Não Se Apaixone Por Mim...
7 Saudade...
Notas iniciais
Passem nas notas finais, tem recados/esclarecimentos importantes para vocês lá. Boa leitura!
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Agradecimentos: Gostaria de agradecer muuuito a Carlinha Rodrigues por ter recomendados NSAPM. ;)
Em algum dia de Julho do ano de 2007...
“A noção em senso comum de tempo é inerente ao ser humano, visto que todos somos, em princípio, capazes de reconhecer e ordenar a ocorrência dos eventos percebidos pelos nossos sentidos. Contudo a ciência evidenciou várias vezes que nossos sentidos e percepções são mestres em nos enganar...”. (Wikipédia)
O relógio digital de parede apontava cinco e cinquenta da manhã de uma sexta-feira. Ele estava jogado no sofá de seu apartamento, encarando o teto branco sem graça e lutando contra mais uma noite de insônia – muito comuns no último mês — quando tais palavras inundaram sua mente. Era uma análise bem técnica do tempo, mas ao mesmo momento, muito subjetiva e cheia de sentimento. Ele lerá esse texto em algum lugar, provavelmente em uma matéria irrelevante que fez anos atrás, mas somente agora aquele pequeno parágrafo parecia fazer algum sentido. O motivo disso era apenas um. E tinha um lindo par de olhos castanhos amendoados, lábios vermelhos carnudos e a pela branca como neve...
– Isabella... – clamou por aquele nome à meia voz, rouca de sono e apertou a mão nos olhos, como se esse gesto pudesse afastar enigmática morena de seus pensamentos e amenizar a saudade estupida que ele sentia. Como e por que ele sentia tanta saudade de uma pessoa que mal conhecia? “É Edward Cullen, você está ficando mole demais.” Pensou.
Há exatamente um mês ela o deixará sozinho na academia, depois da luta de esgrima que ela mesma venceu. Há exatamente um mês ela se despediu com a promessa de voltar para ele assim que possível e ele aceitará sua condição sem hesitar. E há exatamente um mês Edward esperava fervorosamente seu celular tocar e a voz doce de Isabella se fazer ouvir do outro lado da linha. Ele anotou seu número na capa do exemplar surrado de O Palermo das aves dela... Mas ela não ligou. Repetindo um hábito idiota recém-adquirido, checou mais uma vez seu celular para ter certeza se tinha sinal... E tinha! Sempre tinha... A vendedora realmente desapareceu. O jornalista suspirou resignado. Havia consentido em esperar o tempo dela e não investigá-la mais, e agora só lhe restava torcer para que esse tempo não fosse assim muito longo. Suspirou mais uma vez e deixou sua mente o levar para os únicos três encontros que teve com ela, demorando-se em alguns momentos como se visse cenas de uma novela na tv. A primeira vez que encarou seus olhos... A primeira despedida... O primeiro reencontro... A primeira vez que a viu chorar. Ou melhor, que ele a fez chorar. Cerrou os dentes com raiva. Essa lembrança não era boa, então mudou rapidamente para outra. O primeiro poema que ela recitou... O doce primeiro beijo e consecutivamente o último beijo que ela lhe deu, após desejar feliz aniversário. Uma lágrima se perdeu na almofada e isso o surpreendeu. Jogado em seu sofá, o jornalista durão chorava de saudade.
Edward ouviu um baque surdo como se algo tivesse caído no chão. Abriu os olhos enxugando rapidamente as poucas lágrimas, que ainda insistiam em sair de seus olhos, quando encontrou um Jasper esbaforido, caído no corredor, lutando contra a alça de uma mala para se colocar de pé. O que ele fazia com uma mala?
– Ei cara, você está bem? – questionou ainda deitado no sofá, com os braços sobre o rosto para proteger os olhos da claridade. Mas já estava assim tão claro? Hummm... Edward havia dormido enquanto chorava em silêncio.
– Eu pareço bem? – ironizou a situação, enquanto, com a maior dignidade possível, colocava-se em pé e arrumava a roupa desalinhada por causa da queda.
– Hum... não. Posso saber o que houve? – disse Edward sentando-se lentamente.
– Ah cara... Perdi a hora! E vou perder o voo para Londres! E então vou perder o simpósio dos médicos legistas. E depois vou perder meu emprego, porque não compareci no simpósio para dar a palestra, porque perdi a hora hoje e vou perder o voo! – respondeu Jasper incoerente, exagerando no drama enquanto jogava dois ou três livros dentro da mochila que eles eventualmente dividiam. Coisas de amigo.
– Relaxa cara... Tenho certeza que você arruma outro emprego logo. – brincou dando de ombros, enquanto se desviava de um dos livros de Jasper que capciosamente voava em sua direção.
– E se eu demorar em me recolocar no mercado de trabalho, você terá que arcar com as contas do apartamento. Ok? – tentou manter o tom sério enquanto entrava na de Edward e prosseguia com a brincadeira.
– Não acredito que seja possível. Afinal, um profissional de tão alto gabarito não ficaria tanto tempo desempregado. E no mais, você já trabalhou comigo. Isso é o suficiente para qualquer lugar te contratar. – riu abertamente.
– Deixa de ser convencido! Estou falando sério cara. Vou ficar sem grana e você vai bancar as contas. – riu com Edward.
– Sério? Ah isso não! Me dá cinco minutos e eu te levo no aeroporto. – disse já se levantando, a fim de tomar uma ducha rápida.
– Mas você é um mão-de-vaca mesmo!!! – gritou Jasper assim que Edward passou por ele e ouviu a risada do amigo ecoar pelo corredor do apartamento.
Cinco minutos depois, Edward estava vestido e pronto para sair. Ajudou Jasper a descer a bagagem até seu Volvo estacionado na garagem. Entraram no carro e partiram rumo ao aeroporto ao som de F.I.N.E do Aerosmith, enquanto o jornalista tentava a todo custo entender por qual motivo havia simplesmente esquecido daquela viagem. Ah claro! A cabeça de Edward andava tão cheia da senhorita “Isabella Uley” que havia até se esquecido da viagem de seu grande amigo. “Sua fascinação exacerbada em Isabella já está passando dos limites. Controle-se, Edward Cullen.” Repreendeu-se mentalmente.
Enquanto Jasper tentava fazer seu pré-checkin aéreo pelo ipad recém-adquirido, os pensamentos de Edward eram distantes. Ele sentiria falta do amigo, com toda certeza. O simpósio em Londres duraria uma semana e ele era um dos palestrantes mais aguardados. Em seguida prolongaria a viagem por mais seis meses para um curso de especialização em Perícia Criminal. Ele era uma ótima companhia tanto para trabalhar, quanto para conversar ou simplesmente dividir o apartamento. Os pensamentos de Edward ficaram ainda mais nostálgicos quando se deu conta de que o amigo havia sido uma importante peça nesse mês pós-sumiço-de-Isabella. Ele não havia questionado mais nada sobre a moça, nem após contar que Edward chamava o nome dela quase todas as noites enquanto dormia, mas o jornalista sabia que ele suspeitava de que algo não estava muito bem. No fundo entendia que esse era o modo de Jasper lhe dar privacidade para ultrapassar aquela fase ruim. Tentando controlar seus pensamentos para que eles não voassem novamente até a morena, fitou a estrada e deixou o som do Aerosmith preencher sua mente, mesmo que de maneira superficial e provisória. Mas foi chamado à realidade um pouco depois disso.
– Olha, olha o que eu achei por aqui. – disse Jasper retirando uma pétala seca de dentro da mochila compartilhada. Aquela pétala um dia pertenceu à linda peônia branca que Edward deu para... ela.
– Errr... Era para Isabella. – o jornalista deu de ombros, rapidamente se lembrando do dia em que comprou a peônia para presenteá-la e ela despetalou a pobre e indefesa flor. Riu com a lembrança. Como não sentir saudade daquela pequena rebelde?
– Só tem uma pétala seca. Você chegou a entregar a outra parte da flor para ela em perfeitas condições? – Questionou distraidamente, enquanto procurava algo dentro da mochila.
– Sim. – disse simplesmente.
– E então? – Jasper o questionou agora um pouco mais interessado, arqueando uma sobrancelha ao olhar para Edward. Sentiu que ali tinha uma boa história.
– Isabella despetalou a peônia. – Sorriu ao confessar isso ao amigo.
– UAU! Ela é dura na queda então? Só assim mesmo para derreter seu coração de gelo. – brincou.
– É... Acho que foi esse jeito diferente dela que me chamou atenção mesmo.
– E onde ela está agora? – Ok... Com sua perspicácia Jasper tinha feito a pergunta de um milhão de dólares.
– Eu não faço ideia. – ele respondeu dando de ombros. Pelo canto dos olhos percebeu a face do amigo se contorcer em uma expressão estranha. Parecia preocupação.
– Então, como eu suspeitava, as coisas não vão bem com a tal Isabella. – afirmou.
– Não vão bem e nem mal. Simplesmente não vão. – respondeu com tom de tristeza.
– Eu vou querer saber por quê? – esse era o jeito que Jasper tinha de fazê-lo se abrir, para continuar a contar a história. Edward sabia disso. E a tática do filho da mãe sempre dava certo.
– Bom, me deixa ver por onde eu começo. – disse revirando os olhos para a estrada à sua frente e organizando as ideias, para logo em seguida despejar tudo em cima do amigo e finalmente se sentir um pouco mais leve por dividir aquilo com alguém.
A história toda durou até a sala de embarque. Ele contou tudo ao amigo. Que a conheceu enquanto caminhava por ai à procura de inspiração para sua matéria. Como foram os encontros que tiveram – demorou-se nos por menores da personalidade esquisita dela, comparando-a com uma montanha russa, quando se tratava de externar seus sentimentos. Contou também como Isabella era fascinante e havia mexido com ele desde o primeiro olhar. Não deixou de fora a parte de que a morena vencerá uma luta de esgrima com ele, fazendo o amigo rir de sua cara. E por fim, que ela protegia com unhas e dentes o segredo de seu passado. Confessou ainda que chegou a investigar a vida da vendedora, mas que não encontrou muitas coisas relevantes. Contou a respeito de Sam e de como ele parecia paternal demais com relação a ela, mesmo sendo apenas seu tutor. Jasper o ouviu pacientemente antes de finalmente se pronunciar.
– Bom, você anotou seu celular no livro dela. Isso deixou bem claro que você está mesmo interessado. Dê esse tempo a ela, Edward. Se tudo isso que me contou é realmente verdade e ela tem esse passado complicado, acredito que Isabella precise mesmo desse tempo. Confie no que ela te prometeu. Se ela disse que irá voltar e te procurar é porque ela vai mesmo fazer isso. – disse Jasper sendo sensato.
– Eu não estou muito certo disso. – disse Edward vacilante. Desde quando Jasper tinha tanta experiência com relacionamentos? Até onde ele sabia o amigo era um solteirão convicto.
– Ela não me parece uma pessoa ardilosa ou mentirosa, Edward. Acalme-se cara. Logo ela aparece. – disse jogando a mochila em um dos ombros.
– Vou me acalmar. Obrigado pela conversa. – disse em um agradecimento sincero e puxando o amigo para um abraço.
– Que isso. Amigo é para essas coisas. Não é o que dizem? – retribuiu o abraço.
“Última chamada para passageiros do voo G3167 com destino a Londres. Embarque no portão 7.”... E a simpática voz feminina do sistema sonoro do aeroporto anunciou a última chamada do voo de Jasper, interrompendo o abraço dos amigos.
Com os braços cruzados na altura do peito, Edward o observou partir. Foi só nesse momento que percebeu o quanto Jasper parecia tenso. E um tanto preocupado. Viu ele se arrastar relutante até o portão de embarque, olhando para trás a todo o momento, como se procurasse por algo ou por alguém. Será que ele tinha medo de voar de avião? Pensou Edward no mesmo momento em que o rosto do amigo se iluminou como raios de sol, ultrapassando a janela da sala em uma preguiçosa tarde de verão. Tomado por uma ingênua curiosidade, seguiu o olhar do amigo e se deparou com a conhecida figura pequena e pálida de sua irmã, ultrapassando com dificuldade a multidão do aeroporto, incluindo o próprio Edward. Alice e Jasper juntos? Desde quando? Como ele não percebeu isso antes? “Ok... Sua fascinação exacerbada em Isabella realmente já está passando dos limites. Controle-se, Edward Cullen. Isso é uma ordem!”. Reforçou a repreensão mental.
– Alice, você veio! – ouviu o amigo dizer assim que sua irmã pulou no colo dele, como se a vida dela dependesse disso.
– Eu prometi que viria... Não prometi? – respondeu uma Alice completamente confiante e apaixonada, enquanto enterrava o rosto no pescoço de Jasper. Era uma típica cena de filme, daquelas em que os soldados voltam para casa após dias de guerra e são recebidos por suas esposas.
Completamente imóvel ele observou o amigo inspirar lentamente o perfume dela. Naquela posição Alice conseguia encarar Edward nos olhos e como se entendesse o constrangimento do irmão, fez um pequeno sinal com a cabeça para que ele a esperasse no outro saguão. E ele o fez, pois sabia o que vinha a seguir e, por algum motivo, precisava desviar os olhos para não presenciar o beijo e a intimidade do momento. Talvez não porque ali estavam seu melhor amigo e sua irmãzinha. Mas sim porque ali estava um casal apaixonado, querendo permanecer juntos... E isso só tocava-lhe a ferida recém-aberta, fazendo-o se lembrar de que — sua? — Isabella continuava longe de seus braços. Enquanto se dirigia ao outro saguão do aeroporto, conferiu mais uma vez se seu celular tinha sinal.
– Esperando uma ligação importante, irmão? – Essa era a conhecida voz de fada de Alice lhe trazendo de volta ao planeta Terra.
– Sim. – foi conciso na resposta, enquanto levava o celular para cima da cabeça, à procura de um local com mais sinal. Bom, quanto mais alto mais sinal. E quanto mais sinal melhor.
– Ok, dá pra perceber. – disse Alice jogando os braços em volta do irmão, o convidando para um abraço. – Oi Edward!
– Oi pequena. – disse retribuindo o abraço caloroso da irmã. Quanto tempo fazia que ele não via Alice? Pelo teor do abraço, muito tempo.
– Sinto saudade de você, sabia?! Precisa aparecer mais vezes lá em casa. – ela o repreendeu com sua maneira doce.
– Tenho trabalho demais... – Não era de tudo mentira. Edward estava estudando propostas para começar a trabalhar em um novo caso. Entre as várias possibilidades, ele estava em dúvida entre investigar uma rede de corrupção ativa formada pelos políticos de NY e uma quadrilha especializada em venda de drogas nas casas de prostituição de Soho. O segundo caso era tão mais apelativo e desafiante, bem do jeito que lhe agradava. Provavelmente ficaria com ele.
– Sei... E não sobra nenhum tempo para um café com sua irmã preferida? – Alice o questionou com um sorriso de anjo nos lábios.
– Claro que sobra. Ainda mais quando essa irmã precisa me contar o que está rolando entre ela e meu melhor amigo. – retribuiu calorosamente o sorriso dela e a presenciou corar. Isso lhe lembrava de certo alguém que corava com facilidade...
– Estamos juntos. – confessou encabulada.
– Bom... Isso eu já percebi. – disse colocando uma mecha do cabelo curto e escuro da irmã para trás. Isso também lhe lembrava de certo alguém que tinha os cabelos curtos e escuros...
– Então... errr, o que quer saber? – Alice corou mais ainda.
– Tudo. Que tal aquele café agora? – sorriu convidando-a.
– Com certeza. – Alice bateu palminhas várias vezes. Ele adorava a espontaneidade da irmã.
E abraçados os irmãos seguiram para fora do aeroporto, rumo a uma velha e conhecida Starbucks.
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Alice chegou antes de Edward na Starbucks. Como ambos estavam de carro, ele deixou a vaga que encontraram na frente da lanchonete para que a irmã pudesse estacionar. Mas com isso teve de dar uma volta no quarteirão para encontrar outra vaga, o que ele queria evitar. Era o quarteirão da loja dela. Passou rapidamente na frente da loja ainda fechada, sem olhar para os lados e com as mãos nos bolsos, enquanto se lembrava das inúmeras vezes que ele evitará aquela rua no último mês. Nem em suas corridas matinais ele fazia mais aquele percurso. Quanto tempo ele ainda teria que esperar? A voz familiar e sensual de Victória chamando seu nome do outro lado da rua lhe tirou de seus devaneios. Em seu uniforme da floricultura, a ruiva parecia espevitada para que ele notasse a presença dela, enquanto em sua testa brilhava um letreiro com os seguintes dizeres: “Sexo casual agora!”. Edward atravessou a rua para cumprimentá-la, só para não deixá-la sem graça.
– Oi Eddie! Quanto tempo! – ela jogou os braços em torno dele, puxando-o para um abraço cheio de lascívia.
– Oi Victória. – se desprendeu do abraço dela, para olhar seus olhos por um momento. Não encontrou o que procurava. Eles eram verdes e muito bonitos. Mas não tinham mistério ali... Eram vazios e sem conteúdo interessante, assim como a ruiva era. Eles trocaram meia dúzia de palavras cordiais e Edward seguiu seu caminho rumo a cafeteria no próximo quarteirão.
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– Nossa que demora! Difícil arrumar vaga por aqui? – exclamou Alice.
– É. Já fez seu pedido? – perguntou enquanto se sentava no lugar de frente para ela. Não contou que Victória desperdiçou alguns minutos do seu tempo.
– Sim! Já fiz o meu pedido e o seu. – Alice disse orgulhosa por ainda conhecer os gostos do irmão.
– Um café muito quente e amargo. – disseram juntos e riram em seguida.
Conversar com Alice era tão natural e fácil quanto respirar. Ela falava a maior parte de tempo e isso era uma distração muito bem vinda. Ela lhe contou como Jasper finalmente tinha tomado coragem e lhe pedido em namoro. O quanto eles se davam bem e tinham coisas em comum. Contou-lhe como estavam as coisas em casa e que inclusive a “dona Esme” cogitava a possibilidade de fazer uma visita surpresa ao apartamento dele, uma vez que Edward não aparecia na casa dos pais há meses. Alice aproveitou o ensejo para dar uma pequena bronca no irmão e dizer-lhe novamente sobre a importância da convivência com a família. Ele olhava novamente o sinal do celular, quando a conversa estava em Jane e na obsessão que agora ela tinha por ele, transferindo para o jornalista toda a gratidão por ele ter levado adiante a investigação do “Caso Volturi”, e assim ter lhe dado à chance de voltar para casa. Segundo Alice, Jane queria a todo custo encontrá-lo. Droga! Ao que parecia, Edward tinha um problema iminente pela frente. Alice então soltou um gritinho feliz que o assustou.
– Edward... Não acredito! – disse espalmando a mão no peito. O rosto pálido retorcido em um belo sorriso.
– O que foi? – franziu o cenho, desviando os olhos do celular e olhando para a irmã.
– Você está apaixonado, irmão! Só pode ser isso mesmo! – disse pegando a mão dele que estava sobre a mesa.
– Como? O quê? Do que está falando, Alice? – questionou. Do que ela sabia? Será que Jasper...
– Jasper comentou algo comigo. Disse que suspeitava que você estava com alguém. E agora estou te observando desde o saguão do aeroporto. Você está distante, Edward. Em outro mundo. Olhando o celular de cinco em cinco minutos. É claro! Está esperando a ligação dela. – disse afagando a mão do irmão.
Ele apenas sorriu. Não tinha resposta para aquilo, por vários motivos. Primeiro, ele não queria falar com mais ninguém sobre Isabella. Bastavam Bree e Jasper envolvidos nessa história. Segundo, ele nem ao menos sabia o que tinha com ela. Era um namoro? Ele não fazia ideia. E terceiro, ele não tinha permissão para se apaixonar por ela. Isabella pedirá isso no último e derradeiro encontro. Essa era a parte mais complicada da história toda. Paixão não era algo que se podia evitar e Edward era maduro o bastante para entender isso. Mas a morena era madura o bastante também?
– Não é algo que queira contar, não é mesmo? – Alice o questionou, inclinando-se para frente e acariciando a face do irmão com a barba por fazer.
– Agora não. Mas prometo lhe contar depois que as coisas se acertarem. – disse. Mas ele sabia que isso não seria o suficiente para conter a curiosidade da irmã. Então decidiu valorizar o discurso. – Pode ser assim, Alice? Por favor...
– Ah Edward... queria tanto que confiasse em mim a ponto de se abrir. Sou sua irmã e acima de tudo sua amiga. – Alice parecia desapontada de verdade. O biquinho dela indicava muito bem isso.
– Ei... Eu confio em você. Só não quero... ou melhor, não consigo falar disso agora, Alice. Tente me entender. Por favor... – agora era ele quem acariciava a mão da irmã, enquanto matinha um sorriso torto nos lábios.
– Tudo bem, então. Mas quando estiver pronto para falar, eu quero saber de tudo. – ela lhe lançou um sorriso sincero. Essa era Alice. Ela se preocupava em demasia com os que amava e sempre faria o possível para vê-los feliz.
– Perfeitamente. – disse Edward ainda acariciando a mão da irmã. Percebeu que a mecha rebelde do cabelo de Alice estava caindo em seu rosto novamente e se inclinou para colocá-la atrás da orelha. Ambos sorriram e continuaram a conversar animadamente.
O tema da conversa agora era Rosalie e seu polêmico namoro com o produtor de cinema que ela conhecerá a pouco. Estavam tão absortos na conversa que nem repararam no movimento da Starbucks e muito menos nas pessoas que os observavam. Foi quando, mais uma vez, Edward resolveu olhar o sinal de seu celular e o apontou para a saída da lanchonete, que reparou na figura que os observava pelo vidro transparente que dava acesso a rua. Ela estava sentada em sua moto a poucos metros deles, pronta para dar a partida e fugir dali. Estava com o capacete, mas a viseira aberta a denunciava, pois deixavam a mostra seus olhos. Os mais lindos que ele já virá e que reconheceria em qualquer lugar. Doces olhos castanhos amendoados que simplesmente o enfeitiçaram. Os misteriosos olhos dela... Isabella.
Eles se encararam por algum tempo. Quanto tempo ela estava ali? Ah Isabella... Que saudade! Ele lançou um sorriso torto para ela. Alice parecia não notar o que se passava ali, e deduziu que o sorriso dele era um incentivo para continuar a falar. Edward observou a morena olhar para ele, depois para Alice e em seguida para as mãos deles que ainda estavam juntas em cima da mesa. Um vinco se formou na testa dela. Ele estava tão, mas tão entorpecido pelos olhas dela, que nem reagiu quando a morena fechou a viseira do capacete e deu partida na moto deixando o local como se fugisse de algo. Ela não parou para falar com ele? Por quê? Edward passou a mão livre pelo cabelo bagunçado. O que aconteceu ali? Foi quando a irmã apertou sua mão, um pouco mais empolgada com a conversa — que agora voltará para Jasper — que Edward entendeu a reação da vendedora e sua repentina fuga. Por um segundo ele viu a cena na perceptiva de Isabella. Ele estava ali, cheio de carícias com outra mulher, que ela não fazia ideia de que era irmã dele. Algumas das últimas palavras dela lhe surgiram à mente, como se confirmasse sua teoria...
“Eu volto assim que der, Edward. Mas isso não quer dizer que precisa ficar esperando por mim. Quer dizer, se você conhecer alguém legal e se apaixonar, por mim tudo bem. Já tivemos bons momentos.”
Puta merda! Isabella pensava que Alice era sua namorada.
Notas finais
Oieee meninas!!! Tudo bem?!
Hum... viajando sem sair do lugar, muito distraído, louco por uma ligação, lágrimas... ATENÇÃO, SOS, coração em perigo ahaha! Ownnnn... o jornalista está total e completamente apaixonado pela Isabella, certo?! Não há dúvidas da parte dele, por isso eu gostaria demais de ser capaz de dar uma espiada no que se passa na mente e no coração dela também ahaha!
Bem, enquanto Jasper não volta, ficamos com uma Alice sensitiva... ADORO! A chegada dela foi providencial, porque quero demais a Bella com ciúmes! Sou má heheh! E pela reação da morena, algo me diz que o Edward vai ter que suar bastante para encontrá-la... e mais ainda para se fazer ouvir! Mas ainda sim... e a Juh bem sabe rs... não escondo minha vontade de vê-la implorando por um beijo dele heheh! Será que posso ter esperanças??? Só sei que preciso do reencontro desses dois... para ontem! Comentários e indicações? Nossa autora merece, certo?!
Beijos e até mais!!!
Dani ;)
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Notas da autora:
Olá meninas, bom dia! Espero que estejam todas bem!
Primeiro, mil perdões pela demora em atualizar NSAPM. Tenho tido sérios problemas com falta de tempo. Mas, agora que estou quase tocando minhas férias, as coisas voltarão ao normal. Rs
O que acharam do capítulo? Espero que tenham gostado! Esse foi bem focado em Edward e em como as coisas acontecem ao seu redor. Quis mostrar para vocês um pouco mais da amizade dele com Jasper e da relação com Alice. É provável que mais personagens secundários apareçam nos próximos capítulos. Queria deixar algo mais evidente sobre a personalidade de Edward. Ele não era romântico. Como diz Jasper... Ele era durão. Foi Isabella que o transformou, então, podemos dizer que ele está apaixonado pela primeira vez. Por isso vocês poderão sentir o texto um pouco melancólico em alguns momentos.
E Isabella... O que acham que ela fará agora? Awwwwwwnnn ansiosa pela opinião de vocês sempre!
Gostaria de agradecer cada review e recomendação que vocês deixaram em NSAPM. Foi a partir deles que amadureci algumas ideias e agora a fic terá mais capítulos. Meu projeto original era finalizar com dez... Mas vamos além disso. Estão comigo nessa? ;)
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice
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