devia ter te falado o quanto whisky é forte! Ra! Ra! – gargalhou – Mas cara, você ficou bastante alterado! Falou tanta besteira!

Ele ria empurrando para longe as perspectivas de Castiel ou qualquer outro tipo de desentendimento que os dois poderiam ter. No entanto o ex-anjo, apesar da humanidade, não conseguia mentir, não conseguia agir insincero. Fazia parte da natureza dele, fosse anjo ou homem. E Castiel achou melhor dar um fim em todas as pontas soltas entre eles:

– Dean eu falei sério.

Proferiu em meio a um sorriso torto, encabulando o loiro que ficou perdido numa expressão absorta de surpresa. Porém antes que dissesse algo, Castiel prosseguiu:

– Não teria dito se não fosse... Como você disse? Por causa do porre.

Dean acharia graça da expressão ousada não fosse pelo tema da conversa:

– Eu pensei naquilo, eu... Já havia pensando sobre isso antes.

– O que? Que você quer me beijar?! – exclamou em meio a um riso de desconcerto quase implorando pela resposta negativa de Cas.

– É Dean, isso mesmo.

Paralisado o caçador trincou os dentes conforme um frio subia por sua espinha. Oh céus! Estava tudo perdido! Não tinha como corresponder a Cas! Impossível! E ao mesmo tempo... Ao mesmo tempo não queria ser o motivo da aflição dele, não queria brigar nem causar nenhum tipo de desgosto ao ex-anjo, ao seu amigo, a uma pessoa importantíssima em sua vida.

– Mas pode ficar despreocupado.

Piscando duas vezes Dean acordou da própria letargia franzindo o cenho:

– Como assim Cas?

O moreno ergueu os olhos encarando Dean e então, após alguns poucos segundos de silêncio, esticou os lábios em meio a fisionomia abatida:

– Nós somos amigos, e é isso. Você já deixou bem claro, duas vezes. – riu de si mesmo – Eu já... Apanhei a dica. É assim que se fala?

– "Pesquei". – corrigiu ouvindo-o rir outra vez.

– Oh, certo! Pesquei a dica, Dean.

Frustrado perante o extensivo monólogo de Castiel – o moreno, desde que caiu começou a falar pelos cotovelos – Dean tentou contornar a situação como pode:

– Cas, cara, presta atenção no que você ‘tá falando. – disse respirando fundo não acreditando no que ia dizer em seguida – Você curte, homens? Já não dormiu com mulheres antes?

– Sim já. E eu achei agradável... As mulheres.

Disse sincero, apesar da pequena porção de vergonha adornar as bochechas dele:

– Então como pode dizer que quer isso. Sabe... Que gosta de mim?! Você’ ‘tá confuso!

– Nunca tive tanta certeza Dean. Fosse quando eu era um anjo, ou agora.

– Cara, eu já falei, nós somos amigos! Nada mais.

– Sim, e por isso mesmo não irei mais insistir. Não quero te deixar mais desconfortável ainda. Eu vou... "Respeitar seu espaço pessoal".

Engolindo seco, Dean estalou a língua, desgostoso do modo como ele distorcia suas palavras:

– O que quero dizer Cas é que você precisa achar... Outra pessoa, alguém que também goste de você desse jeito. Um cara ou uma mulher, sei lá! Cacete! Essa conversa é difícil ‘pra caralho! – bufou – Ache alguém realmente importante para você Cas!

– Mas eu já tenho você Dean.

O loiro parou outra vez dilatando as esferas esverdeadas. O ar parecia lhe faltar nos pulmões e mesmo tentando respirar não conseguia.

Castiel apenas desviou o olhar quase como se libertasse Dean da sua visão. Fitou o chão encardido do quarto e por fim disse:

– Eu não quis dizer isso para te pressionar. Só entenda: passei muito tempo vivendo um conflito interno. Eu era um anjo ingênuo sobre sentimentos humanos e então, de repente, comecei a gostar de um mortal!- exclamou ao final da frase retomando a compostura em seguida – Eu escolhi você ao invés do céu Dean, e foi quando finalmente entendi tudo. Entendi de uma vez por todas o porquê disso.

– Cas...

– Foi porque eu... Comecei a ter sentimentos pelo meu protegido.

Os pés de Dean pareciam flutuar sem piso, sem sustento. Um vento gélido apossou-se dele destruindo toda a relação que possuía com Castiel. Seria incapaz de corresponder à ele. Não podia não se sentia assim, não gostava de homens! Era impossível. Baixou a cabeça cruzando os braços evitando o encarar. Depois se virou de costas indo em direção à saída chutando uma cadeira no meio do caminho.

– Está tudo bem Dean.

Cas o fez parar com a mão na maçaneta da porta, no entanto ele permaneceu no mesmo lugar fitando a madeira podre do quarto:

– A culpa é toda minha. Você não precisa aceitar nada. Só queria que me entendesse. E também saiba que não irei mais te importunar sobre isso. Ainda prezo sua amizade; tanto que vou seguir seu concelho e tentar achar alguém que goste assim de mim. É o que os humanos fazem, não é? – concluiu sorrindo.

Contudo Dean apenas bufou saindo do quarto deixando Cas lá sozinho. Tinha de espairecer, por a cabeça no lugar!

Precisava falar com Sam. Aquilo tudo era demais para ele sozinho aguentar.

Continua

Notas finais
Dean se desculpando, Dean confuso, Dean sem saber o que fazer! O dean eh mto indeciso xD uahauhauhauahuhaa Mas faz parte do conflito interno dele, afinal, n eh assim do nada q a pessoa admite gostar de outro cara xD Tratando-se do Dean, dá p entender ainda mais como ele deve estar lutando consigo mesmo naquela linda cabecinha loira, né gt? Por isso me perdoem a judiação com o Cas! Minhas fics sempre acabam pegando no pé d um personagem, o fazendo sofrer, comer o pão q o Tio Lu Lu amassou! No caso dessa fic, a bola da vez foi o Castiel xD Mas eu garanto: sou a rainha do drama, mas tb adoro romance e finais felizes o è isso aew gt, essa semana ainda tem mais cap. de "Não me deixe ir"! Kissus e até breve ;) Reviews? X***