My mirror, My opposite...
3 A sala proibida
Notas iniciais
Flame pov:
Quando eu estava indo arrumar os meus livros dentro da mochila, percebi que estava sendo observada... Olhei para todos os lados e de repente encontrei os olhos do diretor Marshall, ele estava como sempre... Pálido, com um terno antigo, e o cabelo escovado para trás. Após alguns segundos me olhando de um jeito estranho (uma mistura de curiosidade e raiva) ele se aproximou de com os olhos fixados nos meus e me disse bem baixo, quase sussurando:
−Me siga, e tenha cuidado para ninguém te seguir.
Já que não tinha muita escolha... resolvi seguir Marshall (mesmo com medo do seu jeito misterioso de me olhar, e com medo de onde ele possa estar me levando). Ele caminhou dando voltas na redondeza de sua sala, e depois de algumas voltas ele parou bem em frente ao seu escritório. Ele deu um suspiro, olhou para mim e ordenou:
−Abra a porta e pegue o chaveiro.
Fiz o que ele me pediu, e entreguei para ele a chave, mas não consegui conter a curiosidade, minha cabeça já estava doendo de tantas perguntas que tinha para fazer a ele, mas me conti a perguntar somente as seguintes palavras:
−Onde vamos?
Ele olhou nos meus olhos e depois olhou para a porta da sala proibida, concluí que ele ia me levar até aquela estranha sala, que nem ele ousava em entrar, fiquei empolgada para saber o que tinha lá e não consegui conter o sorriso estampado em meu rosto, e destranquei com rapidêz a porta. Mas quando abri a porta não consegui conter a decepção, aquela era uma sala normal, porém sem móveis ou objetos. Pensei comigo mesma, mas acabei falando alto:
−É só isso? A “grande” sala proibida é só mais um cômodo vazio? Todos imaginavam histórias fantasiosas sobre essa sala e o porquê dela ser trancada... E no final ela não tem nada?
−Não é uma sala qualquer... –disse Marshall fechando a porta atrás de si− é a sala proibida, aquela que nem eu posso entrar. Ela tem uma coisa, e essa coisa chamou você... através de mim! Você não teve um mal pressentimento hoje?
−Como sabe?
−Ele me contou, me contou que você era importante e que você precisava vir aqui!
−Quem? Finn? Isso é uma brincadeira? Porque se for é de muito mal gosto!
−Isso não é uma brincadeira, você sabe que eu não sou um homem de brincar.
−Então me explique o que está acontecendo agora ou chamarei a polícia!
−Bem... Não consigo explicar, mas você é mais burra do que eu pensei. –disse Marshall se aproximando da parede da sala e depois de quatro passos dando um pulo bem alto sobre os pés.
−Tem um buraco escondido no chão! – disse impressionada com essa segurança toda.
Marshall tirou a tampa do esconderijo e retirou uma caixa com uma fechadura, ele colocou com muito cuidado a caixa em minhas mãos, disse baixo e olhando com seriedade e curiosidade para mim:
−Quem está esperando por você está aí dentro...
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