Sabe a sensação de estar com algo te observando, alguma coisa se aproximando, e você faz sua mente pensar eu não é nada. Aquele medo que você tem de olha para trás e ver o que não deseja, então, se aguentar sabe a verdade, continue, ou apenas pare e continue hesitando ao olhar para trás.

Toda vez que vem aquela sensação, realmente existe algo olhando para você, e não quer apensas te observar, aquilo quer te levar paras as sombras. Como sei disso? Vou te explicar o que aconteceu a 6 anos atrás.

Meu nome é Tommy, hoje tenho 15 anos, mas nunca vou esquecer o que vi aquele dia, estava sentado na cadeira de frente para o PC olhando alguns e-mails, quando de repente um sopro gelado me fez ter um arrepio que percorreu toda minha espinha, olhei para trás e a janela estava fechada, parecia estar sendo observado, podia sentir uma presença no quarto que não estava ali antes, relutei para não olhar e focar no e-mail, aos pouco aquela sensação foi ficando mais forte a cada segundo que se passava, parecia que se aproximava de mim e se eu olhasse só um pouquinho já veria se havia algo, de tão incomodante que a situação ficou, criei coragem aos poucos para olhar para o canto mais escuro de meu quarto, desejei nunca ter virado minha cabeça, aqueles olhos preenchidos de escuridão com o contorno vermelho, de sua boca sangue saia, e para mim fixamente ele olhava, então em um piscar de olhos aquilo sumiu, paralisado de medo tentei gritar minha voz não saiu, meu pais dormiam no quarto ao lado com minha irmãzinha, quando sai da cadeira, algo gelado pego minhas pernas e me puxou para de baixo da cama, durante alguns segundos estava sendo arrastado, pensei como seria possível sendo que estava no meu quarto. Em pouco tempo senti folhas passarem em minha pele, e notei que estávamos em uma floresta escura, o céu era laranja quase vermelho, olhei para minha perna e uma criatura escura, magrela e com grandes garras me arrastava por aquela trilha obscura.

Na minha mente aquilo era apenas um sonho, torci para que fosse, após alguns minutos chegamos a um lugar aberto onde a criatura me soltou, ela olhou ao redor e fez um som estranho que me dava ânsia de vomito e deixava minha cabeça pesada, pensei que talvez se eu me machucasse talvez eu acordasse daquele terrível pesadelo, mas mordidas e cortes não eram o bastante, um tempo depois uma criatura estranha, um humanoide, com o rosto deformado, ele se aproximou de mim e me cheirou, eu sentado sem me mover, apenas chorando como nunca havia antes, as criaturas conversaram entre si em grunhidos estridentes, pareciam negociar, o humanoide portava com cetro, ele bateu o cetro no chão e um portal se abriu, a imagem que aparecia era de uma casa e a criatura escura pulou e ele se fechou.

Aquilo de rosto deformado aqui presente encostou o cetro na minha testa, o que senti foi o mais gelado sentimento dentro de mim, ele começou a sugar tudo o que tinha, comecei a emagrecer, até ficar quase esquelético e minha pele escureceu, minha visão era muito embaçada e escura, mas tinha um ótimo olfato, e conseguia sentir seu cheiro, forte, totalmente podre. Ele mexeu os lábios, mas dessa vez eu o entendia, começou a dizer que eu tinha duas opções, fazer outro passar por pelo mesmo que eu passei, trazer outro humano que tivesse medo da escuridão, ou caso eu recusasse, eu ficaria preso ali para sempre, ele estalou os dedos e tele transportamos para um local, onde podia enxergar um pouco, lá havia vários humanoides como ele que estavam de diversas formas torturando outras crianças, onde eram-lhes arrancados seus órgãos, seus ossos eram quebrados por martelos, sem dó nem piedade e tudo que lhes eram tirado, regenerava segundos dolorosos depois, entre muitas outras coisas repulsivas.

Após aceitar o contrato de buscar outro que ficasse em meu lugar, ele me disse apenas uma coisa: você tem 1h hora para fazer isso, caso contrário você ira para junto daquelas outras crianças, ele me explicou como viajar para dentro das casas das pessoas.

Na primeira viagem pelo portal aquilo foi muito doloroso, agonizante, senti vontade de morrer, vi que estava preso na parede, mas podia me mover em locais sombrios, não sei como explicar o que senti, mas, eu senti o cheiro do seu medo, era fraco ainda, mas notei que quanto mais fixamente eu olhava seu medo crescia, parecia mais fácil de me movimentar conforme seu medo crescia, podia pôr os braços para fora da parede, tentei me puxar para fora e tentar agarra-lo mas ele estava longe, e não podia tirar mais que a cintura. Ao ver que era perda de tempo, abri um portal, novamente aquela dor agonizante para entrar em outra casa, esta casa era diferente, havia uma garotinha sentada no chão apenas brincando com suas bonecas, só consegui vê-la de costas, fiquei encarando ela, eu de baixo da cama pelas suas costa a observava, ela virava levemente seu ombro, acho que queria tentar me ver, mas voltava a olhar pra boneca e murmurar algo a ela. Parecia já ter visto aquilo mas não me recordava onde.

Seu medo foi ficando maior, o cheiro era ótimo. Quando ela pensou em levantar agarrei suas pernas e seu grito gelo meu coração de uma forma que parecia que havia algo além de mim, mais assustador ali, puxei ela para o portal e arrastei-a de volta, ao chegar naquele lugar aberto, eu chamei aquele humanoide, e veio como da outra vez, e me disse que agora eu poderia ir, mas que antes olhasse para a garota, ao ver que a garota era minha irmã Isabelle, comecei a lutar para leva-la de volta, mas algo me impedia, havia um portal aberto nas minhas costas e ele me sugava para o quintal de casa. Aquele portal me puxou e me levou para casa, jogando-me no chão gelado, totalmente nu e me sentia estranho, bati na porta, meu pais estava mais velhos, com os cabelos grisalho, eles começaram a chorar e perguntar onde estive todos esses anos, perguntei que anos, n tinha sido nem 1h, eles me levaram para dentro e chamaram minha irmã para descer, enquanto me vestiam reparei que eu havia crescido também e perguntei quanto tempo estive fora, me responderam: 5 anos.

Já não sabia mais o que fazer, até que me lembrei do que havia acontecido, e subi correndo para o quarto de Isa, não a encontrei, quando meus pais chegaram, eles começaram a chorar também dizendo que ela havia sido levada também, com medo expliquei o que havia acontecido e que havia sido eu que a levou embora e por ela ter apenas 4 anos não saberia o que fazer e que ela nunca mais retornaria. Eles me olharam e disseram para eu ir dormir que no dia seguinte ligariam para os oficiais para avisar que eu havia retornado e esperariam até cedo para que Isa voltasse. Depois daquilo, na manhã seguinte viaturas me levaram em camisa de força, a última imagem que vi antes de fecharem a porta foi de meus pais chorando.

Os médicos dizem que ainda não estou recuperado para voltar para casa, mas eu não durmo mais com a luz apagada, aliás eu mal durmo, não há instante se querer que paro de pensar na Isa e de seu grito, e pensar o que ela está sofrendo lá. E pensa que o que ocorreu é culpa minha.

Se pudesse dizer algo a todos agora é: não encarre a escuridão, e tente não ter medo dela, pois se tiver, pode ser um familiar desaparecido que te buscara.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!