Não é mágico! É o Alquimista de Oz!
2 Capítulo 2
Notas iniciais
— ELE NÃO PODIA TER FEITO ESSA SACANAGEM COMIGO! ELE NÃO PODIA! EU VOU ARRANCAR OS GESSOS DELE! Mas só depois de desenhar neles, óbvio. – Lumi disse com raiva (ou quase isso) após ligar pela décima oitava vez para Ed (e tudo isso em menos de um minuto, será que é um novo recorde mundial?) – Ele não me atende. POR QUE ELE NÃO ME ATENDE? TEM DEMÊNCIA!
— Acho que se ele quer fugir da peça, ignorar a roteirista é bem normal. – Sá argumentou – Não é melhor voltar e continuar a peça? O professor Armstrong pode ser o Alquimista de Oz também.
— Jamais! Minha peça não vai ser uma bagunça! Temos que respeitar o elenco original!
— Certo. – achou melhor não discutir, os médicos falaram para não contrariar. – Então como vamos trazer nosso “Alquimista de Oz” de volta?
— Ainda não sei, mas vou pensar em alguma coisa.
Sá só podia esperar e torcer para que o plano fosse algo cabível e que voltassem antes do final da peça.
XX XX
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Mesmo que Edward, Sá e Lumi não estivessem presentes no momento, o show tinha de continuar. Pelo bem de suas notas; o show precisava continuar. A cortina se abriu, dando início a segunda cena, na qual Dorothy encontra as três figuras que irão lhe acompanhar em sua jornada. Os atores estavam posicionados de acordo com a ordem cronológica de suas aparições.
— Ah, Totó, essa estrada não tem fim. – a loira tentava ser dramática, mas jamais chegaria aos pés do professor. – Será que estou indo pelo caminho certo?
— Depende de para onde quer ir. – Ling Yao falou sem se preocupar em dar a entonação certa (na verdade, tudo o que ele queria era ir para casa)
— Quem disse isso?
— Fui eu. – ele se colocou ao lado de Winry – O Espantalho.
— E eu estou “espantada”.
Por que a roteirista (e a diretora também não ficava muito atrás) tinha que ser tão boa em fazer piadas ruins?
— Eu... – o moreno começou, mas logo parou. Não era uma pausa dramática, ele simplesmente havia parado. Graças a qualquer um que Lumi não estava lá, se não ela começaria a abraçar as pessoas e chorar, alegando que ninguém respeita seu roteiro. – Eu esqueci minha fala.
— Ah, então tá de boa, agora eu também esqueci a minha.
Winry e Ling Yao começaram a conversar no meio da apresentação sobre como não se importavam com a peça ou com a porcaria do roteiro. Virariam a noite assim, até que Alphonse achou melhor “dar um toque” nos dois:
— H- Hey, Winry...
— Al, o que foi?
— A peça.
E apenas nesse momento eles se tocaram.
— A Lumi vai afogar a gente. – Ling Yao comentou – Enfim. – tentou voltar para sua personagem — Vamos lá ver o Alquimista de Oz. – e continuaram a peça como se nada tivesse acontecido
— Eu sou o Homem de lata. – Alphonse disse sua fala antes da hora, mas já estava tudo tão ruim mesmo... – E eu meu coração virou pó.
— Não tem coração? – a garota continuou a cena – Como isso é possível?
— Eu estava no Facebook e decidi entrar no perfil de uma garota...
E isso não é improviso. Podem até não acreditar, mas essa estava sendo a cena mais fiel ao roteiro até o momento.
— Ah não! Não me diga que...
— Eu tive um crush por ela e decidi me declarar no Mensage, aí ela me deu um fora e esmagou meu coração até ele virar pó.
— Até eu que não tenho cérebro sei que isso é burrice. – essa era uma das poucas frases de que Ling Yao se lembrou
— Ninguém tem cérebro quanto se trata do crush.
— Homem de lata, nós estamos indo ao Alquimista de Oz. Você quer ir também? Talvez ele possa consertar seu coração.
— Mas eu não chorei na queima do Merry. Tem certeza que ele pode? – sabe o Oscar de Louis Armstrong? Cancela! Alphonse Elric é o real merecedor da estatueta de ouro.
— Você não chorou na queima do Merry? É mais grave do que pensamos! Eu não sei se você tem salvação, mas vale à pena tentar. – Winry sorriu
— Tá, então é pra ir logo porque já é quase hora da novela das sete. – por que Ling Yao só conseguia se lembrar das falas de menor importância?
Os três andaram até a outra ponta do palco, onde Lan Fan estava posicionada.
— Eu sou o Leão e não tenho coragem, vou ver o Alquimista de Oz também.
E toda a alegria de nossa querida roteirista foi por água abaixo.
— Que leão direto.
As cortinas se fecharam, encerrando mais uma cena.
— Eles ainda não voltaram? – Alphonse perguntou ao professor
— Ainda não.
— E- E o que vamos fazer?
— Não posso desonrar as gerações passadas da família Armstrong, terminar os espetáculos é um mandamento passado de geração para geração na família Armstrong!- Ah... Entendi, eu acho.
E assim começou o tradicional jogo “A Família Armstrong Mandou”; a família Armstrong mandou continuarem com o show.
Todos sabiam que tudo daria certo, afinal Sá e Lumi tem experiência com pessoas como Edward; elas sabem como lidar com mortos de fome e obesos de espírito.
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