Não Há Erro em Amar

2 Capítulo 1: Minha doce decadência


Notas iniciais
Ta ai o 1º capitulo se alguém quiser mais é só falar,
o estilo é completamente diferente de frozen, essa é mais leve e romantica, espero que gostem.
Beijos a todas.
P.s. quem for preconceituoso nem comece ler ok?

Minha doce decadência

Aquele barulho irritante soou mais uma vez, já havia, infelizmente, perdido cinco preciosos minutos de sono e agora não podia mais me demorar na cama, levantei a contragosto, desde que nasci se tem uma coisa que sempre amei foi dormir, lentamente caminhei ate a janela e afastei as cortinas, o sol estava opaco, como deveria estar, o outono já estava para chegar e o clima não costumava ser o mais definido, em todo caso era final de verão portanto era normal o céu esta fechado e repleto de nuvens, olhei para meu quarto, estava, mais uma vez, organizado, fiz uma nota mental para não me esquecer de agradecer a Clara por ter me emprestado a empregada e de bom grado se prontificado a me arranjar uma outra empregada, Louis sabia mesmo arrumar uma casa, ate a manhã passada meu quarto grande e luxuoso estava pequeno e zoneado, e eu claro, não gostava da minha própria desorganização, mas a minha preguiça era grande grande de mais para que eu mesmo arrumasse, me espreguicei e peguei uma toalha no armário, passei pela estante de cds e meus olhos bateram nos cds da banda, room 483, scream e humanoid, os três únicos e bem sucedidos cds que lançamos, deveríamos ter ido em frente, mas eu não consegui.

Parei por um momento e fui ate a caixa de fotografias, agora não doía mais vê-las, só me traziam lembranças boas, Juliana era o nome dela, a única garota que amei em toda minha vida, a conheci a exatos 14 anos atrás, um belo presente de aniversario, loiro de olhos mel e 1,70 de altura, nós conhecemos no parque que meu irmão e eu alugamos para comemorar nossos 20 anos, comemoramos como 2 crianças que eramos, meus sobrinhos de 5 anos fizeram isso quando fizeram 4 anos, ri da lembrança, Tom estava casado há 8 anos e era pai de gêmeos, um ótimo pai diga-se de passagem, ele e Clara se conheceram em New York quando Tom foi fazer umas transações da empresa, ela uma advogada recém formada que o Georg havia contratado temporariamente para ajudar o Tom com os negócios e ele um recém empresário, se conheceram e namoraram por cerca de um ano e resolveram se casar, fui o padrinho claro, cerca de 3 anos depois Clarinha estava esperando Rian e August Kaulitz.

Fiquei extremamente feliz por meu irmão e fui “obrigado” a mudar de casa quando ele se casou, hoje somos vizinhos, para chegar a casa dele só preciso atravessar a rua. O fato é que me senti culpado quando o vi entrando na igreja, de certo modo sentia que eu deveria estar ali, amor, casamento, romance e qualquer coisa que envolvesse o assunto não interessava Tom. Por que eu não estava? Porque Juliana não estava mais comigo, não pense que ela foi porque quis, não foi, por uma infelicidade do destino ela foi vitima de um acidente horrível, sua moto entrou de baixo de uma carreta, morreu na hora, os primeiros 2 anos foram os mais difíceis e isso, infelizmente levou ao fim do TH, depois destes 2 anos tentamos voltar, mas eu não conseguia mais, cantar, estar em um palco, viajar, me lembrava Juliana, minha Juliana, não conseguimos.

Depois do fracasso que foi tentar trazer a banda de volta decidimos montar algo para trabalhar com o que gostássemos, montamos o TH’s music, trabalhamos com lojas, espalhadas por todo o mundo da musica e temos uma gravadora em Hamburgo, Tom e eu ainda somos donos da marca Kaulitz clothes, que tem ficado bem famosa, e assim tenho levado a vida, moro em uma casa enorme, mas passo a maior parte do tempo com meu irmão, posso trabalhar quando quiser e bem entender, mas prefiro dormir apenas 4 hr por noite, no fundo a minha vida não me é muito boa, não tenho exatamente o que sonhei, me lembro de uma vez que toscamente David tentou me consolar quanto a morte de Juliana, logo quando Tom conheceu Clara.

_Veja só Bill, você perdeu a Juliana para a morte, mas o Tom ganhou a Clara para a vida. – depois ele riu estrondosamente, não pude ficar com raiva, por dois motivos, 1: Ele estava bêbado, alias, trebado. 2: Ele estava certo, se Juliana não tivesse falecido naquela época ainda estaríamos com a banda e Tom não teria motivos para conhecer Clara e, bom, ele diz que ela foi o segundo melhor presente da vida dele, pois obviamente ninguém me tira o posto de ser mais importante. Ri da minha própria piada, guardei minha caixa e resolvi ir tomar um banho, afinal hoje era meu aniversario e eu tinha uma festa na casa em frente.

Sai do banheiro e quase morri de susto ao chegar no quarto.

_Tom seu idiota! Quer me matar do coração?

_Ta louco – ele gritou feliz – quero perder esse velho de meia idade não!

_Idiota! – disse rindo, era verdade, já estava bem “velho” 34 anos era bastante coisa – feliz aniversario. – disse e o entreguei uma caixa pequenina e preta. Ele olhou curioso, era certo que havia achado a caixa pequena de mais, menor que uma caixa de anel. Abriu curioso e ao ver o que era esboçou um sorriso enorme que só ele tinha.

_Não acredito! É linda. – disse observando a palheta de ouro com dizeres em ouro branco, “para sempre Kaulitz twins” e do outro lado “liberdade 89”.

Eu sorri ao ver o sorriso no rosto dele, uma palheta de ouro, era obvio que ele nunca usaria a palheta, mas era um agrado rico para um irmão querido de um homem de 34 anos solitário e milionário.

_Nossa, fico ate sem graça com o meu presente.

_A Tom, me poupe, você tem uma família para sustentar, eu não, se gastasse muita grana com meu presente eu te bateria.

Tom riu e me pediu para esperar, disse que tinha que pagar o presente lá embaixo, essa era a melhor parte de fazer aniversario, adorava ganhar presente, enquanto Tom desceu, eu troquei de roupa, uma t-shirt preta e uma calça jeans preta e all star, como dizia Clara eu parecia mais um adolescente que um homem de 30 anos, me perguntava constantemente se ela era cega para não ver que o marido era pior.

Tom estava com as tranças de 14 anos atrás, mas agora elas estavam loiras, seu Tom natural, e seu estilo não havia mudado nada, já eu continuava pintando o cabelo de preto, agora menos freqüentemente, e a maquiagem era menos forte, só o lápis traçando o olho, sem base ou outra coisa.

Tom estava de volta com uma caixa laranja enorme nos braços, ele colocou em cima da cama e pediu.

_Abre.

Não neguei, era louco com presentes, e aquele era grande e colorido exatamente como gostava, abri a caixa e vi a coisinha mais linda do mundo, um labrador estava lá dentro quietinho, latiu de leve para mim quando me viu o peguei e comecei a niná-lo.

_Você é lindo sabia? Macho ou fêmea Tom?

_Macho.

_Então seu nome vai ser Bruno.

_Bill, faça-me o favor, Bruno é nome de gente.

_E o cachorro é meu, dou o nome que eu quiser.

Ele balançou a cabeça negativamente e me olhou.

_Você deveria arranjar um filho sabia? Seria um bom pai.

_Porque você ta falando isso?

_Olha como você segura um cachorro, o carrinho é enorme, imagine-se então segurando um filho.

_Eu não quero ter um filho Tom, alias. Eu quero, mas a mulher com quem eu teria um filho não existe então eu não quero ter um filho.

_Eu entendo – ele se sentou ao meu lado e me abraçou, então acariciou meu presente e disse – e ai Bruno? Bem vindo a família garoto.

Ri de Tom, depois que virou pai estava mais calmo, responsável, enrugado e carinhoso, no fim estava muito mudado, bom, não tão enrugado, só aqueles sinais que aparecem quando alguém de 30 e poucos sorri. O telefone tocou, ele tirou do bolso e olhou o visor.

_Essa eu tenho que atender.

_Fala garotão.

_Obrigado filhão.

_To na casa do tio Bill.

_Isso, bem na frente de casa.

_Papai também te ama.

_Falo.

_Oi lindão do pai.

_Obrigado meu amor.

_To na casa do tio Bill.

_Vou.

_Ok Aug, o pai ta indo.

_Beijo garotão.

_O pai também te ama.

Ele desligou com um sorriso nos lábios, eram os filhos desejando os parabéns.

_Eram os garotos, — ele era só sorrisos, era impressionante como ele ficava besta com os gêmeos – te mandaram parabéns e estão chamando pro café.

_Ah, claro, mas eu vou ir na mamãe agora, mais tarde aparecemos para a festa.

_Ok então, vou ir ver minhas duas jóinhas idênticas.

Ri do comentário, Tom me deu um beijo na testa e saiu, sai logo atrás, peguei o carro e fui para a casa da mamãe, mais tarde voltaria para a festa que estávamos planejando, me sentia estranho, de algum modo sabia que meu 34º ano de vida seria um dos melhores de minha vida.

Notas finais
Falem o que acharam minhas lindas!! Posto mais se tiver pelo menos um review ok?