Não Se Apaixone Por Mim...
1 Prólogo
Notas iniciais
Sejam bem-vindas a "Não se apaixone por mim..."
Espero que gostem! Nos falamos mais lá em baixo. ;)
Em algum dia de dezembro do ano de 2007...
De dentro do Volvo, ele observava apenas duas coisas...
A cálida chuva, característica do mês de dezembro caindo lá fora. E também a agitada rua do Brooklin, onde os faróis dos carros que por ali trafegavam — no sentido contrário ao seu — cegavam sua visão por alguns segundos. Se fosse em qualquer outro dia, as luzes irritantes dos faróis o incomodaria... Mas hoje não. Hoje eles eram sua distração... Ou o seu refúgio. Provisório. Ilusório...
Parado ali, na frente do apartamento dela, Edward simplesmente estava sem reação. Como dar o próximo passo, quando isso causaria dor a ela? A imagem dos grandes, doces e até assustados olhos castanhos dela inundou sua mente... E ele conseguiu sentir sua dor. Amarga.
Edward então fechou seus olhos, retirou as mãos do volante, largando-as no colo, e pousou sua cabeça no encosto do carro, a fim de canalizar seus sentimentos para não parecer preocupado, receoso ou com medo. Medo especificamente da reação dela. Entendia, por óbvio, que a conversa que planejava ter com ela em poucos minutos seria difícil e também definitiva. Afinal, agora ele sabia de tudo. Absolutamente tudo. Tudo aquilo que ela escondeu dele e de todos. Agora ele sabia do que ela fugia. Havia descoberto seu segredo devastador. Seu pesadelo particular...
Só de lembrar-se dos fatos ocorridos há cinco anos, naquele fatídico dia de setembro, os pelos de seu braço ficaram eriçados. Um arrepio frio subiu pela sua espinha e algo revirou em seu estômago. Algumas perguntas martelavam em sua cabeça e ele queria as respostas. Ele precisava das respostas...
Como tudo aconteceu?
Como ela lidou com toda aquela tragédia?
E a pergunta mais importante... Ela realmente fez aquilo?
Por um momento, sentiu-se um completo idiota. Jamais deveria ter seguido o seu instinto de jornalista e investigado o passado dela. Por ter insistido tanto em saber a verdade. Ele realmente imaginou ter esse direito? A vergonha o inundou de uma maneira cruel. Apertou os dedos nas têmporas, para tentar aliviar aquele sentimento doloroso.
Estava quase arrependido, quando uma nova pergunta mudou a perspectiva dos seus sentimentos. Eles seriam felizes se ele nunca descobrisse a verdade? A resposta era óbvia. Tão nítida quanto a água mais pura e cristalina. Não! Não seriam.
Foi uma frase dita por ela que lhe deu essa resposta. “Não se apaixone por mim...”, ela pediu, logo após o primeiro beijo deles. Então serem felizes era impossível com ela escondendo aquele segredo. Não se permitindo amar e ser amada. Estando completamente e assustadoramente presa ao passado. Ela precisava falar sobre aquilo. Contar tudo. Se abrir para que conseguisse se libertar de todo o sofrimento e auto-punição. E por fim se perdoar...
Libertação.
Essa era a palavra que agora latejava na cabeça de Edward. Ele faria o possível para ser um agente facilitador da libertação dela. E, no final das contas, ele sabia que a decisão de manter ou não o relacionamento iniciado há pouco tempo, seria dela. Sempre era dela. Desde o primeiro olhar era ela que ditava os próximos passos dele.
Aquele primeiro olhar...
Edward subitamente lembrou-se da primeira em vez que a viu, naquela velha loja de artigos de musicais. Como ele se sentiu imediatamente atraído e inspirado pela vendedora de cabelos muito curtos e negros como petróleo, olhos carregados de maquiagem, unhas pintadas de preto, dedos cheios de anéis e com um perfume amadeirado e floral, que o atendeu com toda educação e presteza possível. Mas na ocasião ela não sorriu em nenhum momento e aquilo também o intrigou. Lembrou-se ainda de ter ficado absorto, admirando a única parte de seu corpo que destoava daquele visual gótico e avassalador...
Os olhos dela...
Profundos olhos castanhos chocolate, que conseguiam ser ameaçadores, misteriosos, sofridos e ternamente doces ao mesmo tempo. A moça tinha o olhar mais lindo que ele já vira. Olhos que simplesmente conquistam. Que enfeitiçam. Que cativam. Doces olhos, lindos e amendoados... Ela definitivamente fugia ao padrão e foi exatamente aquilo que o fascinou. Nem ele mesmo entendia o motivo de ter entrado naquela loja, justamente naquela...
Seria o destino?!
Talvez...
Se ele acreditasse nele.
Trazer agora toda aquela história à tona causaria mais dor a morena. Ele sabia que aquela ferida não cicatrizaria. Ah! Como aquela conversa seria difícil. Para ela, por fazê-la reviver o seu passado. Para ele, por colocar em jogo o seu futuro. Passado e futuro colidindo no presente deles...
O jornalista não queria se afastar dela. Não sabia como, e nem ao menos porque ficou tão dependente dela — em tão pouco tempo-, mas já não suportava a ideia de se afastar. Já estaria apaixonado? Ainda não tinha resposta para essa pergunta. Ou melhor, não queria ter...
Estava perdido e não sabia o que pensar ou até mesmo o que sentir. A única coisa que ele sabia é que não queria julgá-la. Não criaria um pré-conceito. Ele jamais faria isso com outra pessoa. Quem dirá com ela.
Edward respirou fundo uma, duas vezes, para sentir-se um pouco mais confiante. Abriu a porta do carro lentamente e caminhou na chuva sem ao menos se importar em ficar molhado e possivelmente doente. Seu foco agora era chegar ao nono andar... O andar dela. Mas até o tempo parecia lutar contra ele... O elevador nunca demorou tanto a chegar e parou em praticamente todos os andares. Odiou aquilo, porque cada minuto agora era precioso. Ele só queria estar com ela e descobrir no que ia dar aquela conversa. Acabar com aquela angústia que o estava consumindo. Impacientemente ele esperou algumas pessoas saírem do elevador e entrou num rompante. Apertou o “9” e encostou-se às paredes frias e sem graça daquele elevador, completamente imóvel e com as duas mãos enfiadas nos bolsos, um sinal de nervosismo.
Ao sair do elevador, andou pelo pequeno e conhecido corredor cinza, com as paredes pixadas e cheiro de mofo. Parou em frente à conhecida porta de mogno descascada, batendo três vezes. Não houve resposta de dentro do apartamento. Bateu mais duas vezes. Seu coração disparou quando finalmente ouviu o barulho das chaves destrancando a fechadura, e só então se deu conta de que não fazia a mínima ideia de como começar o assunto. Não havia “ensaiado” nada. Mas também não sabia se havia algo para “ensaiar”. A possibilidade de viver com ela em seus braços para sempre, fazia valer a pena a dor daquele momento.
Até que a porta se abriu e os sofridos olhos castanhos apareceram... Porém, nada foi dito. Nem por ela. E nem mesmo por ele. A última vez que os dois haviam se visto fora um verdadeiro desastre. Haviam discutido por causa do maldito segredo dela e Edward atribuía a isso aquele silêncio ridículo, constrangedor e até dolorido.
O silêncio mortal foi quebrado por ele.
– Isabella...
– Edward... – respondeu sem olhar exatamente para ele. O doce som da voz dela o fez se sentir um pouco melhor e mais confiante. Talvez até otimista. Praticamente em casa. E subitamente ele entendeu tudo o que estava sentindo...
Mal sabia ela que ele tinha feito à única coisa que ela havia praticamente lhe implorado para não fazer...
Ele havia se apaixonado por ela.
Notas finais
Oláaaa... tudo bem?!
Ownnn... aqui estou, com o maior prazer, envolvida em mais uma super fic da Juh como beta ;)
Pelo prólogo fica claro que Edward está total e completamente apaixonado pela Bella... mas a grande questão é: quem é a Bella? O que ela sente? O que esconde? Qual é o segredo? A verdade é que não se pode esconder tudo de quem se ama por todo o tempo, certo?! E Edward parece mais que disposto a aceitar o que for preciso para viver esse amor... e eu já gosto muito disso nele ;)
Doida para conhecer a nossa Bella... saber o que se passa por trás dos lindos olhos castanhos.. eles que são justamente a janela da nossa alma e coração!!! Essa fic promete grandes e fortes emoções! Então nada melhor do que prestigiarmos e incentivarmos nossa querida autora através dos comentários, okay?!
Beijos e até mais!!!
Dani ;)
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Notas da autora:
Olá meninas! Booom dia!
Então, o que acharam de NSAPM? Estou particularmente animada com essa fic! Ainda não sei quantos capítulo terá, mas não serão muitos. Vou tentar atualizar toda semana e bom, já tenho alguns capítulos prontos e o enredo todo definido, pois já venho trabalhando nessa fic a algum tempo. Conto com o carinho de vocês! Ansiosa demaaais aqui para ler os reviews! ;)
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice.
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