Notas iniciais
Parte finaaaaal! kkkkk Primeiramente quero me desculpar por não avisar, mas semana passada eu realmente não atualizei "Destino Incerto" mas provavelmente essa semana sai capítulo novo, então só aguardem kkkk Desculpem (novamente) a demora para postar, acho que meu interior queria esperar o Halloween do ano que vem, para ser sincero kkkk Qualquer erro ortográfico será corrigido após o capítulo ser betado (logo mais kkkk) Espero muito que gostem, e se possível deixem seu feedback para saber certinho o que acharam :) obrigado desde já! Sem mais delongas, boa leitura a todos

A loira corre para perto de seu namorado novamente depois do incidente, sua caixa torácica era esmurrada pelo seu coração que palpitava fortemente sem parar. Agarrando-o pelos braços e o arrastando até a porta, o que deixa todos que se encontravam naquele cômodo, assustados.

— Ei, amor. O que pensa que está fazendo? — Pergunta o garoto confuso com a atitude de sua namorada.

— Temos que sair daqui! Ela está me perseguindo! Ela está querendo me matar!

— Calma ai! Quem está querendo te matar? — Questiona.

— AQUELA VELHA! — A menina grita desesperadamente, voltando todos os olhares para ela.

Brandon coloca as mãos em seus ombros, tentando acalmá-la. Os dois se encaram profundamente, Blair era fissurada naqueles lindos olhos verdes, que chamavam a atenção de todas as garotas do colégio, não só delas, como das professoras solteironas também. Felizmente ela sabia que tudo aquilo era seu, ele pertencia somente e unicamente a loira. O moreno escurecido pede para ela respirar fundo e tentar explicar a situação melhor, mas sua euforia era maior do que seu raciocínio lógico.

— Largue dela de uma vez garotão! Sabe que sou muito melhor e sei que quer provar desses meus lábios a muito tempo... — Essas poucas palavras de inveja ditas por Melissa, foram suficientes para a loira ter formigamentos em suas mãos, e sem sessar a morena leva um tapa em seu rosto, que fez até mesmo seu maxilar estalar com o impacto.

— Lacraia! Nunca mais diga essas coisas para o meu namorado está ouvindo? — Blair levanta seu tom de voz junto de sua cabeça em movimento súbito, tentando mostrar empoderamento diante dela.

— Amor! Acho melhor irmos realmente embora. Você não está batendo bem da cabeça!

— Vai defender ela agora? Hein Brandon? Acha que não vi seus braços envoltos nas costas dessa vagabunda, antes de virmos para esta porcaria de festa? — Seus olhos estavam começando a formar gotículas de água, quase fazendo as lágrimas escorrerem.

— Seu gênio forte... É isso que ela quer! — A garota estranha de cabelos azuis, diz estas palavras enquanto levanta lentamente do sofá onde se encontrava, afastando seu capuz que até então cobria parcialmente seu rosto. — Você Blair... Ela está te buscando!

— Como assim garota? Pirou de vez?

— Aquela velha... Quer você! — Sua voz era rouca e ela falava pausando entre as palavras. O que, para a outra, era estranho demais.

— Consegue ver ela também? ME DIZ QUE EU NÃO ESTOU FICANDO LOUCA! — Novamente ela eleva sua voz em meio ao desespero.

— Siga-me — É tudo que Raven diz antes de virar-se, indo em direção a outro cômodo da casa.

As duas vão para uma espécie de closet, cercado por roupas caras de peles, que provavelmente era da mãe de Courtney — pelo menos foi o que Blair deduziu. A outra senta bem em sua frente com as pernas cruzadas, tirando uma caixinha não muito pequena do bolso esquerdo de seu moletom escuro. Eram cartas de tarô.

— Olha, eu sinceramente não quero saber das suas macumbas. Pode só me dizer o que aquela velha quer comigo? — Diz a loira franzindo o cenho.

— Não brinque com os espíritos! — Rebate.

— O que?

— Eles não gostam dessas coisas... — Depois disso a menina aquietou-se e se concentrou em seus objetos.

Raven pede para que Blair sente-se em sua frente, e no meio delas, um círculo formado pelas cartas que ela havia espalhado no chão.

— Escolha três! — A garota aponta.

— Olha, só vou fazer isso para que você pare de me encher com essas bobagens. — Diz já pegando aquela quantia de cartas em suas mãos.

— Vire-as para mim. — A outra rebate.

Blair coloca-as no chão novamente e vira as três lentamente — uma de cada vez. Ela sequer sabia o que aqueles desenhos queriam dizer, então apenas olha obsoleta para Raven.

— Você tirou “O Louco”.

— Sim eu realmente estou ficando louca... O que isso quer dizer afinal? — Pergunta aflita, serrando seus punhos com força.

— Esta vem depois da carta de número vinte e um, que é “O Mundo”. Isso significa que assim que que conquistamos tudo na vida, retornamos para o ponto de partida. Resumidamente ela mostra um novo ciclo, uma vontade insaciável de viver.

— Tá legal, mas o que isso explica sobre aquela velha?

— Continue! Próxima carta! — Raven encara a loira profundamente.

Ela obedece, e torna a virar outra das figuras que ela havia escolhido. Desta vez a imagem impressa parecia ser um anjo, e abaixo dele, algumas mulheres olhando-o fixamente.

— O que está quer dizer? — Pergunta confusa.

“O Julgamento”. É uma carta um tanto quanto curiosa. — A outra ri. — Traz recordações e novas oportunidades, ela representa uma segunda oportunidade para situações que não foram finalizadas no passado. Contudo, tem um lado negativo.

— Que ótimo! Estou ferrada até o talo! Me diz logo de uma vez garota.

— Tudo que foi plantado no passado, será colhido no futuro. Mais especificamente, se fez algo ruim, isso voltará a você de uma maneira nem sempre positiva.

— Mas eu sempre fui uma boa filha, ótima amiga, uma namorada que todos os garotos sonham em ter. Por que isso veio para mim?

— O destino muitas vezes não é aquele que esperamos, Blair! — Ela a encara novamente. — Ainda falta uma, vamos...

A última carta estava clara para a loira. Apesar de não conhecer nada sobre tudo aquilo, ela já imaginava o que um esqueleto representava.

— Isso é a morte, certo?

— Ela acaba impactando as pessoas ao primeiro olhar, eu entendo...

— Eu vou morrer? — Pergunta já abalando seu olhar.

— Nem sempre indica os males. Ela não simboliza perder a vida e sim, uma transformação gigante. É como colocar um fim a algo, sem nada te prender ao passado. É aceitar que o tudo que já passou não lhe serve mais de nada.

— Sinceramente, eu não entendi nada. Qual o motivo daquela mulher aparecer para mim?

— Tudo será explicado na hora certa Blair. Você deve tomar cuidado.

— Olha garota, pra mim já deu! Isso tudo foi uma grande perda de tempo. Tenho que ir atrás do meu namorado para irmos embora daqui de uma vez por todas.

A loira levanta-se esbravejando e lamentando o tempo perdido naquele closet. Ao sair, ela torta seu olhar por cada canto daquela casa, mas não encontrava Brandon em lugar nenhum. Olhou nos quatro banheiros, e nos cinco quartos, tudo que via eram adolescentes babacas se pegando e transando bêbados.

Ela decide então sair para a área aberta da casa tomar um pouco de ar, nem mesmo percebe que já não via aquela entidade a algum tempo. Blair respira fundo outra vez, olhando para céu que estava levemente estralado e iluminado pela luz lunar. Sua cabeça latejava por causa daquela música extravagante entrando em seus tímpanos, fora as pessoas gritando e pulando na piscina no centro do quintal. De repente, ela vi algo que não deveria, e claramente queria ter arrancado suas pupilas para cegar-se ao ter que ver aquilo. Brandon esfregava seus lábios contra os de Melissa. E o vampiro caiu nas presas da persuasão.

— Seu filho da puta. — A loira os empurra com força ao se aproximar, fazendo-os cair no chão.

— Amor, calma. Eu, eu...

— Vai dar a bumba Brandon! Seu cachorro! E você sua vagabunda, espero que morra engasgada com o pau dele enfiado na sua boca. — Grita, e depois cospe na cara da morena em movimento abrupto, causado pela raiva momentânea.

Depois de ver seu namorado a traindo, Blair corre até o banheiro mais próximo, fazendo seus saltos baterem fortemente no chão de madeira, emitindo um som que seria completamente desconfortável para ela, caso estivesse em seu juízo normal. Segura firme a pia enquanto se olha no espelho. Sua maquiagem estava toda borrada, graças as lágrimas que ela havia derramado até chegar no cômodo. Seus cabelos — que até então nunca ficara com os fios desgovernados — se encontravam desnorteados, assim como a dona deles.

— Ei, você está bem? — Uma voz vinda de suas costas pergunta.

Ela olha novamente para o espelho em sua frente e lá estava ela! A mesma velha de antes, que vinha atormentando a garota desde então.

— SOME DAQUI!!! — Provavelmente seu grito foi ouvido por todos, apesar da música alta.

— Blair? Sou eu, Courtney!

— Ãh? — Ela fica confusa com tudo aquilo, uma vez que a figura desaparece do espelho, dando lugar para o reflexo de sua amiga.

— Ele já está sendo levado para o hospital, não se preocupe! Aquela garota também... — A outra quebra o silêncio.

— Como? Quem?

— Oras! O Brandon! Sei que o que ele fez foi errado, e não tem perdão. Mas amiga, você poderia ter matado os dois empurrando eles daquela altura. A festa parou quando eles foram empurrados por você de cima da sacada.

— Pera... Como assim? Eu vi os dois se beijando no quintal, eu apenas empurrei os dois e elas caíram sentados na grama. O que você está querendo dizer com isso tudo?

— Amiga, acho que você bebeu demais. Vocês três estavam discutindo na sacada, até que os empurrou com toda a força. Esperamos muito que eles estejam bem. — A expressão da garota era de preocupação máxima. — O que seria de mim e dos meus pais se a notícia de que dois jovens morreram em nossa casa se espalhasse.

— Eu não...

— Calma, tenho certeza que eles ficarão bem! Venha, vou te levar para a casa. Descanse...

Nesse momento, ao Courtney pegar em sua mão para arrastá-la para fora, a loira vê seu rosto se desfigurando aos poucos, até se tornar completamente cheio de rugas, e pálido. Era novamente aquela senhora demoníaca.

— Eu sabia que alguma coisa estava errada! Morre sua velha miserável! — Blair segura nos cabelos grisalhos da entidade e a joga contra a pia, acertando em cheio seu rosto. Ela cai no chão, e rapidamente o sangue começa a se espalhar ao redor. Era vermelho vivo e ia aos poucos tingindo aqueles cabelos castanhos...

Castanhos?

Agora era sua amiga que estava caída diante de si, cercada por aquele sangue que continuava a se espalhar. As mãos da loira começam a tremer, e os olhos já se encontravam dilatados. Ela havia matado sua amiga!

— X —

Fica ali, por um pouco mais de vinte minutos, encarando o corpo caído no chão. Lágrimas escorriam secas no rosto vazio e sem expressão.

Ela então decide trancar a porta, depois de enxugar o sangue com panos velhos que estavam na gaveta da pia.

Ao sair, a garota finalmente sai de seu pequeno transe mental de culpa e solta um grito, novamente tão alto quando a buzina de um caminhão.

Ela caminha lentamente pelo corredor principal, até o sofá de veludo. Senta e suspira, ainda vendo em sua mente a figura de sua amiga morta, e pensando naquilo que ela havia dito sobre seu namorado e Melissa.

— Eu sei o que você fez! — Raven estava do seu lado no sofá, assim como aquele gordo. — Sei que você a matou! Ela está me dizendo agora mesmo, sua alma está bem em nossa frente, e ela te culpa por tudo isso, Blair.

— Cala a boca, como sabe disso?

— Acabei de dizer... Courtney está me dizendo nesse momento, ela aponta seu dedo em seu rosto e a culpa pelo que aconteceu. Brandon e Melissa também estão aqui agora, eles fazem o mesmo!

— EU NÃO OS MATEI! — Todos os olhos são voltados para ela, que corre dali o mais rápido o possível, indo até a cozinha.

Outro suspiro, outros pensamentos, outros sentimentos... Blair estava nessa desde que saiu de casa. Rezava para tudo não passar de um sonho, e que ao abrir os olhos, as coisas voltariam ao normal.

De repente, ela sente uma mão em seus ombros, a forçando para virar-se. Estica-se para pegar um faca que se encontrava sob o balcão dos aperitivos e em seguida vira de frente para a pessoa que estava atrás.

— Sua velha baba... — Ela é interrompida quando vê que era aquele gordo que estava sentado no sofá a pouco.

— Ei, ei! Eu não fiz nada, pode abaixar essa faca ai! Foi você que me deu um pé na bumba lembra?

— Dylan? O que faz aqui? — O reconhece demais de alguns segundos puxando na memória.

— Sou um obeso e solteiro. Minha vida é um tédio depois que me largou... O que mais eu faria para me divertir? Veja o quanto engordei pela tristeza que senti.

— Agora vai vir me culpar pelos seus quilos? Sai dessa vai! Tenho mais o que fazer...

— Aquela garota é estranha, não ligue para o que ela diz.

— Acha que eu não sei? Sou crescidinha o suficiente para saber quem eu devo ouvir ou não, agora me dá licença Dylan.

Blair, de repente, vê um clarão, que cobre toda sua visão. Gritos são ouvidos por ela, e aos poucos os adolescentes vão surgindo e ficando mais visíveis aos seus olhos. A loira sente algo quente pingar em sua mão. Abaixa seu olhar e novamente deveria ter sido melhor que fosse cega. A faca que ela segurava com força nas duas mãos estavam ensanguentadas, e o peito daquele jovem envolto por sangue que encharcava sua camiseta branca. Dylan havia acabado de levar uma facada.

Todos ali presentes correm para longe, sem exceção. Ela ouve a porta de saída bater várias e várias vezes por aqueles adolescentes assustados que fugiam em bandos.

O corpo — que até então mantinha-se de pé — cai bruscamente no chão gélido da cozinha.

— X —

Blair senta encostada na da parede da cozinha, com as pernas encolhidas e seguradas por seus braços. Sua cabeça baixa fazia com que as lágrimas escorressem mais facilmente. Tudo que se perguntava era o motivo de tudo aquilo estar acontecendo com ela, aquela data comemorativa de Halloween, tinha se tornado um verdadeiro inferno para a garota.

Outra vez ela sente ser tocada nos ombros.

— Vou ajudá-la a enfrentar seus demônios, vamos! — Era Raven, a menina estranha de cabelos azulados, quase roxos. No fim, não estava sozinha, já que ela não havia ido embora correndo como as outras pessoas.

As duas partem até a sala novamente, e a outra começa os preparativos. Com umas velas que ela havia encontrado em uma das gavetas da cozinha, a garota posiciona em formato retangular, depois pega um pouco de sal grosso, fazendo um círculo mediano no centro do carpete. Enfim ela tira um giz de cor branca de seu bolso — Blair sequer perguntou para que fins ela carregava um objeto como aquele em seus trajes, estava abalada demais para raciocinar. Uma estrala de cinco pontas é desenhada às pressas.

— Por favor, acabe com isso por mim... — Sua voz mal saia da garganta.

— Eu te invoco para mostrar seus verdadeiros interesses nesta garota. Venha até nós e revele sua verdadeira face! — Ela repetia isso incontáveis vezes, e cada vez mais as velas já acesas, aumentavam a velocidade dos seus movimentos.

Até que — para a desgraça das duas — ela aparece.

— Diga de uma vez... O que quer comigo? — O zumbido de sempre a impedia de ouvir o que a figura tentava falar.

— É claro... — A outra parecia ter entendido o recado da senhora, que flutuava em sua frente e mantinha o cenho franzido. — Como não percebi isso antes?

— O que você não percebeu? Raven, ME DIGA! — Insistia para que ela falasse de uma vez.

— As cartas Blair, elas estavam certas... Ao contrário... OLHE AO CONTRÁ.... — A velha parte ferozmente no pescoço da garota de cabelos azulados. Levantando-a em súbito e apertando cada vez mais sua garganta.

— SOLTA ELA SEU DEMÔNIO! — Apesar de tudo, a loira sequer conseguia sair do lugar, estava paralisada e suas pernas tremiam descontroladamente.

— Blair... Pense... Ao contrário... — Foram as últimas palavras que ela disse a amiga antes da entidade forçar seu pescoço para trás, deslocando-o e arrancando sua cabeça que rola até bater nos pés da loira.

A casa é toda manchada de vermelho, desde o sofá até as paredes claras. A roupa de Blair é quase toda coberta por ele. O zumbido apenas aumentava, se tornando cada vez mais insuportável, e o sorriso de ponta a ponta velha ao olhar diretamente em seus olhos, só a deixavam ainda mais apavorada.

Ao contrário...

O que ela queria dizer com isso?

As cartas? Olhar elas ao contrário?

A morte.

O julgamento.

O louco.

Blair arregalou seus olhos, tudo estava começando a se encaixar, cada peça do quebra-cabeça começara a fazer sentido agora. Ela estava lembrando...

A velha que até então mantinha seus olhos esbugalhados fixados nos da garota, agora sorria para ela, e seu rosto e corpo começavam a se contorcer e se transformar em algo novo.

A loira agora via nada mais nada menos do que ela própria. Era como se estivesse olhando seu reflexo no espelho. Agora a figura macabra mudara sua expressão sinistra, para algo sereno...

— Finalmente Blair, você lembrou... — A voz agora era clara, ela escutava cada palavra perfeitamente. — Está na hora de aceitarmos nosso destino...

Depois do testemunho dado pela entidade, ela lembrou daquela trágica noite de 31 de outubro de 1952.

Blair era uma garota popular do colégio de High Hill, todas queriam ser como ela, e todos queriam a ter como namorada. Tinha uma família perfeita, amigos perfeitos e um namorado de dar inveja em qualquer uma.

Mas tudo mudou naquela noite de Halloween. Seu namorado, Dylan, descobriu que ela o traia com um dos jogadores do time de basquete, o tão perfeito Brandon Louis. Eles tiveram uma briga e ela acabou por terminar com ela, mesmo estando culpada.

Para distrair de tudo aquilo, ela resolve ir à festa na casa de Courtney, mesmo que seus pais queriam tê-la por perto naquele dia, haviam preparado um jantar especial para comemorar a data, mas ela os ignorou e partiu para a festança. O que ela não sabia, é que naquele mesmo instante que saiu e deixou a porta aberta, dois assaltantes invadiram sua casa e assassinaram brutalmente sua família toda.

No caminho até a casa de sua amiga, ela corta um cruzamento, causando um acidente grave no carro que vinha atrás dela, que batera com um caminhão. Com medo de ser presa ou algo do tipo, ela foge e vai para a festa. A garota que dirigia o carro, se chamava Melissa, era uma modelo aclamada que estava de passagem pela cidade.

Blair adorava festas e principalmente Halloween. Lá ela se embebeda rapidamente, e logo se esquece de seu ex namorado, nem mesmo olha as mensagens que ele manda a ela antes de se suicidar.

Em poucos minutos, ela pega todos os caras que pode — inclusive Brandon, com quem traia seu namorado — nem mesmo algumas garotas escapam. Até que de repente ela esbarra em uma menina estranha que era de sua sala. Não sabia seu nome, mas ela possuía cabelos azuis arroxeados, e sempre escondia seu rosto com um capuz. A menina diz para Blair que algo ruim a esperava e que se quisesse que tudo aquilo não acontecesse, ela deveria segui-la.

A loira a chama de maluca e a ignora sem mais ne menos, e apesar dos vários avisos dados por ela, tudo que leva é um empurrão de desprezo.

Quase no fim da festa — quando muitos já haviam ido embora — ela novamente encontra aquela garota estranha, no closet da mãe de Courtney. Estava cercada por velas e por uns desenhos bizarros no chão.

Novamente outros avisos são dados. Parecia que a outra sabia que algo ruim se aproximava na sombra da loira, e os poucos ia tomando conta, como se fosse um véu a cobrindo lentamente e subitamente, até dominá-la por completo.

Blair — já encharcada por álcool — se sente ofendida e novamente empurra a garota. Desta vez o pior acontece...

As velas caem e iniciam um incêndio graças aqueles casacos de pele no cômodo. O fogo ardia intensamente, e logo cobriu completamente a garota de cabelos azuis, tomada toda pelas chamas.

Muitos correm, e alguns conseguem escapar. Dente eles, Blair sai ilesa, com apenas algumas queimaduras leves. Contudo, ela não vê sua amiga Courtney, muito menos Brandon. Tudo que ela consegue fazer é ajoelhar-se e começar a derramar as malditas lágrimas de culpa...

Era o que ela pensava...

Blair na verdade havia morrido junto daquelas pessoas. Desde então ela não aceita esse fato, e acaba vivendo o mesmo dia, 31 de outubro, sempre e repetitivamente. Eles são diferentes, mas acabam do mesmo jeito... Todas as pessoas que morreram naquela maldita noite, morrem novamente de uma maneira completamente diferente.

Mas desta vez algo mudou...

A alma de Blair se dividiu em duas, e uma delas acaba se transformando em uma figura macabra, tentando avisar a sua outra metade para enfim aceitar seu destino. A loira não admitia estar morta, e apenas fazia a alma daqueles ao seu redor continuar sofrendo novamente pelas escolhas erradas da garota no passado...

— Agora você entende não é Blair? Somos a mesma pessoa, e devemos aceitar nosso julgamento final.

— Sim... Agora eu consegui me lembrar... Foram sessenta e seis anos de dor e sofrimento ao ver aquelas pessoas morrendo. Agora devo me tornar aquilo que todos temem...

— Finalmente entendeu... — Sua outra face sorri maliciosamente.

— O Halloween, a partir de agora, não é mais apenas uma data comemorativa, todos devem sofrer o que eu sofri e pagar as mesmas consequências que eu paguei... Tudo passara de mera ficção para algo real... Cuidado jovens, pois a desgraça pode estar do seu lado nesse exato momento...

Notas finais
Espero imensamente que tenham gostado! Em breve sai atulização de Destino Incerto, então se puderem dar uma passadinha por lá, eu ficaria felizão kkkkk :) Obrigado e até a próxima guys ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!