Não Pense, Eles Podem Te Ouvir.
1 Capítulo 1
- NÃO!
Eu acordo, suando e tenso, de novo esse sonho.Por que todo dia eu tenho o mesmo sonho, o sonho de eu estar em uma rua, uma rua escura destruída nebulosa e fria.- Bom dia querido. — diz minha Mãe.Dou de ombros, eu não gosto muito dela, pois ela me fez sofrer bastante quando eu era pequeno, ela brigava demais comigo e assim que percebeu que na sua vida só restava eu, ela se tocou.É eu tinha um irmão, ele era bem legal e se chamava Eduardo, a gente brincava as vezes, mas eu enchia tanto o saco dele que ele me batia de vez em quando. Nada que uma piada não resolvesse. Mas um certo dia, fomos comprar coisas para comer a tarde, e ao atravessar a rua um caminhão vinha em minha direção, ele me empurrou e me salvou, claro que isso em troca arrastou sua vida para a morte.Mas não quero lembrar dias escuros, hoje é dia de ir ao meu psiquiatra, pra ver se esses sonhos querem ou não dizer alguma coisa, ou é só meu subconsciente.O nome do doutor é Rodrigo, ele é bem legal comigo, só as vezes que me dopa do nada.- Bom dia.- digo- Bom dia, Zac.Eu me deito na cadeira a pedido dele, e ele começa com as perguntas, o que aconteceu no sonho, essas coisas que ele faz sempre. Coisa que não adianta pois o sonho é sempre o mesmo, nada muda sempre aquela rua, aquela mesma rua, fria e nojenta.- Ok, a seção terminou, queria que você me dissesse se acontecer algo novo em seu sonho. Tchau — diz Rodrigo- Tchau — digoEu estou em casa já, comendo meu sanduíche feliz da vida. Eu fico até umas 1:00 todo dia, tentando adiar o sonho horrível.- Onde eu estou — digo.............Ninguém responde, meus olhos estão fechados, eu estou dormindo ? Já ? Eu nem me lembro de ter deitado. Fico parado na rua, aguardando eu acordar, mas ao fundo da avenida eu vejo, sim, vejo uma coisa, com chifres e o que me parece ser uma faca em suas mãos, bem ela parece ter o meu tamanho e se aproxima mais rapidamente de mim a cada passo. Eu fico parado, já que é apenas um sonho, mas não isso não acontece.Ele me atinge, com aquela faca, e eu sinto a faca, furando meu braço atravessando-o.- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH — grito.Ele fala palavras estranhas, palavras esquisitas, não consigo entender nada.Eu acordo em um desespero total, está de manhã, estou com as pernas deitadas na cama ainda, mas o resto está levantando, minha mãe está olhando pra mim, ela está com os olhos arregalados e fixos em mim.Eu faço sinal de " que ? "E ela vira o olho para meu braço, meu braço que está sangrando muito, a cama está encharcada de sangue. Eu desmaio.Quando acordo estou em um lugar totalmente diferente, estou em uma cama hospitalar, com as mãos atadas curativo em meus braços e agulhas em quase todo corpo. - O que é isso ? — grito.Rodrigo aparece em minha frente, com uma seringa naa sua mão esquerda.- Olá Zac, já está acordado ?- É o que parece não ? Eu só não entendo o por que de estar aqui. — digo- Sua mãe solicitou uma internação imediata, depois que você cortou próprio braço.- Não eu não cortei, eu estava sonhando e alguma coisa me acertou com uma faca, eu nã.... E a seringa já está furando meu braço.Quando acordo novamente, sinto meu braço coçar, mas não posso estou totalmente amarrado, parece estar de noite, e minha mãe aparece, chorando em minha frente.- Por que você me colocou aqui ? — grito.- Para o seu bem, querido. — diz ela.- Bem do que, ficar injetando drogas em mim, até eu não acordar mais, o que você quer afinal, acabar com minha vida por completo ?Ela sai correndo do quarto onde estou, e logo Rodrigo aparece novamente.- Não injete mais nada em mim — imploro- não vou fazer mais nada, você parece estar bem mentalmente, mas eu junte os pontos e antes de eu te dopar você falou de um sonho, outro sonho, com um bicho e uma faca certo ? — diz ele.- Sim. Isso mesmo, mas não era um bicho qualquer, era um monstro, com chifres e tudo. — digo- Então temos um avanço ai. — diz Rodrigo- Não temos não — berro — Eu ainda estava naquela mesma rua, esperando acordar como aconteceu ultimamente.- Ok, descanse mais um pouco e depois conversamos.Quando ele está saindo, eu peço que ele fique no quarto até eu dormir. Ele aceita.- Eu estou novamente, na rua aguardando algo aparecer, mas dessa vez eu não estou sentado, estou em pé, pronto pra correr, caso algo apareça ou aconteça.- Olá — diz Eduardo.Por um momento, eu travo, fico parado observando aquela pessoa, aquela pessoa que por um acaso é meu irmão e está em meu sonho, segurando uma arma e uma espada.- O-Olá — digo tremulo.- Venha comigo, não podemos ficar aqui, esperando os Drexuels.- O que são Drexuels — pergunto.- É aquilo que te acertou com uma faca, mas aquilo não é nada, você na verdade não viu nada.- Ele me leva pra uma casa abandonada, e lá dentro tem um grupo, de sete pessoas, não consigo enxergar direito pois ainda estou tremulo e pasmo com meu irmão.Todos me receberam muito bem, fiquei sentado em uma cadeira, quando de repente ouvimos um grito. Três das sete pessoas que estavam lá na casa saíram para rua, e só ouço, barulho de água cair no chão, mas não é água. É sangue.
Quando eles voltam estão segurando uma pessoa ferida por sinal, e eu sei quem é essa pessoa é o meu " amigo " Rodrigo. O braço dele está mordido, com furos enormes, do tamanho de prego.Os ajudantes do meu irmão, ajudam ele, quando ele olha pra mim, ele sorri.Mas por que ele está aqui, por que ele sorriu pra mim ? Aé ele me conhece, mas espera não estamos na vida real, estamos em meu sonho, como ele pode me conhecer até no sonho, ou meu subconsciente fez isso ou aquilo vai acontecer novamente.Boom, bum!A parede atrás de mim se quebra, e depois dos destroços aparece, um exército de Drexuels.Meu irmão pega o revolver, atira no coração de um, puxa a espada e corta a cabeça de cinco pelo menos.Sua espada aumenta e diminui de tamanho, rapidamente. Deve aumentar de peso também por isso ele não fica com ela enorme pra sempre.Algo acontece, fica tudo preto, e quando eu vejo, um chifre está perfurando minha barriga. Mas antes de acordar, um Drexuel come a cabeça de Rodrigo.Eu acordo, está tudo calmo, minha barriga sangrando, meu braço sangrando, estou pálido a falta de sangue me faz desmaiar, mas antes disso, consigo avistar a minha frente, no quarto sentado na cadeira, o corpo, morto de Rodrigo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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