Mystery Boy
2 Pokémon fugitivo
Notas iniciais

Dawn havia acabado seu almoço, despediu-se das amigas e foi andando em direção à sua casa. Sentiu que alguém estava atrás dela, virou-se por um momento e viu Paul andando calmamente e sem esboçar um sorriso sequer.
— T-tá me seguindo?
— Escuta, a cidade é pequena, e esse é o caminho pra minha casa. — Ele comentou, fazendo a curva na esquina seguinte. — Tchau baixinha.
A azulada cerrou o punho, detestava ser chamada de baixinha, parecia até o Edward do Fullmetal Alchemist. A garota apenas suspirou e tornou a andar em direção à sua residência, que por sorte não estava distante. Ao chegar, contemplou a casa onde morava: Um sobrado verde e não muito pequeno.
Abriu a porta da casa, largou a mochila no sofá e foi até a cozinha. Sua mãe estava no trabalho e seu pai também, por isso, costumava ficar sozinha à tarde. Ela subiu em direção ao seu quarto, um cômodo de paredes brancas com um papel de parede rosa de bolinhas brancas da metade pra baixo, uma cômoda de madeira do lado esquerdo da porta, uma cama de casal na parede esquerda, um guarda-roupa de madeira de frente para a cama e uma janela de frente para a porta.
Foi só se deitar na cama que seu pequeno Piplup subiu em seu colo. O pequenino aconchegou-se e resolveu dormir mais um pouco, mas desta vez no colo de sua treinadora. A mesma deu uma risadinha e pegou o celular, mandando uma mensagem para as meninas.
Azulada: Gente, vcs nem vão acreditar
Loirinha Bombril: Oq?
Azulada: Encontrei o Paul enquanto tava voltando pra minha casa
Moranguete: O novato da nossa sala?
Azulada: Ss
Sereia: Uou… Ele mora por aí?
Loirinha Bombril: Provável
O assunto continuou, até a campainha tocar. Dawn desceu e abriu a porta, dando de cara com Kenny Kengo, seu melhor amigo desde a infância. Ele não era tão alto, sua pele era morena, seus olhos eram castanhos escuros e seus cabelos eram castanhos meio claro, meio escuro, lisos e volumosos.
Ela sorriu, deixou o garoto entrar e pediu para o mesmo se sentar enquanto ia buscar um pacote de salgadinhos no armário. O garoto estava estirado no sofá, já era de costume chegar na casa da azulada e ficar daquela forma, afinal, há tempos ambos brincavam e conversavam sobre diversas coisas.
— E aí Dee-dee, como foi sua aula?
— Já disse, não me chama assim! E está tudo bem… Como está sendo na escola nova?
— Tudo ok, fiz alguns amigos, como o Nando e o Barry.
Kenny havia mudado de escola este ano, desta vez, estava estudando em Sandgem, uma cidade vizinha. Por sorte, a escola não era distante de Twinleaf, o que facilitava para o garoto. Ele fitou a amiga, que chegava com um balde de pipoca, e roubou um pouco do mesmo. Ligaram o DVD onde passava Curtindo a Vida Adoidado. Aproveitaram a tarde para assistir o filme.
Quando deu 17:20, o pai da menina, o Sr. Andy Berlitz, chegou. Ele era um homem alto, seus cabelos eram azuis escuros e ralos, os olhos eram da mesma cor e sua pele era esbranquiçada. Ele fitou os dois jovens, deu um beijo na cabeça da filha e um leve aceno de mão para o rapaz. O homem caminhou até a cozinha e foi fazer o jantar.
— Bem… Eu vou indo Dawn. — Kenny disse. — Tchau!
— Tchau!
Ele saiu, deixando pai e filha a sós. Andy perguntava à azulada sobre o primeiro dia de aula. Ela respondia todas as perguntas enquanto comia uma maçã da fruteira. Eles ouviram passos vindo da escada, ao olharem para lá, avistaram Piplup descendo e correndo.
— O que foi Piplup?
— Pip-pip-lup!
Dawn olhou para a escada novamente, de onde viu seu Mamoswine descer correndo da escada. A garota arregalou seus olhos cor de safira e foi atrás de seu Pokémon, que a esta altura havia saído de casa. Ele fizera a curva e trombara com um jovem conhecido por ela, no caso, o novato da escola.
Paul ficou encarando o Pocket Monster, continuava severo, mas acariciava o mamute enquanto isso. Quando Dawn chegou, ficou corada ao ver o ocorrido. Ela caminhou até o rapaz e o agradeceu por parar Mamoswine.
— Tenha mais cuidado com seus Pokémons.
— Certo…
A azulada chamou o Pokémon, colocou-o de volta em sua Poké-bola e voltou para casa, um pouco desconsertada com a situação. Não entendia ao certo por que estava daquela forma, envergonhada e corada. Ao chegar, viu a mãe, Johanna Berlitz, sentada no sofá enquanto costurava um casaco do pai da família.
A menor deu um beijo de cumprimento na mãe, sentou-se junto dela no sofá e começou a falar sobre o dia na escola. Contou também sobre os novatos, sobre o incidente que ocorrera alguns minutos atrás e sobre a tarde que passou com Kenny.
— Ah, então fez um novo amigo que mora aqui perto? — Questionou Johanna.
— E-Ele não é meu amigo mãe, nem nos falamos direito!
— É amor, não tire conclusões precipitadas. — Comentou Andy.
A mulher riu baixinho, deixando o casaco de lado e indo jantar com sua família.
Enquanto isso, na casa de Paul, o garoto estava deitado em seu quarto recém-mobiliado. Era um cômodo médio, as paredes eram verdes, uma cama encostada na parede esquerda, um guarda-roupa de madeira do lado direito da porta, uma escrivaninha com um notebook em cima na parede direita e uma janela de frente para a porta.
O arroxeado estava deitado na cama, lia um gibi do Deadpool e parecia estar bem atento, porém, sua concentração foi tirada quando seu irmão mais velho abriu a porta. O rapaz chamava-se Reggie, também tinha cabelos roxos, mas estes eram um pouco maiores e eram presos em um rabo de cavalo baixo, seus olhos eram pretos e o mesmo tinha 22 anos. Ele e o menor tinham um relacionamento mediano, tentavam sempre se dar bem.
— O que foi?
— Maninho, quem era aquela garota?
— Uma menina da minha sala. — O menor respondeu secamente.
Reggie deu um sorrisinho malicioso, sendo atingido por uma almofada na cara. Paul deu uma risada baixa e voltou à sua leitura. Adorava quadrinhos, animes, mangás e desenhos, pretendia ser animador no futuro. Seus Pokémons, naquele momento, estavam todos no quintal dos fundos, afinal, o mais velho era um criador Pokémon.
— Escuta, e como foi seu dia? — Perguntou o menor.
— Ah, foi bom, fui lá na vendinha e vi que eles tem vaga, se quiser ir lá procurar emprego…
O menor deu de ombros, quem sabe não ia trabalhar ou continuava sua vida que era tediosa à tarde.
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