Notas iniciais
Eu só quero dizer que esse capitulo me matou e quem postou foi meu fantasma... Boa leitura e sentem é melhor na hora...

Athenodora

Todo salão estava em completo silêncio. O único som audível era a música de fundo e os passos de Fellypa.

Todos só voltaram a si quando Paula gritou:

– Olha ela! — Apontando pra Felly que sorriu.

– Esse baile não teria sentido sem sua rainha. — Ela disse e sem pensar duas vezes corri pra lhe abraçar.

– Ai meus deuses. Você está viva. Está aqui... Jeremiah ela está aqui! — Eu passava a mão no rosto dela e ja chorava, ela estava me encarando com uma expressão que se confundia com tristeza e alegria.

– Claro que eu estou. Senti sua falta! — Ela me abraçou forte e eu não sairia nunca mais daquele abraço se Luciel não tivesse chegado e a beijado quase que a força. Ela soltou-se dele e o esbofeteou.

– Não toque em mim! Pelo menos não por enquanto. — Ele sorriu mesmo assim e ela passou os olhos em todo o redor do salão. Até bater de cara com a irmã e eu a ver desmoronar. — Merlya? Meu deus Merlya!

Ela segurou o vestido e correu em direção a irmã que a abraçou chorando. Fellypa também ja chorava agora.

– Porque está aqui. Mamãe me garantiu que te levaria pra Rússia. — Ela observava a irmã segurando seu rosto.

– Eu quis vir pra cá. Mas você falou com a mamãe? — Merlya afastou-se um pouco e a encarou.

– Não... Não agora. Ja faz tempo. Ai que saudade de tudo isso. — Ela deu mais uma olhada ao redor e começou a dançar sozinha.

Ela era a mesma de sempre. Alegre e feliz. Mas precisávamos saber o que havia acontecido.

– Amor. Vou chamá-la pra casa e perguntar tudo o que houve.- Falei a Jeremiah e comecei a me afastar. Ele segurou meu braço.

– Acho melhor deixá-la se divertir, e se permitir divertir-se um pouco. Deixa isso pra amanhã okay? — Ele segurou meu rosto e eu sorri. Ele era tão perfeito. Tão meu.

– Eu amo você! — Falei pra ele com os olhos marejados.

– Athen minha vida não vale nada se não for sua. Eu daria tudo por você e pra sua felicidade. — Ele me beijou de leve nos lábios.

– Minha felicidade é estar com você. — Respondi e ele sorriu.

– A minha também! Eu te amo mais que tudo. — Nos abraçamos e continuamos dançando enquanto Felly conversava com todo mundo e parecia nunca ter sumido. Ela era real. Meu amor com Jeremiah era real. Tudo era perfeito... Demais...

Ao olhar de relance com minha visão periférica vi Henry vomitando em um canto sendo amparado por Lírio.

Do outro lado Alex, a outra manipuladora de espirito estava sentada com o olhar focado no nada, pálida e imóvel.

Vi novamente Henry, ele estava sendo retirado do salão por Louise e Lírio. Sebastian estava auxiliando Lotus a retirar Alex de lá também.

Por que dois manipuladores de espirito passariam mal ao mesmo tempo? Era estranha a coincidência.

Mas Jeremiah tinha razão. Precisava me permitir um pouco de diversão. Pelo menos por enquanto.

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Lírio

– Coloca tudo pra fora amore. Tira isso de você... — Louise falava passando a mão nas costas de Henry enquanto ele vomitava muito. Ele tinha vomitado no salão e agora que tínhamos o trazido junto com Alex pro quarto ele ainda vomitava. Uma gosma preta e viçosa saia dele dentro de um balde e ele chorava. Aquilo tinha cheiro de enxofre.

– Ele está doente? — Perguntei não mais conseguindo me conter. Como podiam estar tão calmos enquanto ele vomitava aquela podridão?

– Não... Ele fica assim as vezes. Quando sente ou vê algo muito forte. — Louise me explicou enquanto alcançava um copo de água pra ele, ja havia parado a crise de vomito mas ele estava pálido e com os lábios rachados.

– Que horrível meu deus. — Ele estava sentado na cama com um travesseiro nos braços, tremia todo e meu coração já estava partindo de vê-lo daquele estado.

– Trinta e nove e meio. A febre dela não baixa. — Sebastian se aproximou com um termômetro nas mãos e uma expressão severa. Louise o olhou e eles pareceram conversar sem abrir a boca.

Alex estava deitada em minha cama , ela não havia se movido desde que a colocamos lá. Dos seus olhos lagrimas saiam sem parar, sua maquiagem estava toda borrada e ela suada como um corredor olímpico que disputou maratona.

– Amore... O que você viu hein? — Louise se agachou ao lado de Henry e pegou sua mão. Ele chorava silencioso. Como uma criança que teve pesadelo.

– Ela carrega tantos com ela. Tanto sofrimento. Como um manto. Eles estão chorando, queimando. Sofrendo tanto amiga... — Ele chorou mais entre as palavras.

– Do que estão falando? — Lótus estava apreensiva e andava de um lado ao outro.

Louise olhou pra Sebastian e ele trancou a porta do quarto e fechou as cortinas. Como conseguiam se comunicar assim?

– Precisamos ter certeza se podemos confiar em vocês e que vão manter sigilo sobre a nossa conversa! — Sebastian falou e nós assentimos positivamente.

Nessas alturas do campeonato faria qualquer coisa pra não ver Henry sofrendo daquela maneira.

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Luciel

Ela estava ali, pensei em mil desculpas para se um dia ela voltasse, e agora ela estava ali e as desculpas sumiram. Tudo o que poderia falar morreu quando ela se aproximou.

– Me desculpa pelo tapa na cara... — ela sorriu e por um minuto ela nunca tinha sumido, aquele ano nunca tinha passado, aquele minuto era imortal. — Você esta bem? — acho que minha cara de tacho me entregou.

– Sim, eu não poderia estar melhor. — Ela falou colocando a mão sobre a minha. — Senti sua falta.

Ela não estava mais chateada.

– Onde você esteve esse tempo todo? — Perguntei e ela largou minha mão me encarando.

– Não quero falar sobre isso. Não me pergunte. — Ela se virou e foi pro meio do salão. — Não quero me lembrar do que passei. E espero que você entenda!

Peguei ela do braço e a trouxe pra perto de mim.

– Não quero te perder de novo. Respeito suas condições mas fica comigo essa noite. — Comecei a beijar seu braço até o pescoço. Estava completamente abstinente de Fellypa e amava essa sensação. Cada fibra nervosa do meu corpo ansiava por ela.

– Quero muito isso! — ela falou puxando meu rosto de maneira bruta e me beijando.- Vamos pro seu quarto. Temos umas contas pra acertar.

Ela falou a ultima parte passando as mãos no decote de seu vestido e mordendo os lábios.

Ela era magnética. E eu era um imã atraído inteiramente por ela.

Nem vi ao exato como mas quando percebi ja estávamos nos corredores dos dormitórios. Ela entrou no quarto e tirou a roupa.

Me certifiquei de trancar a porta antes de tirar a minha.

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Fellypa

Era estranho estar tão feliz de rever algumas pessoas que eu deveria odiar.

Luciel me fazia bem, mas foi por causa dele que havia me tornado o que era agora.

Athen e Merlya eram as pessoas que mais amava em minha vida. Eram partes de mim que me completavam.

Completavam?

Eu precisava focar no que realmente importava. Meu pai havia me presenteado com a imortalidade e eu devia isso a ele. Devia a ele ter me dado a chance de ser eterna e bonita.

Porém devia a Athen minha amizade e gratidão por estar comigo desde que me lembro. E a Merlya por ser a única no palácio de Crystal que realmente se importava comigo.

Mas Luciel. A única coisa que eu devia a ele era a cabeça de Lotus. Afinal era essa cabeça que ele devia ter colocado entre as pernas quando estava "sumida".

A cena dos dois na cozinha esteve na minha cabeça por todos esses dias da minha retirada. E ela me embrulhava o estômago.

Logo eles teriam a eternidade também. Ardendo no inferno.

Eu estava sobre ele na cama e ele me penetrava com força e velocidade. Era possível ver o suor em sua testa e os gemidos que ele soltava me davam um certo asco. Teria que agir rápido pra não vomitar na cama dele.

Eu virei, fiquei por cima e cavalguei por alguns instantes. Ele me olhava com os olhos azuis penetrantes e sorria satisfeito.

Ele estava me causando tamanha repulsa que mal podia me conter de enfiar uma faca em sua garganta e beber do seu sangue imundo.

Ele levantou-me pela cintura e apoiou as costas na cabeceira acolchoada da cama. Ele passava as mãos em meus seios e gemia baixinho. Eu simplesmente o encarava esperando o momento exato.

– Eu te amo Sereia! — Ele falou me beijando e eu coloquei as mãos em torno da sua cabeça!

– Eu também! — então o olhando nos olhos com um movimento rápido torci seu pescoço o quebrando. — Também me amo seu otário.

Estava colocando o sutiã e prendendo os cabelos, olhei seu corpo e peguei uma de suas mãos estranhamente quentes para um morto.

– Vou sentir sua falta! Mentira! — cuspi em seu rosto e levantei-me com cuidado.

Nesse momento a mão que eu havia acabado de soltar sobre a cama me pegou pelo pescoço e me prensou na parede.

– E ai? Preparada para o Caos?

Seus olhos passaram de azul para negro profundo. Um negro tão profundo como o que vi quando ele bateu minha cabeça na parede e cai inerte como uma pedra fria.

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Notas finais
Acho que um novo shipp vai surgir mas mortes também kkkkk to rindo mas to chorando! Bjs...