My new World
27 Heartless
Notas iniciais
– POV EMMA —
–Emma não se esqueça – Mary disse impacientemente – Até mais tarde.
Desliguei o telefone, às vezes Mary se esquece de que já tenho quase 30 anos.
Aquelas foram as duas semanas mais longas da minha vida, todas minhas tentativas de encontrar Regina pelos arredores da cidade foram extremamente frustrantes por que ou ela saia antes que eu chegasse, ou desaparecia quando eu chegava.
Mary falava 24 horas na minha cabeça sobre “como eu devia arrumar um namorado”, aquilo me deixava com muita raiva e se eu por acaso dissesse algo do tipo: “EU NÃO QUERO UM NAMORADO” ouvia em resposta um: “É CLARO, VOCÊ QUER A REGINA, O QUE AQUELA DEPRAVADA FEZ COM VOCÊ E BLÁ BLÁ BLÁ.
Mary, David, Ruby, Killian e até mesmo Rumplestiltskin tinham me contado a história de Regina, segundo eles a mulher mais fria daquele lugar e diziam que sentiam pena de Robin porque o que todos comentavam é que ele tinha perdido sua “alma” pra ela, ou seja, ouviram Tinker falar sobre ele ser o Amor Verdadeiro de Regina, durante a ultima semana eu ouvi comentários sobre eles andarem juntos pela cidade o que me fez sentir mais raiva do que eu já tinha sentido antes, excluindo o fato de que ela tinha trocado o número do celular pra que eu não conseguisse mais ligar para ela.
– Emma – a voz de David me trouxe de volta a terra – Não se esqueça de hoje no Granny’s tá?
– É a 10ª vez que me dizem isso hoje – revirei os olhos – eu não quero ir...
– Mas vai ser uma ocasião importante, vamos celebrar tudo que está acontecendo e quem sabe você não tem uma surpresa – ele sorriu – até mesmo Regina confirmou presença.
Regina iria, não acredito! Ela não evitaria qualquer encontro comigo? Por que decidiu ir a uma festa organizada pelos meus pais? Eu poderia simplesmente não ir e deixar as coisas como estavam mas nós só continuaríamos como “inimigas” e ela não faria nada pra mudar isso...
– Você tem razão – me levantei e andei em direção ao meu quarto – Vou tomar banho e irei procurar um vestido.
***
Estava andando procurando um vestido na loja mais “chique” da cidade, eu odiava usar vestidos mas podia me lembrar bem de qual foi a reação de Regina ao me ver num vestido então decidi que devia usar um essa noite.
– Regina, eu achei lindo esse vestido rosa e vou leva-lo e você vai usar! – ouvi a voz de Tinker e me escondi para observa-la, ela estava falando no celular, gritando na verdade – Você tem que usar um vestido que aquela pessoa vá gostar...
Aquela pessoa? Ela só podia estar falando de Robin, senti vontade ir até lá e fazê-la engolir o celular, sem me dar conta do que estava fazendo sai e fui andando em direção a ela.
– Ah, Regina okay, vou procurar um vermelho – ela engoliu em seco – Depois nos falamos, tchau.
Ela sorriu e deu alguns passos em minha direção, como ela podia ser tão cínica?
– Olá Emma – ela estendeu a mão – O que faz aqui?
– Olá Tinker – sorri ironicamente de volta – vim procurar um vestido pra essa noite e você? – perguntei como se não tivesse ouvido a conversa dela.
– Vim procurar algo para Regina, ela estava muito ocupada – ela olhou em volta – mas nós duas temos gostos muito diferentes, não sei o que levar...
Andei até um vestido vermelho tomara que caia que estava “escondido” no canto da loja, ele era lindo e eu podia imaginar que ficaria totalmente cinturado no corpo de Regina, o puxei e levei até Tinker.
– Acho que esse ficaria bom – estendi o vestido a ela que parecia surpresa com aquilo.
– você tem razão Emma! – ela disse com um sorriso enorme – parece que foi feito para ela.
– Pois é, acho que Robin irá gostar – dei o sorriso mais forçado de toda minha vida – você não acha?
– Não sei – ela disse ainda mais surpresa com meu comentário – Acho que ela não se importa com isso, Regina não sente nada por ele.
– Mas então quem é aquela pessoa? – perguntei me dando conta tarde demais de que ela perceberia que eu estava ouvindo.
– Não posso dizer nada sobre isso Emma, olha toma isso – ela estendeu um bilhete – mas, por favor, não diga a ninguém que te dei isso.
Ela saiu andando e eu abri o bilhete, aquele era provavelmente o número novo de Regina o coloquei em meu bolso e fui escolher um vestido preto de alças e bem curto.
***
Cheguei cedo no Granny’s, não haviam muitas pessoas, me sentei em uma mesa no canto e pude ver que Robin e seu filho estavam me encarando, tentei ignorar aquilo, Killian chegou e veio se sentar do meu lado, por algum motivo que eu não entendia todos nos cumprimentavam e olhavam com sorrisinhos bobos.
Peguei meu celular e enquanto Killian conversava com Robin digitei rapidamente
>— Está atrasada prefeita.
Não demorou muito para que minha resposta chegasse.
Quem é você e como conseguiu esse número?
>— Já se esqueceu que me passou seu número? Não posso acreditar em tamanha irresponsabilidade...
Provavelmente Oz com essas piadinhas sem graça, já estou chegando
>— Ok, me procure quando entrar.
Depois de alguns minutos ouvi a porta se abrindo e pude ver Regina entrando, ela estava simplesmente perfeita, o vestido deixava suas curvas ainda mais atrativas, eu tive que respirar fundo e desviar o olhar, comecei a rir baixinho quando vi que ela estava procurando Oz, assim que ela se sentou pude sentir meu celular vibrar.
Onde você está? Como pode me dar lição de moral quando está mais atrasado que eu Oz?
Coloquei meu celular discretamente em baixo da mesa e como pude perceber que Regina estava evitando olhar para onde eu estava nem me preocupei muito com isso.
>— Eu não disse que eu era o Oz.
Quem é você? Não gosto dessas brincadeiras?
>— Alguém que te admira secretamente? Aposto que você não consegue acertar.
Aposto que consigo =) Você tem um filho pequeno, cabelos “loiros” e olhos claros?
Ela estava pensando em Robin... Por que era tão difícil assim imaginar que era eu?
>— Sim, eu tenho um filho “pequeno” e me enquadro nessas características... O que te traz aqui essa noite?
Eu não estava mentindo, eu também tinha um filho, cabelos loiros e olhos claros, Robin era praticamente uma cópia minha só que era homem.
>— Por que decidiu vir hoje prefeita?
Perguntei tentando puxar um assunto já que ela tinha parado de me responder.
Não podia perder o noivado...
>— Noivado? Vai ter um noivado? Seu noivado?
Meu noivado? Claro que não! Da filha dos "encantados"...
Nesse momento todos estavam rindo e uma música romântica estava tocando, Killian me levantou e se ajoelhou.
– Emma – ele tirou um anel do bolso – Você aceita ser minha noiva?
Minha cabeça estava totalmente confusa e a única coisa na qual consegui me concentrar foi em ver Regina saindo de lá e eu podia estar louca, mas podia jurar que tinha visto lágrimas em seus olhos.
– Ficou louco? – eu sai da frente dele – A gente nem namora e você está me pedindo em noivado?
– É que pelas circunstancias...
– Circunstancias? – eu praticamente gritei o cortando – Não existem circunstancias. Nós não temos nada.
Todos pareciam olhar aquilo inconformados principalmente Mary, eu podia apostar que aquilo tudo tinha sido ideia dela, me virei, saí do Granny’s e fui procurar por Regina, depois de dar várias voltas a encontrei sentada na praça central observando as estrelas fui até lá e vi que ela parecia surpresa.
– Posso falar com você? – eu disse a encarando.
– Não temos nada para falar Swan, vá ficar com seu noivo – eu podia sentir a raiva em sua voz.
– Como você consegue agir dessa forma depois de tudo que nós passamos? – eu me aproximei – Você vive fingindo que não me conhece, que nunca aconteceu nada...
– Abra o jogo então Emma... O que você deseja que eu faça? – ela me encarou com os olhos cheios de lágrimas – Não tem como competir com nenhum desses caras.
– Não existe uma competição! – eu levei minhas mãos até o rosto dela – Você tem que parar de ouvir essas pessoas, eles não sabem por tudo que passamos, eles não sabem sobre nós...
– Como você espera que eu aja se quando você achou que eu sabia de tudo você me deu um tapa? – ela se distanciou – Pare de me torturar e vá embora!
– Eu não vou embora – eu a puxei – não vou deixar você!
– Emma, me solte – ela gritou me empurrando – eu não sinto nada por você!
Nesse momento pela segunda vez naquele dia eu senti minha mente se apagar, agi por impulso, enfiei minha mão no peito dela e tirei seu coração, ela me olhava assustada.
– Você não me ama? Você não sente nada não é mesmo? – eu gritava sentindo o coração dela em minha mão, levei meus lábios até os dela e a beijei, um beijo totalmente diferente de todos os outros, medo, angústia, amor... Tudo era transmitido quando nossas línguas se tocavam, paramos quando ela me empurrou novamente.
– Olha – eu levantei seu coração, eu não podia acreditar na cena que estava vendo.
O coração dela estava batendo freneticamente em minha mão e estava claro, puro, ela encarou aquilo sem dizer nada.
***
Fale com o autor