Não Escolhi Amar Ele

3 Capítulo 3 - Primeiro Contato


(Daniel)

O que será que aconteceu com o Lucas, ele está muito desanimado vou me vestir e ir esperar ele no ponto de ônibus.

Peguei a bermuda me vesti e fui até o ponto esperar o ônibus chegar, já eram 20:30 e essa bosta de bairro estava totalmente deserto apenas eu na rua. Pra minha sorte o ponto era na rua de trás de casa então rapidinho eu chego lá.

Cheguei e esperei apenas alguns minutos pois logo o ônibus no qual Lucas vinha chegou.

– Eae maninho tudo bem? Cumprimento ele com um abraço

–Ah cara! Mais ou menos, vamos indo te conto no caminho. Respondeu ele com uma afeição triste

Não gosto de ver meus amigos assim ainda mais meu melhor amigo, preciso descobrir o que ta acontecendo com ele e como ajudar.

–Fala por que você está assim cara, você não é desse jeito

–Então, lembra que eu e a Melissa íamos ao Zoo hoje cedo né?

–Lembro sim, mas o que isso tem haver?

–Descobri uma coisa que me deixou muito abalado cara. Uma coisa que eu jamais esperava que ela fosse fazer

–Lucas para de suspense cara, diz logo o que ela fez pra você

–Vou contar por partes, tudo o que eu fui percebendo durante o dia

–Tá bom! Só espera ai rapidinho vou pegar a chave aqui no bolso por que eu tranquei o portão pois minha mãe está dormindo já!

–OK!

Procurei e peguei a chave do portão e da porta da sala, eu estava muito curioso em saber o que tinha acontecido em um único dia mas percebi durante o caminho pra casa que ele estava muito tenso e precisava tentar acalmar ele.

–Vem chega ae. Toma um pouco de água.

–Valeu cara!

–Quer comer alguma coisa?

–Não, Obrigado!

–Então vamos pro quarto para não acordar minha mãe.

Entrei no quarto e pedi pra que se sentasse na cama, ele era de casa e nunca precisei pedir pra ele se sentar mas vi que precisava de atenção pelo seu estado. Fechei a porta e me sentei ao lado dele na cama.

–Pronto vamos lá! Me conta tudo com calma.

–Então, quando eu a Mel chegamos no terminal rodoviário ela encontrou algumas amigas dela do curso de inglês e as meninas conversavam com ela rindo de mim toda hora.

–Tá, mas calma o que as amigas dela têm? Por que estavam rindo de você? Ainda não estou entendendo Lucas.

–Calma já já você percebe o que eu também demorei para perceber. Dentro do ônibus indo para o Zoológico ela não parava de mexer no celular eu perguntei pra ela com quem ela tanto falava e ela disse que eram essas amigas dela. Fiquei na minha e continuei ouvindo música.

–Nossa! Então ela era muito amiga dessas meninas por que nunca vi a Mel com celular na mão a não ser para falar com você. Digo meio admirado

–É até eu admirei quando vi ela falando com as garotas a todo minuto, mas deixa eu continuar.

–Ok! Desculpa.

–Lá no zoo Mel foi ao banheiro e a bolsa dela ficou comigo eu mexi no celular dela, por que ele não parava de vibrar e quando vi as mensagens fiquei chocado cara... Nenhuma era das meninas

–Porra! Então com quem ela estava falando tanto assim?

–Com um tal de Robert...

Percebi que quando ele falou esse nome ficou meio deprimido e com um pouco de raiva e logo quis saber quem era esse cara.

–Tá mas quem é esse cara? Não vai me dizer que ela...

–É cara ela estava me traindo com ele. Disse ele com os olhos cheios de lagrimas

–Nossa mano que foda, não acredito que aquela vadia teve coragem de fazer isso com você.

–É mano, eu gostava dela e não esperava isso jamais! Com as lagrimas começando a escorrer em seu rosto ele me falou essas palavras.

Fiquei com muita dó disso tudo e não sabia o que fazer. Por impulso apenas abracei ele forte, acho que ele precisava de chorar um pouco.

–O que você tá fazendo caralho? Diz ele assustado.

–Calma cara, você está mal e precisa de um ombro amigo, pode desabafar comigo afinal você é como um irmão pra mim.

E ele começou a chorar mais ainda, encostou a cabeça no meu ombro e relaxou chorando demais. Nunca tinha visto o Luquinha esse jeito, abracei ele bem forte e disse.

–Calma maninho, você vai encontrar pessoas melhores que ela. Mas ele nem me respondia, acho que ele amava ela muito. De repente ele diz com um tom grosseiro.

–Porra cara, eu nem amava ela tanto assim mas o que mais machuca é ela ter me traído, isso nãos e faz!

Me assustei no jeito que ele falou, deitei ele na minha cama e apaguei a luz, arrumei o colchão para eu dormir no chão, não iria deixar ele jogado num lugar duro e com friagem. Disse pra ele se acalmar e dormir um pouco que eu estava ao lado dele e sempre irei te ajudar.

Peguei a coberta e me deitei. Quando ele me chama.

–Dani.

–Fala maninho.

–Deita aqui cara, sei que pode parecer estranho mas não é pra você ficar no chão frio por minha culpa

–Ah cara certeza? É meio estranho. Dei gargalhadas e continuei onde estava.

–Vem logo mano, você mesmo disse que somos quase irmãos.

–Tá bom!

Me levantei e deitei lá ao lado dele, era estranho eu fiquei com receio de deitar ao lado de outro homem mesmo que somos amigos eu nunca tinha feito isso antes e pra piorar ainda mais o meu estado tenso ele chega mais perto de mim e fala.

–Se cobre com uma coberta só Daniel, para de ser caipira. Jogando a coberta por cima de mim

Meu coração acelerou não sei por que, acho que eu estava tenso com a situação do meu melhor amigo estar na mesma cama que eu e por um instante quando percebi estava abraçando ele. Foi muito esquisito, nem eu mesmo notei que estava abraçando meu amigo, mas quando ele recebeu o abraço ficou calmo e a respiração ofegante dele diminuiu muito então continuei abraçado com ele.

–Lucas, desculpa te abraçar assim de repente, acho que você precisava de um abraço e eu automaticamente te abracei.

–Relaxa cara, realmente eu preciso de um abraço e você está sendo o melhor amigo do mundo. Obrigado por existir e estar sempre comigo. Disse ele me abraçando muito forte

Comecei a sentir o cheiro do perfume dele, minha pulsação foi aumentando e minha respiração ficando mais frequente. Meus dedos começaram a acariciar os cabelos dele. E então senti as mãos dele passando levemente nas minhas costas e me agarrando firme como se eu fosse a última pessoa do mundo.

Sinto que começo a ficar com o pau duro e isso não me incomodo pois eu estava gostando de fazer carinho nele, por um momento esqueci que ele era homem, esqueci que ele era meu melhor amigo. Eu só queria curtir esse momento que estava excelente e aparentemente reciproco. A mão dele subiu chegando ao meu rosto, ele acariciou e passou os dedos nos meus lábios. Foi quando eu não resisti e o beijei.

Ele tinha se esquecido de tudo de ruim que tinha acontecido e estava me beijando loucamente, passando a mão em meus cabelos e eu esfregando a costa dele, em baixo da coberta estava começando a ficar quente mas não queríamos parar. Senti o pau dele encostar no meu e estava duro também. Paramos de nos beijar e ficamos deitados, abraçados apenas ouvindo o silêncio da noite, ouvindo a respiração um do outro, sentindo os corações batendo rapidamente e minutos depois estávamos dormindo, abraçados como um casal.

–Porra Daniel o que é isso? Diz ele as 3:00hs da madrugada me empurrando para o lado.

–Que foi mano? Pergunto com voz de sono e sem saber o por que ele estava nervoso

–Affs cara! Não acredito que a gente se beijou puta que pariu mano! Eu não sou gay porra.

–Cara me desculpa, mas foi você que me abraçou e senti vontade de te beijar não sei por que e eu também não sou gay...

–Ah mano, vai se ferrar por que você não me disse que era gay, affs esquece isso tudo ouviu? Não conta pra ninguém jamais! Vou me deitar no chão.

–Não sou gay cara e relaxa eu não vou contar para ninguém, não sou doido de fazer isso.

Eu tinha beijado meu melhor amigo, estávamos deitados em uma só cama abraçados como namorados. Não sei ao certo por que fizemos isso, talvez por que ele estava carente mas e eu? Por que fiz isso? Não conseguia parar de pensar nisso e o pior é que eu gostei, foi algo intenso e aparentemente foi reciproco, mas foi passageiro espero que não se repita.