Mú, aquele que descobriu a verdade

1 Capítulo 1- Mú, o traidor do Santuário


Notas iniciais
Olá pessoal, esta é minha primeira fanfic, espero que gostem.

Mú: o "traidor" do Santuário:

" Ele batia sem parar naquela enorme rocha, esforçando-se pra parecer forte diante do seu mestre. Ignorando a dor das feridas abertas dos dedos, ele teria que socar aquela pedra até seu mestre lhe mandar parar. E isso ele queria fazer com orgulho, mostrar ao mentor que podia fazer aquilo pra sempre, sem se queixar de dor.

- Já chega.- Seu mestre replicou, mas ele ignorou. Continuou batendo no mesmo ritmo, como se não tivesse ouvido.

- Mú, já chega.

O garotinho apenas aumentou o ritmo das batidas, obrigando seu mestre a intervir de maneira mais brusca:

- Mú!! JÁ CHEGA!- Shion interveio aumentando o cosmo e segurando as mãos do menino. O garoto olhou pro rosto de seu mestre; realmente, por trás daquele ar de nervoso, havia ternura e compreensão naquele olhar. O cosmo, não parecia com raiva, e sim carinhosamente, uma leve repreensão."

Mú se levantou, com olheiras abaixo dos olhos verdes. Sabia porque aquele sonho, ou melhor, porque aquela lembrança viera atóna. Havia passado muito tempo pensando se aquele era o verdadeiro mestre do Santuário. O verdadeiro Shion que ele havia conhecido quando mais novo, que agora tinha hábitos tão nervosos e imcompreensivos.

Caminhando pra fora do quarto, rumo ao salão da Casa de Áries, ele prendeu o cabelo comprido e lilás com a costumeira fita vermelha; única vaidade que se permitia ter. Iria ao grande Salão do Mestre, tirar provas conclusivas de quem era ele. Usando o teletransporte, ele chegou diretamente à sexta casa, a de Virgem. Não porque quis, mas era até onde a energia do Santuário o permitia ir.

- A que devo sua visita, meu amigo?- Shaka lhe perguntou, sem desfazer a posição de lótus e sem perder a concentração.

- Estou apenas de passagem.- Mú disse calmamente. Shaka não tinha muitos amigos, mas era tanto respeitado, como temido por todos os outros cavaleiros de ouro.Mas ele e Mú eram muito proximos e mantinham uma amizade antiga.

- O quê te incomoda?- Obviamente, com todos aqueles diferenciados poderes, o loiro percebeu uma certa tensão no cosmo do lemuriano.

- Nada. Apenas certas conclusões que pretendo tirar.- A resposta de Mú confundiu Shaka. Não era plausível à pergunta que ele havia feito. Mas ele resolveu deixar quieto.

Mú prosseguiu caminho a pé, pelas longas e inacabadas escadarias. Estava com um tanto de pressa, então chegou rápido ao Salão. Fazendo reverência ao Grande Mestre, ele ouviu a grossa voz, ecoar pela sala:

- O que houve para sair tão cedo de sua casa, Mú de Áries?

- Certamente, o senhor sabia que eu viria, já que está de pé a essa hora.- O Mestre sabia o quanto aquele cavaleiro era atento:

- Boa observação. Mas, como você nunca sai de sua casa, presumo que haja algo errado.

- Percebo que também é muito observador Shion...- O nome do antigo mestre, irritou profundamente Saga de Gêmeos, aquele que se passava por Shion há mais de uma década. Mas ele sabia que Mú havia conhecido Shion melhor que ninguém, então, resolveu agir com cautela.

- Obrigado, mas acho que não está aqui pra falar de mim não?- Mesmo não querendo, o cosmo do Grande Mestre se elevou, em um sentimento rancoroso. Mú claramente, percebeu o cosmo agressivo e o olhar frívolo no mestre. Não, aquele não era Shion! Era impossível que fosse, aquele cosmo era conhecido, familiar, com um tipo de raiva particular.

Mú arregalou as orbes verdes ao se dar conta de quem se tratava, era um cavaleiro de ouro! Calmo como sempre,o ariano se levantou, e dando as costas para o Mestre ele resolveu se retirar:

- Você ainda não respondeu minha pergunta!- Vociferou o Mestre com raiva.

- Talvez porque eu já possua minha resposta.

Por baixo da máscara medonha, o semblante de Saga se fechou em puro ódio e espanto pelo guardião da primeira casa.

- Maldito!

Já na saída, Mú deu um sorriso de canto de boca ao ouvir a frase que o suposto Mestre soltara. Isso só lhe deu mais certeza de quem ele era.

- Vai ser acusado de traição! Vai me pagar Mú!- Pelo cosmo, ele contactou quatro cavaleiros de ouro, dando a seguinte informação:

- Mú tentou matar Athena! Tentou matar-me também! Parem esse traidor!

O que mais se assustou com a traição de alguém tão pacífico, foi Shura de Capricórnio, denominado cavaleiro mais fiel à Athena.

- Não acredito que alguém tão sensato como o Mú faria uma coisa assim!

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Mú foi parar na sexta casa, usando o usual teleporte, mas o que viu, não foi exatamente a calmaria e o silencio de sempre, mas sim dois cavaleiros inconformados com sua traição.

Shaka, ainda incrédulo no que havia ouvido, estava na rotineira posição de lótus, e sem abrir os olhos, ele disse:

- Nunca pensei em você fazendo algo desta gravidade.

- E eu nunca pensei que você seria enganado tão facilmente.

- Não me importa o que vocês dois pensam! Mas você pagará Mú!!- Shura estava com o cosmo ardendo em fúria e descrença.

- Shura, eu não quero lutar contra você!

Sem dar ouvidos ao lemuriano, Shura atacou sem piedade e com o braço erguido, pronto pra utilizar Excalibur. Mú deu dois passos pra trás, escapando da espada que abriu uma fenda no chão.

Os socos e cortes de Shura esvoaçavam em busca do corpo de Mú, a amizade deles agora não valia nada, o capricorniano apenas procurava a vingança por Athena, enquanto o ariano apenas se esquivava, sem reagir com natureza agressiva. Mas o que ele não esperava, era que Shaka se envolvesse no combate, o segurando por trás, o impossibilitando de se mexer, mantendo seus pés presos no chão:

- Agora, Shura!

Aproveitando a situação em que Mú se encontrava, Shura usou a Excalibur com toda sua raiva, provocando um sério ferimento em Mú e abrindo um enorme sulco no chão como consequência. Shaka foi arrastado uns metros pra trás pela força do impacto.

Mú caiu no chão, desfalecido pelo golpe:

- Vá e informe o mestre Shura, eu assumo daqui!- Obedecendo Shaka, o dourado correu aos aposentos do Grande Mestre, enquanto Shaka auxiliava o amigo:

- P-Por q-quê...?- Shaka, após usar seus poderes de restauração, levantou o lemuriano semi-consciente, e o deixou praticamente à deriva, num penhasco de pedras pontiagudas, próximo da casa de Leão.

Antes de sair, olhou pro amigo com pesar, e mesmo com todas as repulsas que estava sentindo por si mesmo, de deixa-lo naquele estado ali, ele superficialmente se convenceu de que era o certo a se fazer com um traidor.

O que não esperavam, era que, Mú ainda estivesse vivo. Graças ao reforço que deu à sua armadura na outra noite, sabendo que seria perigoso enfrentar o grande mestre assim, havia sido salvo.

E assim ele começou a se arrastar, em busca de qualquer ajuda que fosse.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem por favor!!