Notas iniciais
Feliz Natal!
Obrigada a todos os 6 leitores por seguirem a fic!

Capítulo 3

Parte 1 – Bonnie Bennett

-Oi meninas, desculpem o atraso – disse, sentando-me ao lado de Caroline.

-Não faz mal, Bonn. Vamos começar agora mesmo – falou a minha amiga. – Candidata número 1!

Uma rapariga do 10º ano entrou. Era pequena, magra, tinha cabelo longo, meio desalinhado e parecia que precisava urgentemente de uma escova.

-Olá, o meu nome é Anna.

-OK, Anna, mostra-nos o que sabes de melhor – pediu Elena e Anna sorriu nervosa.

Ela fez um triplo salto, deu uma pirueta no ar, fez uma cambalhota seguida da roda e acabou com um outro salto triplo. Por fim, esticou os braços e os pés estavam os dois juntos na receção.

-Obrigada, Anna. Amanhã verás se entraste para a claque – falei, sorrindo. Ela estava mais do que aprovada. – Dorme bem, sim? Não fiques nervosa.

-Obrigada – ainda por cima era educada.

-Candidata número 2! – chamou Caroline, e depois baixou o volume, só para nós a ouvirmos. – Anna está mais do que aprovada.

Eu e Elena acenámos e olhámos para a nossa candidata.

-Olá, o meu nome é Rebekah Mikaelson – apresentou-se ela, no fundo da pista.

Nem esperou dizermos nada, fez um triplo salto e acabou com os pés a tocarem no solo ao mesmo templo. Mais um triplo salto e acabou com esparregata. Levantou-se agilmente, disse-nos adeus com aquele sorriso convencido e saiu do ginásio.

Olhámos umas para as outras embasbacadas com a atitude dela. Rebekah tinha mudado muito.

Parte 2 – Elena Gilbert

-Por mais que tenhamos um milhão de motivos contra ela, a claque precisa de pessoas como ela – argumentou Caroline, enquanto vestia o seu vestido.

-Eu sei – falei, da casa de banho. Alisava o cabelo, enquanto Bonnie colocava maquilhagem no espelho vitoriano do meu quarto.

-Ela foi um pouco sinistra, vamos dizer a verdade – comentou Bonnie. – Chegou lá, fez o que queríamos e depois evaporou-se.

-Vamos ver se ela vai à Noite da Fogueira – disse Caroline, entrando na casa de banho, enquanto eu saía e pegando no ferro de encaracolar.

-Por falar em Rebekah e em coisas estranhas, vocês também receberam a mensagem?

-Da misteriosa criatura que vagueia pelos corredores da escola e tem múltiplos corpos, já que Hayley e Kol estavam em aulas diferentes? – disse Caroline. – Sim, recebemos.

-Tenho medo – murmurou Bonnie e eu comecei-me a vestir. – E se ela descobrir que…

-Todos já sabem – interrompi-a.

-Não. Ninguém sabe que fomos nós as autoras daquilo. Amigas, tenho medo – Bonnie era um pouco medrosa.

-Não tenhas – tranquilizou-a Caroline. – Pensa nas coisas boas que ainda estão por acontecer: é o último ano! E nenhuma de nós tem namorado, por isso, hoje à noite, vamos socializar com mais pessoas e ver se encontramos o par perfeito para o nosso Baile de Finalistas! Que tal?

O meu telemóvel deu sinal de mensagem, assim como o de Bonnie e de Caroline. Entreolhámo-nos e depois vimos a mensagem:

A hora da detenção é um poço de informações: os Mikaelson mais velhos estarão presentes. Tragam os vossos melhores decotes, caso contrário, não terão um par para o Baile de Finalistas.

Olhei para Caroline.

-Até parece que estava mesmo aqui a ouvir a nossa conversa – murmurei.

-Argh, odeio esta, ou estas pessoas! Fazem-me paranoica! – ela voltou a entrar na casa de banho para encaracolar o cabelo.

Parte 3 – Damon Salvatore

-Não me embaraces, jovem – disse ao meu irmão, antes de ele se afastar de mim.

-Olha, olha, quem é ele – virei-me e encarei Klaus.

-Pensei que ainda não tinhas retornado do Reino Unido – comentei e abraçámo-nos. Eu e Klaus éramos melhores amigos, apesar de ele ser um ano mais velho do que eu.

-Voltei hoje de manhã. E tu, meu amigo? Como foi Itália?

-Quente. Em todos os sentidos.

Gargalhámos e fomos buscar umas cervejas.

-O teu irmão também já cá está?

-Elijah? Já. Viemos os dois ao mesmo tempo.

-Os Mikaelson em força na mesma mansão. Deve ser difícil – comentei, enquanto abria a minha cerveja e Klaus fazia o mesmo. – Saúde.

-À beleza da juventude – disse ele e batemos com as garrafas uma na outra. Bebi um grande gole e depois olhei em volta.

Muitas daquelas pessoas ainda conhecia, afinal, aquele seria o meu primeiro ano da Faculdade.

-Sempre conseguiste entrar para Faculdade de Arquitetura?

Acenei com a cabeça.

-Damon! – uma ruiva saltou para os meus braços e eu amparei-a. Depois notei quem ela era.

-Jessica!

-Oi – desfez o abraço e olhou para Klaus. – Olá, Klaus. Não estavas no Reino Unido?

-Voltei hoje – respondeu ele. – Vou deixar-vos conversar e vou ver onde é que andam os meus antigos colegas.

Ele virou-nos costas e difundiu-se na multidão do liceu.

-Conta-me tudo! – pediu ela. – Como foram as tuas férias?

Parte 3 – Elijah Mikaelson

A música estava alta, muitos miúdos já estavam bêbedos e tinham muito poucas hipóteses de sair dali no seu próprio pé.

-Jeremy! – um miúdo passou a correr por mim, seguido de uma morena de cabelos castanhos lisos.

Ela conseguiu-o apanhar e pegou-lhe num queixo com a mão.

-Ótimo! Já estás pedrado! O que foi desta vez? Coca? Crack?

-Deixa-me em paz! Lá porque és mais velha não te dá o direito de te meteres na minha vida!

Aproximei-me deles, devagar.

-Oi – falei, e a morena não me deixou dizer mais nada.

-Está tudo bem. É só o meu irmão. Podes ir-te embora.

-O teu irmão não me parece nada bem. Estás pedrado – falei para o miúdo.

-E quem raios és tu para me dizeres isso?

Sorri e comecei a falar:

-Sabes as consequências do consumo de drogas? Irritabilidade, depressão e paranoia.

-Pouco me importa – ele encolheu os ombros.

-Ataque cardíaco e perda de desejo sexual. Ah, e não vamos esquecer a parte da infertilidade.

Ele ficou pálido e moveu-se para trás.

-Tanto faz.

Saiu dali e a morena ainda o chamou, mas ele não voltou.

-Não te preocupes. As consequências vão ficar a atormentá-lo uns dias.

Ela sorriu.

-Obrigada. Às vezes não sei o que fazer com ele.

-Está tudo bem – assegurei-a. – Elijah Mikaelson.

Ela abriu ainda mais o seu sorriso.

-Elena Gilbert.

Apertámos as mãos.

-És irmão do Kol?

-Isso mesmo. Mas sou mais velho do que ele.

-Lembro-me vagamente de ti – ela enrugou a testa, como um efeito do seu pensamento. – Nas festas que ele dava lá em casa.

-Possivelmente. Mas nunca fui muito de me misturar com mais novos.

-Então o que estás aqui a fazer?

-Cerveja e música barulhenta grátis? É um convite demasiado tentador, até mesmo para mim.

Gargalhámos juntos. A gargalhada dela era sincera e contagiante.

-Mais uma vez, obrigada por me teres ajudado com o Jeremy.

Acenei.

-Sem problemas. Ele tem que idade?

-Vai fazer dezasseis daqui a duas semanas – respondeu ela e parámos na periferia do centro da festa. Sentámo-nos num banco. – Às vezes penso no que causou tudo aquilo. Se foi a morte dos nossos avós, assim tão brutalmente ou… não sei mesmo.

-Um trauma na idade dele é perigoso. São levados para caminhos que pensam ser mais fácil de aguentar a dor e a depressão, mas só dificulta as coisas, tanto para eles, como para os que os rodeiam.

Elena acenou.

-Sabes muito do assunto – comentou ela. – Como?

-Estou a estudar Medicina.

Ela arregalou os olhos.

-Tu és o irmão que o Kol não para de falar! O futuro Dr. Mikaelson!

-Ei, calma! Ainda me faltam mais dois anos! – ri da expressão dela. – Ele fala assim tão mal de mim?

-Acho que ele secretamente admira-te – desta vez, quem ficou surpreendido fui eu. – Por aquilo que atingiste: querias ser médico e conseguiste.

-E tu, Elena? Que queres ser?

Ela ficou com um olhar imediatamente sonhador.

-Escritora. Mas sei que isso não dá a lado nenhum. Estava a pensar em algo relacionado com…

-Elena! – alguém a chamou e nós olhámos para a fonte. Era uma jovem de cor de chocolate, com cabelos lisos e bastante baixinha.

-Tenho que ir. Vemo-nos por aí, Elijah.

-Claro – falei, e vi-a ir-se embora.

©AnaTheresaC

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Quero pelo menos, 3 comentários, tá?
Espero que tenham um feliz Natal!
XOXO, até domingo!