Não Me Deixe Vagar Sozinho Neste Mar Sem Vida!
10 Não me peça para deixa-la sozinha!
Notas iniciais
Boa leitura seus lindos!
Cali novamente ficou parada no mesmo lugar onde havia ficado da outra vez. Passado algumas horas ela sente um desconforto na região do abdômen. Se encolheu quando começou a sentir pequenas pontadas e pressionou bem forte a barriga com as mão quando as pontadas começaram a ficar mais forte.
Cali sabia o que aquilo significava. Olhou para os lados para se certificar que ninguém a estava vendo e levantou a veste na altura da pelve, inclinando a cabeça para baixo para olhar entre suas pernas.
- Não acredito!! – Disse para si mesma, incrédula com o que havia acontecido. O meio de suas coxas estava manchado de sangue. Ela correu em direção ao portão que pertencia a Minos antes que se sujasse ainda mais.
Quando chegou na entrada repetiu o mesmo processo que fizera anteriormente: Arrancou a veste cinza (que por sinal estava com uma mancha de sangue na parte de traz e a jogou longe antes de entrar no quarto.
Ao fechar a porta atrás de si, correu para o chuveiro para se lavar e lavar a camiseta que usava por baixo como da outra vez.
ESPECTROS
- Que porra foi aquela? – Brada Rock!!
-Como eu vou saber?! – Responde Queen.
-Vamos até onde ela estava, você e Rock vão recolher a veste que provavelmente ela se desfez antes de entrar no quarto. – Fala Lune chamando Faraó para ir com ele e aponta para Queen acompanhar Rock.
Lune e Faraó, vasculharam o lugar onde a garota se encontrava poucos minutos antes, mas não havia nada, eles voltaram para onde estavam antes e aguardaram Queen e Rock voltarem.
-Lá onde ela estava não havia nada de diferente! – Afirma Faraó para Rock e Queen que já haviam retornado.
-Encontramos a veste cinza que ela usava, e veja.....- Queen entrega a veste para Lune que olha intrigado para a mancha vermelha. – Por que essa mancha de sangue esta ai? Ela por um acaso se machucou? – Pergunta Queen sem entender.
-Ela sangra por que ainda esta viva! Responde Lune.
-Como assim? – Agora é Rock que esta confuso.
-Ela menstrua seu idióta, veja como este vermelho apresenta uma cor viva. Temos que nos livrar desta veste pois se a encontrarem, ou melhor, se Minos a encontrar, ficará muito óbvio. – Bradou Faraó se irritando com a ignorância do outro.
-Parem de perder tempo e se livrem logo disso. – Lune volta a falar apontando para a veste suja e em seguida se retira.
Os demais jogaram a veste no rio de lava fazendo a mesma virar cinzas.
QUARTO
Cali tomou seu banho e lavou a camiseta. Vestiu uma seca e começou a olhar para os lados procurando algo que pudesse usar para conter o sangramento. Sem saber o que fazer e já entrando em desespero ela se sentou no chão do banheiro e começou a chorar amaldiçoando sua situação sem poder fazer nada.
Horas se passaram e Cali permaneceu sentada no chão agora com a cabeça baixa. As lágrimas agora secas em seu rosto, indicavam que ela andou chorando. Não sabia dizer quanto tempo havia se passado enquanto chorava dês de que se sentara no chão derrotada mas um tempo depois ela ouve a porta se abrir indicando que Minos havia voltado.
Quando o Juiz retornava para o seu quarto, viu no corredor de acesso uma pequena mancha de um vermelho bem vivo. Já estava quase seca mas ainda assim, indicava que era recente. Achou estranho pois os escravos não sangravam, não daquela cor, o que corria em seus corpos era um sangue negro o que indicava que não havia mais vida em seus corpos, mas logo imaginou que aquilo seria resultado de alguma briga entre os espectros por isso não deu importância.
Minos entra no quarto e o encontra vazio. A cama estava arrumada e nenhum sinal dos desenhos da Cali. Ele corre os olhos por todo local e vê a porta do banheiro fachada. Ele se aproxima e tenta abri-la mas estava trancada. Sem entender ele chama por ela:
-Cali, você está ai dentro?
Ela não esponde.
-A porta esta trancada o que indica que há alguém ai dentro. Quem esta ai? – Perguntou com a voz soando mais nervosa.
Ela continua em silêncio procurando as palavras certas.
-SE NÃO ABRIR ESSA PORTA AGORA EU VOU ARROMBÁ-LA!
Ele perde a paciência mas ela também esta irritada e retruca:
-VAI EMBORA!
Ele se assusta, nunca a ouviu gritar antes. Ele percebe que há algo errado e pergunta dessa vez mais calmo?
-Cali o que houve? Saia daí e me conte.
-EU QUERO FICAR SOZINHA!
-Você não pode ficar trancada num banheiro para sempre!
-E PORQUÊ NÃO? SE EU POSSO FICAR TRANCADA DENTRO DE UM QUARTO QUAL O PROBLEMA FICAR TRANCADA EM UM BANHEIRO!
Nesse momento Minos respira fundo e encosta a testa na porta buscando as palavras. Ele sabia que ela estava sofrendo e não conseguia fazer nada para ajuda lá.
-Eu imagino o quão ruim deve ser ficar presa aqui dentro, sinto muito por não ter percebido antes, mas por favor, se não quiser sair ao menos me deixe entrar, só quero saber se você esta bem! Por favor me deixe fazer alguma coisa por você!
Ao ouvi-lo implorar Cali foi engatinhando pelo chão até a porta e a destrancou, voltando rapidamente a se sentar no lugar de antes.
Minos ouviu o som da porta sendo destrancada e a abriu devagar. Ao entrar no banheiro, viu Cali sentada no chão com as pernas flexionadas abraçando os joelhos.
Ele se agachou na frente dela e levantou seu rosto para encará-lo. Ele viu os olhos inchados e vermelhos dela e constatou que ela mais uma vez andou chorando.
— Por que estava chorando?
-Não é nada.
-Ninguém chora por nada, me fala o que aconteceu!
-Eu............Não dá pra explicar............por favor Minos me deixa sozinha
-Das vezes em que te deixei sozinha eu a encontrei ferida e desmaiada. Essa ideia esta fora de cogitação. Me diga o que eu posso fazer por você que farei qualquer coisa que quiser, mas por favor não me peça para deixá-la sozinha!
Cali se sensibilizou com aquelas palavras e começou a falar. As lágrimas começaram a sair mas ela não fez nada para impedir. Quando ameaçava baixar a cabeça, Minos a levantava para não quebrarem o contato visual.
-Eu........fiquei menstruada, estou com cólicas e não tenho como............como.......me “manter limpa”. Vou ficar assim por 7 dias. Eu não queria que me vice suja desse jeito.
Minos sentou do seu lado e a abraçou. Ela se encolheu nos braços do juiz e escondeu o rosto em seus pescoço.
-Eu não sabia que isso iria acontecer comigo aqui nesse lugar, me pegou desprevenida.
Minos se soltou dela e levantou estendendo a mão para que ela fizesse o mesmo, mas ela recusou.
-Não posso se eu me levantar vai escorrer e vai sujar tudo.
-Não vou deixar você ficar ai sentada por sete dias. Venha comigo, eu vou ajudá-la com isso.
Ele voltou a estender a mão para ajuda-la a se levantar. Ela esticou seu braço para cima e quando segurou na mão de Minos, este sem mostrar esforço algum a puxou para cima a trazendo para perto de si.
Ela se assustou com a forma brusca que ele a trouxera para perto mas depois se permitiu rir da situação pensando em como aqueles braços eram fortes e ao mesmo tempo confortáveis.
-Assim esta melhor, vamos sair daqui e resolver isso juntos, ok?!
Ela concordou e quando ambos foram sair do banheiro Minos reparou em uma mancha de sangue no chão e logo se lembrou da mancha que havia visto no corredor de acesso ao quarto. Uma ira brotou em seus olhos.
Cali que já estava dentro do quarto não entendeu porque ele ainda permanecia lá dentro e quando fez menção de voltar, Minos sai do banheiro a passos largos e para a uma certa distância dela.
Com os olhos faiscando ele brada:
-Por que você me desobedeceu?
Notas finais
Não se aflijam a Cali como toda mulher também sabe ser nervosa....
Até mais!
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