Notas iniciais
Olá meninas!
Aqui vai mais um capítulo recheado de jornalista e estranha para vocês. =DDDDD
Quero agradecer à todas que tem acompanhado NSAPM. Que tem comentado, recomendado e de qualquer outra forma me incentivado com a fic. Tenho pouco tempo pra escrever, mas o resultado tem sido recompensador e lindo! Vocês são demais! Muuuuuuuuuuuito obrigada pelo carinho e pela confiança!!!
Boa leitura.
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RECOMENDAÇÕES: Gostaria de agradecer a GGSA que recomendou NSAPM recentemente! Adorei cada palavra! Dedico o capítulo a você. ♥
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Em algum dia de junho do ano de 2007...

Ele acordou antes do despertador tocar. O sol ainda estava nascendo no horizonte, anunciando com alegria o alvorecer de mais um dia. Antes mesmo de abrir os olhos, imagens da noite anterior vieram como nítidos flashes de um filme em sua mente, exigindo serem lembradas. Edward chegando em casa e encontrando a porta do apartamento arrombada. A surpresa de a suposta ladra ser Isabella e estar dormindo tranquilamente em seu sofá. As palavras ditas pela moça, que confessava o quanto ela estava entregue ao sentimento estranho que agora ele sabia ser recíproco. A confirmação de que realmente havia alguém atrás dela. O sono incontrolável que a atingiu, fazendo-a aceitar passar a noite no apartamento dele, por mais que esse fato lhe fosse constrangedor. A muda de roupa separada para ela intocada na beirada da cama. Ah! A grande tatuagem que por algum obscuro motivo ela carregava no corpo, afinal estava ali apenas para esconder uma cicatriz. E por fim o pesadelo. A dor e a angústia nas feições da morena. O grito de horror dela ecoou alto nas lembranças do jovem jornalista e seu instinto de proteção – antes desconhecido e agora um pouquinho descontrolado – o fez apertar ainda mais os braços ao redor do corpo pequeno ainda colado no dele, só para ter certeza de que a moça estava realmente ali em plena segurança e que tudo não havia passado de um sonho confuso...

E lá estava Isabella... pequena, perfumada e quente, completamente enrolada nele e contrariando, juro por Deus, aquela conhecida lei da física na qual defendia que dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço. Se o tal Isaac Newton visse a maneira como o corpo dela estava enroscado ao dele, sem sombra de dúvida mudaria completamente sua teoria. A cabeça da morena estava recostada no peito de Edward, os braços pequenos abraçando-lhe a cintura e as pernas entrelaçadas nas dele de uma maneira fisicamente intrigante. Era como se, mesmo involuntariamente, ela estivesse requisitando cada pedacinho dele para si. E o jornalista gostou daquilo, pelo simples fato dela estar dormindo tão tranquilamente em seus braços lhe transmitir uma confiança profunda e genuína. As palavras de Sam Uley vieram novamente à tona em sua mente: “Edward... a Isabella precisa de algo bom, imaculado e seguro... Seja isso para ela...”. Fazendo uma breve reflexão de tudo o que eles haviam passado nas últimas cinco horas, o jovem rapaz teve a mais plena certeza de que estava seguindo pelo caminho certo. O caminho da luz que ela tanto precisava. Sim! A moça poderia, e certamente iria, encontrar tudo isso nele. Exatamente como prometera para si mesmo na noite passada.

E o despertador tocou irritante e exigente, praticamente contando a Edward (a) que ele era um aclamado jornalista (b) que já era hora de levantar e (c) seguir para mais um dia cheio de trabalho na delegacia ao lado da equipe do Caso Soho. Afinal, era quinta-feira e eles já haviam agendado uma reunião para aperfeiçoamento da estratégia de investigação. Droga! Como ele podia ter esquecido daquilo? Ah! Claro que o efeito colateral “Isabella”, do qual ele desfrutava desde a última noite, o fez esquecer-se de tudo isso, porque aquela era sua feiticeira e tinha o dom de dominar por completo seus pensamentos, não deixando espaço para mais nada, além dela mesma.

Edward riu brevemente da situação, mas logo se desfez do abraço apertado de Isabella para pegar o celular no criado mudo e desligar o despertador. Não queria acordá-la. A moça, por sua vez, apenas mudou de posição deitando-se de bruços e suspirou enquanto abraçava o travesseiro e continuava absorta em seu sono agora tranquilo. O jornalista a apreciou por mais alguns minutos, ainda não acreditando que ela estava mesmo ali, na cama dele. Inclinou-se e depositou um suave beijo em sua face, para em seguida enterrar um pouco o rosto nos cabelos da moça, demorando-se ali para sentir o perfume doce e amadeirado, tão característico dela e que ele já adorava. Inspirou, inspirou e inspirou o maravilhoso perfume, descendo e subindo o nariz pelo pescoço da moça. Parou apenas quando sentiu a pele dela se arrepiar com o contato e Isabella retrair minimamente o corpo.

É Edward... hora de voltar à sua realidade. Pensou, mantendo um pequeno e satisfeito sorriso no canto dos lábios.

E ele fez tudo muito rápido.

Antes de entrar no banho, colocou o café para passar na cafeteira elétrica. Ele e Jasper eram adeptos desses eletrodomésticos que otimizam nosso tempo. Tomou um banho rápido, enrolou uma toalha na cintura e seguiu para o quarto onde Isabella dormia. Não acendeu a luz para não acordá-la e fez o máximo de silêncio que conseguiu. O que não deve ter dado muito certo, já que ela se remexeu algumas vezes na cama. A parte ruim de dividir o apartamento com Jasper é que ele acabou adquirindo algumas manias chatas do amigo, como por exemplo, o fato de ser barulhento mesmo sem querer – era sem querer mesmo! Que fique bem claro isso. Edward já não sabia o que era viver no silêncio. As portas dos armários pareciam pesar o dobro e sempre batia ao fechar, a televisão ficava ligada sempre em um volume consideravelmente alto. Isso quando o som também não ficava ligado junto com a tv e o notebook. Falar baixo também estava fora de cogitação. Os amigos passaram a conversar meio que gritando dentro de casa. E por aí vai...

Escolheu a primeira roupa que saltou aos seus olhos. Um terno preto de corte reto, camisa azul, um sapato de couro preto e uma gravata azul escura. Procurou pela gravata preta que tanto gostava, mas não encontrou. Onde tinha ido parar sua gravata preta? Não se lembrava de tê-la emprestado pra ninguém. Antes de deixar o quarto, arrumou um tempinho para admirar a moça em seu quarto. Ela estava deitada de bruços e agora abraçava o lençol com as pernas. A calça dele caia muito bem nela. Hmmmm... O jornalista deu uma boa olhada na bunda arrebitada da morena, afinal isso era algo que não podia evitar. A visão era linda, convidativa e causou uma reação gostosa em seu corpo. Desejo! Isso ele também não podia evitar, afinal era homem e desejava a moça que tranquilamente dormia sob seus lençóis. Aliás, desejava muito. E por esse motivo ele deixou o quarto fechando a porta atrás de si, antes que a sensação extasiante explodisse em seu corpo e exigisse ser atendida naquela mesma hora. Queria dormir com Isabella? Porra, claro que sim! Mas para isso também esperaria uma decisão da parte dela. Assim como tudo na relação estranha que eles mantinham, as decisões, bem como os próximos passos, eram sempre definidos por ela. E ele poderia perfeitamente esperar um pouco mais para vê-la completamente entregue as suas carícias.

Porém, só um pouquinho mais...


~ nsapm ~

– Droga! – ele exclamou quando o café quente demais queimou sua língua. Deixou a xícara de lado para que o café pudesse esfriar um pouco. Em outra ocasião desistiria do café, mas hoje não. Hoje ele precisava que a cafeína entrasse em sua corrente sanguínea, a ponto de não deixá-lo dormir no meio da reunião que levaria a manhã toda.

Sem ter muito que fazer, ligou o notebook para matar o tempo lendo uma notícia aqui e outra ali, enquanto esperava o café esfriar e terminava de se arrumar. Abriu a caixa de e-mails e no meio de alguns de pessoas envolvidas no Caso Soho e alguns spans ridículos, estava um e-mail de Jasper falando sobre o fato de ele ter se esquecido de pagar a conta de luz antes de viajar e que iria depositar sua metade do valor, para que o amigo pudesse fazer a “gentileza” de pagar. Edward riu. Não havia ninguém na face da Terra mais atrapalhado que o cara que lhe enviara aquele e-mail.

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De: Jasper

Para: Edward Cullen

Data e horário: 25 de julho de 2007 às 23h17min

Assunto: Dei um fora...

Cara, bom dia! Tudo bem?

Além da roupa suja que te deixei pra lavar, eu me esqueci de pagar a conta de luz que venceu semana passada. Fique tranquilo, não vão cortar a sua luz! Ainda não! Estou depositando agora minha metade do valor na sua conta, para que você possa pagar. Faz esse corre aí para mim?

PS1.: Londres está, literalmente, me deprimindo. Está um frio da porra e só chove nessa cidade do caralho. Não sei se aguento seis meses... Por que foi mesmo que eu decidi fazer o curso de especialização aqui??? Juro que não consigo me lembrar...

PS2.: Sinto falta da baixinha. Está cuidando dela... certo?


Abrçs.

Jasper W.

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E por falar em Jasper, Edward precisava avisar o amigo que havia encontrado Isabella. Ou que Isabella havia lhe encontrado... Enfim, qualquer coisa nesse sentido. Então se pôs a digitar uma resposta para o e-mail, acrescentando a moça no enredo. A resposta ficou assim:

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De: Edward Cullen

Para: Jasper

Data e horário: 26 de Junlho de 2007 às 08h16min

Assunto: Correção>>>>— Você deu MAIS um fora...

Bom dia Jazz!

Faço o corre sim, né... fazer o quê? Ficar sem luz é que não vou! Rs

Sua lista comigo só esta crescendo... a roupa para lavar, a conta de luz para pagar. Fico pensando, qual será o próximo pedido? Já vai falando para eu me preparar aqui. rs

Quanto a sua estada em Londres... tenta aguentar firme aí cara! São só seis meses, Londres é linda e essa especialização vai dar peso ao seu CV e bláblábá. E com tudo isso quero dizer que esse curso foi caro pra cacete! Esqueceu? Porra cara... segura as pontas. Pensa no seu dinheiro!

PS1.: Claro que estou cuidando da baixinha. Fui ao cinema com ela ontem e depois fomos jantar com Rosalie e o namorado. Ela está inteira e passou a noite toda falando na tal inauguração do estúdio de ballet, no próximo final de semana. Fique relax quanto a isso...

PS2.: Encontrei Isabella. Ou melhor... ela me encontrou. Na verdade os detalhes são bem estranhos, mas o resultado foi positivo. Ela está aqui, comigo!

PS3.: Por acaso você saberia me dizer se minha gravata preta fez uma viagem para Londres também?


Abraço,

Edward Cullen

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Ele clicou no botão enviar já sabendo que quando o amigo lesse o e-mail, diria mais uma vez o quanto ele era mão de vaca por ter pensado apenas no valor do curso. Mas o que Edward poderia fazer? O mundo em que vivemos hoje é extremamente capitalista. E seguindo esse pensamento o jornalista focou toda sua atenção em uma matéria do The New York Times a respeito da oscilação do dólar américano, enquanto voltava a tomar seu café, que agora estava na temperatura perfeita.

Os ponteiros do relógio marcaram 08h27min e isso dizia que já era hora de Edward seguir para o prédio da polícia federal. Ele suspirou resignado, pois apesar de amar a profissão que escolheu e estar extremamente interessado nesse caso, hoje ele queria mesmo era ficar em casa até Isabella acordar. Desligou o notebook e enquanto o guardava na pasta, avistou o cubo mágico esquecido no sofá e completamente montado. Um pequeno lembrete do talento da morena que o jornalista descobrira a algumas horas. Pegou aquele troço colorido do demônio nas mãos examinando com minúcia todos os lados do cubo, até que um trecho da conversa com Isabella lhe ofuscou o pensamento, fazendo-o chegar a uma intrigante conclusão...

“Bom, na verdade não é tão difícil. Tem uma lógica a ser seguida. Aprenda à lógica e você monta qualquer cubo mágico do mundo.” Lhe disse a morena na noite anterior. “Para mim, a lógica do cubo mágico funciona como a lógica da vida... ou seja, é inexistente.” Fora a resposta dele. “Prometo que um dia eu ensino você.” Ela finalizou o assunto. Fazendo um parâmetro com a complexidade que era aquela estranha moça, ele poderia muito bem compará-la ao cubo mágico. Até então, para ele especificamente, a lógica de Isabella era inexistente. Por exemplo: sentido nenhum fazia ela ter arrombado o apartamento dele e ainda estar ali, mas ela estava e parecia bem à vontade com isso. Tantas outras coisas não faziam sentido nela! Ele poderia elencar por ordem alfabética todas essas coisas e a lista seria longa. Mas, assim como prometeu ajudá-lo com o cubo mágico, ela o estava ajudando a entender a ela própria. Simples assim... estava ensinando-o a ler os seus sinais.

Novamente o desafio se pôs sedutor à sua frente. Aquele desafio que em todas às vezes ele aceitaria de bom grado...

Seguindo tal linha de raciocínio, Edward começou a girar as camadas do brinquedo para todas as direções até ficar uma completa bagunça de cores, pois por enquanto era assim que ele conhecia aquela Isabella. Uma bagunça de sentimentos e emoções. Forte e frágil. Doce e amarga. Sorridente e triste... Cisne branco e Cisne negro. Mas um dia as cores do cubo estariam todas alinhadas. Ele as alinharia. Assim como alinharia a vida da moça que dormia logo ali, em seu quarto... em sua cama.


~ nsapm ~

–Háhá! – ele riu cheio de humor quando chegou à porta e de repente se lembrou de que não tinha como trancá-la por fora. A fechadura ainda estava incrivelmente danificada. Teria de acordar Isabella, para que ela fechasse a porta por dentro, com o ferrolho. – Acho que alguém vai acordar mal humorada...

E ele seguiu animado para encarar a fera.

Passou pela porta, mas não acendeu a luz, preferiu caminhar até a janela e abrí-la para que os raios do sol iluminassem o quarto. Sentou-se na beira da cama. E agora... como acordar essa mulher e sair vivo desse quarto? Decidiu acordá-la da mesma maneira que fez na noite anterior, quando a encontrou dormindo no sofá. Com carinhos...

– Bom dia... – sibilou, enquanto acariciava a face dela. Nenhuma resposta. Inclinou-se para sussurrar em seu ouvido – Ei, eu preciso que você acorde... é serio... – disse passando suavemente o nariz no pescoço dela, inspirando pela segunda vez no dia aquele perfume delicioso. Novamente a pele de Isabella se arrepiou com o contato dele. Ahhh! Ele estava secretamente começando a gostar das reações inconscientes que conseguia provocar nela.

– Hmmm... – gemeu sonolenta em sua resposta. Estava finalmente acordando. Edward a observou piscar várias e várias vezes, antes de conseguir focar os olhos em alguma coisa. Até que os olhos castanhos encontraram os verdes. – Olá jornalista... – o cumprimentou baixinho, lhe entregando um sorriso tímido. Ok, Edward tinha começado o dia da maneira certa.

– Olá estranha... dormiu bem? – questionou sem conseguir conter um sorrisinho. Sorrisinho nada... sorrisão, bem daqueles que mostra todos os dentes. Era surreal pensar que Isabella, aquele garota carrancuda, retribuía o sorriso da mesma maneira.

– Bom... apesar de tudo, dormi bem sim. Você é um ótimo colchão! – disse tapando a boca com uma das mãos, para disfarçar um bocejo. E Edward entendeu o recado nas entrelinhas. Apesar do pesadelo que a perturbou de madrugada, ela tinha conseguido descansar. Enquanto acariciava os curtos cabelos negros dela, tomou nota mentalmente para mais tarde questioná-la a respeito do que se tratou o pesadelo.

– Bom... estou saindo para uma reunião importante de trabalho, então preciso que você levante por mais ou menos um minuto e meio, para trancar a porta do apartamento. – confessou, ainda sorrindo. Isabella corou em um tom violento de vermelho e ela levou as mãos ao rosto para cobrí-lo.

– Aiiii... sua porta. Eu já pedi desculpas por isso? – disse envergonhada, mordendo o lábio inferior. Ela sabia que já tinha pedido.

– Eu acho que já. – respondeu fingindo-se pensativo.

– Bom, então me desculpa novamente. – pediu. A pele fina de seu rosto ainda corada.

– Desculpo né... — ele apenas deu de ombros e ambos não contiveram a risada.

Edward puxou os lençóis da cama, jogando-os no chão e pegou Isabella no colo, mesmo sobre sérios protestos e gritinhos da morena, colocando-a no chão apenas quando chegaram à sala. Pegou sua pasta e em silêncio eles caminharam em direção à porta.

– UAU! Eu fiz um belo de um estrago nessa fechadura. Não parecia assim tão danificada ontem à noite... – comentou torcendo os lábios. Edward se limitou a rir do constrangimento dela. – É sério... posso consertar isso. Você traz uma fechadura nova e uma chave de fenda quando voltar da reunião?

– Trago a fechadura sim. A chave de fenda já tem aqui. Fica em uma caixa de ferramentas lá na cozinha. – esclareceu.

E por um momento a morena se viu absorta, nem um pouco imune ao encanto do jovem e belo jornalista. Edward era mesmo muito bonito. E ficava ainda mais lindo a luz do dia. Os cabelos cor de cobre desalinhados de uma maneira sexy, a barba só um pouco por fazer de uma maneira bem sexy, um sorriso safado no canto dos lábios de uma maneira muito sexy, os olhos verdes vibrantes e intensos realmente muito sexy e a gravata azul escura totalmente desarrumada de uma maneira muito, mas muito sexy mesmo. E esse homem todo estava ali, parado na frente dela, talvez se perguntando se ela teria um problema mental (ou seria hormonal?), pois estava encarando ele de uma maneira nada ortodoxa.

– O que foi? – questionou-a. O olhar especulativo de Isabella despertando certa curiosidade nele. Interessante...

– Errr... acho que eu desarrumei um pouco a sua gravata. – disse a primeira coisa que veio a sua mente, tentando disfarçar para que ele não captasse o teor de seus pensamentos. – Posso arrumar?

– Fique à vontade Isabella. – essa foi sua resposta. E as mãos da moça quebraram lentamente a distância entre eles, para arrumar a tal da gravata.

Ou era isso que ela queria a princípio... pois quando se deu conta, já tinha o puxado para um beijo e a boca de Edward estava urgente na sua, sem nem ao menos se preocupar com o hálito matinal. Os lábios moviam-se com tanta sincronia, que parecia até mesmo o resultado de horas de ensaio para a cena de um filme. O beijo era sensual, profundo e doce. Cheio de alguma coisa que nem ele, e nem mesmo ela conseguiram identificar. As respirações aceleradas... era inebriante para os recém-assumidos amantes. Isabella necessitava dele muito mais do que seu ego, no todo e em partes, admitia. Edward necessitava dela muito mais do que seu conhecimento lhe permitia saber. A necessidade de ambos, muito bem expressa naquele beijo, fez com que os corpos involuntariamente se aproximassem, até que espaço nenhum pudesse existir entre eles.

Sem interromper o beijo e desejando um contato ainda maior com o pequeno corpo em seus braços, Edward a conduziu até a mesa de jantar que estava a poucos metros deles. O beijo não foi interrompido nem sequer um momento. O fôlego ainda não havia faltado e enquanto ele não se fizesse necessário, nenhum dos dois iria interromper o beijo. Edward deixou sua pasta em cima da mesa e conduziu as mãos para a cintura da morena. Ahhhh! Como desejava tocar aquela cintura, conhecer cada centímetro daquele corpo que correspondia tão bem a ele. O desejo a tanto reprimido explodiu dentro deles, quando Isabella soltou um gemido manhoso... uma breve confissão de seu desejo. Edward tomou-lhe o pescoço mordendo, sugando a pele exposta e a morena precisou segurar na beirada da mesa para não desmoronar nos braços do homem sedutor, que por incrível que pareça estava com ela agora.

Em um movimento rápido e limpo ele sentou-a na mesa e se posicionou entre suas pernas. O desejo dele já se fazia latente em seu membro, assim como Isabella sentia seu centro excitado pulsar. Uma mão segurando o pescoço da moça e auxiliando sua boca que havia encontrado um lascivo aconchego ali, enquanto a outra explorava cada pedacinho da coxa dela. Apertando, acariciando, apalpando, trazendo-a para mais perto dele. A respiração irregular dela e os suaves puxões em seu cabelo feitos pelas pequenas e frenéticas mãos da moça, acabando rápido demais com o pouco do autocontrole que ele ainda tinha em si naquele momento. Isabella calculadamente fechou as pernas ao redor do corpo do jornalista, enquanto timidamente também lhe beijava o pescoço e puxava o nó de sua gravata. A gravata que tinha começado com tudo aquilo...

O simples ato de ela fechar as pernas ao seu redor foi demais para eles. Os tecidos das roupas pareciam demasiadamente fracos para minimizar o contato. Com a suave fricção que os corpos faziam, Isabella conseguia sentir Edward grande e viril entre suas pernas, em pleno contato com sua intimidade tão quente e já sensivelmente úmida. E aquilo só aumentava seu prazer. Poderia o jornalista saber que ela estava tão pronta para ele? A resposta dele veio rapidamente. Claro que poderia! E ele sabia, mas queria que sua estranha desfrutasse de cada sensação, antes do ápice. Uma de suas mãos se fechou ao redor do pequeno seio, que cabia perfeitamente ali. Como se tivessem sido feitos sob medida para suas mãos. Para suas carícias e...

E o celular de Edward tocou irritante, quebrando completamente o clima.

O casal abriu os olhos, mas não ousaram se separar. Os corpos foram aos poucos se tranquilizando, enquanto ambos agora buscavam o fôlego que se fizera inexistente e irrelevante segundos atrás.

– Isso foi interessante. – disse ele puxando o ar para os pulmões e mantendo a cabeça encostada no pescoço dela.

– Muito interessante eu diria. – respondeu ela, enquanto torcia pequenas mechas do cabelo dele em seus dedos.

O celular continuava a tocar.

– Deve ser importante. Não é melhor você atender? – ela perguntou com doçura.

– Acho que é melhor sim. – ele concordou e arqueou o corpo para pegar o celular na pasta. Não precisava olhar no visor para saber que era Bree ligando. Isabella descansou a cabeça no peito Edward e ficou ouvindo o coração acelerado dele voltando ao compasso normal, enquanto ele entrava no modo jornalista-investigativo-comprometido-com-o-trabalho... – Alô?

– Bom dia Sr. Holmes. Está atrasado! – disse a delegada do outro lado da linha. Edward afastou o celular do ouvido, para conferir as horas.

– Estou apenas três minutos atrasado, Bree. – resmungou de mal humor.

– Eu sei... mas todos vocês estão atrasados hoje e eu estou ligando para saber se, por acaso, isso é um motim para me boicotar. Somente o puxa saco do Mike já está aqui! – exclamou ela. Edward riu nervosamente, enquanto sentia os pequenos dedos de Isabella em seus cabelos.

– Me dê quinze minutos no máximo e eu já chego ai, ok? – tentou tranquilizar a delegada irritada.

Ok, quinze minutos ou eu volto a ligar. Estou esperando. – foi enfática, afinal aquela ainda era Bree, a durona.

– Ok. Tchau!

E a ligação acabou.

– Eu preciso mesmo ir. – sussurrou Edward, os lábios tocando os cabelos da morena. Precisar era tão diferente de querer. O casal sabia muito bem disso, por diversos motivos.

– Eu sei... – respondeu ela se endireitando na mesa e encarando Edward. – Deixa eu te arrumar de verdade dessa vez.

Edward abriu os braços imitando um criminoso que se rende a polícia, fazendo Isabella revirar os olhos. Ela tentou arrumar da melhor maneira que pode o paletó dele e também a camisa que tinha saído um pouco de dentro da calça. Depois voltou sua atenção para a gravata, que na realidade era a grande culpada do atraso dele para a reunião. Levantou o colarinho da camisa e arrumou a gravata, refazendo cuidadosamente o nó. O jornalista apenas a admirava morder os lábios, ficando cada vez mais encantado com as manias e a beleza da moça. A cada segundo ele se tornava um pouco mais prisioneiro daquela tal Isabella Uley. O fogo estava ali e com certeza estava acesso. Certamente ele já estava perto demais, a ponto de realmente se queimar.

– Ficaria melhor se fosse preta. – exclamou ela.

– O quê? – questionou-a sem entender o comentário dela.

– A gravata! Ficaria melhor com essa roupa se fosse preta. – explicou descansando uma mão de cada lado do corpo e começando a balançar os pés que estavam elevados, por conta da altura da mesa.

– Eu também acho! Bem observado estranha... – disse ele rindo e depositando um beijo casto nos lábios dela. – Me acompanha até a porta?

– Mas é claro que sim. – respondeu descendo da mesa e entrelaçando o braço no de Edward. Foram necessários poucos passos até a porta do apartamento.

– Não vou demorar. Prometo que volto para almoçar com você. – prometeu, depositando um beijo na testa dela. De repente Edward ficou inseguro. E se ela desaparecesse de novo? – E você promete que vai me esperar aqui? Quer dizer, você não vai a lugar algum até eu voltar. Certo?

A pergunta atingiu Isabella como um soco no estômago. O tempo era, sim, muito relativo e o sentimento deles era uma prova irrefutável disso. Mas de fato eles não tinham muita convivência, tendo tido poucos encontros e para ajudar em um deles ela ainda fugira precipitadamente, deixando-o sem chance para réplica, fazendo-o procurá-la como se procura um bandido perigoso. Sentiu-se um ser humano muito mesquinho e desprezível por fazer Edward se sentir inseguro e ter a necessidade de lhe perguntar aquilo.

– Eu prometo, Edward. Pode ficar tranquilo que eu não vou a lugar algum até você voltar. – dito isso e nesse momento não querendo encarar os lindos olhos verdes que provavelmente entenderiam que algo estava errado em seus pensamentos, Isabella ficou na ponta dos pés para dar um selinho de despedida nele. – Então, até logo...

– Até logo... – respondeu contra os lábios dela.

Em seguida Edward desapareceu em direção ao corredor dos elevadores e Isabella trancou a porta voltando para a cama dele, de onde ela intensamente desejava que o jornalista não tivesse saído.


~nsapm~

– Você está meio... – disse Bree pensativa, tocando os lábios com o dedo indicador.

– Eu estou meio...? – bagunçado... completou ele em pensamento.

– Eufórico! – completou ela sorrindo de uma maneira bem sugestiva. Bree era danada. Com certeza já tinha sacado o espírito iluminado que Edward Cullen ostentava naquele lindo dia de sol e também entendido que isso tinha tudo a ver com Isabella.

Edward se limitou a rir, enquanto a sala era invadida por mais ou menos quinze federais envolvidos no Caso Soho. Todos eufóricos e tagarelas. Apertos de mãos e beijos no rosto pra lá e pra cá, e a reunião começou. Uma rápida, direta e assertiva introdução de Bree quanto ao andamento da operação até o momento, seguida de análises técnicas de Mike e Erick, no tocante aos equipamentos tecnológicos que seriam utilizados. Tinha de tudo! Desde escutas a longas distâncias, até micro câmeras que seriam adaptadas em botões de camisas. Depois era a vez de Tânia, a agente da divisão de narcóticos, falar de sua estratégia de abordagem e das novas informações colhidas por alguns agentes à paisana que já estavam em investigação externa. Todo aquele assunto chato e aquelas pessoas esquisitas faziam Edward se sentir em casa. Faziam-no viver aquele raro momento que nem todos os profissionais vivem em sua vida. O momento da plenitude profissional por ter escolhido a carreira certa, por mais desafiadora que fosse.

Depois que todos falavam, discutiam e riam, Bree normalmente passava a palavra a Edward, para que ele pudesse fazer algum comentário que acreditasse ser pertinente. E sempre – sempre mesmo! — ressaltava sua visão jornalística dos fatos.

– É exatamente sobre essa visão jornalística dos fatos que você tanto fala Bree, que eu gostaria de comentar hoje. – disse se recostando na cadeira para que pudesse ter uma visão ampla de todos na mesa. A delegada acenou uma vez em sua direção. – Apesar de estar aqui com vocês, não sou um federal. Estou aqui para narrar os fatos. Dar a notícia! Então pensei em mudar um pouco nossa estratégia de abordagem no que se refere ao meu papel no caso. Tínhamos acertado que eu ficaria na boate mais luxuosa, com Mike. Mas eu acredito que, jornalisticamente falando, ficaria mais rico para a matéria se eu pudesse conviver nos três ambientes. Eu estava pensando o seguinte...

E assim a reunião prosseguiu com o experiente jornalista dominando tanto o assunto, quanto os olhares atentos. Todos naquela sala estavam incrivelmente empolgados com o Caso Soho.

– Almoça com a gente hoje Edward? Vamos a um restaurante mexicano maravilhoso! – essa era Tânia, ansiosa em sua pergunta, jogando a franja loira do cabelo para o lado.

– Hoje não vai dar Tânia... deixa para uma próxima. – tentou ser educado ao dispensá-la. Bree que estava bem ao lado de Edward recolhendo seus papeis, riu da situação.

– Ah... entendi. Até amanhã então! – se despediu a loira e saiu porta a fora um tanto apressada. Ou constrangida...

– Edward, eu sei o que esse seu sorriso... – começou a falar a delegada, mas foi solenemente interrompida.

– É isso mesmo que você está pensando, Bree. Prometo que te conto os detalhes depois! Agora eu preciso ir. – disse rindo e eufórico enquanto guardava o notebook na pasta.

– Ok, mas depois você vai me contar tudo. Mesmo! Nem ouse colocar na sua cabeça que vou esquecer disso. – ela sorriu para ele de uma maneira muito materna e doce. Nada característica da Bree que todos conheciam. Ele retribuiu o sorriso e juntos eles seguiram para o elevador.

No caminho para casa, Edward fez três paradas. A primeira para pagar a conta de luz atrasada. A segunda em uma loja de ferramentas, para comprar a fechadura da porta. E a terceira um restaurante chinês para comprar o almoço deles. E Coca-Cola, pois subitamente se lembrou de que a moça gostava. Fez tudo isso em tempo recorde e voltou voando para casa. Bateu duas vezes na porta e observou Isabella olhar pelo olho mágico. Essa era a parte ruim de não se ter porteiros nos prédios. Não tinha como controlar quem entra ou quem sai. E quem entrava não era anunciado.

– Oi. Posso te ajudar em algo senhor? – brincou com ele ao abrir a porta, mantendo uma expressão séria no rosto.

– Bom... eu estou vendendo uma fechadura e comida chinesa. Você por acaso precisa de uma dessas duas coisas? – entrou na brincadeira dela. Isabella sorriu dando de ombros, lhe permitindo a passagem e uma visão completa de sua roupa. A moça tomara banho, pois seus cabelos estavam molhados e penteados pra trás. E também já vestia novamente sua calça jeans e suas botas. Mas a camisa social azul, que tinha as mangas dobradas até o cotovelo e um nó na barra, com certeza era de Edward. Ele ergueu uma sobrancelha ao elogiar, erguendo também o queixo na direção da camisa. – Ficou muita bonita.

– Ah! Isso... pois é, peguei uma camisa sua emprestada. Espero que não se importe. – disse corando levemente.

– Na verdade, eu não me importo nenhum pouco. – comentou enquanto colocava as sacolas em cima da mesa. Ambos contemplaram em silêncio a mesa que há poucas horas havia sido a única testemunha do momento mais íntimo deles. Ah! Aquela mesa...

– Bom, enquanto você prepara as coisas para gente almoçar, eu vou arrumar a fechadura. Ok? – ela apontou o dedo indicador na direção da porta.

Em seguida ela entrou na cozinha, mexeu em algumas gavetas e saiu de lá com a caixa de ferramentas nas mãos. Edward entregou a ela a embalagem recém-adquirida com a fechadura, e enquanto desembrulhava a comida e arrumava a mesa, observava Isabella trabalhar. Ela executava o serviço com a maestria de um chaveiro profissional. A visão era absurdamente sexy, isso não dava para negar. Isabella terminou o serviço em mais ou menos seis minutos e meio.

– Prontinho! Nossa, ficou perfeita! – exclamou satisfeita como uma criança, enquanto testava a fechadura.

– UAU! Parabéns! – cumprimentou ele rindo da cena. Estava mesmo impressionado com a rapidez na moça.

– Agora me espera só um minutinho? Vou lavar a mão e já volto pra almoçar contigo. – disse sorrindo, enquanto passava por ele e seguia em direção à cozinha. Era como se Isabella já se sentisse em casa.


~nsapm~

– Oh meu Deus, Edward que comida espetacular! – elogiou assim que terminou de comer sua porção do frango xadrez.

– Que bom que gostou! É de um restaurante caseiro aqui perto. Eles são bem caprichosos. – disse feliz por ter acertado na comida. UAU! Isso era um tanto assustador, afinal desde cedo ele estava acertando em tudo.

– Dá para ver que eles são caprichosos. A comida é mesmo muito boa! – disse tomando um gole da Coca-Cola que ele comprou especialmente para ela. – Com essa Coca-Cola então, fica divinamente divino!

– Nunca vou entender porque vocês gostam tanto de Coca-Cola! — comentou ele, enquanto tomava um gole de seu suco de abacaxi. Nunca na vida tinha aprendido a gostar de refrigerante nenhum.

– Você não vai entender nunca, porque você é anormal. Oras! – ela disse rindo, sendo acompanhada por ele.

Mas de repente alguma coisa mudou na risada de Isabella.

Passou de um sonoro riso feliz para uma tosse seca. Teria ela se engasgado com o frango? A tosse parecia não passar e Isabella começou a coçar o pescoço. Ela tinha tossido umas duas ou três vezes durante a refeição, mas ficara bem após tomar um pouco de Coca-cola.

– O que foi? Quer um pouco de água? – perguntou a ela.

Mas Isabella não respondeu. Apenas tossia, coçava o pescoço e encarava o prato vazio a sua frente. Ela tentou sorrir pra ele e dar de ombros enquanto limpava a garganta, como se não fosse nada. Em seguida tomou um bom gole de Coca, mas a tosse não parou. Só quando a moça começou a coçar as bochechas foi que Edward percebeu o quanto a pele, tanto da mão dela quanto em volta de seus olhos, estava vermelha.

– Isabella, o que é isso? Estou ficando preocupado aqui. – declarou já se levantando e indo na direção dela.

– Edward (pausa para tossir) o que tinha no tempero desse (pausa para limpar a garganta) frango? – ela perguntou com uma rouquidão estranha na voz.

– Os temperos de um frango xadrez normal. Pimentão, cebola, cenoura, amendoim. Por quê? – questionou ansioso, já se ajoelhando ao lado da moça e puxando o rosto dela para si. A área ao redor dos olhos castanhos pareciam um pouco inchadas.

– Ah não! Tem certeza que (pausa para limpar a garganta) tinha amendoim na receita? – o encarou especulativamente e uma nova leva da tosse a pegou.

– Sim, eu tenho certeza... por quê?

– Então, você precisa me levar direto para (pausa para tossir) um hospital. E precisa fazer isso (pausa para limpar a garganta) o mais rápido possível! – explicou enquanto coçava freneticamente o pescoço, as bochechas e as mãos.

– Mas o que esta acontecendo? – perguntou a princípio sem realmente entender nada. Mas foi nesse momento que uma centelha de reconhecimento iluminou a mente do jornalista. Ah não! Droga! Será que...– Isabella você é alérgica a amendoim?

A moça assentiu freneticamente, afirmando que era alérgica sim.

– Merda!!!

Mais do que rapidamente Edward tomou-a em seus braços e em pouquíssimos minutos eles estavam em movimento no carro dele, enquanto com uma velocidade inumana o veículo ganhava as ruas de NY e seguia direto para a emergência o hospital mais próximo, que ficava a alguns quarteirões. O jornalista se viu por um momento agradecido por aquele não ser horário de rush, porque Isabella agora além de tossir e se coçar, agora parecia respirar com dificuldade, já que ela fazia longas pausas para puxar o ar para os pulmões. Ela precisava ser medicada com urgência!

– Mais rápido, Edward! Por favor! – pediu encarando-o com os olhos castanhos arregalados em sinal de desespero, buscando pelo ar que parecia escasso demais para ela dentro do carro e tentando se controlar para não chorar. As lágrimas só atrapalhariam ainda mais o processo de respirar, uma vez que seu aparelho respiratório estava se fechando por causa da grave crise alérgica. Edward abriu todas as janelas do carro e em seguida buscou pela mão dela, apertando-a com delicadeza, fazendo carinho nos nós vermelhos e inchados dos pequenos dedos, tentando tranquilizá-la.

E então pisou fundo no acelerador.


Notas finais
Notas da beta:
Olá!!! Tudo bem, meninas?!
Estou extremamente feliz e satisfeita com a confiança que foi estabelecida entre o Edward e a Isabella após essa noite! Devagar a morena tem deixado o jornalista entrar no seu mundo, compartilhar seus sentimentos, medos e... seus desejos. O cuidado que ele tem com ela... ele é doce e a respeita em todos os sentidos, o que me faz cada vez mais apaixonada e a Juh bem sabe disso ahaha! A alusão que ele faz dela com o cubo colorido não poderia ser mais perfeita para mim, porque diz muito da Isabella!
Agora confesso que perdi o ar em dois momentos nesse capítulo: Edward + Isabella + mesa = UAUUUU... hot ahaha! Daí me vem a Juh com: Edward + Isabella + mesa e... amendoim?! = socorrooooo! A Juh tem permeado a estória de mistério e não tenho vergonha de compartilhar com vocês meu desespero assim que a Isabella começou a passar mal: NÃO, NÃOOOOOO... será que alguém sabe que ela se aproximou muito do Edward e por isso deram um jeito de envenená-la? Está correndo perigo de morte? Porque sim, vejam só... sou meio dramática e tenho uma séria tendência a sofrer com os personagens que eu adoro rs! Agora como vocês, espero ansiosamente por mais, já sonhando com os cuidados que terão que ser dispensados para a morena ahaha!
Recomendações e comentários? Nossa autora muito merece ;)
Beijosss e inté mais!
Dani ;)
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Notas da autora:
Olá meninas! Espero que todas estejam bem!
Como prometido, chegando em pouco tempo com um capítulo novinho para vocês! Estou muito curiosa pra saber a opinião de vocês quanto aos fatos aqui narrados... hahaha.
Estão curtindo o romance? Gostaria que soubessem que estou amando escrever NSAPM. Nunca me senti tão conectada com a história da fic, quanto estou nos últimos dias. Tenho todas as cenas em minha cabeça e elas têm meio que exigido serem escritas! Hahah.
Bom... estou para entrar em semana de provas na faculdade, então pode ser que a próxima atualização demore um pouquinho, pois tenho de estudar. Mas fiquem tranquilas... assim que as provas acabarem eu apareço.
Pra quem tiver facebook vou deixar o link do grupo de NSAPM. Lá vocês poderão conferir as novidades/spoilers sobre a fic. E também indicar outras fics e livros que tenham gostado! LINK: https://www.facebook.com/groups/343410152436712/
E ai... ganho comentários e recomendações? =))))))))))))
Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice.
Ps.: Fiquem tranquilas... nada de mal vai acontecer a Isabella! ;)