My son
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Daniel e eu estávamos completamente apaixonados um pelo outro. Ou melhor, eu estava apaixonada. Ele só fingiu me amar por cinco anos. Depois de todo esse tempo, nosso casamento foi marcado e os preparativos estavam sendo feitos. Uma pequena cerimônia, seguida de um coquetel e partiríamos em lua de mel no dia seguinte.
O grande dia finalmente chegara e o que deveria ser um sonho, se transformara em pesadelo.
A angústia que senti naquele momento era infinita.
Lembro-me claramente de suas palavras.
– Você, Emily Rebecca Thorne, aceita este homem como seu legítimo esposo?
– Aceito. – sorri.
– Você, Daniel Edward Grayson, aceita esta mulher como sua legitima esposa?
– Não podemos fazer isso. – ele disse. – Me perdoe.
Daniel me deixara no altar. Eu tinha planejado tudo. Diria a ele no dia seguinte. Então, ele se fora. Ainda não entendi suas razões e nem sei se quero. Eu tinha coisas mais urgentes para tratar.
–-
Três anos depois...
– Nathan? – chamei. – Onde você se escondeu?
Eu sabia que ele não tinha ido muito longe. Ouvi um riso baixo vindo da direção da cortina.
– O que acha de dar uma volta pela praia? – assim que me ouviu, saiu de seu esconderijo e correu em minha direção.
– Siiiim! – sua alegria era contagiante – E o gatinho, mamãe?
– Ele vai ficar bem, querido. – eu lhe respondi – Nós voltaremos logo, não se preocupe.
Ele era a criança mais doce que se pode imaginar. Adorava brincar, se esconder e fazer cócegas. Era amoroso, gentil e seu sorriso conquistava qualquer um. Esse era meu bebê.
Eu sabia que estava grávida antes do casamento e não contei a Daniel esperando fazer uma surpresa quando já estivéssemos casados, mas depois daquele dia fatídico, me preocupei apenas em cuidar de mim e do bebê.
Eu me mudei dos Hamptons, mas não vendi a casa de praia.
Estar ali novamente era bom e ruim ao mesmo tempo.
Nathan viu o mar pela primeira vez, brincou na areia e foi ali que eu percebera que manter a casa fora uma boa decisão.
O sorriso em seu rosto compensava toda a dor e mágoa.
Eu faria qualquer coisa por ele. Até mesmo arriscar estar ali.
Provavelmente Daniel e sua família não passavam mais o verão ali, então não haveria problemas. Ele deveria ter sua própria família agora. Meu filho merecia mais. Eu merecia mais.
– Emily? – senti meu corpo arrepiar.
Eu conhecia aquela voz bem demais para esquecê-la. Ele estava ali. E estava se aproximando.
– Mamãe? – chamou – Quem é ele?
Peguei meu bebê no colo e disse que teríamos que ir embora mais cedo. Ele não gostou muito da ideia, mas colaborou. Andei o mais rápido que pude. Ele não deveria estar aqui.
Ignorei todas as perguntas que meu filho, curioso, fazia e depois de um banho, ele deitou no sofá e dormiu.
Ouvi alguém bater na porta.
Merda. Merda. Merda.
Claro que era ele.
– Daniel. – respondi ao abrir a porta – O que faz aqui?
Ele sabia.
– Posso entrar? – perguntou.
– Não é uma boa hora. – eu não queria que ele visse Nathan. – Não acho que haverá uma.
– Mamãe? – Meu filho tinha acordado e vindo até a porta. – Quem é ele?
Daniel empalideceu.
– Este é o seu papai, querido. — peguei ele no colo e olhei para Daniel -E este é meu filho.
Eu podia ver que Daniel tentava fazer algumas contas mentalmente e a ficha finalmente cair.
– Nosso filho, Emily. — me corrigiu — Ele é nosso filho.
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