Mystery
3 Capítulo Dois
Notas iniciais
Capítulo Dois
“A regra é clara, não quer? Tem quem queira”.
Há que saudade eu senti de Mystic Falls. A cidade não mudou muito de algumas décadas para cá. Apenas se adequo aos anos e a modernidade.
Estacionei minha preciosidade e frente ao Mystic Gril, estava decidida em descobrir algo ha mais sobre a duplicada Petrova. Entrei no lugar causando alguns olhares das pessoas que ali estavam afinal quantos turistas essa cidade deve receber em todo o ano? Aposto que não passam de cinco.
Eu vestia uma calça cinza, jaqueta de couro verde e uma camisa em outro tom mais claro de verde. Tudo isso acompanhado do meu inseparável coturno preto.
Procurei um lugar para sentar mais todas as mesas estavam ocupadas, então resolvi sentar nas cadeiras junto ao balcão. Sentei e fiquei a espera do barman. O mesmo logo apareceu em minha frente. Era um rapaz loiro, muito bonito por sinal e tinha um sorriso encantador:
— Olá pelo jeito você é nova na cidade. Prazer meu nome é Matt Donovan. — Disse ele.
— O prazer é todo meu Matt. — Lancei um sorriso de canto de boca a ele. Afinal eu precisava de informações e quem melhor para isso do que um barmen, essa gente sabe de tudo e de todos. — Eu me chamo Sophie Baudelaire, mais pode me chamar somente de Soph. Eu prefiro.
— Okay então Soph oque você vai querer? — Disse ele devolvendo o sorriso.
— O melhor Whisky que você tiver. — Pedi. Matt ficou meio que surpreso pelo meu pedido, mas foi logo atende-lo. — Há sem gelo, por favor. — Gritei quando Matt já se afastava.
Fiquei avaliando o local em quanto Matt preparava meu Whisky, era um ambiente aconchegante. Simplesmente perfeito para beber alguma coisa com os amigos no final de tarde ou final de semana. Pena que eu não tinha nenhum.
Disfarcei minha angustia quando vi que Matt retornava:
— O melhor Whisky da casa saindo para a mais nova visitante de Mystic Falls. Olha que não é sempre que vemos uma por aqui. Ainda mais tão bela. — Finalizou ele me deixando sem jeito.
— Visitante não. Morado. — Afirmei tomando um gole do Whisky.
— Okay então. O whisky para nossa nova moradora. — Salientou ele se retirando para atender outros clientes.
Bebi o resto do Whisky em um gole só e claro sem fazer cara feia. E foi nesse momento que escutei o barulho do sino da porta bater. E com ele veio o cheiro que há muito tempo não sentia. Damon.
Não fiz questão de me virar, sabia que uma hora outra ele perceberia minha presença. Eu tinha uma leve desconfiança de que os Salvatore estariam em Mystic Falls e eu acabaria os em encontrando, mas eu não sabia que ia ser tão rápido assim.
Damon se sentou ao meu lado sem perceber minha presença e pediu a Matt um copo de Whisky sem gelo como o meu. Não consegui disfarçar o sorriso que brotou em meus lábios, afinal ainda tínhamos o mesmo gosto para bebidas.
— Matt seu idiota eu pedi sem gelo. — Exclamou Damon revoltado ao meu lado. Ele ia puxar Matt pelo colarinho quando eu o interrompi. Maldito momento que eu fui fazer isso:
— Acho melhor você largar ele e ficar bem quieto esta atrapalhando meu descaço sabia? — Falei ainda de costas para eles. — Afinal ninguém quer se machucar aqui. Não é Damon? — Perguntei virando minha cadeira para o lado que Damon estava. Observei seu rosto com um misto de surpresa e raiva. Ele continuava lindo, ate mais do que antes.
— Só oque me faltava. Até você por aqui Sophie? — Disse ele me encarando com aquela imensidão azulada.
— Em carne, osso e beleza. Feliz em me ver Baby? — Falei me levantando e me escorando no balcão assim ficando mais próxima de Damon.
— Matt. — Chamei com o meu melhor tom de você. — Será que você pode me trazer outro Whisky? — Pedi ainda encarando Damon.
— Há. Claro. — Disse ele saindo e sussurrando um Obrigado.
— Você deixou o rapaz assustado Damon, vejo que não perdeu esse costume. Espero que você não tenha perdido outros talentos também. — Eu não poderia perder essa, Damon era a chave para eu poder descobrir tudo oque eu quero e preciso.
—Vamos logo ao principal Sophie. Oque você esta fazendo em Mystic Falls? Perdeu-se do seu rebanho? — Disse ele se levantando e me encarando. Damon sempre foi mais alto que eu, então tive que o encarrar de baixo. Dali eu podia ver todo o formato do seu rosto e a barba fina que insistia em crescer.
—Tem certeza que não sabe Baby? — Suspirei e fingi estar magoada
— Não me chame assim. Você sabe muito bem que eu odeio esse modo com que você fala comigo. — Disse ele brabo.
— Okay então, já que não funciona ser boazinha com você vamos tentar ser má acho que assim você gosta mais. — Sentei-me novamente encarando Matt que trazia meu Whisky. — Obrigado Matt. Você ao contrario de certas pessoas é um amor. — Disse dando um singelo beijo na bochecha de Matt. O mesmo saio sorrindo me deixando novamente sozinha com Damon.
— Precisava desse showzinho?
— Sempre Baby. Ops quer dizer Damon. — Sorri bebendo meu Whisky que logo foi tirando das minhas mão por Damon. — Opa, opa isso é meu. — Disse braba.
— Porque seu Whisky é melhor que o meu? — Perguntou ele bebericando do meu copo.
— Experimente agradecer o Barmen com um beijo talvez assim você consiga. — Gargalhei com a minha própria piada.
— Isso faz bem o seu tipo mesmo.
— É. Um tipo que não é pro seu bico. — Disse braba indo em direção a rua.
— Ei espera, a gente não terminou a conversa. — Disse ele puxando meu braço antes que eu chegasse ate meu carro.
— Terminamos sim.
— Há não. Você ainda não me contou o porquê esta aqui. — Disse ele se aproximando mais de mim e suavizando mais seu aperto em meu braço.
— Pensa bem Damon. — Falei perto do seu ouvido o causando arrepios. — Me deixa melhorar as coisas por aqui. — Disse o presando contra meu carro. — Bem melhor agora. — Sorri. — Bom, deixa eu reajustar sua memoria. Você por causo esta lembrado de como eu vivo há décadas? Ou melhor, atrás de quem eu vivo?Não adianta dizer que é de você Baby. — Damon parou para pensar alguns minutos ate reagir e me jogar longe. — Seu idiota não precisava disso tudo.
— Você esta mentindo. Só pode. Elijah prometeu nos ajudar, ele garanti-o que iria deixar Klaus longe. Ele prometeu proteger Elena. Eu preciso fazer algo. — Disse ele indo em direção ao outro lado do estacionamento.
Suspirei e me levantei do chão. — Será que Damon nunca iria mudar? — pensei comigo mesma.
Andei em direção a Damon e consegui entrar no seu carro quando ele já desse a partida.
— Me diz então. A bola da fez se chama Elena? Deixa-me adivinhar. — Falei risonha. — Pelo mau humor que você chegou ao bar ela preferiu Stefan. — Conclui.
—Você não devia estar aqui.
— Claro que devia. E é bom aquele estacionamento ser seguro, deixei minha belezinha lá. Já estou ate com saudades.
— Eu não mandei você vir junto, esta aqui por que quer. Afinal você nem devia estar aqui. — Disse ele desviando o olhar da estrada para me encarar.
—Obvio que não mandou. Ninguém manda em mim Damon Salvatore. — Fiz questão de dar ênfases no seu nome.
— Okay, dona eu sou superpoderosa e independente.
— Há fica na sua Damon e me conta os babado. Afinal como a tal Elemas é? Opa quer dizer Elena.
— Fica quieta Sophie. To vendo que a boca grande de tanto falar você não perdeu. — Disse ele sorrindo pela primeira vez daquele encontro.
— Soph. Lembra? Não gosto que me chamem por Sophie acho muito formal. — Disse sorrindo e o encarando. — E se você me chamar de boca grande de novo eu vou ser obrigada a usa-la em você. — Falei gargalhando e mordendo os lábios fazendo um tipo de careta Sexy para ele.
Escutar a risada de Damon era perfeito. Apesar daquela posse "Eu sou mal e mordo" ele era um baita de um filho da puta de um bonzinho. Ele só precisava ver isso.
— Sabe que do modo que estamos agora ate nem da para sentir tanto ódio de você. Eu ate esqueço que te odeio e que você não ajudou a mim e a Stefan quando precisávamos.
— CALA A BOCA DAMON. — Gritei com raiva. — Depois de tanto tempo você ainda acha que eu não quis ajudar. Poxa cara você sabe muito bem oque eu sofri com Katharine daquela época. Eu só não fiz mais por vocês porque eu não podia e você mais do que ninguém deve saber disso.
— Não faça drama Sophie.
— SOPH. — Gritei indignada com aquela falta de consideração dele.
— Okay Soph minha querida. Agora me responde uma coisa, como que você ainda não pego aquele filho da puta do Klaus? Não me venha dizer que foi falta de tempo.
Suspirei fundo e encarei a janela do carro. Minha pior dor era ainda não ter conseguido mandar Klaus para o raio que o parta. Isso doía em mim mais do qualquer dor física.
— Ele não vai escapar dessa fez Damon. — Falei encarando os olhos azuis de Damon.
Eu meu pergunto o porquê não foi Damon que eu conheci ao invés de Klaus? Porque não foi por ele que eu me apaixonei a décadas. Damon era minha versão masculina. Nos dois mantínhamos segredos, nos dois fingíamos estar bem quando na verdade afogávamos as mágoas em um copo de Whisky.
Tentei disfarçar mais Damon percebeu que eu estava magoada.
— Você não vai estar sozinha contra ele agora. Apesar de tudo temos um inimigo em comum. E inimigo do meu inimigo sempre é meu amigo.
— Bom saber. — Disse tentando disfarçar. — Há Damon to com um probleminha.
— Que novidade. — Disse ele estacionado o carro em frente à mansão Salvatore.
— É serio. — Sorri o encarando quando descia do carro. — Eu preciso de um lugar para morar, será que rola um cantinho aqui?
— É claro que não. — Disse ele abrindo a porta e fazendo um tipo de reverencia para que eu entrasse. — Pode Entrar. — exclamou ele.
— Como se precisasse da sua permissão. — Sorri— Cadê Stefan? Preciso pedir um quarto emprestado a ele já que seu irmão ingrato não quis ter essa grande honra. — Falei sendo dramática e arrancando um sorrisinho mínimo de Damon.
— Desista Soph a cama do Stefan já esta ocupada por Elena.
— E quem disse que eu quero é cama dele? Eu só quero um lugar para passar alguns dias, mas se for para escolher uma cama. É claro que eu escolho a sua Baby.
—O empurrei contra a parede prendendo seu corpo esbelto contra o meu. Naquele misero toque pude sentir um enorme corrente elétrica passando por nós. — Pra mim vai ser sempre você Damon. — Sussurrei em seu ouvido.
Damon inverteu nossas posições e disse:
— Pensei que você me odiasse. — Disse ele contra meu rosto, sua boca a centímetros da minha. — Afinal todos odeiam. — Ele juntou mais nossos corpos trazendo átona um gemido abafado pelos lábios que insistia em sair da minha boca.
— Você e Stef passavam tanto tempo juntos, pensei que você tivesse aquela paixonite que todos tem por ele, só porque ele é o bom moço.
— Eu sou diferente. — Minha voz sai como um gemido e Damon sorri. — Eu sempre gosto daquele que não presta e que principalmente não me merece. E só para constar. Eu não te odeio. Na verdade só um pouquinho.
— A é? E qual seria o motivo? — Perguntou ele fazendo uma cara linda de safado.
— Por que a sua boca está muito longe da minha. Que tal a gente acabar com esse ódio todo, é bem simples fazer isso, você sabe como Baby.
— Não sei não, que tal você me mostrar. — Disse ele sorrindo. Ha que ódio que eu tinha daquele sorriso safado dele.
Inverti nossos possessões e derrubei Damon no chão, assim ficando em cima dele. Passei a mão pelo seu peito indo ate o limite que terminava sua camisa e começava sua calça. Comecei por baixo, soltando botão por botão da camisa dele, sem nunca desgrudar nosso olhos.
— Porque nós nunca nos pegamos? — Gargalhei ainda abrindo seus botões da camisa. — Acho que nos perdemos muito tempo, ainda bem que temos a eternidade.
— Como você faz isso? — Perguntou ele serio.
— Isso oque?
— Isso fazer eu me esquecer nas coisas. Eu cheguei em casa com um proposito de conseguir ajudar Elena de sei lá, talvez manda-la para um lugar seguro, mas daí chega você com todo esse charme e tal.
— Eu não sei se eu agradeço ou se eu te espanco por estar lembrando da Lesma agora. — Disse irritada já alevantando de cima dele.
— Ei para. — Disse ele me puxando e dessa vez ficando por cima. Um das suas pernas estava no meio das minhas. Sua mão começou a subi lentamente pela barra da minha camisa.
— Pensei que você tinha coisas melhores a fazer. — Disse contendo o gemido que insistia em sair.
— E tenho. — Disse ele puxando minha jaqueta pelos braços e tirando logo em seguida a camisa que eu usava. — Você é tão...
— Gostosa. Vai pode falar eu deixo. — Gargalhei.
— Eu ia dizer linda, mas já que você prefere assim. Então onde eu estava mesmo? Ata. Você é tão Gostos...
— DAMON? — Falou uma voz atrás da gente. Eu estava tão distraída que nem avia percebido que a porta tinha sido aberta e que uma copia de Katharine estava ali nos encarando.
— Elena?
— Soph? — Eu mesma falei meu nome fazendo graça. — Já que ninguém disse meu nome, eu mesma disse ué. — Encarei Damon que se alevantava apressadamente e fechava os botões da camisa que eu tinha aberto. — A gente vai pro quarto Baby? — Perguntei sabendo que aquilo ia irritar tanto Damon quanto Elesma que parecia que estava preste a ter uma grise de ciúmes.
— Quem é ela Damon ?— Disse Elesma me encarando.
— Elena essa é...
— Sophie Baudelaire. Deixa que eu me apresento Baby. — Disse me levantando do chão e pegando minha blusa e a vestindo. Afinal eu não queria ficar só de sutiã na frente da lesma.
— Para de me chamar de Baby Soph, já falamos sobre isso. — Disse Damon sem graça.
— Ta bom gato. Agora me diz quem é você? — Falei apontando para a Lesma. — Fisicamente você é a cara da vaca da Katharine, mas esse jeitinho de Les...
— Sophieee... — Damon me interrompeu.
—
Opa. Eu queria dizer esse seu jeito legal. Porque né nos sabemos que ela é uma vaca e você não parece ser isso. — Menti a ultima parte descaradamente.
— Okay, mas como você sabe sobre Katharine? — Perguntou a Lesma estraga foda.
— Soph é uma original Elena. — Disse Damon.
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