Notas iniciais
12 leitores e 3 vezes favorita! Own, obrigada!
Capítulo fofo, tenho que admitir.

Capítulo 8

Parte 1 – Klaus Mikaelson

Mais um dia tinha acabado. Mas eu estava exausto e precisava de descontrair. Faculdade é difícil, não pensem o contrário. Então o meu curso, Gestão de Informação, é muito complexo, com muitas matemáticas e estatísticas misturadas lá no meio.

Estacionei o carro no meio da floresta e saí. Aspirei logo o ar puro que as árvores davam. Ali havia paz e solidão, uma coisa que eu não conseguia ter por muito tempo há muito tempo. Por isso, aquele era sempre o meu refúgio.

Comecei a andar pela floresta, quando dez minutos depois encontrei um carro parado. No início pensei em ir-me embora, mas eu reconheceria aquele carro em qualquer parte do mundo. Aproximei-me lentamente, pronto para me ir embora caso estivesse a acontecer alguma lá dentro que exigisse a privacidade de uma floresta.

Caroline estava sentada do lado do condutor, com as mãos no volante e a cabeça deitada para trás. Lágrimas escorriam pelo seu rosto e os seus olhos estavam fechados. Bati suavemente no vidro para não a assustar, mas não resultou. Ela abriu os olhos, alarmada, e ao me ver virou o rosto para o interior do carro, tentando sem sucesso limpar as lágrimas.

-Caroline, abre a porta.

Ela virou-se para mim e saiu do carro.

-O que queres?

-Não estás bem.

Não era uma pergunta, e ela percebeu.

-Bem, e por que te interessaria a minha vida?

Inclinei a cabeça para o lado.

-Vá lá, Caroline. Nós já fomos amigos.

E fomos. Até àquela estúpida mensagem anónima me denunciar. Desde esse dia, ela deixou de me falar e isso partiu o meu coração, mas eu percebia o lado dela.

Ela respirou fundo e olhou para o chão, fechando os olhos com força.

-Precisas de um dos abraços mágicos?

Ela riu, mas acenou que sim. Não hesitei e abracei-a com força. Afogou o rosto no meu peito e eu alisei o seu cabelo.

-O que aconteceu?

-Foi o meu pai. É sempre ele, Klaus. Porquê? – começou a soluçar e o meu coração despedaçou-se em mil minúsculos pedaços por não poder fazer nada quanto á sua situação.

-O que quer ele desta vez?

Parte 2 – Jenna Sommers

-Ela já fez dezoito anos – murmurou a minha irmã, quando os miúdos se foram deitar. Grayson tinha ficado no hospital a fazer horas extra, pelo que éramos só nós na sala de estar.

-Tal como Elena – disse, olhando com pena para ela. – Não te preocupes. De certeza que ela encontrou um lar que a acolheu e que a ama muito.

-Não sei, Jenna. Estamos sempre a ouvir notícias de crianças que foram deixadas para adoção que se deram mal com as famílias de acolhimento e que nunca saíram daquela espiral decrescente.

Suspirei. Aquilo era um assunto muito delicado.

-Fizeste a escolha que tiveste que fazer. Não te sintas culpada por lhe quereres dar um lar mais feliz do que aquele que lhe podias dar.

-Mas podia dar-lhe agora! – arregalei os olhos, sabendo no que ela estava a pensar.

-Não.

-Jenna, seria a altura ideal! Ela já fez dezoito anos, já a posso tentar encontrar…

-Não.

-E não há nenhuma lei que me impeça de fazer isso!

-E já pensaste na Elena? No Jeremy e na Margaret? E no Grayson?

-Eles iriam compreender – disse ela, com lágrimas esperançosas nos olhos.

-E o que lhe dirias? Qual seria a tua resposta quando ela perguntasse o motivo de a teres lá deixado e não Elena?

Miranda finalmente desceu á realidade e as muralhas de esperança desmoronaram-se. Deitou-se no meu colo a chorar.

-Ainda sonho com ela todas as noites.

-E já falaste disso ao Grayson?

-Não. Ele voltará a colocar-me sob aqueles medicamentos e eu não quero. Só a quero encontrar, Jenna.

-Talvez um dia, o destino vos una e vocês possam conversar.

-Espero que sim, Jenna – sonhou a minha irmã. Apesar de ela ser mais velha, era sonhadora. Éramos duas crianças quando estávamos juntas.

©AnaTheresaC

Notas finais
O que Miranda fez que se arrepende tanto?
E não acharam o momento Klaroline fofo? O que a mensagem dizia que fez os dois separarem-se?
XOXO,até domingo!