Notas iniciais
Ok, dessa vez eu nem demorei tanto para postar. Espero que gostem e me perdoem pelos possíveis erros, não tive tempo para revisar. Boa Leitura!

Quando o trem estava quase parando da estação de Lima, o coração de Santana começou a acelerar. Do lado de fora do trem, na plataforma, ela conseguia ver sua mãe, os pais de Rachel, Burt e alguns dos antigos membros do New Directions, e quando o trem finalmente parou, Santana, Rachel e Kurt correram para fora do veículo e logo em seguida seus corpos estavam sendo abraçados por todos os conhecidos do local.

– Mija. — Disse Maribel ao abraçar a filha depois de longos dois meses. — Não ouse ficar tanto tempo sem nos visitar!

– Desculpe mami, mas eu estive um pouco ocupada com as aulas de danças, o trabalho, os comercias, e principalmente com minha namorada. — Ao final da frase a morena sorriu, sorriu ao lembra-se da namorada.

– E onde está ela? Danielle, certo?

– Sim. — A latina mais nova respondeu sorridente. — E ela não veio porque tinha um encontro com um produtor musical, mas ela prometeu que dá próxima vez que tivéssemos uma folga iríamos visitar Lima. Ela está muito ansiosa para conhecer todos vocês.

– Que bom, porque eu adoraria conhecer a garota que faz minha melhor amiga amolecer o coração.

–Quinn! — Santana falou alegremente, soltando-se do abraço da mãe — com cuidado — e correr para abraçar a amiga. As duas não se viam desde o dia do quase casamento de Will e Emma. — Como você está?

– Bem. Muito bem para falar a verdade. — Respondeu a loira, apertando seus braços ao redor da cintura de Santana.

– Isso tudo é saudade, Fabray?

– Lopez, por mais que você não seja uma amiga tão boa assim, eu senti sua falta. . — Respondeu a loira, soltando-se do abraço.

– Obrigada pelo comentário. — Santana forçou um sorriso sarcástico, porém o mudou para um sorriso simpático. Não havia maneiras de ficar com mau-humor quando estava de volta à sua cidade natal e cercada por seus amigos e família.

***

– Isso é tão brega! — Santana reclamou. — Nós já somos adultas e aqui estamos no porão da casa da Berry tendo uma festa do pijama.

– Pare de reclamar, Santana. — E logo em seguida um travesseiro voou na direção da morena, errando por pouco seu rosto.

– Você está morta, Fabray.

E assim começou a guerra de travesseiros. Todas as meninas, Blaine e Kurt, começaram a tacar travesseiros e almofadas para todos os lados.

Quando todos se acalmaram, cerca de dez minutos depois, Santana pega seu celular e percebe algumas ligações perdidas e duas mensagens. Todas da mesma pessoa. Dani

De Dani: — New York não é a mesma sem você. Já sinto sua falta e estou completamente entediada esperando o produtor chegar.

Santana sorriu. Dani era a namorada perfeita e mesmo só estando juntas há três meses, a latina sabia que o que estava sentindo pela loira era amor. E talvez fosse um pouco cedo demais, mas ela não se importava com isso. Abriu então a outra mensagem e seu sorriso de repente já não era tão brilhante assim.

De Dani: — As coisas não foram tão boas assim com o produtor, me ligue quando puder. Ouvir sua voz realmente me ajudaria agora.

E em menos de trinta segundos depois, a morena pode ouvir a suave voz de Dani do outro lado da linha.

– Ei, Dan. — A voz de Santana era suave, como em todas as vezes que a latina falava com a namorada.

– Ei San.

– Recebi suas mensagens, como foi com o produtor?

– As coisas foram boas até. — Dani suspirou.

– Como assim? — Perguntou Santana, ficando confusa.

Ele gostou do meu estilo, da minha voz, e até mesmo das minhas músicas.

– Isso é ótimo, babe, mas por que as coisas não foram bem?

– Eu nunca disse que tinham sido ruins. – Dani soltou uma risadinha. — As coisas foram ótimas com o produtor, fechamos contrato para um single e se meu estilo for bem aceito talvez possamos fechar contrato para um CD.

– DANIELLE HARPER! — Gritou Santana, em uma mistura de felicidade e excitação, não tinha como ficar brava com a namorada por ter feito aquele tipo de brincadeira. — Isso é sério? Você conseguiu mesmo o contrato?

A essa altura, um pequeno círculo se formava ao redor de Santana. Todos curiosos para saber o porque daquela ligação e o motivo da alegria da morena.

– Quem é? — Perguntou Rachel com a voz baixa.

– Dani. — Respondeu a morena, voltado a atenção para o celular.

Sim, San. Eu consegui o contrato. — A voz de Dani era pura alegria e Santana podia sentir isso.

– Nós precisamos comemorar. Assim que voltarmos para New York, nós vamos dar uma pequena festa.

– Mal posso esperar.

Ficaram mais alguns minutos ao telefone, Dani contando tudo sobre o encontro com o produtor e Santana contando o que havia feito com os amigos naquela tarde. Quando enfim desligaram a morena era apenas sorrisos.

– Isso tudo é por causa de uma ligação? — Perguntaram Mercedes e Tina ao mesmo tempo, curiosas com sempre.

– Isso é porque vocês não tiveram o prazer, ou não, de lerem as mensagens que essas duas trocam. Elas são melosas e um minuto depois já estão sendo pervertidas. — Kurt disse, fazendo cara de nojo.

– Lady Hummel, você faz as mesmas coisas. — Respondeu Santana, sentando — se ao lado de Quinn. — A única diferença é que no final do dia eu posso encontrar com minha namorada e fazer as coisas que conversamos nas mensagens.

– Santana!

– O que? Só estou dizendo a verdade. — Fez-se de sonsa, sem evitar seu famoso sorriso sarcástico.

– Rachel! — Reclamou Kurt.

– O que?

– Vai mesmo deixa-la falar assim comigo?

– Kurt, vocês são meus melhores amigos e quando estão brigando por coisas aleatórias é tão divertido.

– Isso é verdade. — Concordou a latina, colocando a mão no queixo e fingindo-se de pensativa. — Mas que tal pararmos com esse papo e jogarmos o jogo da garrafa? Relembrar os velhos tempos.

– Eu concordo. — Disse Blaine. Tentando descontrair o clima.

Algumas rodadas depois e todos já estão bêbados demais para prestar atenção uns nos outros. E isso não impediu que uma Quinn – totalmente bêbada – parasse ao lado de Santana, começando a flertar com a mesma.

– Saaaan. –

– O que você quer Quinn? — Santana disse com a voz arrastada, porém de todas as pessoas Santana era a que menos estava bêbada. O que causou um espanto em todos, inclusive na própria Santana.

– Por que “voxê” não me ligou de volta? – A essa altura Quinn já estava sentada no colo de Santana.

– Do que você tá falando?

– Você transa comigo, mais de uma por sinal, e no dia seguinte não me ligou de volta. – Quinn parou de falar. Olhando diretamente nos olhos de Santana. – Quer saber? Não importa.

Santana tentou responder, mas as palavras não saíram. O motivo? Os lábios quentes de Quinn pressionados contra os de seus. A morena tentou resistir, mas algo dentro dela não conseguiu parar a loira naquele instante. Talvez fosse o efeito das muitas doses de tequila que havia tomado ou o doce sabor que o beijo de Quinn tinha. Naquele momento a morena só sabia do súbito desejo que sentiu com aquele beijo, sem lembra-se que tinha uma pessoa em New York esperando por ela.

Notas finais
Eu sei que todas esperaram pela Brittany, mas não quis deixar tão previsível assim. Haha No próximo capítulo terá mais momento "tensos" como esse!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.