Mystic Forks

6 Capítulo Cinco: Hello Brother


Elena havia acordado no dia seguinte ao incidente ocorrido, estava tudo bem com ela, aparamente, se tinha ficado com algum trauma psicológico iríamos descobrir mais tarde. Pelo menos o fato ocasionado tinha servido para alguma coisa, Carlisle proibira Alice de dar festas aqui, ah não ser que realmente tivesse alguma utilidade (o que na maioria das vezes não tinha). Edward, Bella e Renesmee chegarão daqui a pouco, estavam na casa do Xerife Swan, o delegado da cidade, pai de Bella. Ainda me espanta o fato dele não ter descoberto o que somos de verdade, devemos ser ótimos atores e Hollywood está nos perdendo.

Duas coisas ficaram ecoando em minha mente a noite toda: A recuperação de Elena e meu plano de matar Aaron junto com Stefan. Agora que sei que Elena está fora de perigo, vou me preocupar com meu outro problema: Aaron Summers. Não que eu tenha desistido do plano com Stefan, mas ainda sim, não me parece uma boa ideia. Ao longo dos anos, passei pelo que minha família e eu costumamos chamar de “Dias Sombrios”.

Os “Dias Sombrios” são constituídos por vampiros que estão no fundo do poço, matando e matando sem se preocupar. Eles desligam sua humanidade, ficando sem emoções ou qualquer tipo de sentimento por alguém, quando um vampiro desliga sua humanidade ele não se importa com ninguém ao seu redor, não tem piedade de quem quer que seja, é algo como ser oco, vazio por dentro, como se você fosse uma máquina controlada para fazer o mal, mesmo tendo optado por aquilo. Muitos desligam sua humanidade para romper um tipo de sofrimento prolongado, outros simplesmente porque foram hipnotizados por vampiros Originais. Eu já estive nos “Dias Sombrios”, desliguei minha humanidade por ter ficado viciada em sangue humano, todo vampiro já provou sangue humano, é inevitável. Eu estava no auge da minha transformação, era recém-criada e sangue de animais não me saciava tanto quanto eu queria, eu estava extrapolando os limites éticos de minha criação, eu só pensava no prazer que eu sentia bebendo aquilo, não ligava para os danos que foram causados em minhas vítimas. Foram tempos desesperadores, eu achava que minha família iria desistir de mim sem ao menos tentar, mas eu estava enganada, os Cullen nunca desistiram de mim não importava o grau de dificuldade, eles sempre estiveram ali ao meu lado tentando me trazer de volta. Uma vez que se é desligado, voltar ao normal pode ser uma tarefa árdua demais, quase sem esperanças, porém quando o amor é mais forte que a dificuldade, nada é impossível.

Eu não queria ter que carregar o sentimento de culpa mais uma vez dentro do meu peito, assim como eu carrego o de anos atrás, eu só queria acabar com o meu problema sem precisar lidar com remorso depois. Matar alguém para vampiros parece uma tarefa fácil e um tanto quanto inofensiva, mas para mim não era, quer dizer, eu já tenho que suportar uma culpa enorme por matar animais, não quero ter que desligar minha humanidade de novo. Eu estou em um dilema muito complicado.

Estava em meu quarto lendo um dos milhares de livros que eu possuía, era uma alternativa de se passar o tempo, uma forte batida na porta de madeira fez com que eu me perdesse no livro.

– Está aberta! – gritei largando o livro em cima da cama.

– Estou entrando. – disse Stefan.

– Ah oi, a Elena está bem? – perguntei.

– Olá. Sim, ela está. Só está com uma fome sobrenatural.

– Era de se imaginar, ela perdeu bastante sangue.

– Sim. E aí, já pensou em como vamos fazer você sabe o que com você sabe quem?

– Isso me lembra Harry Potter e, sobre isso... Estava mesmo querendo falar com você. – notava-se agora um tom de insegurança em minha voz.

– Quer desistir? – perguntara Stefan fitando-me.

– Ham... Eu... – minha voz falhara.

– Olha Selena, não se sinta obrigada a nada. Só vou fazer isso se você quiser. Você me dá as ordens e eu obedeço. – tranquilizou-me ele.

– Perfeito. Vou pensar mais um pouco a respeito disso então. – falei mordendo os lábios.

– Ótimo. Te espero lá embaixo então, seu irmão está prestes a chegar, informações de Alice.

– Stefan, espera. – chamei-o de volta.

Não quero bancar a fofoqueira ou detetive particular da vida de ninguém, mas eu realmente queria saber o porquê da hesitação de Stefan ao falar sobre o irmão. Sei que não éramos tão próximos para conversar esse tipo de assunto, todavia, é sempre bom conhecer a ficha social (criminal) de cada um que vive perto de você.

– Sim? – Stefan respondera.

– Vou entender se não quiser responder, mas, por favor, responde por que eu quero saber. – ele rira – Por que você hesitou quando eu te perguntei sobre seu irmão?

Ele parecia um tanto confuso, afinal, isso não era necessariamente da minha conta, porém tendo em vista que ele está sob meu teto, tenho que conhecer seu presente, passado e possivelmente futuro.

– Bom, digamos que eu e ele não somos do tipo irmãos unidos, estamos mais para suportes um do outro, a maneira que eu suporto ele e ele me suporta. – Stefan tentava fugir do assunto de maneira sorrateira, dando respostas incompletas e subjetivas.

– Hum... Suportes... Ele te fez alguma coisa? Ou você fez alguma coisa para ele? — ok, eu estava me intrometendo demais na vida pessoal de Stefan, mas eu realmente queria saber com quem estou lidando.

– Isso é pouco complicado, uma longa e entediante história, acho até que você nem vai querer ouvi-la. Bom, eu vou indo. A gente se vê lá embaixo. – dissera ele sorrindo sem graça e saindo do quarto.

Stefan Salvatore, mestre em fugir de um assunto por duas vezes consecutivas. Estou começando a achar que talvez ele possa ser da mesma laia de Aaron, falso e mentiroso, tudo bem que eu estava passando dos limites ao cruzar sua vida pessoal, no entanto, eu não precisava de outra pessoa possuindo outra face muito bem escondida.

Estava saindo do meu quarto, quando Jasper apareceu no fim do corredor. Ele me deu um sorrisinho e caminhava em minha direção. Jasper me fitava com seu olhar morto, porém simpático.

– Esqueceu que tem irmão? – perguntara ele depois que deu um beijinho em minha testa.

– De maneira alguma. – respondi.

– Hum tá, desde que esse Stefan Salvatore chegou você só tem tempo para ele. Eu o vi saindo de seu quarto. – Jasper estendeu-me a mão – Vamos andando. – e foi me conduzindo pelo corredor.

– Oh não, não, não, não. Você entendeu errado. Nada a ver, eu e Stefan. Fala sério, Jasper, nem amigos nós somos ainda. – disse eu muito constrangida.

– Vocês fariam um belo casal. – Jasper franziu o cenho.

– Qual o problema de vocês? Ele é comprometido com a Elena e também não faz o meu tipo. – grunhi.

– Tá legal, não precisa ficar brava. Já entendi que você gosta de cafajeste. – Jasper rira sozinho de sua piada.

– Vai se ferrar. – empurrei-o para o lado.

– Amadora. – ele me empurrara de volta.

– Você sabe que eu acabo com você de olhos fechados. – provoquei o chamando para um mano a mano.

– Prove. – ele disse aceitando meu desafio.

Golpeei Jasper dando um chute em seu braço e em sua barriga, mas foi um golpe meio que esperado, pois ele segurou meu pé e me lançou contra um dos degraus da escada. Normalmente, a função de resolver tudo na força bruta é de Emmett, porém Jasper e eu temos uma brincadeira de ver quem tem o soco mais forte. É claro que considerando o tipo de seres que somos qualquer movimento tem uma força extrema, por isso às vezes acabamos danificando algumas coisas – tais elas como vasos, abajures, portas, janelas, corrimãos, pisos, entre outras coisas mais- e Esme não fica nada feliz com essa nossa atitude.

– Estou vendo o quanto você me derrota. – caçoava ele.

Levantei do degrau e saltei por cima de sua cabeça como um raio, ele ficou me procurando, posicionei-me atrás dele e passei meu braço em volta de seu pescoço, dando-lhe uma gravata sem machucá-lo.

– Por essa você não esperava, não é mesmo? – disse eu.

– Sou ex-soldado civil, querida irmã, acha mesmo que não tenho como sair dessa?

– Já era. – disse eu.

Retirei meu braço devagar do pescoço de Jasper, para não dar chances de ele me atacar, joguei-o contra outro degrau mais abaixo de onde estávamos inicialmente. Desci até onde ele estava e pus meu pé em cima do tórax dele.

– Acho que alguém perdeu para uma garota. – falei.

– Eu não estava alimentado e eu deixei você ganhar. – disse ele ainda no chão debaixo de meu pé.

– Ah claro, aceitar a perda é mais humilde, sabia? – estendi-lhe a mão para ajudá-lo a se levantar.

– Tá tudo bem, teremos revanche em breve. – disse Jasper.

– Mal posso esperar. – falei.

Estávamos todos na sala quando ouvi Esme dizer que se Jasper e eu quebrássemos mais alguma coisa, nós iríamos ter que pagar. Justo. Já perdi até a conta de quantas coisas nós já quebramos com essa competição. Jasper fora ficar ao lado de Alice, que estava próximo à porta, eu resolvi me sentar ao lado de Elena – pelo visto nenhum trauma psicológico foi detectado -, sussurrei um “obrigado” a Jasper agradecendo-lhe por ter me proporcionado uma diversão mesmo que por alguns minutos. Ele sussurrou de volta um “não há de que”. Fazia anos que eu não me divertia assim com alguém, tudo bem que começamos essa competição sempre que nos dá na telha, mas ultimamente isso vem sendo muito escasso, pode ser até que esse meu sentimento de abandono seja dado pelo fato de todos os meus irmãos e irmãs terem suas vidas amorosas ocupadas demais, em primeiro plano talvez, eu fico meio que jogada para escanteio. E não tem nada a ver com ciúmes porque eu já passei dessa época de ser possessiva com familiares, pois eles têm suas vidas assim como eu tenho a minha, todavia, sinto falta de como as coisas eram antes.

Stefan estava de pé conversando com Carlisle e, eu o observava atentamente, o que será que estavam conversando? Será que estavam falando de mim e do meu comportamento nada discreto? Ou será que ele estava traindo minha confiança e contando todo nosso plano não planejado para Carlisle? Eu podia ter todas essas respostas, bastava eu me concentrar e ouvir a conversa, vampiros tem sentidos aguçados. Podemos ouvir conversas sussurradas, mesmo em distantes edifícios, sentir cheiro de sangue a quilômetros de distância e ver na total escuridão, no entanto, eu não iria escutar a conversa alheia.

O barulho da porta de um carro estacionado agora pouco na calçada da casa indicava que Edward, Bella e Renesmee haviam chegado. Bella foi a primeira a adentrar a casa, Alice como sempre espalhafatosa foi dar-lhe as boas vindas. Edward vinha atrás carregando as malas, Renesmee foi diretamente para os braços de Carlisle dizendo “Vovô, que saudade”. Carlisle pôs Renesmee no chão e foi apresentar Bella e Edward a Stefan e Elena. Esperei Bella terminar de cumprimentar os outros para depois falar com ela, assim que terminou de falar com Rosalie, aproximei-me dela e lhe dei um abraço bem apertado.

– Sentiu minha falta? – perguntara Bella.

– Muito. – respondi quase que a esmagando num abraço.

– Acho que se eu ainda fosse humana, você me mataria com esse abraço. – disse ela rindo.

Eu assenti.

– Como foi a viagem a casa do Xerife Swan? – perguntei largando-a.

– Sem muitas novidades, na verdade o mesmo de sempre. Ele fica encasquetado com o fato da gente sempre inventar uma história para tentar convencer ele a não vir aqui. Já estou ficando saturada disso, mas infelizmente não posso lhe contar a verdade. – respondeu Bella – Ei, ei... – provocou-me Bella.

– Que foi? – perguntei.

– O Senhor Salvatore, ele não é nada mal. – disse ela me dando uma pequena cotovelada no braço.

– Você também? Jura? Logo você, francamente, Isabella. Ele é namorado da Elena e mesmo se não fosse eu não tenho nenhum interesse nele, será que é tão difícil assim de compreender? – falei com raiva.

– Calma.

– Calma não, primeiro a Alice, depois o Emmett, a Rosalie, o Jasper e agora você. Sério, por que vocês não trabalham como cupido por aí? Tem muita gente precisando.

– Tá Selena, vai falar com o seu irmão e com a sua sobrinha e depois vai dar uma volta, vai.

– Ok mamãe. –ironizei.

Bella deu de ombros.

Por que é que todo mundo vive me jogando para cima de Stefan mesmo que indiretamente? Sei que não tenho sorte com homens, porque se for ver o histórico dos meus ex-namorados serão todos reprovados, mas eu não quero que ninguém banque o cupido para mim. Não vou negar que o Sr. Salvatore é irresistivelmente irresistível, só que ele não faz o meu tipo. Admito que sou meio rabugenta para assuntos amorosos, afinal Aaron foi quem fez isso comigo, uma desilusão amorosa faz isso com a gente, nos faz fechar as portas do nosso coração rudemente com direito a guardas fortemente armados na entrada para não deixar nenhum sentimento de amor invadir e acabar brutalmente com o reino do coração. Mas será que é tão difícil assim acreditar na amizade entre um homem e uma mulher? Tudo bem que Stefan e eu não éramos amigos, mas e se fossemos? Precisaria existir algo a mais do que a amizade entre nós para ser válido? Isso é ridículo. Pensamento machista. Já estamos no século XXI.

Edward estava conversando com Stefan quando resolvi me aproximar para falar com ele, Stefan nos deixou a sós, pois para ele agora era um momento familiar. Encostei-me no móvel de madeira branco apoiando meus braços para trás ao lado de Edward, ficamos trocando olhares de como quem diz “ Hum, está olhando o que?”.

– Não vai falar comigo? – perguntou Edward dando um sorrisinho.

– Não. É sua função vir falar comigo, você esteve fora não eu. – falei.

– Malcriada! Você está pior que uma menina de oito anos. – disse ele.

– Legal, olha como eu estou ligando para sua opinião. – debochei.

– Tudo bem... Vamos ver se você vai continuar não ligando quando eu fizer isso... – Edward me pegou no colo e começou a me fazer cócegas.

– Para com isso, Edward. Para – eu estava caindo na gargalhada.

– Paro se você falar que ama. – disse ele enquanto continuava a me fazer cócegas.

– Tá, eu te amo irmão! Agora me solta. – falei livrando-me dele.

– Sempre consigo o que eu quero.

– Idiota!

– Vou tomar um banho, mais tarde eu venho te perturbar. – disse Edward dando as costas para mim.

Feliz. Acho que essa era a palavra certa para descrever o quanto eu me sinto estando ao lado de Edward. Edward me faz voltar a ser criança novamente, ele simplesmente resgata o espírito infantil que está escondido em algum lugar da minha alma condenada. É como se Edward e eu fossemos uma só pessoa, eu tenho muito orgulho de ser sua irmã.

Renesmee vinha correndo pela sala toda alegre gritando “Tia Selena”, ela deu um salto bem grande e peguei-a no colo, estava ainda mais radiante. Seu lado humano florescia toda sua imagem, não há pessoa que olhe para essa menina e não abra um sorriso espontâneo, era isso que Renesmee fazia comigo, eu podia estar em um dos meus piores dias, mas se ela simplesmente chamasse meu nome, a tristeza desaparecia como mágica. Perguntei a ela se ela tinha gostado da viagem, ela respondeu que sim, ficamos conversando um pouco até ela apontar Elena e Stefan. Ela dissera que Carlisle já havia os apresentado a ela, mas ela queria que eu a levasse para falar com eles melhor. Stefan olhava para Renesmee que ainda estava no meu colo admirado, estava perplexo com tanta beleza e inocência concentrada em uma só criança.

– Olha só, que menininha mais linda. Como vai Renesmee? – perguntou Stefan.

– Vou bem e o senhor, Sr. Salvatore? – respondeu Renesmee um pouco tímida.

– Vou bem também, mas Sr. Salvatore? Isso parece coisa de gente velha, você não acha? – Stefan parecia levar jeito com crianças. Coloquei Renesmee no chão para ela conversar melhor com Stefan.

– Acho, mas foi que papai e mamãe me ensinaram. – disse ela.

– E eles estão certíssimos, só que eu quero ser seu amigo e prefiro que você me chame só de Stefan ou se você preferir de tio Stefan, que tal? – sugeriu Stefan.

– Vou te chamar de tio Stefan. – Renesmee sorriu.

– Como posso lhe chamar? Você tem algum apelido? – Stefan interagia.

– Sim, Nessie! – disse ela.

– Lindo! Não é mesmo, Elena? – disse Stefan.

– Com certeza. Nessie me chame só de Elena. – falou Elena.

– Acho que estou sobrando. – disse eu – Vou sentar na escada.

– Vou com você! – disse Elena.

Deixamos então Stefan e Nessie conversando. Alguns minutos depois Stefan perguntou se havia algum tabuleiro de xadrez porque ele queria ensinar Nessie a jogar, peguei na gaveta do cômodo central branco um tabuleiro de xadrez feito de vidro. O tabuleiro era de Jasper, ele tentou me ensinar a jogar algumas vezes, mas eu não tenho capacidade para esse tipo de coisa. Elena e eu ficamos sentadas no primeiro degrau da escada o observando as habilidades de Stefan no xadrez, se bem que Nessie estava indo muito bem para uma iniciante.

– Stefan leva jeito com crianças. – comentei.

– É, ele sempre me disse que seu grande sonho é ter um filho. – disse Elena.

– Ele se sairia bem nessa tarefa. – disse eu.

Elena assentiu.

Ficamos em silêncio. Fitei a janela por alguns minutos. Um homem alto branco, vestido todo de preto – jaqueta de couro, camiseta, calças e tênis- se aproximava do jardim. Quem seria esse homem? Não estávamos à espera de ninguém. O homem se posicionou em frente a nossa a porta de entrada e tocou a campainha. Eu falei que eu iria atender a porta. Abri a porta para o tal homem que me olhava de cima a baixo.

– Pois não? – disse eu olhando diretamente para os olhos extremamente azuis do homem que estava parado a minha frente.

– O Senhor Salvatore está? – perguntou o homem me encarando.

– Sim e quem deseja? – disse eu mantendo fixamente o olhar nele.

– Um velho amigo. – disse o homem de cabelos pretos bem cortados acima da sobrancelha com alguns fios caindo sobre a testa.

– Vou chamá-lo. – falei dando um sorriso irônico.

Fechei a porta e deixei o homem esperando do lado de fora, chamei Stefan e disse que alguém estava procurando por ele. Stefan levantou do sofá, olhou para Nessie e disse que se ela mexesse no tabuleiro ele iria saber.

– Não vou mexer em nada, prometo! – disse Nessie sorrindo.

Stefan foi caminhando de marcha ré até a porta, estava com os olhos fixos em Renesmee e no tabuleiro.

– Claro que não vai, estou de olho em você. – brincou ele.

Sentei-me ao lado Renesmee. Elena olhava-me da escada confusa, queria saber quem era tanto quanto eu. Eu realmente não imagino quem seja porque conheço Stefan há muito pouco tempo para ponderar qualquer coisa sobre suas amizades, tampouco Elena que era sua namorada e podia até saber quem era, mas não imaginar. Stefan abriu a porta. Ele não esboçou nenhum tipo de reação, para quem até então estava revendo “um velho amigo”. Não cumprimentou o homem, nem deu um “oi, como vai?” ou “olá, quanto tempo” ou até mesmo “que bom te ver novamente”. Nada. Stefan não fez absolutamente nada. Ficou ali parado, como uma estátua. Silêncio total na sala, até o homem resolver falar algumas palavras.

– Olá irmão!