Mãe por acaso
1 Azar é meu Bff
Notas iniciais
Essa fic foi postada ano passado( no ss ), contudo eu decidi que era melhor eu repostar ♥
Espero que vocês gostem, refiz com amor e carinho ♥
Beijo na bunda
Pata Patosa
— Só pode ser piada — Olhei para o teste de gravidez sem qualquer brilho em meus olhos — Como vou sustentar uma criança que nem do meu namorado é?
Eu estava mais do que fudida, acho que fudida é pouco para como me encontrava. Como uma criança-adulta de 23 anos vai ter um filho? Nem de mim eu sei cuidar, quem dirá de um neném?
Pelo menos, meu chefe é o pai da criança, aposto que ele será um homem honrado, que vai se mobilizar para me ajudar...
Espera... O pai do feto em meu ventre não é um mulherengo que pega quem quiser e parte para outra? Puta que pariu, por que caralho de asa eu inventei de transar com ele? Por que vida não podia colaborar comigo por algum instante?
Levantei da privada, precisava me acalmar, ligar para o cremoso, avisar que tem um pequeno conjunto de células em meu corpo que não é dele, levar um pé na bunda — ou não, vai que ele é trouxa ( quero dizer... bonzinho ), me ajuda a cuidar do bebê- e me virar em cento e vinte e três Mirajanes. Que vida show!
Antes de tocar no aparelho que faz ligação, mais conhecido como celular, um singelo barulho de batidas na porta foi captado por mim. Se fosse o Fried, essa seria uma boa hora para resolver meus assuntos, então, caminhei mais vagarosa do que uma tartaruga velha, para abrir a porta.
Infelizmente, não era o meu quase ex namorado. Meus dois sobrinhos — Akio de três anos e Sugu de dois anos — de mãos dadas com um homem de cabelos azuis e um tatuagem no rosto, o que era um tanto peculiar, contudo, quem sou eu para julgar?
— O que fazem aqui? Cadê a Lisanna?
— Senhorita Strauss — O homem peculiar se pronunciou — Sinto em te dizer, mas sua irmã faleceu no parto das trigêmeas
Espera um pouco... minha irmã estava grávida de três meninas? Pior, ela estava morta? Como?
Estou começando a achar que era melhor eu não ter saído da cama.
— E quem vai ficar com as crianças? — Perguntei um tanto sem reação, já estava no automático mesmo
— Olha, o pai das três disse que não ia assumir nem morto, o pai do Akio está preso por comandar o tráfico no morro das palmeiras e o pai da Sugu, bem, eu não sei nem quem é — Ele suspirou — Por isso, a guarda é sua!
— A guarda é minha? Eu não tenho espaço para cinco crianças!
— Senhorita, seu irmão se encontra no Canadá e seus pais estão mortos, vai deixar essas crianças em um orfanato mesmo?
Safado dos cachorros! Jogar para o lado emocional não vale!
— Eu fico com os cinco — Disse por impulso, eu não sabia nem como eu ia fazer com o bolo de células em meu ventre, ainda vou cuidar de cinco! Foda-se, resolvo isso depois — Como eu resolvo isso?
— Como seu advogado — Então esse cachorro é advogado? Morria e não sabia — Eu já resolvi isso! Sabia que você iria aceitar! — Filho de uma potranca!
— Ok — Soltei mais um suspiro — Cadê as nenéns?
— Se acalme, elas estão na minha casa, minha mulher está cuidando delas enquanto eu vinha resolver isso, passo mais tarde com elas e com as coisinhas delas, fique logo com os dois!
Quem sou eu para questionar?
Peguei a Sugu no colo e segurei a mão do Akio, em seguida afirmei que estaria esperando minhas sobrinhas/filhas, então, entrei.
Lisanna sempre foi uma pessoa um tanto problemática, pelo menos na minha visão, já que, por ser a mais nova, minha irmã foi paparicada pelos nossos pais, então, quando ambos morreram em um acidente de avião, nunca mais havia visto a Lisanna. De vez em quando ela chegava aqui em casa e me contava umas histórias. Se eu sabia que ela tinha filhos? Só sabia dos mais velhos, as vezes ela me levava para eles virem.
Bem, agora eu estava com a guarda deles. Que dia perfeito!
— Tia Mira, onde está minha mãe? — Escutei a Sugu, que estava mexendo nos meus cabelos perguntar, eu só não sabia como responder a uma garotinha de três anos onde a mãe dela estava? Cu!
— Sua mãe foi para um lugar melhor — Fui clichê, eu sei, mas mesmo assim foi a melhor resposta que consegui pensar. — Olha, sei que nunca vou preencher o lugar da mãe de vocês, contudo, vou fazer o meu melhor — Eles sorriram, mas no fundo tinha certeza que eles estavam abalados.
Resolvi que estava na hora de preparar um lanche. Os meninos devem estar morrendo de fome, mas o que crianças comem?
Decidi que iria fazer um sanduba, afinal, quem não odeia um sanduba?
Os deixei na sala assistindo tv e peguei os componentes do sanduba que iria fazer. Peguei o queijo, o pão e a manteiga. Precisa de mais coisas? Acho que não.
~*~
Entreguei o sandubinha para eles e antes que eu pudesse me sentar, escutei batidas na porta. Como uma pessoa normal que estava esperando uma pessoa, fui logo atender.
— Trouxe as crianças? — Falei sem nem olhar para a pessoa que estava na porta. Só queria as meninas.
— Que crianças?
Puta merda, essa voz rouca e sexy, só podia ser de uma pessoa: Laxus, meu chefe gostosão.
— Chefe? O que você está fazendo aqui?
— Saí mais cedo do trabalho e vim te ver, precisamos ter uma conversa... mas antes, que história é essa de crianças?
— Olha, te explico depois — Suspirei — Entra ai, a casa é sua
Antes que pudesse fechar a porta o ser humano peculiar chegou.
Ele não falou muito, me entregou as meninas — que estavam em uma cesta, cada uma — e uma bolsa com as poucas coisas que a Lis havia comprado — ou ganhado — delas. Antes de sair, ele também afirmou que passava amanhã para me entregar toda a documentação e coisas jurídicas.
Agora sim eu tranquei a porta.
— Laxus, esses são meus sobrinhos, Akio e Sugu, e as nenéns são as irmãs deles, que, agora estão sob meus cuidados.
— Pode me explicar o motivo de você estar com eles?
— Eu tenho algo mais importante para falar, vem comigo.
Não esperei resposta, deixei os meninos na sala e o puxei para dentro do banheiro do meu apartamento.
— Lembra da noite que a gente transou muito ? — Perguntei
—Lembro, quer repetir? Ou ficou arrependida por ter colocado chifre no seu namorado?
— Ele não vai ser mais meu namorado
— Por que? — Ele me encarou — Se apaixonou foi?
— Pior, Laxus, eu engravidei!
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