Não Desista. Nunca Desista.
6 Capítulo 5 - Uma Nova Sombra (Parte 2)
Notas iniciais
Não consegui postar ontem, mas ta ai a parte 2 do capítulo 5 :)
Boa leitura.
Hospital Seattle Grace Mercy West, 11:30hs
Callie finalmente terminou a operação e como já era de costume o primeiro a fazer foi ligar o celular e ver as mensagens, tinha duas, a primeira enviada por seu pai: “Olá Calliope, espero que esteja bem, acabo de comprar pela internet e com caráter de urgência em uma loja localizada em Seattle três chips GPS, que são colocados por baixo da pele. Os dispositivos, segundo as especificações que li se ativam ao serem injetados com uma seringa especial e a bateria é de duração ilimitada porque se carrega continuamente com o calor corporal. A razão de minha urgência é que esta manhã ouvi a notícia que encontraram uma mulher que foi sequestrada há algumas semanas, é a segunda que encontram nas mesmas condições e existe uma terceira que a polícia está procurando. Estou preocupado com você e com Aria, porque vocês cumprem o “padrão” das mulheres sequestradas. Aria está de férias na Europa, mas igualmente estou fazendo questão de que coloque seu chip. Comprei três chips, um para você, um para Sofia e outro para Arizona. A loja me informou que os chips já foram despachados para o hospital, por favor passe na recepção e veja se estão lá. As seringas tive que comprar em outra loja que não tem entrega a domicílio, mas fica próxima do hospital, assim que puder passe lá para pegá-las, quanto antes melhor. Se cuidem, Te quiero, Carlos. Ps: Avise-me quando as três colocarem os chips.”
Callie obediente e um pouco preocupada foi até a recepção do hospital para averiguar si havia realmente chegado o pacote com os chips GPS, enquanto ela lia a sms de Arizona. Callie respondeu “Amor, saí da SO, onde você está ?” Logo em seguida recebeu a resposta de Arizona “Estou na cafeteria com Cristina, por favor venha para cá agora”.
Chegando a recepção Callie perguntou sobre algum pacote para ela e realmente lá estava, pegou e rumou para a cafeteria. Os chips estavam em uma caixa transparente, mas de um material diferente que ela não reconheceu, supôs que era para proteger os pequenos e sofisticados equipamentos. Logo que leu a parte de trás do pacote entendeu que o material bloqueava a emissão de sinal do chip e assim evitava descarregar sua bateria antes que o usuário injetasse debaixo da pele.
Arizona estava sentada com Cristina em uma mesa, mas sempre olhava na direção da porta para ver se Callie estava entrando, finalmente a viu e ficou aliviada, por fim poderia informa-la das últimas notícias.
Callie as viu e se aproximou da mesa, cumprimentou Cristina e deu um beijo rápido em Arizona como cumprimento. Em seguida notou a cara de preocupação de Arizona e perguntou: — Céus, o que houve?. – Arizona contou o que tinha escutado da notícia, mas falava tão rápido que parecia estar soprando as palavras e às vezes gaguejava sintoma de que estava sumamente nervosa e preocupada.
Ainda que Callie já soubesse do que se tratava pela sms que recebeu de seu pai, decidiu deixar Arizona falar, notava-se de longe que ela estava nervosa e preferiu não interrompe-la, até porque ela falava rápido demais que Callie não encontrou uma forma de fazê-la parar, o único que fez foi passar a mão por suas costas fazendo movimentos suaves para tranquiliza-la enquanto ela continuava falando.
Cristina também ficou quieta e ouvia com atenção tudo o que dizia Arizona.
Quando finalmente terminou de falar Callie disse:
- Acabei de receber uma encomenda do meu pai, quem se mostrou tão preocupado quanto você ao ver essa notícia e me enviou três chips GPS que se ativam ao serem injetados debaixo da pele, possuem uma pilha especial que mantêm sua carga com o calor do corpo, já tenho eles aqui comigo. – abriu a mão e mostrou os chips – As seringas necessárias para injetá-los eu tenho que ir buscar em uma loja aqui perto do hospital, tenho outra cirurgia daqui à uma hora, mas quando eu sair passarei por lá para pegar, assim que essa noite quando voltarmos para casa poderemos injetá-los antes da nossa maratona... – Disse levantando uma sobrancelha e em um tom sensual com intenção de tranquilizar Arizona sem dar importância a Cristina que estava ouvindo, e que sabia muito bem que “Maratona” era essa.
Arizona um pouco mais tranquila agradeceu internamente a genial ideia do pai de Callie e sua rápida reação ante o alarme que colocaria potencialmente em perigo a vida de sua filha.
- Por que ele enviou três chips ?
- Um para você, um para Sofia e um para mim. – Respondeu Callie.
Arizona com um sorriso travesso ficou comovida porque o pai de Callie havia comprado um chip para ela, então pegou a mão de Callie e disse:
- Mas eu não sou a Deusa Sexy Latina, filha de um pai milionário.
- Mas você é a coisa mais importante para a filha desse pai milionário e ele sabe disso, assim comprou também um chip para você. – Respondeu ela no mesmo tom apertando um pouco a mão de Arizona.
Arizona sorriu e então brincando perguntou para Callie dando-lhe um beijo na testa:
- Você pagaria resgate por mim ?
- Amor, eu daria a minha vida por você. – Callie disse sorrindo
Arizona lembrou do ocorrido com Gary Clark e pensou “Isso é verdade, ela daria mesmo”.
Cristina que até agora havia escutado toda a conversa interrompeu os pensamentos de Arizona e falou brincando:
- Por Deus, como é possível que eu tenha errado tanto nessa vida ? Ao invés de ter casado com um homem que até trair me traiu eu devia ter casado com você Callie Torres, uma “Deusa Sexy Latina”, — disse imitando a voz de Arizona – E ainda filha de um milionário. Estive tão perto, vivi debaixo do mesmo teto que você durante anos o único que tinha que fazer era pular a cerca e por cara de luxúria e felicidade que tem as duas todo o tempo parece que isso de “cavar buracos” não é tão ruim assim. Como eu pude ser tão estúpida ? Me diga Callie, você pagaria resgate por mim ?
- Claro que sim Cristina, pagaria o resgate... – Fez uma pequena pausa e continuou – Pagaria o resgate para que não te devolvessem. – Disse dando uma gargalhada contagiante e logo as três estavam rindo alto na mesa.
Arizona nesse momento percebeu o olhar de Cristina, ela realmente gostava de Callie, estava longe de ser igual a ela e Meredith, mas dava pra notar que ela realmente gostava de Callie e isso era impressionante, Cristina era uma pessoa a seu juízo estranha, quase um robô que demonstrava quase nenhum ou nenhum afeto para com as pessoa, mas mostrava obviamente que por Callie ela tinha carinho. Logo pensou: “Na realidade, Callie é um lindo ser humano, tanto que consegue até que alguém como Cristina goste dela e a admire”.
Enquanto pensava isso, Arizona olhou Callie nos olhos e ela notou a admiração e o orgulho no seu olhar e se aproximou para dar um beijo em sua testa.
Logo, olhando para Cristina, Callie disse sem deixar de sorrir:
- Cristina, falando sério, eu te considero minha amiga e gosto muito de você, nunca esquecerei quando nesse hospital todo mundo me via como um bicho raro e você sempre me respeitou, nunca senti que você me tratasse diferente, sempre me respeitou, e eu sei que debaixo de toda essa armadura você tem bons sentimentos, sendo assim, sim Cristina, eu pagaria resgate por você, não creio que daria a vida como eu obviamente faria por Arizona, mas sim, definitivamente eu pagaria o resgate.
Arizona sorriu para si mesma e lembrou das palavras de Bailey: “Callie é sincera, às vezes é sincera até demais...”
Cristina respondeu com ar engraçado tratando de mudar o rumo da conversa, já que não gostava dessas expressões de afeto e carinho:
- Então eu quero o meu chip. – Cruzou os braços e apertou os lábios com força para dar mais força a sua expressão de criança mal criada.
- Esta bem Cristina, eu mesma vou comprar seu chip – Disse Callie em tom maternal.
Depois que as três terminaram de almoçar foram caminhando até os vestiários a fim de se preparar para as operações que tinham programadas. Callie pegou o que precisava de seu armário e o fechou a chave, então se deu conta que ainda tinha nos bolsos do avental o sua aliança e a pulseira “Beauty and the Best”, que preferia guardar em um lugar seguro antes de entrar na SO outra vez, temendo que pudesse cair de seu bolso. Callie ia abrir seu armário de novo, mas percebeu que Arizona ainda tinha seu armário aberto e assim disse:
- Opa, fechei meu armário, você pode guardar isso aqui no seu ? – Disse entregando as coisas.
- Sim, eu as guardo aqui.
Cristina saiu primeiro rumo a sala de cirurgia, enquanto Callie e Arizona ficaram sozinhas no vestiário. No mesmo instante que Cristina fechou a porta atrás dela, Callie em um movimento rápido puxou Arizona pela cintura a olhou por um segundo com olhos de desejo e luxúria e a beijou. Um beijo intenso, apaixonado e as duas mulheres se estremeceram pelo efeito que esse beijo provocou em seus corpos.
Quando seus lábios se separaram em busca de ar para respirar, Callie levantou uma sobrancelha em um gesto totalmente sensual e disse a Arizona olhando-a com desejo:
- Prepare-se para nossa maratona de hoje à noite, vou fazer amor com você de mil maneiras diferentes.
Arizona soltou um gemido de prazer e disse excitada: — Por Deus Callie, como você me diz isso agora ? Tenho que entrar numa sala de cirurgia.
Callie sorriu e disse: — Comigo nesse hospital, cedo ou tarde você vai ter que se acostumar a ir para a SO excitada. – Deu mais um beijo de tirar o folego e saiu do vestiário deixando Arizona de boca aberta enquanto “Arizonita” estava totalmente úmida, excitada, totalmente excitada.
Arizona terminou de se preparar e assim como estava foi para a sala de cirurgia, disposta a cobrar de Callie essa noite o sexo louco e ardente, o estado precário que em ela a havia deixado com seus beijos e palavras de luxúria.
Nas proximidades do Seattle Grace Mercy West
Callie terminou a operação antes de Arizona, assim que foi ao vestiário tomou um banho rápido e decidiu ir a loja retirar as seringas antes que eles fechassem e logo iria para seu apartamento esperar Arizona. Já havia enviado uma sms para Mark para que ele e Lexie ficassem com Sofia essa noite, tinha planos românticos para sua esposa, que incluíam um banho de banheira, velas românticas, vinho e por suposto muito muito amor.
Callie colocou seu jeans, uma camiseta e sua jaqueta de couro. Pegou os chips GPS e os guardou no bolso traseiro de sua calça. Foi ao seu apartamento, mas quando ia abrir a porta procurou as chaves e não as encontrou então se deu conta que havias as deixado no seu armário. Desceu as escadas e se dirigiu ao hospital, a entrada estava bastante escura há essa hora, não se via nenhuma viva alma, quando estava quase chegando pegou seu celular para mandar uma sms para Arizona para dizer que estava voltando porque tinha esquecido as chaves, no entanto antes de começar a escrever de assustou com o barulho de uma freada brusca de uma ambulância, intrigada se aproximou da porta traseira para ver o que tinha acontecido, a porta se abriu, a cama estava vazia, no entanto havia um homem latino sentado. Callie não se deu conta que o condutor da ambulância havia descido e estava atrás dela. Sentiu um forte golpe na cabeça e tudo escureceu, seu celular caiu no chão próximo a entrada do hospital. O motorista entrou rapidamente na ambulância, o homem latino agarrou os braços de Callie e prendeu seus pulsos nas costas, finalmente passou fita adesiva na sua boca justamente antes de coloca-la o homem pode perceber o quanto era bonita e sensual a mulher e pensou “Que desperdício, uma mulher tão linda e sexy como você dentro de algumas semanas estará morta, jogada a beira de alguma estrada...”.
Essa noite não haveria sexo, velas românticas, vinho... Haveria angustia, lágrimas e medo, muito medo...
Essa história continuará...
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