Não É Fácil
15 As crônicas de Krypton
Notas iniciais
Será que alcançamos os 200 até o final da fic?
*Eu espero que vocês gostem do capítulo, porque eu fiquei meio insatisfeita com o resultado final.
*E como é de praxe: Boa leitura
...“O que está acontecendo aqui?” Ela perguntou, assustada, e sem pensar, foi correndo na direção de seus pais, para soltá-los, quando a garota em um movimento rápido, postou-se a sua frente, impedindo a sua ação. “SAIA DA MINHA FRENTE!” Brittany falou irritada, e tentou empurrar a garota, que mal se moveu dois centímetros, mas assim que ela empurrou a adolescente, ela voou diretamente nos braços do rapaz, que a segurou com firmeza. “Me solta!” Brittany tentava inutilmente se desvencilhar do rapaz, enquanto a garota se aproximou vagarosamente. “Quem vocês pensam que são para machucar a minha família? Eu não vou deixar vocês fazerem isso!”
“Eles não são a sua família!” A garota falou séria, surpreendendo a Martha e Jonathan, e fazendo Brittany parar de se movimentar. “Mas nós somos.”
Um silêncio dominou o ambiente após a declaração, e Brittany olhou com desconfiança para a garota.
“O-o quê?” Ela perguntou, não acreditando muito no que ouvira.
“Solta ela, Kon.” A garota ordenou, e Brittany sentiu as mãos afrouxarem, e ela finalmente ficar livre, e quando ela lhe lançou um olhar pouco amigável, ele pareceu se sentir culpado.
Sem pensar duas vezes, Brittany se desviou da garota, e correu soltar seus pais.
“Vocês estão bem? O que eles fizeram com vocês?” Ela perguntou, enquanto desamarrava o casal.
“Nós não fizemos nada.” A garota respondeu, e recebeu um olhar furioso de Brittany como resposta.
“Dêem o fora da minha casa!” Brittany ordenou, depois de soltar os pais, e ver que eles estavam bem.
“Você não acha que viajamos por três anos pelo espaço, para chegarmos à esse planetóide e sermos expulsos por você.” A garota disse, irritada.
“Eu não ligo, agora dêem o fora daqui! Quem machuca minha família não é meu amigo.” Brittany respondeu.
“Eu já disse que nós somos a sua família!” A garota insistiu, ainda mais impaciente.
“Isso é verdade Kara, você não pode fugir de quem você é.” O rapaz abriu a boca pela primeira vez. Ele era visivelmente mais tranqüilo, e o seu tom de voz bem mais amigável e simpático.
“Do que você me chamou?” Ela o questionou.
“Kara.” Ele respondeu de um jeito simplório, que lembrava muito o de Brittany. “Seu nome é muito bonito, foi sua mãe quem escolheu.” Ele disse, fazendo Martha e Jonathan se entreolharem, preocupados, e Brittany sentir um aperto no peito ao ouvir a palavra mãe. “Realmente Kara, você tem a feição da sua mãe, mas os seus olhos são do seu pai.” Ele abriu um sorriso, que deixou o clima mais ameno.
“Faz mais de quinze anos desde que te vimos pela última vez.” A voz da garota saiu mais macia e tranqüilizada dessa vez , e ela sorriu também.
“Vocês são meus irmãos?” Brittany perguntou, ressabiada.
“Não, somos seus primos.” A garota respondeu. “Eu sou Kim Zor-El e esse é meu irmão Kon-El.” Ela respondeu. “Nossos pais eram irmãos.”
“Quem sou eu?” Brittany perguntou, realizando que chegou onde sempre quis desde o momento em que descobrirá que era de outro planeta. “Onde eu nasci? Por que vocês me mandaram para a Terra?” O tom da voz da garota estava visivelmente alterado.
“Brittany, se acalme, filha.” Martha quase sussurrou no ouvido da filha, e tocando o seu braço.
“Eu acho melhor você se sentar, porque a história é longa.” Kim disse, e então Brittany sentou-se no sofá, com os seus pais, um de cada lado, prestando apoio incondicional à filha. Eles sabiam que aquele momento realmente seria crítico para a garota, e tinham medo das intenções de seus primos.
“Agora, me digam toda a verdade.” Brittany ordenou aos dois jovens, que continuaram parados, um ao lado do outro.
“Você é Kara Jor-El, filha de dois dos maiores cientistas do planeta Krypton, Jor-El e Lara Lor-Van.” Kim explicou.
“Krypton?” Brittany murmurou confusa. Bom, ela nunca havia ouvido o nome desse planeta antes. “Eu não sabia que existe um planeta com esse nome, em que galáxia ele fica?”
“Negus.” Kim respondeu séria, mas depois abriu um sorriso debochado. “Mas é claro que você não ouviu falar do próprio planeta, essa raça inferior nunca fez idéia de sua existência, e jamais o encontrará.”
“Por que você acredita nisso?” Brittany a questionou.
“Porque além de Krypton ficar há mais de 50 anos-luz desse planeta, ele não existe mais Krypton explodiu.” Aquilo pegou Brittany de surpresa. Então quer dizer que o lugar onde ela nasceu não existia mais? E o resto de sua família? “Eu sei que você deve estar cheias de dúvidas, mas não se preocupe, nós vamos deixar tudo claro para você.”
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Argo City, Planeta Krypton, 17 anos atrás.
“Venham, venham logo!” A voz desesperada de Alura In-Zee ecoou pelo corredor de cristal da típica morada de uma família kryptoniana.
Mais um forte tremor abalava a cidade de Argo City, lar de Zor-El, sua esposa Alura In-Zee e seus dois filhos, Kim e Kon, duas crianças de apenas 7 e 5 anos, respectivamente.
Aquele já era o terceiro tremor violento, no período de 10 dias. Nesse meio tempo, pequenos tremores ocorreram, assustando cada vez mais todos os kryptonianos.
As duas crianças agarrarem-se a sua mãe, que os abraçou com firmeza, esforçando-se ao máximo para não chorar na frente das duas crianças, que já estavam bastante assustados com os últimos acontecimentos em Krypton.
“Vai ficar tudo bem, não se preocupem.” A mulher falou baixinho, para tranqüilizar seus dois filhos, mas nem ela mesma tinha muita fé em suas palavras.
Os três ficaram juntos, em um canto esperando que o tremor passasse antes que a sua casa começasse a cair, mas por sorte, aquele tremor terminou em minutos.
Alura suspirou aliviada, por ora, mas a incerteza do que aconteceria a seguir era torturante. Ela sentia que algo muito ruim estava para acontecer, que Krypton jamais seria o mesmo planeta de antes.
“Mamãe, quando isso vai parar?” O pequeno Kon perguntou, e Alura olhou fixamente não só nos olhos dele, mas também no de Kim. Eles eram tão inocentes, mal podiam entender o que estava acontecendo, na verdade, nem ela entendia ao certo que destino viria para Krypton, mas ela não podia deixar isso transparecer.
“Logo.” Ela forçou um sorriso. “Logo tudo voltará ao normal.” Ela beijou seus filhos na testa, e eles ficaram juntos até o momento em que Zor-El voltou para a casa.
“Eu tenho novidades.” Ele disse, sorrindo, e os três logo se aproximaram para ouvir. Alura com grande esperança de ouvir que junto de Jor-El, seu irmão mais velho, conseguiram encontrar as respostas e uma solução para o grande problema de Krypton. “Amanhã iremos para Kryptonopolis, a filha de Jor-El nasceu esta manhã.” As duas crianças começaram a pular animadas. Há meses eles estavam ansiosos para conhecer a sua priminha.
“Finalmente uma boa notícia.” Alura abriu um sorriso e abraçou o marido.
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Jor-El estava sentado ao lado de sua mulher, que por sua vez estava deitada na cama, com a sua pequena recém-nascida no colo. A jovem Raya, assistente do casal em seu laboratório científico os acompanhava naquele momento tão precioso para ambos.
Não demorou para que a jovem fosse receber a família de Zor-El, que viajou de Argo City à Kryptonopolis em menos de um minuto, graças a tecnologia avançada do teletransporte.
“Jor-El, meu irmão, meus parabéns.” Zor-El foi o primeiro a se aproximar, e abraçou o irmão mais novo assim que as visitas chegaram. “Eu estou muito feliz por você, finalmente algo bom em tempos de turbulência.”
“Mas temo que Zod já esteja sabendo do nascimento de Kara, e atente contra ela.” Jor-El falou em um tom mais baixo.
“Mas você não aprisionou Zod na Zona Fantasma?” Ele perguntou, chamando a atenção não somente de Alura e Lara, mas também das duas crianças no aposento.
“Acho melhor falarmos sobre isso em um outro lugar.” Jor-El disse, e Zor-El concordou fazendo um movimento com a cabeça.
Após a conversa morrer, Kim deu dois passos a frente, e viu o bebê envolto em uma manta azul e vermelha, careca e com a pele bem clara, de olhinhos fechados em um sono profundo e tranqüilo. A garota sorriu para a sua tia Lara, que sorriu de volta.
“Ela é tão bonitinha.” A menina disse.
“É mesmo.” Kon concordou e sorriu.
“Vocês podem chegar mais perto, eu tenho certeza que a Kara vai adorar.” Lara disse, e os dois meninas riram e chegaram ainda mais perto da tia e do bebê, esforçando-se ao máximo para não fazerem nenhum barulho e acordar o bebê.
“Vocês tem que prometer que irão ajudar a cuidar da Kara, assim como a tia Lara me ajudou a cuidar de vocês.” Alura falou para os dois, que se animaram.
“Sim, nós vamos!” O menino respondeu com grande animação e foi repreendido pela irmã, que fez sinal para ele se calar.
“Fale baixo, Kon! Você quer assustar a Kara?” Ela repreendeu o irmão, que colocou as duas mãos na boca, e sussurrou ‘desculpa’ para a sua prima, arrancando um sorriso de Lara e Alura.
“Nós vamos ajudar a tia a cuidar dela.” Kim disse sorrindo, e se curvou delicadamente, plantando um beijo na testa da recém-nascida, fazendo-a se mexer e abrir os seus olhinhos por alguns instantes.
Após isso, Alura sentou-se na cama ao lado de Lara, e as duas começaram a falar sobre como foi o parto, e logo Raya se juntou a conversa. Sem o que fazer, Kim e Kon acabaram saindo do aposento, e escutando a conversa preocupada de Jor-E e Zor-El
“...Para a Terra, Jor-El? Com tantos planetas com melhores povos e condições para Kara crescer, por que logo esse planeta?” Zor-El questionou o irmão, enquanto Kim fez sinal para Kon se calar.
“Outros planetas não orbitam sois amarelos como a Terra, e você sabe que nessas condições ela se torna completamente invulnerável.” Jor-El argumentou.
“Sim, mas ela vai se tornar uma pessoa solitária, todos sabem que os humanos rejeitam o diferente e não passam de vermes egoístas, que se acham o centro do Universo.”
“Eu sei, mas eu já estive lá, e nem todos são assim, existem alguns bons humanos, eu mesmo conheci alguns.” Jor-El disse. “E eu não mandaria a minha filha para um lugar onde saberia que ela correria riscos, e eu sei que ela vai ficar bem na Terra, ela não vai ser uma pessoa solitária.”
“Eu ainda não entendo porque você e Lara não seguem com Kara nessa viagem à Terra.”
“O conselho colocou sentinelas atrás de mim, eles me fizeram prometer que não falaria a população de Krypton que nosso planeta está próximo de seu fim, e que não deixaria o planeta, sob pena de irem atrás de mim e matarem Lara e Kara.”
“Isso não é justo, Jor-El, você fez tanto por esse planeta.”
“Mas eu também fiz Brainiac.” Jor-El falou, visivelmente chateado. “ E eles me culpam pelo roubo de Kandor.”
“Brainiac foi uma invenção genial, irmão, você não poderia imaginar que ele se tornaria um aliado de Zod.” Zor-El tentou consolar o irmão.
“Isso está custando muito para mim, a vida de todos os kryptonianos.” A voz de Jor-El indicava que ele estava chorando, então Kim e Kon se entreolharam, ambos assustados, porque mesmo com pouca idade, entendiam que alguma coisa muito ruim estava para acontecer. “Zor-El, prometa para mim que vai encontrar um jeito de pelo menos salvar a vida de Kim e Kon, porque no futuro eu sei que Kara irá precisar deles.”
“Ei, o que vocês estão fazendo aí?” As duas crianças se assustaram, olhando para trás no mesmo instante. Raya estava há poucos metros de distância.
“Nós... É...” Kim começou.
“Eles estão tendo uma conversa de adultos, venham comigo, sua mãe está procurando por vocês.” Sem dizer mais uma única palavra as duas crianças seguiram Raya de volta ao quarto.
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Algum tempo se passou, e os cataclismos em Krypton foram ganhando ganhando cada vez mais força. Terremotos, maremotos, tornados entre outras catástrofes começaram a devastar o planeta, e a ceifar milhares de vidas de kryptonianos e das criaturas que habitavam o planeta.
Realmente o armagedom havia chegado para o glorioso planeta.
Kim olhava para o céu negro, enfeitado pelas três belas luas e as milhares de estrelas ao fundo, e ela sentia um desespero bater dentro de seu peito.
“Krypto, eu não estou animada para brincar agora.” Ela sussurrou para o cachorro branco que arranhou a sua perna, com uma bolinha de plástico na boca. “Eu sei que você está entediado de não podermos sair na rua, eu também estou, mas vá procurar o Kon.” Antes Kim, Kon e Alura se divetiam saindo pelas ruas com Krypto, o mascote da família, e agora nem isso eles podiam fazer mais, pois os terremotos abriram buracos no chão, que estavam irradiando a fumaça verde e letal para todos os kryptonianos que estava dentro do núcleo do planeta.
O animal desanimou, e acabou deitando com a cabeça em cima de suas patas,e Kim sentou-se ao seu lado, e começou a acariciar a sua cabeça.
“Eu não sei o que vai ser de nós, Krypto, papai e mamãe andam tão preocupados ultimamente que eu sei que algo ruim vai acontecer, mas seja lá o que for, eu não vou te abandonar.”
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Quase seis meses se passaram desde o nascimento de Kara, e a situação de Krypton havia alcançado o ápice do caos. Terremotos ocorriam em Argo City diariamente, e várias vezes durante o dia. A fumaça verde era tudo o que podia ser visto do alto das janelas das casas de cristal, e ninguém mais andava nas ruas. Alura e Zor-El estavam se tornando cada vez mais tristes, quando uma mensagem chegou à casa da família.
Zor-El correu para recebê-la, e se tratava de uma mensagem de Jor-El, que era passada por holograma.
“Zor-El, meu irmão, haja rápido, pois temo que este é o último dia de Krypton, a explosão ocorrerá em um prazo de horas. A nave de Kara já está terminada, e com rumo certo programado para a Terra. Salve seus filhos.” E após dizer isso, a imagem desapareceu, fazendo Zor-El correr para o seu laboratório, onde ele trabalhou nas últimas semanas na criação de um escudo, que pudesse impedir a cidade de Argo City de padecer da mesma maneira que o resto do planeta.
Ele não tinha certeza se o escudo iria funcionar, mas essa era o último recurso de Argo City contra o seu fim, e então ele ligou o escudo, que em uma hora começou a envolver a cidade como uma bola de sabão, só que extremamente resistente, e só restava esperar.
Quando os fortes tremores começaram, ele correu para junto de sua esposa, filhos e Krypto, que estavam na sala, olhando pela grande janela o céu tornar-se verde brilhante.
Eles se abraçaram, e ficaram esperando o tremor passar, mas isso não aconteceu, o que eles sentiram foi uma forte pressão, e um barulho ensurdecedor, que os fez desmaiar por alguns minutos.
Quando Kim abriu os olhos, olhou para a janela, e viu enormes pedaços de pedras verdes pelo céu negro. Zor-El se levantou logo depois, e ao correr até a janela, ele notou que agora Argo City era uma cidade vagando pela espaço, e não mais pertencente à Krypton, porque o planeta não existia mais, tudo o que restara dele fora aquele cinturão de asteróides verdes orbitando ao redor de Rao.
O seu escudo salvou Argo City da destruição;.
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O tempo foi passando, e o povo de Argo City acostumou-se a viver na cidade que perambulava pelo espaço, e em pouco tempo, eles voltaram a mesma rotina de quando viviam em Krypton, mesmo com dia e noite irregulares, e vivendo tempos em que todos eram seres extremamente poderosos por estarem passando por galáxias com sóis amarelos, e outras em que voltavam à sua normalidade, passando por sóis vermelhos.
Dez anos seguiram-se assim, até que um dia Zor-El viu que Argo City passaria por um grande cinturão de asteróides, que ocasionaria a destruição da cidade.
Sem pensar duas vezes, ele seguiu os passos de seu irmão, e construiu uma nave para os seus filhos para salvá-los.
Dar a notícia para o agora adolescentes, Kim e Kon é que não foi fácil. Ele esperou até o jantar em família.
Tudo ocorria na maior normalidade, todos sorriam e aproveitavam a comida, quando Zor-El começou.
“Minha família, eu tenho uma coisa para falar, e é uma coisa muito séria.” Ele falou, fazendo o sorriso de todos desaparecer. “Entraremos em tempos difíceis, Argo City se chocará com um cinturão de asteróides, e será destruída.”
“Como?” Alura perguntou, visivelmente chateada. Não bastava tudo o que aconteceu com Krypton? “Mas você não pode...?”
“Não há mais nada que eu possa fazer, Alura, o que estava ao meu alcance eu já fiz, e será salvar a vida de Kim e Kon.” Ele disse e olhou para os dois filhos. “Vocês irão para a Terra, encontrar Kara.”
“Mas pai, nós não vamos abandonar você e mamãe.” Kim lhe assegurou.
“Eu sei que é difícil, mas vocês devem seguir seu destino, e salvar a linhagem de nossa família encontrando sua prima na Terra.” Zor-El disse. “Por favor, respeitem a minha escolha.” Kim e Kon se entreolharam, e sabiam que eles não tinham escolhas.
Naquela noite nenhum membro da família dormiu, todos estavam se despedindo passando os últimos momentos juntos, e todos ajudaram Zor-El com os últimos preparos da nave que levaria os dois adolescentes em uma longa viagem ao espaço.
Quando o momento da despedida chegou, todos choraram.
“Kim Zor-El e Kon-El, meus filhos, que carregam o nome da grande Casa de El, eu sei que vocês terão sucesso nessa missão, e para isso, eu vou lhes entregar duas coisas que serão de extrema importância nessa viagem.” Zor-El disse , e pegou o braço de Kim, esticou-o e colocou nele um bracelete prateado com o símbolo da Casa de El, que era o no meio do pentágono kryptoniano, gravado nele. “Esse é o bracelete da Casa de El, que pode livrá-los de todo o mal e trevas.” E em seguida ele pegou um cristal pequeno esverdeado e entregou à Kon. “Esse é um dos dois cristais da sabedoria. Nele está toda a sabedoria kryptoniana do universo, que vocês vão precisar para chegar à Terra e encontrar Kara.”
“Pai, eu amo você.” Kim disse, já em lágrimas. “E eu amo você também, mãe.” Ela, assim como Kon os abraçou mais uma vez, antes de entrar na nave, e logo foram surpreendidos por Krypto, que veio correndo e pulou na nave, antes que ela se fechasse, e deixasse a cidade flutuante.
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“E então nós passamos três anos viajando pelo espaço, até chegarmos aqui.” Kim terminou de dizer. “E como nosso pai nos disse, nós a encontramos, Kara.”
Brittany baixou os olhos. Ela sempre imaginou como os seus pais seriam, e o que eles faziam de sua vida, e a pergunta de toda criança abandonada: por que eles a deixaram? E agora que ela havia descoberto tudo, sentia-se tão triste por saber que eles haviam morrido e que o lugar em que ela havia nascido não existia mais. Ela também não poderia imaginar que os seus pais eram tão importantes assim.
“Vocês tem uma foto deles?” Ela perguntou, meio timidamente. Vivia um dilema interno, pois ao mesmo tempo que queria saber mais de seus pais biológicos, tinha receio de machucar os seus pais de criação.
“Não, não temos, mas se você tiver um cristal da sabedoria poderá falar com eles.” Kim respondeu com simplicidade.
“O quê?” Brittany perguntou confusa.
“Eles estão mortos fisicamente, mas se colocaram o seu conhecimento no cristal da sabedoria, você poderá vê-los novamente, e até falar com eles.” Kim lhe explicou, deixando Brittany boquiaberta. Que tecnologia era aquela? “Com certeza Jor-El te poria em uma nave, e te mandaria para esse planeta te deixando ao léu, o cristal da sabedoria deve estar na sua nave.”
“Vamos lá ver?” Kon disse, animado, e recebeu um olhar de reprovação da irmã. Eles eram extremo opostos.
“Não, acho que a Kara ainda está assimilando o que acabou de acontecer. Ela precisa de tempo.” Kim disse e sorriu. “Eu sinto muito por ter sido insensível, mas é que nós realmente estamos aqui para te mostrar quem você é.”
“O que você quer dizer com isso?” Jonathan questionou a garota.
“Que você tem que aprender a ser Kara Jor-El, uma das últimas sobreviventes de Krypton, planeta com o povo mais avançado de todo o Universo.” Kim lhe disse. “Você não pertence à esse lugar.”
“É o seu destino é ir junto conosco atrás de Brainiac e salvar os kryptonianos aprisionados na cidade engarrafada de Kandor.” Kon explicou, e sorriu, mas Brittany continuou séria. Como assim atrás de uma criatura que ela nem sabia o que era para salvar uma... Cidade engarrafada? Isso era algo tão peculiar e fora da realidade humana, que parecia saído da cabeça de George Lucas.
“Eu não... Esse não é o meu destino, eu não vou fazer isso, eu não posso!” Brittany respondeu. “Eu sou Brittany Susan Pierce, e eu quero continuar levando a minha vida normal.”
“Você quer continuar vivendo uma mentira é isso?” Kim a questionou, novamente demonstrando sinais de impaciência.
“Não é uma mentira, é a minha vida.” A adolescente se defendeu.
“A sua vida é uma mentira, agora você sabe quem realmente é, Kara!”
“Não me chame por esse nome, meu nome é Brittany!”
“Vamos embora daqui, Kon!” Ela ordenou, levantando-se do sofá.
“Mas Kim, nós...” O garoto tentou argumentar.
“Não, Kara foi estragada por esse humanos, veja, ela só tem sangue kryptoniano, mas o seu caráter é covarde e estúpido como o dos habitantes desse planetóide.” Kim virou-se de costas e caminhou até a porta. “Venha, Kon.”
“Onde vocês vão?” Brittany perguntou, porque mesmo após a ofensa, eles eram sua família, e haviam passado três anos no espaço viajando somente para encontrá-la, como seu pai lhe dissera. “Por favor, fiquem.” Jonathan e Martha pareceram mais confusos do que os próprios primos. “Eu preciso de vocês para me ajudar, por favor, nós somos uma família, e eu não posso deixar vocês dois assim.”
“Se você continuar se recusando a aceitar o seu destino Kara, eu estou indo embora de vez.” Kim disse, com tamanha seriedade, que fez Brittany estremecer. A adolescente olhou para os pais, sentindo-se perdida. Ela não queria se tornar uma guerreira e sair pelo espaço para lutar com sabe se lá o quê, mas também não queria que seus dois últimos parentes biológicos vivos fossem embora, e ela nunca mais ter a chance de vê-los.
“Eu tenho certeza que teremos muitas oportunidades de falar sobre isso, Kim.” Brittany abriu um pequeno sorriso esperançoso, fazendo os dois jovens kryptonianos se entreolharam.
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“Eu acho que vocês vão ficar confortáveis aqui no meu quarto.” Brittany disse sorrindo, assim que levou seus primos ao seu quarto. Hércules os acompanhou. O animal estava extremamente feliz em rever os seus verdadeiros donos.
“E você vai dormir aonde, Kara?” Kim a questionou, enquanto Kon sentou-se na cama.
“Eu posso dormir na sala.” Brittany respondeu. “Eu dormi lá já algumas vezes, quando eu era pequena, meu pai montava barracas com cobertor na sala, e eu brincava de acampar, porque a minha mãe não achava uma boa idéia ir acampar de verdade lá fora.” Brittany respondeu. Essa era a sua intenção: Ela queria mostrar aos seus primos que Jonathan e Martha não representavam a idéia que eles tinham dos humanos.
“Isso parece ser legal.” Kon comentou.
“É, eles são bons pais, eu não sei se eles são tão bons como os pais kryptonianos, mas para os padrões da Terra, eles são realmente ótimos.” Brittany disse, e os três ficaram em silêncio por alguns minutos.
“Seu quarto é legal.” Kon disse, e pegou uma fotografia que estava no criado mundo ao lado da cama, de Brittany, Rachel e Mike. “Quem são eles?”
“Rachel e Mike, meus melhores amigos.” Ela respondeu sorrindo.
“Você se adaptou bem à esse lugar, todos achavam que você iria ser rejeitada por eles.” Kim comentou, com certo desprezo, e sentou-se ao lado de seu irmão.
“Eu tenho meus amigos, mas nem todo mundo gosta de mim, mas eu nem ligo na verdade, quem eu gosto gosta de mim, e isso é tudo o que importa.” Brittany respondeu, e Kon colocou a foto no mesmo lugar onde ela estava.
“Até que você tem alguma sabedoria.” Kim disse, e abriu um pequeno sorriso. “Provavelmente aprendeu da pior maneira, vivendo nesse lugar.” Brittany não disse nada, pois sua prima não estava completamente errada.
“Mais ou menos.” Ela murmurou, e suspirou fundo. “Bom, fiquem a vontade, e Kon, seja um cavalheiro e deixe a sua irmã dormir na cama.”
“Mas é claro que sim.” Ele prontamente disse, e sorriu para a irmã.
Brittany abriu um sorriso simpático para eles, após arrumar uma cama improvisada para Kon no chão com lençóis e uma manta, um tanto velhinha.
“Muito obrigado, Kara.” Ele agradeceu a prima.
“Eu posso fazer uma pergunta?” A adolescente perguntou, pois queria esclarecer a dúvida que estava em sua cabeça desde o momento em que eles começaram a falar sobre Krypton. Após receber um olhar simpático de Kon, ela prosseguiu: “Como vocês sabem falar a minha língua, quer dizer, eu não sei em Krypton, mas aqui na Terra existem vários idiomas e...”
“Foi o cristal da sabedoria.” Kim respondeu. “Ele nos deu todas as informações necessárias para encontrarmos você, inclusive conhecimento da língua onde você cresceu aqui nesse planeta.” Ela explicou, e mais uma vez se surpreendeu com que tipo de tecnologia o seu povo lhe dava.
“Isso é muito legal.” Ela disse.
“Que bom que você acha isso, porque logo você vai começar a aprender a usá-las, e treinar para irmos atrás daquele traidor do Brainiac, e tomarmos de volta a nossa cidade Kandor.” Brittany rolou os olhos. “E não adianta tentar se esquivar, esse é o seu destino Kara, você é uma guerreira kryptoniana!”
“Está bem.” Brittany disse, cortando a conversa. “Eu acho melhor deixar vocês descansar um pouco, e ir lá para baixo.” Ela caminhou até a porta, e antes de deixar o local, olhou para os primos mais uma vez. “Se precisarem de mim, podem me chamar.”
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Assim que chegou na sala, Brittany encontrou sua mãe preparando a cama improvisada para ela no sofá, e o seu pai sentado na poltrona, pensativo.
“Vocês estão bem? Eu sei que isso deve ter sido muito estressante para vocês...” Ela começou.
“Nós estamos bem, filha, não se preocupe.” Jonathan respondeu, mas Brittany sabia que eles não estavam bem, e então o homem se levantou e olhou para a filha, sorrindo. “Eu estou orgulhoso de você, eles são sua família, e você fez o certo em acolhê-los.”
“Você tem um coração de ouro Brittany, e eu tenho que te contar uma coisa que eu preciso te contar agora.” Martha começou. “Quando você chegou aqui em casa, você não falava praticamente nada, mas uma vez, uma única vez, você falou... Você falou Lara.” Brittany surpreendeu-se com aquilo. “Quando eu ouvi que você estava tentando dizer Laura, por causa que nós vivíamos falando sobre Laura Lopez nessa casa, ela havia acabado de morrer, mas... Eu me lembro bem, você olhou para mim e me chamou de Lara.” Martha abriu um sorriso. “Então, essa foi a primeira vez que você me chamou de mãe.”
“Eu não me lembro, mas... Mas eu acho que é isso mesmo.” Brittany disse, e sorriu também.
“Seus pais eram... Grandes, importantes, não é à-toa que você é essa grande garota.” Jonathan disse.
“Sim, mas foram vocês quem me criaram, vocês são meus verdadeiros pais, então se vocês acham que eu sou uma grande garota, é por causa de vocês, mesmo sabendo que os meus pais biológicos foram pessoas importantes, e que eles salvaram a minha vida, me mandando para cá, mas vocês se arriscaram por mim, e com certeza são os melhores pais que uma pessoa poderia ter.” Jonathan e Martha se entreolharam, orgulhosos. “Eu amo vocês dois demais.” Brittany se aproximou dos pais e os envolveu em um abraço de família.
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Amanheceu o dia, quando o fazendeiro Gregory Watson começou com a sua costumeira rotina, cuidando de sua pequena fazenda.
Estava tudo seguindo com a sua rotina normal, até o momento que ele entrou em seu celeiro, onde encontrou um corpo pendurado em uma corda, de um rapaz alto e de cabelos compridos.
Obviamente ele levou um grande susto, e o que o deixou ainda pior foi a inscrição em sua parede: “Mais um já foi. Ass: Sandman”
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Próximo capítulo: Cenários.
Brittany vê sua vida em um cenário. Santana abre o jogo com Rachel sobre o seu parentesco.
Kim e Kon ganham uma identidade terráquea, e são apresentados aos amigos de sua prima.
E a cidade de Smallville se vê em um novo cenário: presa nas mãos do vingativo Sandman.
Notas finais
*Obrigada por lerem e até a próxima
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