Não há outro amor para mim.

45 Emma sente efeitos colaterais.


Notas iniciais
Olá, amigas leitoras. Demorou mas chegou mais um capítulo dessa fanfic. Eu sei que estão todas ansiosas para saber se Emma vai ou não engravidar. Eu tenho recebido excelentes comentários com as opiniões de vocês que a cada capítulo me surpreendo mais com o que vocês acham. Algumas não querem ver Emma grávida e outras querem que Henry seja adotado. Uma coisa que posso dizer é que teremos essas respostas e uma delas vocês só vão saber quando a fanfic entrar na reta final, ou seja, tem capítulo à beça ainda. Agora, aproveitem a leitura do capítulo de hoje.


Enquanto caminhava ao lado de Henry, algumas vezes, ele me olhava talvez ainda descrente de que eu estava indo com ele para o refeitório. Crianças são engraçadas, eu percebia isso com aqueles garotos do orfanato. Henry era uma exceção pois se fosse outro menino estaria com o peito estufado andando do meu lado. Ter um amigo adulto pode significar muito para uma criança, mas o órfão que caminhava comigo parecia receoso apesar de querer me passar segurança. Agora eu entendia porque a senhorita Blue disse-me que ele e eu tínhamos coisas em comum.

Me sentei ao seu lado e ao lado dos outros pequenos na grande mesa do refeitório. E isso foi algo um bocado curioso pois todos queriam me dar um pedaço do bolo que estavam comendo antes que devorassem os famosos sanduiches de pasta de frango que Henry comentou. A propósito, ele cumpriu com sua promessa de comer o que seus amigos deixaram no prato. Estava tudo muito bom, mas eu devia ir embora, já estava tarde e Emma me esperava para jantar com ela em casa.

Henry me ensinou um daqueles cumprimentos de garotos em que se bate uma mão fechada na outra e a partir de então eu devia sempre fazer aquilo quando o visse.

— Você bem que podia voltar na quarta-feira. — disse ele, após me deixar perto da saída do orfanato. A senhorita Blue nos observava de longe no corredor.

— Ah, é? E o que haverá na quarta-feira de tão importante?

— É o dia dos biscoitos de nata e achocolatado. — respondeu ele, já sonhando com os biscoitos.

Não pude segurar o riso.

— Henry, eu não venho no orfanato só para comer. Eu venho para contar histórias.

— Pois então arrume uma história para contar na quarta-feira ou em qualquer dia que der na telha de vir aqui. Você viu como todos nós gostamos quando você vem.

— Eu sei, Henry. — disse eu. — Se não puder vir, Emma virá no meu lugar.

— Gosto da Emma, mas... — ele parou de repente.

— Mas? Prefere quando eu venho?

Ele coçou a cabeça, me olhou tentando evitar que eu percebesse suas bochechas coradas.

— É tão legal quanto quando você está aqui. — disse ele.

Sorri de bom grado e estendi minha mão para bagunçar seus cabelos. Eu já me sentia à vontade para fazer aquele tipo de gesto com ele.

— Bem, eu prometo pensar com carinho em vir mais vezes.

— Acho bom mesmo. — falou.

Nos cumprimentamos uma última vez, batendo as mãos fechadas e ele voltou correndo para dentro.

A senhorita Blue acenou para mim lá do fundo e fiz o mesmo antes de sair.

Quando cheguei em casa, uma hora depois, encontrei minha esposa sentada no sofá da sala, mais quieta e pensativa que um monge. Ao que parecia, Emma havia chegado um pouco antes de mim da clínica.

Emma estava tão alheia que nem notou que eu havia chegado, nem mesmo pelo barulho que nosso cachorro fez ao me receber na porta.

— Querida? — chamei, deixando minha pasta em cima do sofá e dando a volta para me sentar ao seu lado. — Como está?

Ela pareceu ter acordado.

— Oi... oi, minha vida. — me viu e pegou em minha mão. Pude sentir seus dedos gelados.

— Você está bem? Como foi no exame?

Selei seus lábios e toquei em seu rosto brevemente.

— Tudo normal. O exame foi aquilo que o doutor Flynn nos disse. — respondeu Emma.

— E então? O que falta?

— Mais alguns testes, exame de sangue e o tratamento de fertilidade. — ela suspirou.

— Então se está tudo certo por que essa cara? Algo que eu deva saber? — perguntei, me virando para ela no sofá.

— Besteira. É uma coisa boba que pensei.

— Se fosse uma besteira você não estaria preocupada. Me conta. — pedi, baixinho.

Emma voltou a me olhar, demorando para decidir se ia ou não me contar alguma coisa.

— Estou com uma sensação esquisita.

— Por causa do exame?

— Sim. — Ela se virou completamente para mim. — Uma sensação de que pode não funcionar.

— Mas, meu amor, isso era tudo o que você queria.

— Eu sempre quis muito, mas não posso sentir medo, Regina? Não sei explicar exatamente como começou, porém, eu estava deitada na maca da sala, esperando para ser examinada quando senti algo ruim. Uma coisa que passou pela minha cabeça.

Pensei rápido. Acho que Emma sentiu medo de não conseguir engravidar, de ter algum problema que a impedisse. Ela não estava triste, parecia preocupada com essa possibilidade, e eu não sei ao certo o que dizer a ela.

— Está sentindo medo de não conseguir engravidar?

Ela assentiu.

— Estranho, não? Não quero pensar nisso, só que não dá para evitar. Vim a estrada inteira com essa possibilidade na mente. — ela olhava para uma direção aleatória, não para mim.

Tomei ar e peguei em sua mão, fazendo um carinho leve em seus dedos longos.

— Você não tem o que temer, não tem com o que se preocupar. Eu tenho certeza de que é uma mulher saudável e que os exames vão confirmar isso. Você vai engravidar, vai ter o bebê e tudo vai ficar bem. — eu disse aquilo com paciência para ela. — É natural que esteja se sentindo receosa. Até pouco tempo você tinha certeza de que jamais teria um filho e agora, no entanto, está prestes a conseguir. Tudo bem que isso é um pouco culpa minha. Não vou me perdoar por ter demorado a dar essa chance a você, mas talvez agora, hoje, seja o momento certo.

Emma se encostou no meu colo e puxou meus braços.

— Você deve estar achando que sou uma boba, não é?

— Claro que não. Quem sou eu para achar que você é boba, indecisa ou qualquer outra coisa, se eu mesma tenho um milhão de medos. — encostei meu queixo no alto de sua cabeça.

— Quem diria... — ela falou de súbito. — Como tudo mudou. Como você mudou. Jamais imaginei que me desse apoio em ser mãe. Mesmo que você aceitasse, eu jamais esperaria que me dissesse essas palavras.

— Emma, se há uma coisa que não desejo é que você se sinta infeliz. Eu escolhi mudar, eu não podia continuar refém do meu medo. Tudo o que você fez por mim me serve de motivação, está na hora de você ser feliz também. Quero fazer parte disso de uma forma positiva.

— Já está fazendo parte. — Emma disse, mais calma e à vontade nos meus braços.

Passei mais alguns minutos com ela ali no sofá, dando conforto e segurança. Sim, ela estava certa e no direito de se sentir com medo, mas agora que estávamos chegando tão longe, nem eu queria acreditar que tivéssemos o azar da inseminação dar errado. Emma parou de pensar nesse assunto por enquanto. Nossa conversa trouxe seu ânimo de volta, além do fato de eu ter prometido a ela que estaria ao seu lado nos próximos exames para que não se sentisse sozinha.


Com isso, os dias seguintes foram como esperávamos.

Depois do trabalho, quando eu saia da emissora no final da tarde, buscava Emma no estúdio de gravação e juntas íamos à clínica de fertilização. Swan passou por alguns exames, colheram seu sangue e dentro de alguns dias ela estaria liberada para fazer o procedimento.

Eu comecei a sentir um frio na barriga quando o médico nos avisou que o tratamento poderia ter efeitos colaterais. Você consegue imaginar Emma chorando feito um bebê, viciada em chocolate, ou querendo fazer amor comigo todos os dias por sua libido estar em um nível extremo? Bem, então você sabe exatamente como me senti nesses dias que se passaram.

Para começar, na sexta-feira à noite, quando voltávamos do supermercado e tivemos de parar em um engarrafamento, Emma ficara visivelmente entediada.

— Se eu estivesse na minha moto chegaria mais rápido em casa. — disse, tratando de caçar alguma estação na rádio em que tocasse alguma música de seu agrado.

— Calma, docinho, não vai demorar. Há uma obra à duas milhas, quando passarmos dela chegaremos rápido. — comentei, no volante.

Swan finalmente achou algo que estava perto de seu gosto no rádio, uma música sensual da Jennifer Lopez.

— Adoro essa música. — ela falou, aumentando o volume e esboçando uma dança, mesmo sentada, com seus braços mais ou menos levantados.

A olhei do meu lado e sorri, achando engraçado. Não disse nada, apenas voltei meus olhos para o transito, foi quando aquilo aconteceu...

Emma aproveitou minha distração e a batida da música para passar sua mão esquerda sobre minha coxa. Esse era seu velho truque, fazer carinho em um dos meus pontos fracos. Não que minha coxa fosse um, mas conforme ela descia para a parte de dentro da minha calça de alfaiataria, o jogo mudava.

Eu a olhei de canto e havia um sorriso de satisfação em seu rosto. Ela me conhecia, conhecia meu corpo e as reações. Se eu estivesse quente, era porque estava dando certo. E sim, eu estava quente, ficando nervosa, enquanto ela roçava seus dedos, chegando bem no meio. Precisei tomar ar.

— Emma, estamos no transito. — murmurei.

— Ótimo momento para realizarmos uma velha fantasia que eu tenho. — Sua voz soou como brisa em meu ouvido.

Via sua mão se enfurnar entre minhas coxas cada segundo mais e estava difícil dizer não para minha mulher, ainda mais depois de sentir seu hálito quente no meu pescoço.

Me encostei firmemente no banco, deixando aquilo rolar. Emma estava indo tão bem, sabendo exatamente onde tocar que tudo o que eu podia fazer era fechar os olhos e relaxar. Quando comecei a me acostumar com as maravilhas que os dedos de Emma faziam sobre minha calça, estive prestes a soltar uma riso, mas fui interrompida pelo barulho de umas dez buzinas dos carros que estavam atrás do meu. Abri os olhos e vi que o transito havia andado. Emma olhou para trás e bufou insatisfeita e eu corri a mão para a marcha do carro e o fiz andar, até um pouco tonta.

Uma hora depois estávamos em casa, e nossas frustrações foram compensadas depois que colocamos as compras no lugar e tomamos banho.

Emma queria se satisfazer de todas as formas. Cansei de contar as vezes que mudamos de posição naquela noite. Ela estava suada, certamente iria querer tomar outro banho, mas não parava, não me deixava parar também. Eu sei que só se satisfez depois que rolamos na cama e ela usou minha coxa novamente, mas agora para se roçar em cima dela. Se há algo que gosto de ver Swan fazer, é ter prazer, isso me excita mais que qualquer coisa. E, enquanto ela literalmente gozava contra minha perna, eu via em seu rosto o que valia por todos os orgasmos que tivemos naquela noite.

Ela desabou ao meu lado, ofegante e exausta, mas sorridente.

— Ainda bem que fui avisada de que o tratamento teria efeitos colaterais. — disse, buscando o ar ao mesmo tempo.

— E que efeitos. — comentei, igualmente cansada. — Pelo menos o de hoje é melhor do que o seu vício em comida japonesa.

Ela gargalhou.

— É melhor ir se acostumando. — Emma se virou na cama, ficando novamente por cima de mim, mas com a intenção de me olhar dessa vez. — Ainda vou perturbar bastante suas noites com meus desejos malucos. — sua voz se tornou suave, como quando ela me seduziu no carro.

— Hum, duvida que eu dê conta?

— Duvido. — Emma roçou os dedos sobre meus lábios — Duvido porque quero que você prove que dá conta.

Eu sorri e a empurrei para o lado, ficando por cima.

— Acho que você vai se arrepender. — falei, quase contra sua boca e a beijei loucamente a fim de começar aquela aventura sexual toda novamente.



No dia seguinte, eu estava conversando com meu amigo Killian por telefone, contando exatamente o que eu havia feito com Emma naquela noite, e ele parecia estar se divertindo do outro lado da linha com a história.

— Emma vai te dar trabalho, Regina. — dizia ele.

— Eu vou dar conta. O que não faço por amor, não é? — falei e depois ouvi meu amigo ficar em silêncio e respirar pesado. A palavra amor não era mais tão agradável de ouvir para ele.

— O que você não faz, não é, Regina? Bem, minha amiga, prometo ligar para você amanhã para saber como foram os resultados dos exames, o.k.?

— Certo, Kill, esperamos que Emma já possa fazer a inseminação. De qualquer forma amanhã conto tudo a você. — Eu falava com meu amigo, enquanto andava no corredor da emissora, com minha pasta de trabalho em mãos. Fiquei tão distraída que não percebi que alguém me seguia. — Até amanhã, Kill... — me despedi de Killian e desliguei o celular.

Levei um pequeno susto ao sentir a mão de certa pessoa em meu ombro esquerdo.

— Regina — disse uma voz familiar.

Maleficent — respondi no susto.

— Desculpe assustá-la, não era minha intensão. Você está bem? — ela parou na minha frente, sorrindo.

— Eu é quem peço desculpas pela distração. Estou bem, muito bem e a senhora? Como tem passado? — ajeitei meu blazer que estava relaxadamente aberto por eu ter acabado de sair do meu escritório. Ela notou.

— Já disse que comigo você não precisa de formalidades. Pode me chamar de você. — ela me advertiu. Eu vi como estava vestida, a propósito, sempre muito elegante; Terninho cinza claro, sapatos scarpin escuros e um lenço branco como adorno no pescoço.

— Desculpa, me desculpa, eu sempre me esqueço. Você, Maleficent. — falei entre risos, mas estava corada.

— Assim está ótimo. Eu fiquei sabendo que você e Emma estão pretendendo ter um bebê.

No momento em que Maleficent falou isso, eu não havia entendido bem. Que eu mal me lembrasse, ninguém além de Killian, Archie e quem nos atendia na clínica sabia disso. Será que alguém havia comentado com Malefi?

— Ahm... Um bebê... Emma... É... Desculpa, mas como soube?

— Imagine como. — ela me mostrou o que vinha segurando. Uma revista de notícias de celebridades que tinha uma foto minha e de Emma na capa, com os dizeres: As queridinhas, querem um bebê.

Nunca me acostumei com o assédio e interesse da imprensa no meu relacionamento com Emma. Eu sempre ficava assustada e até irritada com esse tipo de intromissão na nossa vida particular.

— Não acredito. — peguei na revista.

— Esse pessoal é rápido. Imagino que vocês queiram deixar essa história em sigilo. — Malefi disse.

— Um pouco, na verdade. Só não achávamos que a notícia vazaria tão rápido. Claro que todos saberiam depois.

— Eu entendo vocês. Foi mais ou menos assim quando me separei do Gerard, e olha que nós nem somos celebridades como você e Emma.

— Ah, fazer o que? Agora todos devem estar sabendo. A verdade é que precisamos estar em paz para que Emma não tenha nem um estresse no procedimento.

— A inseminação. Sei. — Maleficent assentiu. — É uma novidade bonita, porém, eu pensava que vocês adotariam.

— Bom, chegamos a frequentar um orfanato, ainda frequentamos por sinal, mas fazia parte do laboratório que Emma estava fazendo para o seriado dela. — Olhei para a dona da emissora e quis puxá-la para o canto para contar a ela que nossa última conversa havia me encorajado a aceitar ser mãe com minha esposa. Mas, por alguma razão, senti que aquele não era o momento. — Emma quer muito ter um bebê, está na hora de tentarmos.

A mulher me fitou de um jeito amigável, solidário. Percebi que ela ficara mexida com o que eu havia dito.

— Você tem sorte, Regina. Você é uma boa esposa. Está disposta a tudo por Emma. Por isso ela a ama tanto e dá para ver nas fotos, nas entrevistas, pessoalmente como eu vi há alguns dias. Eu só queria que soubesse que estou feliz por vocês. Estou torcendo para que tenham o bebê mais bonito do mundo.

— Obrigada. Desse jeito você me deixa sem graça.

— Não fique, por favor. Eu falo com sinceridade. Não porque comigo as coisas não deram certo. E acho que é justamente por isso que quis falar com você.

— Eu estou torcendo para que você se recupere dessa fase também, Maleficent. — eu disse a olhando. — Não deu certo com Gerard, mas Los Angeles é uma cidade enorme, você pode conhecer outra pessoa.

— Ah, não, eu não pretendo conhecer ninguém por enquanto. Vou aproveitar para desfilar sozinha por aí mais algum tempinho. — Rimos juntas. — Mas, enfim, meus parabéns, mamãe.

— Obrigada. É que ainda não completamos os exames, Emma está se tratando e saberemos em breve se ela está pronta para engravidar.

— Por isso mesmo já digo parabéns. Tenho certeza de que dará certo. — ela sorriu. Olhou seu relógio de pulso e se deu conta de que estava atrasada. — Bem, eu tenho que correr agora. Marquei uma reunião com o pessoal da cenografia e já estou atrasada dois minutos. Até logo, Regina. — ela apertou minha mão e saiu a passos rápidos pelo corredor.

Eu suspirei e a observei, me lembrando que hoje Emma faria seu último exame para saber quando faria a inseminação.



Cheguei atrasada na clínica, Emma já me esperava. Havia prometido a ela de ir nos últimos exames para dar apoio e a encontrei numa sala, onde mediam sua pressão. Parei na porta e acenei. Ela me viu e sorriu.

Quando a enfermeira a liberou, saiu da sala e nos deixou sozinhas.

— Veio da MBC direto para cá? — ela perguntou, se levantando da cadeira e me selando na boca depois que me aproximei.

— Sim. Como você está se sentindo? — peguei em sua mão.

— Bem. Tranquila, por incrível que pareça.

Ouvimos alguém bater à porta. Era o doutor Flynn e ele chegara com uma cara muito bem disposta, tinha uma notícia para nós.

— Como vai minha mais ilustre paciente?

Nos viramos para vê-lo e Emma respondeu:

— Muito bem, doutor. Nem parece que fiz um tratamento de quinze dias.

O homem riu de leve.

— Realmente, você parece ótima. Mas não é novidade uma paciente se sentir bem com o tratamento de fertilidade, assim como não é novidade uma se sentir triste. Algumas ficam muito contentes e outras mais sensíveis. São os efeitos colaterais. Variam de mulher para mulher. — ele explicou.

— Efeito colaterais. Eu sei tudo sobre esses efeitos colaterais. — disse eu, arregalando os olhos.

— Não reclame, eu sei que gostou. — Emma disse entre dentes, ao meu lado.

O doutor Flynn achava graça de nós, porém, continuou:

— Certo, Emma. Hoje foi seu último dia de exames, já podemos começar a pensar numa data para o procedimento.

— Já, doutor?

— Acredito que se tudo estiver bem nos resultados que vou ter amanhã, podemos marcar para daqui um mês.

— Poxa, isso foi rápido. — eu disse.

— Porque na verdade Emma não precisou passar por um processo mais delicado de fertilização. Os primeiros exames não comprovaram nada contrário ao que esperávamos. E na realidade, só saberemos se ela vai conseguir engravidar quando fizermos a inseminação.

— Agora me sinto ansiosa. — Emma apertou meus dedos contra os dela.

— Evite se sentir nervosa, Emma. Isso pode prejudicar o procedimento. — o doutor aconselhou.

— Eu vou tentar. — ela falou, concordando.

— Ligarei para vocês logo que tiver a data certa em mãos.

— Obrigada, doutor. — dissemos juntas e o homem saiu da sala.

Emma esperou ele virar à porta para me abraçar, mas seu abraço não era de euforia. Eu podia sentir seu coração batendo muito depressa e sua pele gelar.

— O que foi, meu amor? — a segurei.

— Aquele medo, de novo. — ela disse, baixinho.

— Você ouviu o que o doutor disse, falta pouco, vai dar tudo certo.

— Não sei, Regina. Eu não tenho tanta certeza assim agora. De repente me senti estranha.

— Não tem porquê se sentir assim, querida. Você vai conseguir.

Ela me olhou nos olhos.

— Tomara que você esteja certa. Porque eu estou me sentindo em pânico nesse instante.

Nunca fui de levar a sério maus presságios ou ironias, contudo, acho que era hora de eu começar a dar atenção ao que Emma pressentia.

Notas finais
Será que o medo de Emma pode fazer as coisas darem errado? Regina está certa em temer pelo pior também? Digam tudo o que pensam. O espaço está aberto e repito, cada opinião aqui é muito importante. Obrigada quem favoritou, quem compartilhou, e começou a acompanhar recentemente. Vocês são dez! E um beijo especial para Tarcila Coimbra. Adorei as fotos, querida! ♥ Até o próximo capítulo, fiquem bem.