Não há outro amor para mim.

43 Marco uma consulta para minha mulher.


Notas iniciais
Olá, meninas. De volta com mais um capítulo dessa fanfic. Primeiramente agradecendo a todas as pessoas que comentaram no capítulo anterior, que novamente me deixaram muito contente. Obrigada pelo retorno, vocês são incríveis e até agora estou sem fôlego ♥ E um beijo bem grande para Alexandra Monte que começou a acompanhar a fanfic recentemente e fez uma recomendação muito bacana. Obrigada, meu bem, você é um amor e tudo o que você disse só me dá mais vontade de escrever. Agora é hora de saber como Emma está se sentindo com a novidade de Regina. Façam uma boa leitura.


Talvez eu estivesse influenciada pelo medo de perdê-la, talvez eu quisesse acabar logo com sua espera. Apesar dos pequenos estalos de dúvida que ainda me restavam, ver os olhos de Emma e seu sorriso me fizeram completa nesse instante. Respondia aos beijos dela e começava outros a cada pausa que ela fazia para me ver e ter certeza que eu não tinha mentido. Giramos no sofá e ela me colocou por baixo. Dessa vez, o coração que batia forte era o dela.

— Você não está brincando comigo, está?

Fiz que não sobre um de seus braços e afastei seus cabelos do rosto.

— Não, Emma. É tudo o que você quer, eu não posso mais te impedir. — sussurrei.

— Está fazendo isso por mim ou por você?

— Por nós. Eu só vou entender você se eu me permitir e eu não estava fazendo isso direito.

— Eu esperaria por você, o tempo que fosse necessário.

Eu pensava que não, que ela não saberia esperar. Quis dizer que ela podia estar errada, que as coisas mudam, mas as coisas estavam mudando para mim, na minha cabeça.

— Talvez esse seja o momento.

Emma sorriu simples, limpou com seus dedos os resquícios de choro que eu tinha no canto dos olhos e continuou:

— Então é verdade? Você quer ter um filho comigo?

— É verdade, eu quero ter um filho com você.

— O que deu em você? O que aconteceu? O que te fez mudar de ideia tão de repente? — Emma me olhava profundamente.

Alisei seus ombros cheios de pintinhas, seu busto, enquanto me lembrava da conversa com Maleficent. Dei um riso bobo.

— Eu me dei conta de que você é a pessoa mais importante da minha vida, de uma forma um pouco exagerada, me comparando com outra pessoa. Eu posso ter meus bloqueios, meus problemas comigo mesma, mas eu tenho você e eu só queria poder dar uma chance. Estou cansada de pensar nessa ideia como uma coisa que me fará mal, que vai acabar com o nosso romance, que vai me tornar uma pessoa diferente. Além de tudo, tem você. Você principalmente. Eu estava impondo uma espera injusta, eu só enxergava a mim nessa decisão. Você não merecia um não, Emma. Eu disse que daria o meu melhor e estou dando o melhor agora.

— Ao mesmo tempo em que me sinto assustada, eu estou tão feliz. — ela aproximou seus lábios dos meus. — Eu amo tanto você e quero gritar nesse momento.

— Eu também. — rocei minha boca na dela.

Nossa conversa não ficaria apenas nisso. Emma e eu tínhamos a noite inteira para falar sobre o filho que teríamos, sobre como realizaríamos. Eu estava disposta a escutá-la, ouvir seus planos. Nada que eu já não imaginasse, e a cada palavra de certeza que eu dava a ela, eu via o quanto fazia bem em seu rosto.

Houve um momento em que já não sabíamos que hora da noite era e eu sentia que Emma começava a agir como se tivéssemos acabado de fazer um filho.

Ela sorria, me beijava as mãos, os dedos, roçava na minha pele como se fosse um gato. Como eu poderia estar errada? Ela parece tão contente que me pergunto por que demorei tanto para vê-la dessa forma.

— Sabe de uma coisa? É melhor a gente aproveitar enquanto minha barriga não crescer e esse bebê nascer. Porque quando ele ficar maior, nós não vamos mais poder fazer amor pelos cantos da casa. — ela disse, meio deitada e sentada sobre meu colo. Me deu uma olhada por cima do ombro.

— A gente sempre pode arranjar um jeito, meu amor.

— Meu Deus, preciso ligar para os meus pais. Preciso contar para eles... — ela se agitou de repente.

Não pude deixar de achar graça.

— Você parece que acabou de pegar o exame de gravidez. — brinquei.

— Estou exagerando? — ela perguntou de forma desconfiada, mordeu o próprio lábio.

— Não exagerando, você está eufórica, é diferente. Eu posso entender.

— Se eu estiver aborrecendo você, é melhor me avisar. — ela me observava ainda por cima do ombro, fazendo uma carinha irresistível. — É que eu vinha para casa pensando no meu papel no seriado e se queria continuar. Hoje foi um dia cheio, gravei três cenas pesadas. Tudo o que eu queria era vir para casa me encontrar com você, jantar uma comida japonesa e depois pedir uma massagem nos pés, daquelas que você faz maravilhosamente bem. No entanto, eu cheguei e te vi parada, com cara de choro. Você me abraçou, tirou a minha roupa, me beijou, quase colocamos esse sofá de cabeça para baixo, daí me disse que podemos ter um bebê. Eu ainda estou tonta.

— Sabia que ficaria assim, não estou achando ruim, pelo contrário. — eu tentava falar suavemente. — Eu só acho que devemos esperar um pouco para contarmos a novidade para seus pais. Nós precisamos procurar um lugar para fazer a inseminação, e então esperar um tempinho para ver se deu certo, depois nove longos meses.

Emma se ajeitou no meu colo e disse:

— Tem razão. Mas sabe o que me passou pela cabeça agora?

— O quê?

— Que você preferia adotar. Achei que fosse pedir para adotarmos o Henry, aquele menino do orfanato.

Estava aí um detalhe que eu havia esquecido completamente. Henry. O garoto e eu tínhamos nos dado bem nas últimas vezes que nos vimos e eu até o ajudei a voltar para o orfanato quando ele fugiu. Era sensato da parte da minha mulher pensar que eu o adotaria ou pelo menos mostrasse interesse em trazê-lo para casa.

— Hum... Bom, para ser sincera eu não pensei nisso. — falei meio displicente.

— Tá bem, eu acho que você quer ver todas as etapas, quer acompanhar minha barriga crescendo e quer ver nosso bebê nascer. A gente pode fazer isso e daqui a algum tempo adotar.

— Mais um? Você quer ter quantos filhos, Emma? Eu achava que um bastava. — dei uma risada nervosa.

— Eu estaria feliz com umas dez crianças. — ela disse de propósito.

Arregalei meus olhos.

— Dez?!

Emma começou a rir de mim, certamente pela cara que eu fiz.

— Calma, minha vida. É uma brincadeira, eu ficaria satisfeita com uma apenas, mas se tivermos chance, gostaria que adotássemos também.

Fiquei pensativa. Nunca pensei que poderíamos fazer uma coisa e também a outra. Mas, para início de conversa, devíamos começar por uma delas, ou adotar ou gerar uma criança.

Ficamos quietas, ouvindo de fundo outra música que tocava no rádio. Emma levou minhas mãos que a abraçavam até seu ventre. Foi uma sensação nova para mim quando meus dedos roçaram na pele dela naquela região, pela primeira vez sem malicia. Swan fechou os olhos e encostou-se mais contra mim, entrelaçando seus dedos nos meus. Tive vontade de chorar. Dessa vez não de receio ou qualquer sentimento ruim, era de alegria. Uma alegria que eu só sentiria com Emma.



No dia seguinte na MBC, eu conversava com Archie, minutos antes do jornal entrar no ar. Para minha sorte, ele era um cara tranquilo, e também um dos poucos em quem eu podia confiar minhas histórias dentro da emissora. Não podia espalhar qualquer informação para outra pessoa, caso contrário, corria o risco de virar uma fofoca como aconteceu quando Emma e eu estávamos em crise.

— Ela ficou tão animada que eu não pude me sentir diferente. Você acredita que hoje ela levou café na cama para mim com direito a beijinhos na nuca? Depois me agradeceu e disse que se sentia uma mulher muito feliz. — contava eu, sentada na cadeira da bancada do jornal, arrumando os papéis com a ordem das notícias que eu devia dar.

— Vai ser assim quando minha mulher engravidar. Faço panquecas para ela de vez em quando, e apesar delas ficarem um pouco além do ponto, ela adora. — disse Archie, dando os últimos toques em sua câmera. — Sua atitude foi muito bonita, Regina, mas você tem que estar ciente de uma coisa, vai passar com ela por todas as fases dessa gravidez. Se optar pela reprodução assistida, há grandes chances de Emma gerar gêmeos, sabia?

— Para nós, um já basta. Mas eu acho que Emma não vai precisar de tratamento de fertilização. Ela é muito saudável.

— Todo cuidado é pouco. — ele fez uma pausa. — Eu vou passar o número daquela clínica onde meu primo trabalha. Marque uma consulta para Emma e vá com ela qualquer dia desses.

— Eu agradeço, Archie. Vou fazer isso sim.

— Regina, que mal lhe pergunte, você quer mesmo seguir com esse plano?

Respirei fundo e assenti.

— Eu não posso voltar atrás. Está feito, eu vou dar esse presente à Emma, custe o que custar. Eu disse a ela ontem que não adiantaria passar mais tempo fazendo ela esperar. Talvez seja o momento.

— Então você perdeu o medo? — ela fez a pergunta como se fosse a mais importante.

— É, acredito que sim. — respondi.

Em seguida não tive mais tempo para falar sobre o assunto com meu amigo da emissora. Entrei no ar com o noticiário e os quarenta e cinco minutos restantes não me permitiram pensar em nada. Era meu momento de transe diário, eu dava as notícias, riscava elas da folha, lia o texto programado para mim e encerrava. Me acostumei de tal forma que a cada dia ficava mais fácil.

No final, Archie me entregou o número da clínica onde eu devia levar Emma para fazer a inseminação. Para não perder tempo, me enfurnei no meu escritório e agendei uma consulta para daqui a quinze dias. Pelo visto, a clínica era um lugar requisitado, e normalmente quando se é assim, os médicos deviam ser os melhores.

Estava certo que eu queria dar a notícia a Emma e alimentar mais sua euforia, todavia, fazendo essa ligação para a clínica eu notava que havia um pouco dessa ansiedade em mim também. Se era pelo nosso filho eu não sabia dizer. Eu começava a me dividir entre ver minha mulher contente e me sentir contente por ela.



Cheguei em casa com as mãos cheias. Trouxe a comida japonesa que Swan tinha planejado jantar ontem, mas que não deu muito certo por conta do que fizemos. Na outra mão, eu carregava um buquê de rosas que comprei para dar a minha mulher quando ela chegasse. Pensei que Emma adoraria se sentir mimada nessa etapa, como se estivesse de fato esperando um bebê hoje. Mesmo ela não estando grávida ainda, as rosas mostrariam a ela que eu estava empenhada em fazer dar certo. Ela devia se sentir amada, tranquila e confiante. Pelo menos, era isso que eu escutava nesses programas de TV que falam sobre mães e mulheres que querem engravidar.

Pouco depois, eu tive a ideia de romantizar a nosso jantar, arrumando a mesa com velas e deixando a iluminação da sala de jantar fraca. Eu não tinha muita certeza se comer comida japonesa era algo romântico, mas se não fosse eu daria um jeito de tornar aquilo em algo agradável.

Deu tempo para que Emma chegasse e fizesse barulho com a moto.

Cheguei a me arrumar toda com um vestido escuro que ela adorava ver em mim e quando abriu a porta, eu segurava o buquê, sorrindo da forma mais gentil que eu podia.

— Pra mim?! — ela perguntou, boquiaberta.

— Pra você. — respondi. E ela veio, pegou as rosas e as cheirou, adorando a surpresa.

— São lindas. Obrigada, minha vida. Adoro quando você fica romântica assim. — fez questão de me selar a boca e me abraçar. — O que isso agora? Quer me deixar mal acostumada? Ontem foi aquela novidade, hoje flores. O que teremos para amanhã? — ela dividia a atenção com o buquê e comigo.

— Amanhã ainda terei que pensar. Isso é apenas uma retribuição pelo café na cama de hoje cedo. E, ah... Eu trouxe sua comida japonesa. — toquei no braço dela, ajudando-a a se livrar do casaco de couro que vestia.

— Eu estou dizendo, você vai me deixar mal acostumada. — ela sorriu maliciosamente para mim, depois cheirou as rosas que exalavam algo parecido com pêssego. Uma fragrância muito agradável que dominou o cômodo inteiro.

...


Na mesa, Emma tinha enchido seu prato de temakis e shushi e por não aguentar comer tantos, acabou me fazendo ficar com suas sobras. Ela molhava o hashi no shoyu, depois aos meus lábios e eu não tinha tempo para dizer não. Eu havia devorado meu prato inteiro e agora Swan achava muito romântico me empanturrar com o que ela não aguentou para não ficar sobrando nada em seu prato.

— Meu amor, eu não aguento mais. — disse eu de boca cheia.

— Ah, vamos lá, só mais um. Você aguenta, é o último. — ela segurava uma das minhas mãos sobre a mesa e sorria, achando graça quando eu tentava falar.

— Eu vou ficar gorda desse jeito. — reclamei limpando minha boca em um guardanapo.

— Eu não falei que você aguentava? Obrigada por comer os sushis que eu não queria mais. E não se preocupe, Sushi não engorda. — ela comentou, me servindo de suco de uva um pouco mais.

— Tenho motivos para crer que sim, Emma. Esses dias mesmo no noticiário teve uma reportagem sobre obesidade no Japão. Você sabia que tem aumentado muito nos últimos anos?

— Por que eles andam comendo muito fastfood, apenas por isso. Emma apoiou o rosto sobre as mãos, como se a pose pudesse me provocar.

— Também por isso, mas...

— Mas que sushi não tem a ver. — ela piscou. — Adorei as flores, o jantar, o clima que estamos vivendo, mas algo me diz que você quer me contar alguma coisa.

— Eu? — perguntei, desviando o olhar.

— É você. Não vai me dizer que mudou de ideia sobre o bebê, vai? — Vi os olhos de Emma ficarem amedrontados. Para a sorte dela, eu não mudei de ideia.

— Não, Emma, não mudei de ideia. É sobre o bebê mas não desisti dele. Acontece que hoje, eu consegui o número de uma clínica muito boa, onde se fazem esses procedimentos de inseminação e fertilização. Eu liguei para lá de tarde e marquei uma consulta para você. — falei com calma.

Minha mulher fez aquela mesma cara de quando falei que seria mãe com ela ontem.

— É sério? De verdade?

Assenti.

— Sim, meu amor. Daqui a quinze dias.

A novidade deve ter deixado Emma mais intrigada do que ainda podia estar. Me ver tomando todas aquelas atitudes estava a surpreendendo tanto que ela não sabia como reagir ou o que fazer.

Apertei seus dedos sobre a mesa e sorri sem mostrar os dentes, tentando passar minha confiança a ela.

Emma mordeu os lábios e me olhou com um novo brilho nos olhos. Seria assim até chegarmos no dia da consulta. Ela não precisava me dizer ou me agradecer. Eu ficava feliz em vê-la feliz como me mostrava estar.

Continuei fazendo agrados para Emma nos quinze dias seguintes para mantê-la bem e distraída. Ela tentava não mostrar o quanto ficara ansiosa, mas não podia esconder. Mas o que colaborou foram os dias ótimos para ela. Tinha esquecido os problemas com o seriado e aceitado atuar sem reclamar depois que decidiram não cancelarem a série. Participou das campanhas publicitárias de alguns produtos, foi convidada para uma sessão de fotos e chegou até a aparecer num talk show na quinta à noite para comentar sobre as fotos que tiraram de nós em Bariloche. E mesmo a entrevista sendo descontraída, Emma quase foi pega desprevenida.

Assistimos o programa juntas na quinta. Emma me avisou que tinha sido legal, mas que quase tinha se enrolado.

Em dado momento do programa, depois de falar da carreira dela e mostrar as fotos que os paparazzi tiraram de nós, o famoso apresentador quis mudar de assunto.

Muito bem, Emma, muito bem, você e Regina estão casadas há quanto tempo? — perguntou ele.

Swan ao lado dele, sentada num pequeno sofá, se empertigou e disse:

— Sete anos.

A plateia fez um eloquente “Oh!”.

Já tem todo esse tempo?

— Sim, e eu continuo loucamente apaixonada por ela. — Minha mulher sorriu com orgulho.

A plateia mudou o “Oh!” para um doce “Own!”.

Sabemos que vocês duas fazem doações para crianças carentes de Los Angeles e recentemente doaram um cachê milionário para um orfanato. Vocês gostam de crianças? — o homem perguntou admirado.

— Eu adoro crianças. — respondeu ela. — Acho que Regina também. Ela no começo não tinha muito jeito com eles, mas agora todas as crianças do orfanato a adoram.

E quando veremos vocês adotando?

Emma ficou calada. Olhava para o homem e a câmera focava cada vez mais perto de seu rosto. Ela demorou, tentou despistar a dúvida com uma careta divertida. Meneou a cabeça e fitou a plateia que parecia apreensiva pela resposta.

— Quando for o momento certo para minha mulher e para mim. Pode ser amanhã, pode ser no mês que vem ou no ano que vem. — disse, segura, até respirou fundo.

A plateia aplaudiu sua resposta e o apresentador ficou satisfeito com o que ouviu.

Olhei para Emma no sofá logo em seguida e ela do contrário do que eu achava, não estava acanhada por eu ter visto a entrevista.

— Você deu a melhor resposta a eles. — eu disse e ela deitou sua cabeça em meu ombro, aliviada por eu ter aprovado.



Na quarta-feira seguinte, de tardezinha, busquei Swan no estúdio de filmagens onde ela gravava a série e de lá fomos direto para a clínica onde marcamos a consulta.

Estacionei o carro quando faltavam ainda uns vinte minutos para Emma ser chamada. Eu desliguei o carro e a vi do meu lado, apreensiva, olhando para frente com um jeito no olhar de aflição.

— O que houve? Não está se sentindo bem? — peguei em seus dedos, estavam gelados.

— Estou bem, eu só me sinto nervosa. — disse ela, cerrando os olhos.

— Por quê?

— Eu não sei explicar, acho que não acredito ainda que estamos aqui nesse lugar, prestes a planejar um filho. A minha ficha está caindo agora.

Dei um sorriso fraco a ela, mas tentei passar toda minha confiança.

— Meu amor, se você não estiver segura agora, podemos voltar outro dia. Como você disse, lembra? Quando for o momento certo para você e para mim.

Ela virou o rosto na minha direção.

— É o momento certo pra você?

Quis responde-la logo, mas eu não podia mentir, então peguei ar e fiz uma breve reflexão. Me lembrei de Archie me perguntando sobre continuar com o plano e o que eu disse para ele.

— Eu acredito que sim. Vai ficar tudo bem.

Emma fez que sim e tomou coragem.

— Então eu tenho que entrar. — ela confirmou.

Saímos do carro juntas. Havia um grande corredor até o hall de entrada da clínica. Caminhei ao lado de Emma a observando, firme, demos as mãos. Fiquei tranquila como eu não esperava que estivesse tanto.

Notas finais
Se Regina diz estar mesmo tranquila, será que ela vai mesmo se entender com a maternidade? Até onde ela faz isso por Emma e por ela? O espaço está mais que aberto pra gente discutir essas perguntas. Eu fico surpresa com as diferentes opiniões que cada uma de vocês têm. Assim que possível tem mais. Um beijo grande, fiquem bem.