Notas iniciais
Oi, amigas leitoras. Estão todas bem? Vamos a continuação do capitulo anterior. Me digam depois o que acharam. Uma boa leitura.


Maleficent não saiu de seu lugar, nem sequer fechou a boca entreaberta de susto pela forma como entrei em seu escritório. Ela me seguiu com os olhos enquanto me aproximei e joguei o papel com a frase romântica escrita.

— Por favor, quero que pare com isso. — repeti para ela e, finalmente, ela se mexeu.

— Oi? — disse ela. — O que é isso? — Malefi pegou o papel e o olhou.
Permaneci de pé na sua frente, de cara fechada, uma cara que ela nunca havia visto eu fazer.

— Você sabe muito bem o que é esse cartão. Só quero que você pare de mandar presentes para mim, é no mínimo constrangedor receber tanta coisa de alguém que se dizia minha amiga.

Ela fez que não e continuou segurando o cartão, como alguém que não entendia nada do que eu estava dizendo. Pela cara que fez, supus que se Maleficent quisesse ser atriz um dia, ela se daria bem, pois quase me convenceu.

— Não estou entendendo, Regina.

— Maleficent, não se faça de desentendida. Com esse, eu recebi trinta e dois cartões, você os mandou com presentes e eu devolvi os que não queria mais receber. Mas você mandar uma cesta de café da manhã na minha casa é uma ousadia muito grande. — eu estava à beira de um ataque de nervos. Certamente meu rosto ficara corado.

— Regina, pelo o amor de Deus, do que está falando? — ela soou séria.

— Eu não acredito que você vai ter coragem de negar...

— Negar o quê? Se você ao menos me explicasse o que está acontecendo.

— Você quer que eu explique? Está bem. — coloquei as mãos na cintura, afastando as abas do blazer, e expliquei. — Mês passado comecei a receber presentes no meu escritório e todos eles vinham com um cartão e uma mensagem romântica. Eu sei que foi você, ou melhor, eu descobri que foi você que me mandou tudo aquilo. Semana passada quando mandei devolver tudo o que chegasse para mim, você ficou ofendida e agora quer que eu receba a todo o custo, na minha casa. Eu esperava tudo, mas isso, Maleficent, me custa acreditar que você preferiu me enviar coisas ao invés de conversarmos.

— Então é isso? Você acredita que eu mandei presentes para você com mensagens românticas? — Maleficent se levantou.

Ela revirou os olhos, que eram azuis, diferentes dos de Emma. Estava vestida com uma roupa social amarelo claro e, quando ela se levantou da cadeira, percebi que estava parecida com o Garibaldo da Vila Sésamo por ser loira demais inclusive.

— Não só acredito, eu sei que foi você. Eu vi, eu vi você na loja comprando os presentes.
Ela meneou a cabeça novamente.

— Está completamente enganada, Regina. Não estive em loja alguma comprando presente para ninguém. E mesmo que comprasse algo para você, por que eu mandaria uma mensagem romântica junto?

— Você viu! Você foi até minha sala no dia em que recebi aquela caixa de bombons Suíços. Você foi checar se seu plano havia dado certo, não foi?

Ela deu a volta na mesa e parou na minha frente, me olhando com grande seriedade.

— Aquela vez em que estive na sua sala, que foi a última vez, por sinal, foi apenas para avisá-la sobre a entrevista de Lilian Page. Eu vi que recebeu bombons, isso pode ter sido uma grande coincidência. Por que tem tanta certeza de que fui eu? — disse, cruzando os braços.

— Existe uma imagem sua na loja de onde vieram os presentes e cartões, era uma pessoa com a sua estatura, disfarçada, mas mal disfarçada porque deu para ver que era loira.

Ela bufou, indignada.

— Então porque você conseguiu uma imagem de circuito interno que mostra uma mulher com a mesma cor de cabelo que a minha, você cisma que eu sou sua admiradora secreta?

— Olha, eu sei que deve ser no mínimo embaraçoso estar apaixonada por mim. É difícil assumir, tudo bem. É estranho também pensar em você gostando de mim.

Maleficent deu uma risada.

— Eu não estou apaixonada por você, Regina. Não se ofenda, mas eu acho muito difícil eu me apaixonar por você, não pela sua pessoa, mas porque sou heterossexual. Você se enganou, eu não mandei os presentes, nem os cartões, seja lá quem você tenha visto no vídeo da loja, não era eu. — ela tentou falar mais séria.

De repente eu começava a perceber que eu estava redondamente enganada sobre Maleficent. Ela não era a Loira Misteriosa.

— E-Espera... Então não é você?! Tem certeza de que não está tentando me enganar?

— Absoluta, Regina, eu jamais brincaria com algo tão sério. — ela disse, desfazendo o nó dos braços. — Você tem uma admiradora secreta, mas essa mulher não sou eu. — vi que ela dizia a verdade em seus olhos.

Nesse momento fiquei envergonhada, arregalei os olhos e engoli em seco, completamente sem graça.

Coloquei uma mão na testa e desviei o olhar para não ter de encará-la, que papel ridículo eu havia me prestado.

— Maleficent, eu... Me desculpa...

Ela gargalhou, veio até mim e me fez sentar na cadeira da frente de sua mesa. Meu estado de catatonismo estava tão evidente que minha chefe precisou pedir água para mim.

— Tome, Regina. — ela me entregou um copo, enquanto sua secretária segurava uma bandeja que ela prontamente pegou para dispensar a mulher. Quando a moça fechou a porta, Maleficent puxou a segunda cadeira para se sentar ao meu lado. — Que situação.

— Você não imagina como estou me sentindo nesse momento. Me desculpe, olha como entrei na sua sala, eu não tinha noção. — coloquei o copo sobre a mesa.

— Fique tranquila, não tem problema, você se enganou. Na verdade, foi um pouco engraçado ver você entrando daquele jeito. Acho até que engraçado é pouco, estava hilário. — ela tentava me animar, rindo ainda.

Eu mal conseguia olhar para ela.

— Estou há semanas desconfiando de você, e ainda mais essa cesta que recebi hoje cedo, não pude não pensar em outra coisa. Pode dizer, que papel ridículo eu vim fazer aqui.

— Acalme-se, Regina. No seu lugar eu também desconfiaria da primeira pessoa que viesse a minha mente. Você se lembrou de mim, é até um lisonjeio. — disse, gentilmente, limpando um resquício de lágrima no canto do olho porque tinha rido demais da minha cara.

Neguei, apoiando uma das mãos no braço da cadeira.

— Eu sinto muito. É que essa situação tem me irritado. Você consegue acreditar que eu não consegui contar para Emma?

— Acredito. Está com medo do que ela pense. — Maleficent já sabia do que Emma era capaz de fazer com a cara de alguém. Não devia ser difícil imaginar o que ela poderia fazer com uma admiradora secreta mais ousada como a que eu tinha e que não era minha chefe como eu havia pensado.

— Emma não vai matar essa mulher, ela só vai deixa-la muito machucada se souber. Tenho que dar um fim nisso, tenho que descobrir quem é essa pessoa.

— Deve ser uma pessoa que te admira muito, uma fã.

— E que fã insistente. — tentei olhar para ela, mas estava completamente desnorteada. — Me desculpe, Maleficent, eu estou tão envergonhada.

— Tudo bem, Regina, eu entendo. — ela colocou uma mão sobre meu ombro. — Você gostaria que eu mandasse alguém investigar? Podemos comunicar à polícia se achar conveniente.

— Não, Maleficent, eu agradeço muito, porém jamais poderia colocar a polícia no meio. E eu já tenho uma pessoa que pode investigar para mim, meu amigo Killian, foi ele quem conseguiu as imagens de vídeo da loja.

— Hum, compreendo. — minha chefe permaneceu me observando, controlando desesperadamente a vontade de rir, eu notei. — Pelo menos uma coisa você já sabe, que é uma mulher loira.

— Sim, e isso anda me intrigando. — finalmente a mirei.

— Ahm, Regina, posso perguntar uma coisa?

Passei a mão pela nuca por baixo dos meus cabelos e fiz que sim.

— Claro.

— O que você faria exatamente se eu fosse sua admiradora secreta?

Pensei na possibilidade novamente. Meu estômago embrulhava, não por imaginar minha chefe me cortejando, mas por me imaginar com outra pessoa que não fosse Emma. Era uma coisa tão esquisita que me dava até calafrios. O que eu faria se realmente fosse Malefi a minha admiradora? Bom, eu contaria à Emma, o que com certeza absoluta a faria pensar umas vinte vezes antes de mandar qualquer presente para mim com cunho romântico.

— Eu, hum, acho que seria obrigada a contar para minha esposa.

Maleficent fez um bico inquieto e cara de preocupação.

— O que significa que eu teria minha cabeça cortada. — disse ela.

Rimos, imaginando a cena e me esqueci do problema que quase causei à minha chefe. A coisa boa é que ela não havia interpretado mal e me entendido. Mas agora, mesmo eu me sentindo aliviada por Maleficent não ser a loira misteriosa, estou ainda mais intrigada em saber quem é essa mulher.




Passaram-se mais quatro dias, as cestas de café da manhã continuaram chegando com os bilhetes apaixonados, cada dia mais melosos e suspeitos. Pongo já nem mais latia para o carteiro que ia entregar a encomenda todos os dias, porque já reconhecia seu cheiro. O bilhete de hoje dizia: “Um excelente café da manhã para a mulher que brilha como raio de sol.” Vamos confessar uma coisa, são frases bonitas. Mesmo assim, ler esses cartões me deixa cada vez mais envergonhada porque não sei de quem são.

Disposta a acabar de uma vez por todas com isso, fui até a loja de onde saiam as cestas e pedi para não receber mais nenhum presente, mesmo que insistissem muito, deixando um recado claro para a admiradora.

— Diga a ela que não preciso receber mais cestas de café da manhã, embora eu não tenha precisado comprar petiscos por uma semana já que vinha tudo na cesta. Eu só gostaria que essa pessoa entendesse que não quero mais receber presentes. É muita gentileza da parte dela, entendo que ela me admire, mas sou uma mulher casada, muito bem casada por sinal. Isso pode me causar muitos problemas. — expliquei detalhadamente ao rapaz do balcão.

— Nós pedimos desculpas pelo transtorno, senhora. Essa pessoa fez as encomendas e apenas as entregamos.

— Sim, vocês não tem culpa. Só gostaria que acabasse. Não posso mais aceitar esses presentes. — fui clara.

Desde então, não recebi mais presentes da admiradora para o meu alívio. Se eu não podia saber quem era essa fã, assim seria melhor, eu estava livre.
Na MBC não precisava mais escapar de Maleficent e eu podia aceitar tranquilamente seus convites para tomarmos café juntas. Ela era uma pessoa muito elegante, discreta e me prometeu guardar segredo sobre o episódio do dia em que entrei feito um demônio em sua sala pensando que ela estava apaixonada por mim. Acabamos rindo muito disso toda vez que nos lembrávamos.



Uma semana mais tarde, fui visitar Henry para ter notícias do processo de adoção e, pelo o que a senhorita Blue me contou, as coisas estavam indo bem. O papel com meu pedido já estava na mão do conselho e em breve iria para a mão de um juiz, eu tinha grandes esperanças dessa adoção sair antes do previsto. O único problema que poderíamos ter seria Emma, que estava fora trabalhando e talvez precisasse estar em Los Angeles para concordar com os termos da adoção.

Eu conversava com Henry no dormitório dos meninos do orfanato, sentada em uma cama que ficava ao lado da dele, enquanto ele aprontava rápido um desenho para mim em um papel apoiado em seu colo.

— Você acha que a assistente social vai implicar com você se Emma não estiver aqui no dia da adoção? — perguntou ele, fazendo força com o lápis de cor do papel.

— Talvez, Henry. A senhorita Blue me informou que a única parte chata desse processo é a assistente social, elas costumam ser duras nas avaliações.

— É normal. Elas só querem garantir que a criança vá ficar em um lar bom, melhor do que o orfanato.

— Você tem razão. — Eu o via desenhando uma casa e três pessoas do lado de fora. Eu sabia quem eram e o que era aquele desenho. Toda vez me sentia mexida com o que Henry demonstrava, não foi diferente dessa vez. — Hey, mocinho, meu cabelo é mais curto que isso.

Ele riu e virou a folha para me mostrar.

— É que imagino como você pode ficar se deixar ele crescer.

Sorri, pegando a folha.

— Está muito bonito. Só falta uma coisa nesse desenho.

— Que coisa?

— Pongo, nosso cachorro.

— Ah, é mesmo. Emma me contou que vocês têm um cachorro velho. Deixa eu consertar isso para você poder levar. — ele tomou o desenho de volta e continuou pintando.

— Emma vai achar lindo quando ver os desenhos que anda fazendo para gente. Capaz dela até chorar de alegria. — comentei.

Ele nem precisou levantar os olhos para comentar também.

— Claro que ela vai, ela é tão manteiga derretida quanto você.

— Manteiga derretida? De onde tirou que sou manteiga derretida?

— Você é emotiva, Regina. Vive ficando emocionada quando falo que estou ansioso para ir morar com vocês, pensa que não vejo?

Ele estava certo, eu andava emotiva quando nos encontrávamos. Henry havia me tornado uma mulher emotiva e eu não estava me dando conta disso, ou não estava querendo aceitar que eu também era uma pessoa sensível. Na verdade isso sempre esteve em mim, só está mais forte hoje.

— Há coisas que aprendemos depois que ficamos velhas, Henry. Dizem que quanto mais velhas mais choronas ficamos, você sabia?

— Nunca ouvi falar disso, talvez porque eu seja muito novo ainda, mas você pode estar certa. — ele falou com grande segurança. Terminou de desenhar Pongo e me entregou. — Pronto. Está certo assim? O Pongo é assim? Emma me disse que ele é um Dálmata.

— Sim, se parece com ele, cheio de pintinhas pretas no pelo. Acho que ele vai gostar de você.

Henry guardou os lápis de cor e se sentou ao meu lado na cama onde eu estava.

— Se você gosta de mim, é claro que ele vai gostar também. Sabe, Regina, eu não tive animais de estimação enquanto meus pais eram vivos, mas sei que os cães são muito amigáveis.

O olhei ao meu lado e toquei em sua franja que tampava um pouco do seu olho, o cabelo estava grande.

— O Pongo é muito amigável, ele adora brincar mesmo sendo um cão velho.

O menino prestava atenção em tudo o que eu dizia sobre Pongo, contudo, ele estava apenas tomando coragem para fazer uma coisa comigo. Esperando para que eu desse um sinal, uma permissão que ele procurava. Parei de falar e o observei se ajeitar. Ele se deitou no meu colo com a cabeça e o resto do corpo na cama, encolhido.

— Essa cama é do Charles, mas acho que ele não vai se incomodar se eu me deitar um pouco aqui no seu colo.

Quando ele repousou a cabeça no meu colo, quis passar as mãos em seus cabelos para dar carinho. Não que isso fosse um problema para mim, porém quando fui tocá-lo, vi que as minhas mãos tremiam. Mesmo dessa forma afaguei seus cabelos castanhos.

Me deu uma vontade enorme de dizer a ele o quão importante ele estava sendo para mim. Talvez Henry já soubesse, eu só estaria reforçando.

— Há momentos que penso que jamais poderei ser uma mãe como a sua. Antes de escolher você, eu tinha medo de crianças, eu não queria nem pensar em cuidar de uma, de tentar entender Emma nesse sentido. — continuei deslizando meus dedos nos cabelos de Henry. — Então você apareceu. Você me mostrou que existia um pouco dessa coisa maternal em mim, mesmo eu sendo desajeitada ainda. Eu evolui muito, sabia? É, eu descobri que posso ser mãe. Só que eu não posso ser mãe de outra criança, tenho que ser a sua mãe.

Ele manteve a cabeça no meu colo, eu não pude ver seus olhos. Baixei um pouco para vê-lo e, na verdade, Henry já tinha dormido há muito tempo enquanto eu dizia tudo aquilo. Só me restou sorrir. Um dia eu diria tudo aquilo para ele, no dia em que ele fosse morar comigo e Emma.


No final daquela semana, Emma voltou para casa, fazendo uma nova surpresa para mim. Cheguei do trabalho em casa, e tomei um susto a encontrando sentada no sofá acarinhando Pongo.

— Emma! — cheguei a colocar a mão no peito.

Swan levantou do sofá e andou até mim, tirando a pasta da minha mão para me puxar e abraçar meu corpo.

— Minha vida — disse, me apertando contra ela.

Suspirei e respirei seu cheiro bom de shampoo enquanto a abraçava, que falta ela me fazia. Era um prazer tão grande vê-la de volta.

— Ah, meu amor, que susto, mas um susto bom. — fechei os olhos e sorri.

— Achou que era alguém invadindo sua casa e se aproveitando do seu sofá? — perguntou ela com bom humor.

— Por um momento achei. — toquei em seu rosto, ela estava mais corada por causa do sol que andou pegando em Vancouver, tínhamos entrado no verão.

— Tem muito tempo que chegou?

— Que nada. Cheguei faz uma hora, fiquei esperando você, nem troquei de roupa, está vendo?

— Uhum... Então vamos poder tomar um banho juntas. — enrosquei os braços em seu pescoço e sorri contente.

— Sim, aquele bom e velho banho. — ela me roubou um beijo nos lábios e matei as saudades de sua boca. Como se eu não fosse fazer aquilo o restante da noite.

Tomamos o banho juntas, fizemos amor e depois que jantamos um prato grande de macarrão com queijo que eu fiz, voltamos para a cima.

Emma terminava de escovar seus dentes, enquanto eu trocava o lençol que havíamos molhado por fazer amor depois do banho ali. Me deitei, mesmo vestida com apenas o roupão e a esperei.

— Você havia me dito que tinha uma surpresa pra mim quando voltasse. — falei, vendo Emma fechar a porta do banheiro e se lembrar.

— Ah, é verdade. Mas quero dá-lo a você quando eu for viajar, tem um significado especial. — ela veio andando até a cama, puxando o lençol para se deitar comigo.

— Vai me deixar mais curiosa?

— Só mais um pouquinho, você vai entender porquê. Se eu te der ele agora vai perder toda a graça. — Emma apagou o abajur do seu lado da cama e se deitou sobre meus seios.

Envolvi meus braços a sua volta e passei as mãos em seus cabelos. Me lembrei de Henry, ele havia deitado no meu colo e fiz exatamente o mesmo carinho. Quis contar à Emma.

— Tenho visto Henry, ele sempre manda beijos para você.

— Verdade? — ela perguntou, sonolenta, estava cansada da viagem.

— Sim.

— E como anda o processo da adoção?

— Parece que bem. Segundo a senhorita Blue, já entregaram o papel com nosso pedido ao conselho, só falta uma juíza avaliar e mandar uma assistente conversar conosco. Sabe, Emma, toda vez que vejo o Henry eu me sinto bem.

— Eu sei, porque toda vez que fala dele você se sente bem, eu posso ver. — ela me olhou mesmo deitada.

Ficamos alguns segundos quietas até eu voltar a dizer:

— Fico pensando, será que outra criança me deixaria tão contente quanto?

— Você quer dizer outro filho?

— É... Se adotássemos outro ou escolhêssemos outra criança que não fosse o Henry.

Emma demorou a responder.

— Você só saberia se tentasse, meu amor.

Não era o momento de fazer uma pergunta como a que veio a minha mente, porém não pude controlar, a vontade vou maior. Olhei minha esposa, seus olhos estavam verde escuros brilhantes e eu desenhava seu sorriso na minha imaginação sem ela precisar fazer aquilo. Sinceramente, nunca pensei que fosse perguntar à Emma se ela queria engravidar novamente.

— Emma, e se você tentasse engravidar de novo? — a pergunta saiu com tranquilidade, mas por dentro meu coração batia acelerado.

Ela abaixou a cabeça nos meus seios de novo e não vi seu rosto muito bem, mas eu sabia que havia ficado triste com a pergunta.

— Não sei. Eu não sei. — sua voz soou vazia.

Seu medo de uma nova tentativa dar errado ainda a matava toda vez que se lembrava. Seria complicado convencê-la. Não sei como vou fazer isso. Talvez eu esteja equivocada em querer um filho de Emma também. Tarde demais.

Notas finais
Pelo menos Maleficent entendeu Regina e não a interpretou tão mal. Sobre Henry, o quanto mais Regina fica proxima de adota-lo, mais eles se tornam amigos. Emma se sente claramente traumatizada pelo o que houve com a primeira tentativa de engravidar, sera que ela muda de ideia como Regina deseja? Nunca deixem de opinar. Um beijo grande e muito obrigada a quem comentou no capitulo passado. Na proxima semana tem mais, fiquem bem. ♥