Não Espere
6 A Pedra Escalarte
Notas iniciais
sorry pela demora..tantos trabalhos me deixaram sem imaginação..--'
+ fiz um esforcinho e aí está! (:
a Luna vai entrar numa fase de "sem humanidade", sacas? kkkk =P
Boa leitura!
( Você tem todas as armas que precisa. Agora, lute. ) — Sucker Punch — Mundo Surreal.
Eu estava no mundo das sombras.
Parecia estar na fortaleza de Zattara. Ela estava na janela, e olhava pensativa para o horizonte. Naquele momento, ela não me pareceu tão assustadora — seu semblante era calmo e transmitia a pura inocência de uma garota sofrida.
Lissa se aproximou dela devagar.
- Ainda não conseguiu decifrar?
Foi quando vi que Zattara segurava um pedaço de papel meio queimado.
- Parece outra língua pra mim. — foi o que Zattara disse.
Lissa desdenhou.
- Desista.
- Não. — Zattara falou rápido. — Eu não posso. Nesse papel que você despreza está a resposta para tudo.
Lissa suspirou.
- Ninguém gostaria de ver a antiga Ordem novamente.
- Deixe que eles procurem — Zattara esboçou um sorriso malicioso. — Vamos ver até que ponto os Resgatadores são capazes de chegar.
- Luna! — Leon me chacoalhou, e acordei atarantada. Ele sorriu pra mim, e então que estava debruçada sobre ele.
Eu havia dormido abraçada com ele!
Estávamos estirados na grama, no meio da floresta. O sol bateu e esquentou meu rosto sonolento e grogue.
O sonho teria sido real? Seria um aviso? Ou teria sido um verdadeiro pesadelo?
Dei um pulo, me afastando.
- O-o que houve? — perguntei, tirando pedaços de grama do meu cabelo. — Nós dormimos aqui?
Leon tinha um olhar divertido.
- Você estava cansado e com frio. Aí você desmaiou de sono.
Penteei o cabelo com os dedos.
- Estamos ferrados...
Ele riu, se levantando.
- Se está pensando no seu pai, esqueça. Airon deve estar desmaiado de bêbado.
- Olha. — eu suspirei. — Eu sinto muito por ontem. Lissa não fez por mal.
- Eu sei que você e ela têm um longo histórico — falou ele. — Eu mesmo não sou nenhum exemplo quando se trata de interagir com inimigos.
- Mas o que significa aquela coisa de Pesadelos? — perguntei. — Eu sempre pensei que eles eram somente sonhos ruins.
- Eles são muito mais do que isso — Leon ponderou. — Eles se ocultam tão bem quanto os Ceifadores. Ao ser tocada por eles, você passou a ser mais vulnerável a coisas ruins. E temos que tratar isso.
- E o que pode acontecer? — eu o olhei melhor. — Isso tem haver com a minha Morte?
Ele desviou o olhar.
- Pode ser que sim.
Fez-se silêncio.
Eu me lembrei do sonho. O que Zattara estaria escondendo? Por que não apareceu até agora?
- Escute — eu falei. — O Ceifador...ele não vai mais procurar por mim. — engoli em seco. — Eu irei implorar pra morrer.
Leon me olhou sem dizer nada, e continuei:
- Minha alma é valiosa. Meu escudo protetor é impenetrável para ele.
Leon sorriu.
- Você é uma ameaça pra qualquer Ceifador, Luna. Nunca houve uma Indomada tão forte quanto você.
- Talvez sim.
Eu permaneci tensa, e me virei bruscamente para ver Marion.
- O que faz aqui? — vociferei.
- Soube do ataque — ela meneou a cabeça. — E que esteve com a Ceifadora.
- Puxa, como as notícias se espalham rápido por aqui... — ironizei.
- Marion. — Leon falou.
Ela deu um passo à frente.
- Já devia ter parado de andar com aquela Ceifadora.
- Era o meu aniversário! — eu me enfezei.
- Você não arriscou só a si mesma, mas a todos nós — repreendeu ela, em um tom alto. — Se os Ceifadores souberem que os Mestiços estão do lado dos Resgatadores...
- Marion, a Ordem é segura. — Leon argumentou. — Nenhum Ceifador entra lá sem ser visto.
- Não mais. — ela me deu um olhar firme. — Porque ela foi tocada por um Pesadelo. Coisas ruins vão acontecer.
Meu sangue ferveu de raiva — uma raiva que eu nunca havia sentido. Marion havia alterado meus nervos.
- Cala a boca — murmurei, dirigindo-lhe um olhar voraz. — Você não sabe nada sobre mim. Não tem o direito de interferir em nada. Estou cansada de você sempre se achar a melhor em tudo! — a cada frase, eu dei um passo, e ela recuou.
Ela me encarava com o mesmo olhar, mas com um pouco de medo.
- Já está começando, não é? O veneno do Pesadelo já está nas suas veias...não vai demorar muito para que o pior lado de você apareça.
Dei-lhe um empurrão, o que só fez com que ela se certificasse mais ainda que havia algo de errado comigo.
- E você, Marion? — franzi o cenho. — Não pode falar que sou perigosa. Nas suas veias também corre sangue assassino — sorri. — O seu pai abandonou você. Não, pior — eu me fiz de rogada, e a olhei. — Ele nunca quis saber de você. Você tem medo dos Ceifadores, mas tem sangue de um — eu a encarei. — Você é metade Ceifadora também.
- Luna! — Leon arquejou, claramente alarmado; me olhando assustado.
Marion me olhava chocada. Naquele momento, confesso que meu coração pesou. Lembrei-me do como Rachel me tratava, e notei, em horror, que havia me rebaixado ao pior nível possível: o da mediocridade.
Uma lágrima escorreu pelo rosto de Marion.
- Você realmente se superou. Sabe, eu nunca achei que você fosse capaz de fazer algo tão...baixo. — ela fungou.
- Marion, não é ela. — Leon disse. — É o Pesadelo.
- Não — ela revidou. — É realmente ela mesma.
Eu dei um passo à frente e Leon me segurou.
- O que você esconde por trás dessa sua pose de durona, hã? — eu continuei, mesmo com as investidas de Leon.
- Me diga você — ela revidou.
Pela raiva, consegui escapar das mãos ávidas de Leon, e parti pra cima dela como uma fera. Uma parte de mim onde ainda havia sanidade me dizia para não fazer aquilo, mas Marion e eu já estávamos rolando no chão.
Entre socos, pontapés e puxões de cabelo, minha raiva só fazia crescer. Talvez ela achasse que estávamos brigando por mais que isso — por Leon.
Era como se o meu corpo estivesse sobre algum tipo de controle.
- Esse era o seu lado desconhecido? — Marion gritou enquanto segurava meus pulsos. — Talvez haja um lado sombrio em você também...escondendo o quê? O medo que você tem de morrer e perder o mundo que ganhou?
Eu trinquei os dentes.
- Você me feriu também — explicou-se ela. - Nada mais justo do que você sofrer também.
Quando nos viramos, uma coisa caiu do meu bolso e rolou pelo chão, o que fez Marion e eu pararmos.
- O que é isso? — ela se desvencilhou de mim.
- É meu! Devolva! — gritei quando ela o apanhou.
Marion examinou com cuidado a primeira pedra.
- Uma Pedra Escalarte? — murmurou ela, me olhando abismada. — Onde conseguiu?
- Eu encontrei — menti facilmente.
- Está mentindo. — ela se esquivou quanto tentei pegá-la.
- Eu ganhei de presente, tá legal? — vociferei.
- Espera aí — Leon se aproximou. — Por que não me contou, Luna? Lissa... — ele lembrou. — Ela te deu isso?
- Aquela Ceifadora? É pior do que eu pensava — Marion disse.
- Dá pra parar? — falei, com raiva. Aquilo me dava nos nervos. — Vocês falam como se fosse uma bomba que fosse explodir!
Marion analisou a pedra mais uma vez.
- Talvez seja.
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- Luna, peça desculpas a Marion — Airon cruzou os braços, indignado.
- O quê?! — eu disse. — Ela começou! — eu apontei. — Eu só me defendi!
- Peça desculpas. — ele falou de novo. — Vai ser o primeiro passo para o veneno do Pesadelo sair de você. Ainda não temos ideia de como fazer isso.
- Não! — falei. Todos na sala se assustaram com o meu tom: Jennifer, Anne, Alex, Harry, minha mãe, Leon e até Jane. Airon permaneceu intacto, como Marion.
- Eu não vou permitir que essa coisa domine você. — meu pai disse.
- Eu estou bem! — falei, convicto; embora não estivesse mesmo. Eu não queria admitir.
- E não é só isso — Marion suspirou. — A Pedra Escalarte. — ela estendeu para Airon.
- O quê? — arquejou ele. — Como...isso esteve perdido por anos! Você estava com isso, Luna? — ele balançou a pedra.
Eu olhei para Marion.
- Você me entregou.
Ela deu de ombros.
- Não preciso das suas desculpas.
- Quer saber? — eu me afastei. — Foi o pior aniversário da minha vida! — bati na mesa com força.
- É da antiga Ordem — Airon falou, o que me fez virar de novo.
Levantei os braços.
- Vão começar os malditos enigmas?
Ele sorriu.
- Essa pedra é mágica. Foi criada por um Resgatador que viveu nos tempos de Zattara, mas se perdeu. Era usada para espionar e conter informações importantes.
- Legal — cruzei os braços. — Então aí dentro existem lambranças da antiga Ordem.
- Espera aí — Marion disse. — Isso pode nos ajudar de alguma forma! Como fazemos para ver?
Parei pra pensar. Será que Lissa havia me dado aquilo para me ajudar com a minha Morte?
- Não lembro exatamente como funciona — Airon protelou.
- Deixe-me ver. — Marion foi tocar a pedra; mas, assim que encostou, ela foi queimada e gritou. — Aw, merda! — gemeu.
Segurei o riso.
- Olhem! — apontei.
A pedra começou a brilhar e flutuar. No ar, várias imagens confusas começaram a ser projetadas. Do nada, a pedra começou a vir na minha direção até parar na minha mão.
- Ah, meu Deus! — murmurou Jane. — Luna, a Pedra Escalarte se identificou com você!
Uma luz me cegou.
" Eu estava nos corredores da antiga Ordem. Tudo era cinza; como se eu estivesse em um filme antigo. As pessoas usavam roupas estranhas pra mim. Murmúrios de Ceifadores circulavam. Todos passavam por mim, mas não me viam.
Escutei uma garota chorar.
Ela estava sentada, encostada na parede em um canto. Debruçada sobre os joelhos, ela soluçava, chorando. Passos soaram pelo corredor e ela levantou a cabeça.
Era Zattara.
Ela parecia mais inocente, só que em seus olhos havia o brilho vermelho.
Então eu reconheci Clara, a grande amiga de Zattara. Ela também tinha o aspecto de garotinha — e se parecia comigo.
- Eu sinto muito. — Clara disse.
- Não! — Zattara gritou.
Tudo mudou.
Eu vi Leon. Ele sorria abertamente e andava de mãos dadas com uma garota.
Marion.
Ela estava diferente também: seu cabelo era mais longo e seu semblante, mais alegre. Até que uma sombra se ergueu atrás deles. Marion ficou amedrontada e se posicionou atrás de Leon.
Tudo se embaçou. eu caí no meio de uma floresta horrenda; totalmente negra. Eu estava num vestido branco, que logo sujou de lama. Eu corria por medo de alguém.
Meus passos eram desajeitados pelo cansaço. Uma figura encapuzada vinha atrás de mim.
Minha Morte.
Num minuto, eu quase vi seu rosto por completo; mas caí, derrotada.
Foi quando vi outra pessoa. Era uma garota negra. Ela me ajudou a levantar.
- Você precisa desvendar tudo isso, Luna — disse ela; sua voz, distante. — Não pode deixar que pequenas coisas vençam você.
- Mas o que devo fazer? — perguntei.
- Você só precisa agir com destreza.
Aí tudo se desfez.
- Ah! — arquejei, largando a pedra, e sendo segurada por Leon.
- O que você viu? — Jennifer perguntou, curiosa.
- Muitas coisas — respondi.
- É,mas que tipo de coisas... — Marion cruzou os braços.
Fiz muxoxo pra ela.
- A antiga Ordem, quase vi o rosto do meu Ceifador, e vi você e uma garota negra. — franzi o cenho.
- Eu? — Marion se surpreendeu.
- Garota negra? — Jane falou.
- Não sei muito bem, mas quer dizer alguma coisa — continuei.
- Basicamente, três coisas. — Leon disse.
- E você tem alguma ideia de como e por onde vai começar? — Marion me desafiou.
Não havia sentido naquilo; é claro. Mas de fato batia com tudo o que estava acontecendo.
Mas, na minha concepção, aquilo tudo — Marion, meu Ceifador e Zattara — só poderiam significar uma coisa.
Para obter as respostas que eu queria, eu precisava correr atrás do que eu mais temia.
Notas finais
comentem, please!! ñ é fácil escrever uma fic, viu? xD
no prox cap vcs vao conhecer um lado sombrio da Luna..hihi
Kisses
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