Não Se Apaixone Por Mim...
12 Confiança...
Notas iniciais
Boa leitura!
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REVIEWS: O capítulo 11 até hoje recebeu reviews de: FulviaStew, Cleo del Barco, DiCullen, Simone Salvatore, Pantas, Lili Swan, Breakingdownlove, Lu Nandes, novacullen, pbartolomeu, TaiDi, MafySilva, TheRugue, ZILHOPE, AlexandrinaC, Lais Sodre, Carlinha Rodrigues, clau_swan, cassisilene, FlaViancoti,Mari Novaes, Brendan Pattinson, Cris Rodrigues, Vau, Gaby Culen, Cassia Reis Matias, Giovana Castrande, Cecilia Marlene, Amanda Melquiades, NaaPreste, Ivis, Valentina, Prity Weber, Dricamcotur, Eclipse She, Elizeth Alves, Olivia Green e Marcela. Deixo aqui meu muuuuuuuuito obrigada a todas vocês! ♥
E leitoras novas, sem bem vindas!
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O grupo não é exclusivo de NSAPM. Lá vocês também podem indicar suas fanfics e Livros preferidos. Enfim, é um cantinho nosso... vamos usar com sabedoria e organização. Espero todas por lá!
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Em algum dia de Julho do ano de 2007...
O sorriso tímido ainda brindava o canto dos lábios dela. Nem ele e nem mesmo a moça, entendiam o motivo pelo qual aquele sorrisinho permanecia firme e forte ali. Afinal, Isabella não era dada a sorrisos ou risadinhas. Definitivamente não era um traço da personalidade dela... ou mais precisamente da nova personalidade dela. O caso era que a amabilidade fazia-se fortemente presente nela. Seria porque Edward estava acariciando sua face de uma maneira terna e acalentadora? Ou seria o fato de ter soado estranhamente carinhoso o apelido que ele arrumara para ela?
– Errr... Oi... – a moça sibilou baixinho, enquanto envolvia com os dedos pequenos a mão que ele mantinha em seu rosto e desfrutava daquele sútil toque de carinho – Vejo que arrumou um apelido para mim...
– Se não gostou de Estranha, posso pensar em outro mais adequado... – disse o jornalista, recordando-se brevemente que em um de seus encontros com Isabella, chegara a mencionar que achava curioso ela não ter um apelido e naquela ocasião a morena pareceu bem arredia ao assunto.
– Não precisa mudar nada... posso perfeitamente me acostumar com esse apelido. Achei bem adequado e até... carinhoso, pra ser sincera. – respondeu fitando os profundos olhos verdes a sua frente e ainda permitindo o carinho do jornalista, que por sua vez estava gostando um pouco demais da receptividade com que Isabella se comportava, uma vez que a moça permitia abertamente suas carícias e gracejos. Ela aceitara até um apelido. Que evolução!
– Posso te perguntar uma coisa? – Edward questionou lançando um amável sorriso torto para ela.
– Mas é claro que pode... – disse um tanto sonolenta, fechando os olhos para apreciar mais intimamente o calor do toque dele em sua face.
– O que aconteceu com a minha porta? – ele riu ao questioná-la sobre aquilo.
– Errr... Estava meio inconveniente ali no corredor, já que seus vizinhos passavam me encarando. Minha aparência deve ter intimidado eles... – ela arregalou os olhos, nitidamente encabulada por seus atos ilegítimos. – Então eu decidi entrar para te esperar... e usei dois grampos que estavam no meu cabelo para abrir a porta. Mas pode deixar que eu arrumo tudo amanhã pela manhã.
– Então, além arrombar portas com grampos de cabelo por aí, você também sabe arrumá-las? Uau! – disse em tom de divertimento.
– Está com mais medo de mim agora? – Isabella brincou, arqueando a sobrancelha bem desenhada, para dramatizar sua pergunta.
– Claro que estou! Que mulher perigosa eu tenho a minha frente, meu Deus! – ele respondeu piscando para ela. – Mas confesso que também estou excitado com essa nova informação sobre você...
– Ah é mesmo? Qual a porcentagem de cada sensação? – questionou desafiadora.
– Digamos que 97% excitado e 3% com medo. – confessou entregando-lhe um sorriso torto cheio de segundas intenções.
– Então o perigo te deixa excitado? Não sei nem o que te dizer Sr. Jornalista. – flertou com ele, mordendo o lábio inferior para esconder um sorriso que também tentava se instalar ali.
– Me diga por que sabe arrombar portas. Já está de bom tamanho. – manteve o tom ameno e brincalhão daquela conversa.
– Hmmm... estado de necessidade. Por isso sei arrombar portas. – ela franziu o cenho ao responder, como se aquilo a recordasse algo. Hmmm, interessante! Em outra oportunidade Edward certamente perguntaria mais a ela sobre isso.
– E as outras fechaduras também ficavam assim tão danificadas?
– Ah, qual é... já disse que conserto tudo amanhã cedo. Nem vai parecer que alguém abriu clandestinamente! – ainda deitada ela ergueu a mão para dar um pequeno e fraco soco no ombro dele.
– Agora, falando sério... estou mesmo surpreso de te encontrar aqui, em meu apartamento... e dormindo em meu sofá! E quer saber? Eu quase atirei em você, achando que era um assaltante quem estava aqui dentro! – confessou ele por fim, acrescentando mentalmente que além de surpreso, estava também feliz de tê-la ali. Genuinamente feliz.
– Estou aqui por causa de Sam. – disse ela. Aquelas palavras proferidas tão calmamente afetaram um pouco a confiança e felicidade do jornalista. Isabella teria se dado o trabalho de ir até ali, apenas para cumprir uma promessa feita ao seu tutor?
– Sam já falou com você, então? Que ótimo. Ele é mesmo um homem de palavra. – Edward tentou manter um nível calmo em sua voz, mas não obteve muito sucesso. Droga!
O tom utilizado por ele serviu como uma espécie de subterfúgio para tirar a morena daquela espécie de transe em que a mesma parecia se encontrar, fazendo-a lembrar do real motivo pelo qual estava ali, bem no meio da sala do apartamento de Edward. Abruptamente o sono a deixou. Ela tirou a mão de Edward, que agora acariciavam seus cabelos, para sentar-se ereta e comportadamente no sofá, sentindo-se de repente desconfortável ali. Ela tinha algo de suma importância a dizer e quanto antes fizesse isso, seria melhor... O jornalista não entendeu o movimento repentino dela e isso ficou nítido na confusão estampada em seu rosto.
– Senta aqui comigo, por favor. Acho que a gente precisa conversar. – disse Isabella apontando com a cabeça o lugar vazio ao seu lado no sofá. Sua voz estava agora tão glacial quanto seus olhos.
Edward ainda ficou ajoelhado por alguns segundos encarando-a, enquanto analisava o tom e a postura profissional que a moça assumiu repentinamente. Por fim, não podendo resistir ao pedido e impelido pela curiosidade inerente a sua personalidade, fez o que Isabella pediu. Levantou-se rapidamente, retirando o paletó e colocando-o de qualquer jeito em uma das cadeiras da mesa de jantar. Caminhou até a porta do apartamento — que estava esquecida e ainda completamente aberta – a encostou fechando os dois ferrolhos que, graças aos céus, Jasper um dia tinha insistido em instalar. Pelo menos a porta passaria a noite trancada, mesmo que só pelo lado de dentro.
Ele voltou para o sofá, sentando-se ao lado dela a uma distância considerada cordial. Antes de voltar a qualquer diálogo que fosse, ele apenas a observou, demorando-se nos detalhes da figura improvável à sua frente. Tudo era tão perfeito quanto ele se lembrava. Os cabelos curtos e negros, os traços pequenos, o rosto em formato de coração, as bochechas levemente rosadas sob a pele branca e macia, a espessa camada de cílios longos e cheios, a mania de morder o lábio inferior quando estava nervosa, a maquiagem escura... e até mesmo aquele novo acessório em seu nariz, o pequeno piercing de argola. Ele gostava de tudo. Era tão surreal tê-la ali... tão perto.
E ainda assim tão longe...
– Bom, já estou aqui. Pode falar. – disse ele instigando-a a iniciar o assunto.
– Sam me procurou... – ela parou no meio da frase para limpar a garganta, que de repente decidiu coçar. Estando nervosa e envergonhada, manteve os olhos baixos ao voltar a falar. – Ele me procurou hoje, explicando que você esteve no escritório para uma conversa sobre mim. Disse que você queria esclarecer a história do Starbucks e que queria muito me encontrar. Contou-me que a moça que estava contigo naquele dia era sua irmã, Alice...
– Como você foi parar no Starbucks, justo naquele dia e horário? – perguntou Edward arqueando a sobrancelha, querendo sanar aquela antiga curiosidade. Teria sido mesmo apenas uma infeliz coincidência do destino?
– Bom, eu precisava passar na loja para buscar alguns pertences importantes e correspondências acumuladas, dado o fato do estabelecimento estar fechado... então assim que entrei naquela rua da loja, eu vi você. E aí decidi te seguir, acabando por ver você no Starbucks com a moça. Desculpe-me por isso. – pediu Isabella, deixando ele lisonjeado, na verdade. De certa forma ele também a atraia ao ponto dela se arriscar em uma investigação, para descobrir qualquer coisa que fosse a respeito dele. Constatar aquilo foi como uma massagem em seu ego.
– Ok, esta desculpada. E por que fugiu de mim naquele dia? – questionou já sabendo a resposta, mas querendo ouvir o tal motivo da boca dela.
– Eu... eu achei que Sam tinha te contado essa parte. – ela demonstrou certa confusão ao responder, enquanto coçava a pontinha no nariz e ainda evitava olhar diretamente para ele.
– Ele me disse alguma coisa sim. Mas eu quero ouvir de você, Isabella. O que você sentiu naquele dia, que te fez fugir de mim? – ele a questionou novamente, mas agora formulando a pergunta de uma maneira mais clara e direta. Precisava ouvir uma explicação da boca dela, para levar a conversa ao ponto que queria. Precisava entender o que ela havia sentido.
– Eu não sei bem... – ela fez uma pausa para ponderar o que iria responder. Queria ser o mais verdadeira possível com ele — Primeiro eu acho que senti ciúmes da moça. Vocês pareciam tão íntimos e felizes. E depois eu me senti mesquinha... eu não poderia exigir nenhum compromisso ou fidelidade da sua parte. Afinal, eu estava ausente e sem dar sinal de vida há um mês...
– Você não cogitou nem a possibilidade de ir até mim? Não passou pela sua cabeça que a moça era apenas uma amiga? – questionou ainda insatisfeito com os argumentos da garota.
– Não! Não cogitei e não passou nada disso na minha cabeça, porque na hora eu agi por impulso, tá legal? – retrucou nervosa, fechando os braços em frente ao busto, como se quisesse formar um escudo protetor ao redor de si – E... me pareceu nobre te dar a oportunidade de seguir em frente. De fazer suas próprias escolhas...
– Nobre? Não acredito nisso. Não te pareceu mais nobre... me diga que te pareceu mais fácil, ai eu consigo acreditar. Era o caminho mais fácil para me tirar de uma vez por todas da sua vida. – disse agora ressentido. Se ela tivesse parado pra lhe ouvir naquele dia, teria evitado todo aquele desgaste desnecessário – E foi escolha minha esperar seu tempo, Isabella... lembro perfeitamente disso.
– É, mas eu não me lembrei dessa parte! E não foi assim tão fácil quanto você pensa! – foi impulsiva ao responder, elevando um pouco a voz. Estava ficando visivelmente incomodada com o assunto. Sabia da precipitação daquele ato e de suas consequências. Mas e o que ele teria feito no lugar dela? – E se fosse você no meu lugar, Edward? Se tivesse me visto com outro rapaz, sorrindo e parecendo plenamente feliz. O que teria feito se estivesse no meu lugar? Não teria me dado a oportunidade de seguir em frente escolhendo o caminho que julga ser o mais fácil...?
A pergunta capciosa de Isabella colocou a situação em outra perspectiva para o jornalista. O que teria feito se a situação fosse inversa? Tudo que queria era vê-la feliz e protegida. Seria ele egoísta o bastante para, se fosse o caso, não deixá-la fazer suas próprias escolhas seguindo em frente com outro homem? Sim, ele seria egoísta o bastante para tal. Tomaria a decisão de colocar seus interesses, desejos e necessidades em primeiro lugar em detrimento à escolha dela. Por mais que fosse uma espécie até inocente de egoísmo, ainda era errado pensar daquela maneira, quando Isabella tinha sido completamente altruísta. Ela agiu daquela forma exclusivamente para beneficiá-lo, não levando em conta sua própria vontade. Como ela havia dito... pensar dessa maneira era muito mesquinho. Com vergonha de assumir sua leviandade e querendo ganhar a confiança dela, decidiu não verbalizar sua opção infame em voz alta.
– Eu não sei o que teria feito... – encenou dando de ombros.
– Viu como é difícil quando se inverte os papeis? Então, por favor... não me julgue pela atitude impensada, ok? – suplicou controlando o tom de voz, para não demostrar nervosismo, enquanto apertava ainda mais os braços contra seu corpo pequeno e magro.
– Tudo bem, não precisa ficar nervosa... acho que esse mal entendido já foi mais que esclarecido. – tentou apaziguar os ânimos daquela conversa que lentamente caminhava para uma briga. Mais uma para a pequena coleção deles...
Os sons vindos da tv eram os únicos que preenchiam a sala do apartamento agora. O silêncio dos protagonistas daquela história era tanto constrangedor quanto extremamente bem vindo, pois ambos precisavam reorganizar os pensamentos e ideias para seguir em frente naquela conversa. Na ausência de palavras, Edward apenas observava os ombros dela cair aos poucos, enquanto a moça fitava um canto qualquer no chão e travava uma batalha interna. Pelo que ele já conhecia de sua linguagem corporal, seus pensamentos deveriam estar em algum lugar lá perto do segredo de seu passado. Aquele que ela queria tanto esconder e que ainda lhe feria, como afirmou seu tutor. Concluiu com certo pesar que não queria falar daquilo... não agora quando estava tentando se entender com ela e ganhar sua plena confiança.
– O Sam também me contou que você já sabe que estou no programa de proteção a testemunhas... – resmungou baixinho, arredia olhando para ele de rabo de olho. Quase como um animal acuado por seu predador faminto e impiedoso. Aquilo era tão errado! Edward odiou vê-la daquele jeito tão vulnerável e se arrependeu de não ter pedido sigilo ao tutor, em relação a essa parte da conversa. O instinto protetor dentro dele pareceu despertar naquele exato momento, forte e latente. Sem ponderar seus atos, venceu a distância incomoda que mantinha entre eles no sofá, aproximando-se dela rapidamente e puxando delicadamente o rosto pequeno para si com o dedo indicador. O novo ângulo o permitiu ver dentro dos olhos chocolates que ele tanto adorava... e lá estavam eles arregalados, assustados e lacrimejantes. Ah Isabella! Seja lá o que for... vai dar tudo certo! Eu estou aqui agora. Pensou.
– E é só o que eu sei... Não faço ideia do que você fez ou presenciou para estar no programa. Eu juro... – sussurrou a encarando nos olhos e tratou de esclarecer logo sua posição quanto a aquele assunto. – E eu não quero saber de nada agora, Isabella...
– Você me diz que não quer... Mas eu sei que querer e precisar são coisas completamente distintas. Existe um abismo gritante entre essas duas coisas. E deixando-me entrar em sua vida, em algum momento, você vai precisar saber o que houve. – respondeu dando ênfase na diferença entre os verbos “querer” e “precisar”, enquanto ainda segurava as lágrimas que lutavam para se aglomerar em seus olhos.
– Você tem razão. E estou ciente de que no momento certo e necessário você vai me contar o que houve. Sem pressão, ok? – Edward ainda segurava delicadamente o queixo dela, para que Isabella olhasse em seus olhos e enxergasse... o quê? Confiança? Segurança? As duas coisas juntas? – Só tem uma coisa que eu preciso saber por agora. Poderia me dizer se tem alguém ameaçando você?
– Não no momento. – ela sustentou seu olhar, com o queixo levemente erguido pelos hábeis e suaves dedos dele. Aquilo era a confirmação de que realmente havia alguém atrás dela... não naquele momento, mas o risco era iminente. Novamente o desejo de proteção queimou no peito dele.
– E quando tiver, você vai me contar? – foi enfático ao questioná-la.
– Se quando acontecer nós estivermos juntos... com certeza. – afirmou sem pestanejar.
– Não! Resposta errada... eu não quero assim.
– E o que você quer? – questionou ela por sua vez, arregalando os sofridos olhos castanhos.
– Independente do que temos virar um relacionamento romântico ou não... eu quero cuidar de você. Quero que confie em mim, Isabella. – disse em tom firme, mas embargado, estranhamente tomado pelas emoções do momento e pela verdade de suas próprias palavras.
– Edward, é exatamente isso que eu estou fazendo desde que decidi vir atrás de você hoje... estou confiando em ti. – respondeu enquanto deixava deliberadamente uma lágrima cair, fazendo com que o coração dele doesse. Odiava vê-la chorar. Odiava vê-la fragilizada...
– Por favor, não chora... – disse em súplica.
– Não... eu preciso chorar. E também preciso te dizer tudo que estou sentindo. Estou... cansada de segurar tudo isso dentro da minha cabeça. Eu preciso falar! Você pode me ouvir sem interromper? – questionou-o delicadamente, deixando mais lágrimas caírem por sua face.
– Sim... – disse Edward, finalmente soltando o queixo da moça, para que ela tivesse liberdade para falar o que quisesse e como quisesse.
A morena respirou fundo algumas vezes, controlando as emoções afloradas de seu corpo. Secou as lágrimas com a manga da blusa de frio e sentou-se de frente pra ele cruzando as pernas na frente do corpo, a fim de encarar seus lindos olhos verdes que no momento eram só expectativa. Começou a falar...
– Quando Sam me disse que você foi procurá-lo, eu fiquei tão, mas tão irritada! Descontei tudo nele... coitado. Mas com uma calma que só Sam tem, ele esperou eu me tranquilizar e me explicou tudo. E conforme ele ia me contando o que você tinha dito... eu fui percebendo o quanto sentia saudade de você. O quanto eu sentia falta da sua companhia, da sua curiosidade aguçada, do seu bom humor, dos seus olhos verdes, do seu cuidado, do seu toque... – ela interrompeu o discurso para buscar pelas mãos dele, segurando as duas em frente ao corpo e mantendo-as apoiadas em uma de suas coxas. Voltou a falar, enquanto fazia carinho nas mãos dele com os polegares. – Resumindo, senti falta de tudo em você. Fico me perguntando o porquê disso, sabe? Te vi tão poucas vezes... não conheço quase nada da sua vida. E confesso que nunca ninguém mexeu comigo dessa maneira... nesse nível.
– “Você tinha toda razão quando disse que o que aconteceu no meu passado me fez ficar assim... arredia e pragmática. Lembra-se disso? Foi lá no Central Park, no dia do seu aniversário. Você afirmou que eu tina moldado minha vida em torno dessa característica e por isso tinha construído uma fortaleza a minha volta, criando altos muros ao meu redor, cada vez mais impenetráveis. Mas até as blindadas fortalezas possuem portas... e de alguma maneira, que eu não sei explicar, você encontrou a porta do meu castelo inacessível e a arrebentou de uma forma suave e fácil. E o curioso é que eu não consigo mais fechar essa porta...” Isabella tomou fôlego e apertou um pouco mais as mãos de Edward, como se dali viesse um bálsamo acalentador que lhe desse força para continuar a falar.
“Fico pensando no quanto somos diferentes. Eu sinto tanta raiva o tempo todo. Eu odeio tantas coisas! E tenho um medo descomunal dentro de mim... Estou sempre cuidando para que as coisas não fujam do meu controle. E você? Ah Edward... você é destemido, bom e gentil. Caminha suavemente pela vida aceitando de bom grado tudo que ela lhe oferece. Então, o que eu poderia ser para você além de uma triste confusão…? Sempre pensei que não daríamos certo por isso. Afinal, somos como água e óleo. Eu sou preto e você é branco... Aí chega você todo faceiro e vem me propor juntar essas cores e construir um arco-íris de tons de cinza. Foi a coisa mais piegas que eu já ouvi... e também a mais bonita que alguém já disse para mim. Lembra disso também?”. Questionou-o com um pequeno sorriso no canto dos lábios, que derreteu o coração dele. Em seu torpor emotivo acenou positivamente com a cabeça, indicando que se lembrava de ter dito aquilo. Meu Deus! Era informação demais naquele discurso dela. Seria mesmo possível que esse tempo todo, essa Isabella sensível e eloquente estava escondida dentro dela? Edward estava maravilhado com a transformação da moça que acontecia bem ali, diante de seus olhos.
“E é por causa desse seu arco-íris que eu quis te procurar ainda hoje. Eu liguei quase um milhão de vezes, mas seu celular caia direto na caixa postal. Deixei alguns recados, porém você não retornava. Foi ficando tarde e eu fiquei com medo de... de você ter desistido de mim. Então decidi vir pessoalmente, arrombei a porta do seu apartamento e fiquei aqui te esperando decidida a mudar sua opinião, caso meu medo de sua desistência fosse plausível. Como você demorou para chegar, eu acabei pegando no sono... E agora estou fazendo todo esse discurso meloso porque quero te dizer que...” Isabella fez uma pequena pausa para retomar o fôlego, inspirando profundamente um vez antes de voltar a falar “Eu já tinha minha vida tediosa e cheia de regras totalmente planejada. Mas aí você chegou arrasando com todas as minhas convicções e me mostrando que as coisas poderiam ser diferentes. Edward, você não faz ideia do quanto eu estou arriscando para estar aqui agora... e do quanto estou confiando em você. Estou entregando tudo em suas mãos... Bom, é só tudo isso...”. Concluiu em expectativa pela réplica dele e desejando não ter falado por tempo demais, a ponto de entediá-lo. Mas entediado era uma palavra que não existia no vocabulário dele naquele momento. Edward estava extasiado com tudo o que ouvira daqueles lábios...
– Isabella, só me prometa que não vai mais fugir de mim. E que vai me deixar cuidar de você a partir de hoje... — o jornalista foi pego de supressa pelas próprias palavras, que mais pareciam um pedido de namoro do que qualquer outra coisa. Um horizonte de possibilidades surgiu naquela frase colocando tudo em perspectiva de futuro para Edward. Dependendo do rumo daquela conversa e da resposta de Isabella, eles poderiam amanhecer o dia como simplesmente amigos, ou como companheiros para enfrentar a vida juntos. Ela disse que estava colocando tudo nas mãos dele... mero engano. A decisão era dela. E sempre fora.
– Eu prometo. – foi solene em sua promessa, ainda encarando-o com os olhos vermelhos e injetados, precisando demasiadamente de seu afago.
Repentinamente o jornalista viu-se embriagado com tamanha confiança que a moça dos olhos castanhos depositava nele. “Eu prometo”, ela acabara de dizer. Tais palavras eram como labaredas de fogo serpenteando perigosamente na frente dele, tão hipnóticas quanto excitantes, convidando-o para se queimar nos braços atraentes de sua doce feiticeira... e sem réstia de dúvida, ele iria se queimar feliz. Edward abriu um sorriso largo e vitorioso para sua pequena vendedora.
– Então, agora eu vou beijar você... estranha. – avisou se aproximando, selando seus lábios nos dela e posicionando uma mão de cada lado do pequeno rosto feminino.
Não foi como no primeiro beijo deles.
Não foi terno e melancólico... nem tampouco simples. Aquele foi novo e fugaz, uma combustão provocada pela junção de fogo e gasolina, exatamente como a química afirmava acontecer.
O beijo agora significava algo muito pleno e absoluto, afinal era o selo de uma promessa feita por dois corações, onde uma paixão imaculada finalmente tinha permissão para desabrochar. Os lábios moviam-se em perfeita sintonia de um lado para o outro, confessando mesmo sem palavras a saudade que sentiram um do outro. Edward queria mostrar ser digno da confiança dela. Isabella por sua vez queria mostrar que já confiava nele. Um desejo insuperável se instalou ali... o beijo parecia selvagem, exploratório e sofrido... como se nunca antes tivessem se beijado. Um abrasamento subiu pelo pescoço deles, fazendo o sangue de ambos pulsar forte em suas veias e até mesmo os pelos do braço arrepiarem. Desejo!
Isabella já não conseguia mais respirar direito, agora que as lágrimas jorravam alegremente de seus olhos, enquanto os lábios de Edward esquadrinhavam cada centímetro dos dela explorando-os de forma gentil, porém ávida. A moça sentiu uma vertigem gostosa ao passo que uma certeza crescia e se enraizava dentro de seu peito... era exatamente ali que ela deveria estar, ao lado de seu obstinado jornalista. Seus beijos, seus abraços, seu carinho... era exatamente disso que ela precisava agora.
Edward permitiu o fôlego a morena quando interrompeu o beijo, para apenas se concentrar em seu lábio inferior. Seus movimentos variavam entre mordidas e chupões, enquanto gemidos incentivadores saiam da boca dela. Mas foi quando ela soltou uma pequena risada de felicidade, que ele não se conteve e voou para os lábios dela novamente. Ah como ele amava ouvir aquele som! A moça jogou os braços ao redor do pescoço dele, puxando-o para mais perto, enquanto as mãos dele percorriam com ardor e adoração a linha das costas dela. A morena podia sentir o peito dele contra o seu, enquanto em um misto de força e delicadeza eles chocavam-se, roçando um contra o outro na intensidade daquele beijo. Porém, cedo demais Isabella interrompeu o ato extasiante. Ela ainda tinha algo importante a dizer...
– Edward... – chamou arfante o nome dele, fazendo-o abrir os olhos. O verde de sua íris tão quente e vivo, em nada diferenciava o castanho derretido dos dela, uma vez que ambos faiscavam ondas de desejo. Isabella precisou se concentrar no que queria dizer a ele para não sucumbir ao apelo daqueles olhos. – Não importa o que venha a acontecer daqui para frente... Estou feliz por, naquele dia, você ter entrado em minha loja e consecutivamente na minha vida. E ainda mais feliz por ter insistido em permanecer nela.
Tais palavras deixaram-no positivamente eufórico, tanto que seu sorriso de resposta foi glorioso. Então, Edward aninhou-a mais ao seu corpo, para beijá-la de novo...
E de novo.
E de novo.
E de novo.
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Não se apaixone por mim... — Fanfics e Livros
Notas finais
Oieeee meninas!!! Tudo bem?!
- Digamos que 97% excitado e 3% com medo. (...) - Então, agora eu vou beijar você... estranha. MORRIIIIIIIIIIIIIII... SOS! AHHHHHHHHHHH... alguém respirando depois desse capítulo? Eu não ahaha!
Pois dessa vez as emoções afloraram de uma forma que fizeram com que Isabella deixasse sua proteção de lado e falasse com a voz do coração. Sem dúvidas ela guarda um passado bastante doloroso e perigoso, tanto que foi difícil conhecer um pouco mais sobre os sentimentos dela sem me emocionar. Acho que agora não tem mais como voltar atrás... promessas foram trocadas e seladas. Os dois estão intensamente envolvidos e acredito que o Edward fará tudo e qualquer coisa para proteger sua Isabella.
ADORANDO MUITO TUDO... a Juh está conduzindo a história de uma forma que nos deixa cada vez mais envolvidos, querendo cada vez mais. Impossível não se apaixonar! ;)
Comentários e recomendações? serão bem vindos e a autora muito merece, certo?!
Beijossss e até o próximo post!
Dani ;)
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Notas da autora:
Olá meninas... boa noite!
Bom... o que acharam do reencontro deles? Digo que essa conversa era muuuito necessária. Isabella precisava dizer tudo isso, ao passo que Edward precisava ouvir. Entendam como a conclusão de uma etapa importante, para esse relacionamento acontecer. Agora eles começarão a compartilhar mais experiências juntos. Ela irá ceder aos poucos, o deixando entrar em seu mundo escuro. Enfim... é isso! Espero que tenham gostado! =D
Quero agradecer do fundoooo do meu coração todos os reviews, MPs e recomendações de NSAPM! Obrigada por todo carinho! Vocês são ótimas! ♥
Essa semana eu volto a trabalhar e estudar, ai minha vida off volta a ser aquela correria. Sendo assim as atualizações de NSAPM voltarão a ser quinzenal. Mas fiquem tranquilas... não vou desistir da fic.
Já falei do grupo no face? Já? Então só reforçando (hahaha)... criei o grupo no face para nos comunicarmos, conforme algumas de vocês me solicitaram por MP. Apareçam por falar para falarmos de NSAPM e de todas as outras fanfics (E livros) que amamos!
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Fiquem com Deus e até o próximo post.
Bjsss,
Juh Cantalice.
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