My mirror, My opposite...
6 Ice Princess
Notas iniciais
*Obs: Esse capítulo é narrado por Ice, a oposta de Flame, ela saiu do espelho quando a Flame entrou*
Nossa que felicidade! Não creio que consegui sair daquele buraco, voltei com tudo dessa vez, e ninguém poderá me segurar, trancafiar e maltratar. Nem mesmo o Finn, meu primeiro e único amor... Que me trocou pela idiota da Flame e me trancou aqui para ela nunca saber, ele nunca mais vai me enganar! Vou me vingar dele, e ele nunca mais vai ousar se esquecer do meu nome ou do meu rosto! Assim que termino meus pensamentos de alegria noto que há alguém me encarando, e esse alguém é um jovem pálido com o cabelo cheio de gel escovado para trás e com roupas que com certeza não eram desse século. Ele olhava para mim, vidrado, com uma expressão de medo, curiosidade e surpresa ao mesmo tempo, fiquei sem graça (ele era muito bonito, mesmo com roupas feias e velhas) e essa timidez se misturou com a raiva que estava de Finn o que me fez perguntar com todo ódio que tinha no coração:
–O que você está olhando?
–Quem é você? Cadê a Flame?
–Você também? Por que todos os homens bonitos se apaixonam por aquela fedelha?
–Eu não sou apaixonado por ela!
–Então por que a primeira coisa que você me falou foi sobre ela?
–Bem... E-eu...
–Viu? Você merece sofrer com ela dentro do espelho!
Não acredito no que acabei de fazer, eu realmente briguei com um menino por causa daquela pirralha? E pior ainda... Eu o congelei e o trancafiei dentro do espelho? Eu até que me sinto um pouco mal por ele... Ele não tem culpa por gostar dela, mas na verdade tem sim, ele a escolheu e não a mim, ele deve sofrer. Vou encontrar logo meu pai para juntos nos vingarmos de Finn e todos que o amam, depois de aprisionarem todos e obrigar Finn a se casar comigo, espalhando por toda Terra o caos e o ódio, somente em um lugar vai nascer e florescer o amor, somente eu e Finn poderemos ser felizes e alegres neste mundo de escuridão e frio, muito frio.
Saí dessa sala trancafiada e parece que estou num colégio, pois aqui tem muitos armários e todas as pessoas estão vestidas ridicularmente iguais, como são ingênuos... me aprisionar num colégio é a mesma coisa que pedir para eu matar todos os alunos de uma vez, até que passei por uma sala e vejo a perfeição do meu antigo e meu único amor... Finn. Encontrei-o dentro de uma das salas que ficava no corredor principal, ele estava lindo, sua pele macia como veludo, sua boca macia como seda e seus olhos... *suspiro* seus olhos como cristalinas águas calmas e centradas como sempre. Fico horas e horas o espionando, mas parece que foram somente segundos vendo a perfeição em pessoa na minha frente, aquele sorriso me hipnotizava e me fazia voar alto, junto com as nuvens...
Mas é claro que sempre tem algum estraga-prazer que vem e abre a porta para eu ter que me esconder e ter que voltar ao meu objetivo principal, achar meu pai. Rodo em volta do colégio todo e nem um sinal dele, acho que para encontra-lo tenho que entrar nas salas, ele deve estar em alguma sala. Mas como vou conseguir entrar nessas salas sem ser notada? Ou pelo menos expulsa? Acho que vou ter que me enturmar e virar “uma deles”, vou roubar a farda de algum aluno não muito conhecido e depois entro na escola como uma estudante comum, assim encontrarei meu pai e finalmente prosseguiremos com nosso plano perfeito.
Já estou dentro dessa insignificante escola com essa insignificante farda, procurando meu querido pai... Mas sinceramente já estou à beira da desistência, já fui cantada pela décima segunda vez e esses meninos não se mancam que o único que quero para mim é Finn, o herói mais perverso e malvado do mundo... Mas ninguém sabe disso, pois ele esconde seu lado sombrio a sete chaves para Flame continuar contando com ele e continuar apaixonada por ele como a relação de um gato e o novelo. Estava muito afogada em meus pensamentos de ódio e amor por Finn que acabo tropeçando em meu cadarço e caio por cima de alguém, que também parecia muito distraído, eu com muita raiva explodi:
–Eeei cuidado por onde anda!
–Desculpe não foi minha intenção.
Minha visão ainda estava meio distorcida por causa da queda então o garoto que caiu comigo ajudou-me a levantar e quando levanto os olhos e...
–F...Fi...Finn!
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