Notas iniciais
Continuação do capítulo anterior... no próximo os novos alunos já estarão nas cenas... Esperamos que gostem...

Athenodora

Os lábios dele eram quentes e macios, e a maneira que ele me beijou denunciava sua inexperiência. Ele colocou a mão em minha bunda e como estava de saia, percebi que passava dos limites, então interrompi o beijo.

– Ei qual o seu nome? – ele me perguntou. Ele era bonito com belos olhos castanhos, barba rala e um peitoral largo, fazia parte da gangue dos nephilins.

– Se eu quiser, eu te procuro você não precisa saber o meu nome. – falei em seu ouvido. Então me retirei.

A festa estava uma verdadeira droga, ninguém se beijando, ou transando ou bebendo, todos pareciam estar em uma missa fúnebre. Algo precisava ser feito, então subi no tronco e comecei a tirar a roupa. Comecei a olhar ao redor e vários garotos se amontoaram em minha volta, estava prestes a tirar a blusa quando com o canto dos olhos pude ver embaixo de um carvalho Felly aos beijos com um garoto, soube logo a que grupo ele pertencia, o par de presas brancas que estava prestes a perfurar o pescoço da minha prima o denunciou.

– Merda! – falei descendo do tronco.

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Fellypa

– Não! – falei ao sentir as presas em meu pescoço.

– Por que não princesa? – seus olhos encontraram os meus e vi a falsa decepção.

– Porque não sou dessas. – me afasto, mas viro para encara-lo. – E pensei que você também não fosse. – vou me retirando quando sinto o choque do corpo dele colando junto ao meu e o volume de sua calça roçava na minha bunda, me vi envolta pelos seus braços em um abraço mortal, tentei protestar, mas a mão dele pousou em minha boca.

– Shiiiu! Não vai doer nada. – e no mesmo instante em que terminou a frase seus caninos perfuraram a pele do meu pescoço e sua mão escorregou para o meio de minhas pernas, e por mais que meu subconsciente gritasse para eu sair correndo dali o prazer que sentia me fez com que ficasse.

Nas aulas sobre a espécie vampírica aprendemos que a mordida de um vampiro liberava a sua presa uma imensa dose de endorfina fazendo com que o individuo ficasse preso a isso de maneira sexual. Não poderia deixar que ele continuasse, por mais que eu quisesse, se alguém visse aquela cena nem sei o que aconteceria, então de repente, na parte lucida da minha cabeça confusa lembrei das palavras da diretora em nosso breve encontro no corredor, mais cedo “ Não se deixe cair em tentação”.

Foi o tempo de lucides necessário para que escapasse da mordida de Harry, mas não de seu beijo sujo do meu próprio sangue, um beijo ruim... um beijo escarlate.

– SEU... SEU PORCO! – Falei segurando algumas lagrimas. – Nunca mais encoste suas mãos ou qualquer parte desse seu corpo podre em mim! – Dei uma bofetada na cara dele, que não deve ter surtido muito efeito levando em consideração a maneira como minhas mãos e pernas tremiam. Sai de lá mais apavorada do que nunca estive, percebi que teria que dar de cara com todos que estavam na fogueira, mas uma mão me puxou para longe de tudo aquilo.

– Vem, vamos pro quarto pra você descansar. – Athen me falou enquanto me arrastava pros dormitórios, era bom ter um apoio conhecido quando se sentia uma vadia.

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Madson

Estava sendo um saco ouvir as fofocas quentes e não poder comentar. As meninas ao meu lado falavam entre gritinhos sobre todos os assuntos do momento e praticamente descartaram a minha existência naquele lugar. Entao fiquei mais focada ao meu redor no que nelas em si. Vi Jow com seu parzinho gótico, vi meninas se beijando, vi um garoto novo que era nephilin sentado sozinho e resolvi ir falar com ele, mas quando levantei para ir em sua direção vi Harry, o líder da gangue dos vampiros sair de tras de um carvalho limpando a boca que estava vermelha, teve uma presa? Sim ou claro. Comecei a me divertir com a ideia de ter do que falar no dia seguinte quando mais pra frente vi Athenovaca arrastando sua amiguinha sereia, ou o que sobrou dela, rumo aos dormitórios. Harry era mesmo um imundo.

Mudei meu rumo meio a contra gosto e fui até ele.

– Você acabou de usar uma garota que não merecia isso. Sabe que ela já sofre por ser sereia. – Falei baixo.

– Não a usei, foi uma troca, ela também se divertiu. – Ele declarou convencido.

– Chama aquilo de diversão? – Apontei pros vultos distantes das duas que já quase sumiam na escuridão da noite.

– Ué.. já esta feito! – Ele declarou e seguiu em frente, pena que fui mais rápida. Parei em seu encalço e dei uma bela joelhada entre suas pernas, vi ele grunhir e cair no chão.

– Desculpe... mas já esta feito! – Não sei porque tive aquela reação de defesa quando nem ao menos havia sido atacada. Mas não esperei para entender. Sai correndo tentando alcançar as vadias. Realmente faço coisas das quais me arrependo e sinto que essa seria mais uma dessas.

Notas finais
Beijosssss!