Não Há Erro em Amar
5 Capítulo 4: Identidade
Notas iniciais
Obrigada a todas que estam me presentiando com seus adoraveis reviews, galera havia prometido a duas flores que postaria ontem ou anteontem, mas deixe me explicar, sou uma garota trabalhadora, serio, trabalho num jardim de infancia e de sexta feira pra sabado teve a noite do pijama, passei a noite em claro lá na escolinha e sabado tava quebrada, dormi o dia todo, por isso estou postando hoje, garotas, pedão.
Bom espero que gostem do capitulo.
Boa leitura.
Bijokas de coco!!!
Identidade
Levantei-me a contra gosto, de certo odiava segundas feiras, mas estava feliz, era o primeiro dia da segunda semana do mês que teria de ficar sozinho na TH’s music e alem do mais hoje seria o dia da contratação de Amy, confesso que estava adorando a idéia, ela era o tipo de funcionário modelo, chegava na hora exata, nem mais cedo, nem mais tarde, fazia seu trabalho melhor do que era esperado e ajudava os outros funcionários, era educada e tinha estilo, algo que parecia estar atraindo os fregueses do sexo masculino em apenas uma semana, alem do mais, hoje, finalmente, eu teria uma ótima desculpa para descobrir um pouco mais sobre a garota de cabelos azuis, não vou mentir para mim mesmo, ela me despertava uma curiosidade quase insana, mas convenhamos, em quem não despertava? Uma grota tão bela e independente como ela chamava a atenção, o que mais me assustava era o fato dela só ter quinze anos e morar sozinha em um hotel, parecia que não tinha família, era obvio que nunca havia a perguntado, não havíamos tido um contato muito grande exceto pela segunda passada, mas de resto haviam sido bom dia, boa tarde e boa noite.
Sai do banho e escolhi uma roupa qualquer, uma camisa social azul marinho, uma calça preta e uns sapatos também pretos prendi o cabelo para cima e desci para tomar café, Kristien, minha nova empregada era um anjo,Clara havia me ligado na terça feira passada para me avisar que a minha nova empregada estava chegando, fiquei imensamente agradecido ao ver a mulher de uns trinta anos bater a minha porta, alem de ser discreta e arrumar tudo perfeitamente bem era uma ótima cozinheira, como a própria Clara havia falado, segundo ela, Tom era quem tinha dado a idéia de que ela tentasse encontrar uma empregada que cozinhasse bem, assim eu poderia ate engordar, sorri com a lembrança e senti um aperto no peito, estava com saudade de Clara e meus sobrinhos, mas a falta que sentia deles não era tão grande quanto a falta que sentia e Tom, agitei a cabeça para espantar os pensamentos e tomei meu delicioso café, acho que era bem provável que me apaixonasse pela Kristien, se não fosse pela delicadeza e beleza, seria pela comida, ri alto com o pensamento, a mulher que me observava olhou me intrigada e perguntou.
_Algum problema Bill?
_Não, só estava lembrando do meu irmão, saudade.
_Compreendo.
Ela me lançou um olhar doce e foi para algum lugar da casa, pouco tempo depois acabei meu café e fui para a loja.
_Bom dia menino Bill.
_Bom dia senhora Grint. – a cumprimentei alegre e beijei-lhe a testa – como foi o fim de semana? – perguntei enquanto caminhava para minha sala.
_Maravilhoso – a senhora que vinha logo atrás de mim com vários papeis na mão respondeu – Giuliani nasceu – ela respondeu alegre se referindo a sua netinha mais nova.
_Que ótima noticia senhora Grint – respondi a sua fala entusiasmado – e sua filha como esta? Já se recuperou do parto?
_Já sim, esta ótima! Toda prosa com a filhinha.
_Entendo – disse quando entrei em minha sala e coloquei minha pasta sobre minha mesa – mas diga-me uma coisa – mudei a expressão alegre para uma carrancuda – o que a senhora faz aqui?
_Eu? – ela estava desconcertada e eu me segurava para não rir – estou trabalhando.
_Mas que bela atitude – minha expressão estava ainda mais fechada – sua filha acaba de dar a luz e cá esta a senhora, trabalhando.
_Mas senhor – ela começou a argumentar, mas eu não me segurei e comecei a rir, na verdade eu gargalhava, a senhora que tanto prezava a minha frente fechou a cara, mas logo se pôs a rir comigo – seu moleque – ela disse entre risos – isso lá é brincadeira?
_Ah vovó – disse rindo enquanto a abraçava – desculpa vai, mas, por favor, vai pra casa, tire essa semana de folga, cuide da sua filha e da sua neta, elas precisam da senhora mais que eu agora.
Ela me abraçou, beijou meu rosto com uma certa dificuldade já que ela era bem baixinha e falou.
_Tudo bem meu filho, mas me diga, quem é que vai ficar no meu lugar enquanto eu estiver fora?
_A Amy – falei sem pensar – pegue suas coisa vó Grint e chame-a para mim, ela cuidará bem de mim enquanto a senhora estiver fora.
Ela me olhou desconfiada e então falou:
_Tudo bem, mas não quero saber dela tomando meu lugar antes do próximo mês.
_Pode ficar tranqüila, a senhora só sai de perto de mim quando a senhora se aposentar.
Ela sorriu e continuou.
_Acho bom, mas antes de ir meu querido, deixe-me lhe entregar os jornais – ela disse me passando um bolo de papeis cinzentos -, os relatórios que o senhor pediu para o Edgar – agora ela havia colocado sobre minha mesa uma pasta preta com os relatórios de vendas semanais que Edgar sempre fazia – e isso – ela me estendeu um envelope empresarial branco – é de seu irmão.
Quase arranquei o envelope da mão dela, o que a fez rir com minha empolgação, abri o envelope com cuidado e virei o conteúdo sobre a mesa, varias fotografias caíram sobre ela junto de uma carta e um cordão de prata com as letras TH a sigla, por assim dizer, do Tokio Hotel, coloquei o cordão e olhei as fotografias, eram três e em todas elas Tom estava bem ridículo, em uma babava enquanto dormia, em outra fazia uma careta enquanto cutucava o dedão do pé e na outra estava olhando com uma expressão um tanto quanto “gay” para um ponto distante, abri a carta e comecei a ler a letra redonda e bagunçada de meu irmão.
Oi Bill,
Como você vai?
Estamos bem por aqui, as crianças estão loucas, nunca as vi tão felizes, Clara também esta ótima mais calma e menos branquela, o sol da Austrália a esta fazendo bem, também estou muito bem por aqui, exceto pelo fato de que todo o dia sou bombardeado pelo mesmo pedido: “Pai compra um coala pra gente pai, por favor, por favor” ou então “Amor, mas os coalas são umas gracinhas, não custa nada comprar um, além do mais, as crianças iam adorar”. Pode um trem desses?
Passei um grande susto na sexta feira, estávamos na praia e Rian e August estavam brincado muito próximos à água, Clarinha e eu observávamos de longe e quando assustamos Rian estava dentro d’água, sai correndo atrás de meu filho, Bill nunca me senti tão mal, uma sensação tão ruim de que parte de mim estava indo embora pra sempre, ver meu filho se afogando foi a pior experiência pela qual já passei, graças a Deus eu e mais um homem conseguimos salvá-lo ele ficou internado e saiu hoje, sábado, pela manhã, tenho em mim que nunca precisei tanto de você, precisava de seu apoio.
Mas fora esse susto tudo esta bem, exceto pelo fato de estar longe de você, sinto saudade de você, alias, como esta o Bruno? E quanto a mamãe e os nossos pais? Estamos todos com saudade de vocês.Um dia desses August disse que queria que o padrinho estivesse aqui ai o Rian amarrou um pano preto na cabeça, como se fosse seu cabelo, e começou a imitar você, queria que você estivesse aqui pra ver, quase morri de rir, ai do nada o Rian começou a me imitar, ate pediu a Clara em casamento, cheguei a chorar de tanto que ri dos dois.
E a TH’s music e a Kaulitz Clothes? Você tem conseguido se virar? E a tal da Amy? Vai mesmo contratá-la? Espero que esteja tudo bem, e que você não esteja sobrecarregado, assim que eu estiver de volta tire umas ferias ok?
Ah viu o cordão? Achei ele em uma loja de musica, tinham exatamente quatro cordões, os comprei, estou usando o meu e mandei para Georg e para o Gust os outros dois, espero que você goste, senti saudade daqueles tempos, bons tempos.
E as fotografias? Mais três para a nossa caixa da vergonha, ate eu ri com essas, os responsáveis por elas são meus tesouros idênticos, estou perdido com esses dois.
Bom irmãozinho deixe-me ir, espero que se divirta nessas ultimas semanas sem mim, brincadeira.
Mil beijos Bill e mande um abraço para os outros.
Guardei a carta e as fotografias no envelope e fiz uma nota mental de que tinha de ligar para Tom para saber se Rian estava realmente bem, olhei para a senhora Grint e pedi para que ela fosse e chamasse a Amy, mesmo que ela não substituísse minha secretaria ela tinha de vir para que eu pudesse fazer seus documentos, não demorou muito e escutei batidas na porta mandei que entrasse e me surpreendi ao perceber que a garota que há dias atrás tinha os cabelos azuis agora os tinha verde florescente.
_Bom dia senhor.
_Bom dia Amy, e mais uma vez, por favor, só Bill, não gosto que me chamem de senhor.
_Desculpe-me – ela disse singela – Bom dia Bill.
Ri com a brincadeira e pedi que ela se sentasse.
_Bom Amy, acho que temos que preencher alguns papeis para a sua contratação certo?
_Sim, acho que sim – ela disse sorrindo.
_Pois bem – disse abrindo uma planilha – qual seu nome completo Amy?
_Amy Carun Nish.
_Idade?
_15.
_Pai?
_Arthur Milarin Nish.
_Mãe?
_Emily Carun Nish.
_Alemã, certo?
_Não, não, sou Francesa.
_Serio? Nossa que legal Amy, não parece, você nem tem sotaque.
_Obrigada.
_Fala línguas Amy?
_Sim, falo alemão, francês, inglês, português, italiano, chinês, japonês e um pouco de espanhol.
_Céus, onde cabe tanta informação assim?
_Não sei.
_Você estuda?
_Sim, no Centro Educacional de Hamburgo.
_É uma boa escola, e cara também, meus sobrinhos estudam na área de educação infantil.
_Sou bolsista. – ela respondeu rapidamente a uma pergunta que eu não tinha feito.
_Algum problema de saúde?
_Não.
_Nem alergias ou coisas do tipo?
_Não.
_Bom, é só isso, fez a carteira de trabalho?
_Fiz, e já ta registrada e tudo.
_Bom, amanha o meu advogado deve esta com o contrato pronto e ai você estará formalmente contratada.
_Ai que bom. – ela disse alegre.
_Amy – a chamei quando percebi que ela estava preste a se retirar – que mal lhe pergunte, onde estão seus pais?
_Eles faleceram ano passado, em um acidente. – ela disse sem muita emoção.
_Me desculpe, sinto muito.
_Não tem problema, esta tudo bem.
_Certo, mas, quem cuida de você?
_Eu.
_Tudo bem, quem tem sua guarda?
_Minha avó, mas ela não gosta muito de mim, por isso estou aqui se é o que o senhor quer saber. – ela disse firme e com a voz um oitavo mais alta.
_Perdão, não quis ser inconveniente, mas eu gostaria de te fazer uma proposta.
Ela ergueu a sobrancelha esquerda e voltou a se sentar.
_A senhorita deve saber que a senhora Grint vai ficar uma semana fora para cuidar de sua filha que acaba de ter um bebe.
_Sim eu sei.
_E bom, eu vou precisar de uma nova secretaria, estive pensando, talvez você queira ficar no lugar dela. – confesso que o meu tom não foi de quem pedia, mas de quem ordenava, de alguma maneira queria Amy ali, ao meu lado, e certamente se sentindo pressionada ela respondeu.
_Claro que fico senhor, quando começo?
_Hoje logicamente, não posso me dar ao luxo de ficar sem uma secretaria, por favor, avise a Richard que você ira substituir à senhora Grint e suba.
_Pois não senhor. – ela me olhou ferozmente deixando claro que estava apenas respeitando ordens, dez minutos depois ela estava de volta para ocupar temporariamente o lugar de secretaria, a garota que tinha, agora, cabelos verdes assustou um pouco os acionistas, diretores, gerentes e advogados que passaram por ali, mas eles logo se sentiram à vontade com ela que era sempre muito simpática, alguns homens mais velhos tentavam jogar um charme o que me deixou bem enciumado. O dia correu bem e as cinco ela bateu a minha porta.
_Com licença senhor, eu queria saber se posso ir, é que ainda tenho que ir a escola.
_Claro Amy, mas, o Centro Educacional não funciona pela manha?
_Não para os bolsistas – ela sorriu tímida – posso ir?
_Claro, alias, eu te dou uma carona, também estou de saída, e não proteste – disse ao ver que ela iria falar – é meu caminho.
_Assim sendo aceito de bom grado.
Terminei de arrumar alguns papeis e me encontrei com Amy no estacionamento, ela tinha uma mochila roxa com fivelas laranjas florescentes de enfeite e pra completar a mochila da garota rebelde haviam vários bottoms espalhados por ela com os símbolos do que julguei serem suas bandas prediletas, entre eles vi três do Tokio o que me fez sorri largamente, destravei o carro e ela entrou no banco do passageiro.
_Amy, quem é seu preferido do Tokio? – não podia deixar de perguntar, a curiosidade era muito grande.
_Nenhum – ela disse serena – todos vocês faziam parte da minha banda preferida, vocês foram os responsáveis pelas musicas que posso ouvir a qualquer momentos, tristes ou alegres, não há um integrante preferido, uma banda não é feita de um integrante, há apenas a minha banda preferida.
Confesso que fiquei sem graça e depois disso não falamos mais nada, confesso também que bem no fundo queria que a resposta dela fosse “você” talvez estivesse acostumado a ser o mais assediado e a resposta que tive me surpreendeu, rápido de mais na minha opinião chegamos à escola, ela saltou do carro, deu um tchau com a mão e disse:
_Ate amanha.
Depois ela se virou e entrou na escola, fui para a casa com a imagem dela na cabeça, o que me irritou, pois desde que a vi pela primeira vez voltar para casa pensando em Amy tinha virado uma rotina, uma rotina que eu não poderia aceitar, afinal eu, um homem de trinta e quatro anos não poderia e nem deveria se apaixonar por uma adolescente de quinze, estava aborrecido comigo e com Amy que para meu desespero aquela noite havia habitado também os meus sonhos.
Notas finais
Galerinha, quem também amou o cabelo "novo" do Bill poem o dedo aqui que já vai fechar e não adianda chorar nem espernear.
Amei o novo corte, bem melhor do que estava.
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