Notas iniciais
Pois é... chegou ao fim, infelizmente esse é o último capítulo e estou aqui para agradecer a todas as leitoras que comentaram, todas as que recomendaram e favoritaram a fanfic e até meus fantasminhas. Sem vocês não haveria a menor graça de continuar postando, obrigada por me incentivarem. Espero que tenham gostado tanto quanto eu desse tempo em que passamos juntos aqui, prometo continuar postando outras fanfics. Agora, espero que leiam e comentem esse último capítulo de My life or your life?

POV Jace

Foram longos três meses em que ficamos visitando o hospital pelo menos quatro vezes por dia. Os gêmeos a cada dia ganhavam peso e ficavam mais saudáveis e fortes. Clary ainda não podia os amamentar os bebês, mas tirava leite todos os dias para os dois. Thomas amava ir ver os irmãos, mesmo que fosse através do vidro, já que ele não podia entrar na sala onde os bebês estavam.

Os três filhos de Alec e Magnus, também amaram a ideia de ter novos amiguinhos, já que as únicas crianças que eles brincavam eram Thomas e Alice, filha de Izzy e Simon, que estavam de casamento marcado para daqui a três meses. Nem preciso dizer que minha irmã está louca atrás dos preparativos, e sempre que pode, leva Clary junto.

Eu estava mais feliz que nunca, já que meus filhos estão bem e saudáveis, minha esposa está feliz e ainda mais linda. E Thomas está a cada dia mais esperto, adora a escolinha e já tem até namoradas, sim namoradas, pelo que parece meu filho é o galã da escola. Até as professoras o amam.

Minha empresa está a cada dia mais famosa, a cada dia aparecem novos contratos e devo dizer que são milionários. Eu também resolvi investir em minha carreira de musico. Logico que não vou largar tudo para cantar pelo mundo a fora, mas eu tenho planos de cantar em um lugar ou outro, mas isso seria raramente, apenas quando eu me sentisse cansado de ser empresário.

Clary também já recebeu várias propostas para expor quadros em diversos países, mas ela ignorou gentilmente alguns e outros mais rápidos e leves ela pegou para expor. Minha linda esposa, agora estava mais concentrada em cuidar dos filhos. Dos nossos três filhos. Irônico isso. Em pensar que a um ano atrás estávamos sofrendo pela perda do nosso pequeno Jorge, hoje estamos alegres por ter mais dois anjinhos ao nosso redor.

Clary havia recebido alta cinco dias depois do parto e nesse dia fomos ao cemitério, ver o tumulo de nosso pequeno. Aquela era uma parte da nossa vida, que mesmo sendo dolorosa nunca seria esquecido. Deixamos flores lá e algumas lágrimas. Mas aquela visita não era de dor e sim uma maneira de matar à saudades de algo que nunca vimos mas que sabemos a importância que tem.

Jace? Jace está me ouvindo?

– Que? – Perguntei despertando-me do torpor. Clary sorriu sentando em meu colo.

Estava perguntando o que acha de colocarmos os nomes dos bebês em cada berço.

Nós estávamos organizando as coisas dos bebês agora, já que em uma semana eles teriam alta do hospital. Clary estava esperando ansiosamente para ter finalmente os bebês em seu colo e eu mal podia esperar por isso também. Ter minha princesinha e meu garotão no colo.

Seria ótimo, principalmente para ninguém confundir qual coisa é de qual.

– Então o berço dele ficará próximo a janela. – Ela sorriu beijando de leve meus lábios e saindo do meu colo.

Estávamos no quarto dos bebês, tudo já estava pintado e decorado. Nada de rosa nas paredes, apenas branco e um amarelo muito claro que seria facilmente confundido com o branco. Os berços eram brancos, mas os objetos eram de cores de acordo com o sexo do bebê. As coisas do berço da minha menina eram totalmente rosas, enquanto o do meu lindo menino era azul e branco. Clary resolveu pintar os nomes do bebê no berço, já que eram brancos.

Eu a estava observando, tão centrada no que estava fazendo, tão linda com os cabelos amarrados em um rabo de cavalo no alto da cabeça, um macacão branco com algumas manchas de tinta e os olhos verdes brilhantes, enquanto as mãos trabalhavam habilmente no nome das crianças. Que por sinal escolhemos no dia da alta dela. Luna é o nome da minha menina, a primeira a nascer segundo os médicos e o meu garotão é Christopher, assim como meu segundo nome. Meus dois anjos.

Thomas estava dormindo no quarto ao lado, depois de um dia cheio de brincadeiras e com direito a brigadeiro de colher. Eu já não estava mais tão jovem para servir de cavalinho.

Você está rindo como um bobo. – Clary riu.

Estou pensando nos nossos filhos. – Dei de ombros.

Em qual deles?

– Nos três. – Ri.

Aos meus 23 anos tenho três filhos, isso nem sequer passou pela minha cabeça quando eu tinha meus 17 anos.

– Está feliz?

– Muito, mais do que um dia eu pensei que fosse ser. – Tomei seus lábios em um calmo beijo, mas repleto de amor e adoração.

Ficamos por uns breves minutos ali, apenas observando o quarto dos mais novos membros da família Herondale. A alguns anos atrás eu sequer imaginava estar casado, com três filhos pequenos que dependem de mim e um amor imenso transbordando em meu peito.

Minutos depois, ouvi a campainha tocar e desci para atender. Clary desceu comigo, mas foi para a cozinha. Quando abri a porta, ninguém estava lá, apenas uma carta no chão, franzi o cenho, mas a peguei. Voltei para dentro e me sentei no sofá, logo Clary se sentou no meu colo. Ficamos um tempo olhando aquele envelope em branco.

De quem é? – Ela perguntou.

Não sei, não tem destinatário e muito menos remetente. – Dei de ombros. – Quer abrir para ver?

– Sim, abra e leia em voz alta. – Ela pediu.

Abri o papel e li calmamente as palavras ali escritas.

Clary,

Essa carta, foi escrita um pouco antes da minha morte. Não sei muito bem o tempo que se passou, mas provavelmente um ano. Esse foi o tempo que pedi para que a pessoa de minha confiança entregasse isso a ti.

Saiba que durante o início do nosso namoro, eu te amei sim. Não um amor louco e sem medidas, mas um amor carinhoso e preocupado. Era difícil para mim sentir aquilo para você. Sempre soube que não era bom o suficiente para você. Esmaguei aquele amor que eu sentia e o transformei em raiva. Não espero que me perdoe por isso. Até por que, não mereço seu perdão.

Apenas de uma coisa eu me arrependo, de ter matado seu filho com seu marido. Disso sim eu peço perdão. Sei que o matei pois simplesmente sinto isso. Sinto essa culpa me corroer enquanto escrevo essa carta. Caso leia essa carta junto com seu marido, peço desculpas a ele também. Mesmo que não sinta amor algum por Thomas, sei que ele sente.

Faça um favor para seu filho também, não conte a ele quem eu fui. Ele não merece ter meu sangue. Se um dia ele descobrir a verdade, apenas diga que eu não fui homem o suficiente para ser um bom pai.

Agora, já é hora que minha existência nesse mundo acabe. Vai ser melhor assim. Sei que farei meus pais sofrerem, mas tenho certeza de que eles superarão. Os dois são fortes e um dia vão entender.

Por todo amor que um dia eu senti, espero que seja feliz. Agradeço a você Jace, sim, eu sei seu nome. Agradeço a você por cuidar dela e da criança, do seu filho, do Thomas. Você tem sorte por tê-los.

Sebastian.

Clary soluçou quando terminei de ler. Eu não conseguia processar aquilo, Sebastian escreveu aquilo antes de morrer, simplesmente para pedir que não contássemos para Thomas quem ele era e para pedir perdão por ter matado meu filho. Isso era surreal.

Ele pediu mesmo isso? – Clary perguntou ainda soluçando.

É o que parece. Essa letra é dele?

– Sim, Sebastian tem uma linda letra, inconfundível. Definitivamente foi ele que escreveu.

– O que você pensa disso?

– Acho que ele foi sincero. Em tudo.

– Acha que ainda devemos contar a Thomas sobre Sebastian? – Perguntei com um aperto no peito.

Não. Vamos esquecer isso, pelo menos até que Thomas tenha idade suficiente para entender as coisas. Não acho que mentir seja o caminho certo, mas vamos esperar ele ter mais idade para entender. – A puxei para um abraço e ele fungou.

Ficamos ali, apenas abraçados, digerindo as palavras sinceras de um homem que nos trouxe tanta dor. Seria possível perdoa-lo? Tanta dor suas atitudes nos trouxe, e agora deixar para lá. Mas afinal, para que serve o ser humano se não para perdoar? Somos mais felizes quando resolvemos as coisas pendentes do nosso passado. E com certeza, Sebastian já era um assunto resolvido. O perdão é algo nobre, que sempre temos que estar dispostos a dar, mesmo que seja difícil ou doloroso.

********

Estávamos no carro, um novo por sinal, já que agora temos três cadeirinhas para carregar. Nossos três filhos estavam ali, todos seguros e prontos para chegar em casa. Hoje nossos filhos receberam alta e já estávamos os levando para casa. Os três estavam saudáveis e adoráveis.

Luna é a minha cara, alguns fios loiros já nascem em suas cabeças e os olhos são dourados como ouro liquido. Linda e já muito esperta. Christopher é ruivo, já tem mais cabelos que a irmã e os olhos são de uma cor ainda não definida, já que mesclam o verde com o dourado. Meus dois filhos são lindos.

Quando estacionei em frente a nossa casa, vi Lucas e uma jovem parados ali. Desci com Clary e pegamos as crianças. Clary tirou Thomas da cadeirinha e esse por sua vez correu para nossa casa. Eu peguei Luna no bebê conforto e Clary pegou Christopher em seu bebê conforto e fomos de encontro ao homem que tentou sem sucesso acabar com meu casamento.

Oi Clary, oi Jace. – Lucas cumprimentou.

Oi Lucas, o que faz aqui? – Ela perguntou.

Vim pedir desculpas por tudo o que fiz e também para me despedir.

– Isso já passou, não se preocupe. – Clary sorriu. – Mas se despedir?

– Sim. Clary, essa é Denise, minha noiva. Estou me mudando definitivamente para o Brasil.

– Meus parabéns Lucas, fico feliz por vocês.

– Parabéns mesmo. – Eu disse com um sorriso.

Temos que ir agora. – Lucas disse abraçando Clary. – Seus filhos são lindos. – Ele disse batendo de leve em meu ombro.

Obrigado e sejam felizes. – Sorri.

Ao se afastar Lucas piscou como quem diz que já estão sendo. Não duvido nada disso. Mesmo eu não gostando dele pelo que ele tentou fazer, ainda assim tenho que admitir que ele é um bom homem. Eu e Clary sorrimos e demos um beijo rápido antes de entrar em casa.

Podia passar o tempo que fosse, mas sempre seriamos felizes e parecia que a cada dia isso ficava mais evidente. Quando passamos pela porta, todos estavam ali, felizes e emocionados com a chegada dos novos membros da família.

Jonathan o irmão da Clary estava noivo e em uma viagem pela Inglaterra e França, voltava daqui a uma semana. Maryse e Robert estavam quase pulando de felicidade pelos novos netos, igualmente Jocelyn e Valentim, que amava as crianças mais que tudo. Simon e Izzy estavam mais unidos e felizes que nunca. Desde o primeiro momento que ela viu Simon e nos apresentou, eu soube que ele seria o seu mundo, parece que mais uma vez eu estava certo. Magnus e Alec estavam radiantes com seus filhos se dando bem com a família, sem nenhuma distinção por serem adotados, eles ainda estavam em processo de adoção com outras crianças. Pelo que parece, eles querem aumentar a família.

Sejam bem vindos Luna e Christopher Morgenstern Herondale. – Sussurrei baixinho enquanto beijava a testinha dos dois.

A vida me deu inúmeros presentes, inúmeros motivos para ser feliz, para acordar todos os dias e sorrir, para simplesmente olhar para uma rosa e ver uma imensurável beleza ali. Os meus motivos estavam todos reunidos aqui hoje para celebrar a chegada de mais dois anjinhos na nossa grande família.

FIM!

Notas finais
Vou sentir muita saudade de todas vocês, não deixem de comentar ok? Nos vemos em breve.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!