My life or your life?

30 30 - Vocês se merecem mesmo.


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo, muito obrigado a quem está comentado e acompanhando a fanfic. Fantasminhas apareçam, não mordo, sou uma pessoa muito educada. Beijos e até breve.

POV Clary

Ontem eu fui dormir tarde, minha cabeças estava rodando e meu corpo fraco. Não comi nada que continha sal ontem, apenas açúcar e agora estou mal. Me levantei da cama com uma puta dor de estomago e cabeça, fui direto para o banheiro e tomei o banho mais gelado possível. Sai enrolada em uma toalha e entrei no quarto, Jace ainda dormia tranquilamente.

Vesti uma calça legging e uma camiseta de manga comprida. Calcei meus all stars e penteei meus cabelos. Fiz uma trança meio frouxa e desci para tomar café. Assim que terminei de descer as escadas, senti um cheiro maravilhoso de bolo de chocolate, parecia ter acabado de sair do forno. Quando coloquei meus pés na cozinha vi Alec tirando as luvas e olhando com admiração para o bolo que estava sobre a mesa.

Isso parece gostoso. – Murmurei. – Não me disse que sabia cozinhar.

– Eu não sabia, Magnus me ensinou a um tempo atrás.

– Você gosta mesmo dele não é? – Disse me sentando a mesa e pegando um copo de suco. Alec corou fortemente.

Sim, Magnus é muito importante para mim. – Ele sorriu de lado me servindo com o bolo.

– Esse bolo está divino Alec. Combinaria perfeitamente...

– Com calda de kiwi. – Ele completou e nós sorrimos.

Alec e eu ficamos um tempo conversando sobre o relacionamento dele com Magnus e até os planos dos dois para o futuro. Descobri que o sonho de Alec é ser pai e que em breve os dois vão entrar com os papeis para adotar uma criança, achei uma linda atitude da parte deles.

Como hoje é domingo, vou aproveitar e ir na piscina. – Alec disse se levantando. – Me acompanha?

– Eu adoraria, mas preciso acordar os meninos. – Sorri e ele concordou saindo de casa e indo em direção a piscina.

Subi as escadas rapidamente e fui para o quarto do meu filho. A luz do abajur ainda permanecia acordada quando entrei. Thomas ainda dormia tranquilamente depois da longa e agitada noite. Sorri ao lembrar do sorriso do meu filho enquanto cantávamos parabéns.

Ei meu amor, acorde. – Murmurei passando a mão pelos cabelos platinados.

Thomas começou a se mexer hesitante, mas assim que abriu os olhinhos verdes, sorriu, mostrando os pequenos dentinhos que já começaram a nascer. Ele esticou os bracinhos para que eu o pegasse.

Mama. – Ele disse fazendo biquinho. Sorri e o peguei em meus braços.

Ei, o que acha de tomar um banho antes de descer? – Ele sorriu e fez que sim com a cabeça.

O levei até o banheiro que o quarto fornecia e o despi, colocando na banheira sem água, logo fui enchendo aos poucos com água morna, Thomas brincava com as bolhas do sabonete que caiam na água, as estourando com os dedos. Lavei os cabelos dele e seu sorriso ficou ainda maior quando mexi neles. Tom amava que pegassem nos cabelos dele.

Acho que já chega de banho por hoje não é meu amor?! – Murmurei assim que enxaguei seu corpo e cabelos.

– ‘Dão’. – Ele fez biquinho e eu ri.

Você não quer ir acordar o papai? – Logo o biquinho se transformou em um sorriso. – Então tem que sair da água.

Ele logo se convenceu, esticou os bracinhos que eu peguei, enrolei seu corpinho em uma toalha azul e levei para o trocador. Tom já tinha começado a abandonar as fraldas e eu só as colocava na hora de dormir, o resto do dia ele ficava sem. Vesti uma cuequinha box que era como uma mini cueca do Jace e uma bermuda jeans. Coloquei uma camisa polo e penteei os cabelos dele. Calcei um all star no pezinho dele e pronto.

Sai do quarto com Tom em meus braços e entrei no meu quarto. Jace ainda dormia todo enrolado nas cobertas, era para ser uma cena fofa se eu não soubesse que ele estava somente de cuecas embaixo do edredom.

Vá acordar o papai. – Disse baixinho a Thomas que sorriu.

O coloquei na cama e ele foi engatinhando até parar perto de Jace. Eu imaginei que ele iria pular ou dar um de seus gritinhos para acordar o loiro, mas não. Tom fez a coisa mais linda que eu podia ter visto. Ele deu beijinhos na bochecha e testa do pai até que ele acordasse com um enorme sorriso no rosto.

Bom dia filhão. – Jace murmurou dando um beijo na bochecha de Thomas que sorriu e se sentou na cama. – Bom dia ruiva.

– Bom dia loiro. – Me sentei em seu colo e depositei um beijo rápido em seus lábios. – Não vi quando foi dormir ontem.

– Eu sei. Quando cheguei você já estava sonhando comigo.

– Sonhando com você? – Perguntei divertida. – Como sabe?

– Você estava sorrindo. – Ele disse simplesmente. Mostrei a língua para ele que a mordeu de leve.

– Jace! O Thomas. – O repreendi baixinho escondendo meu rosto na curva de seu pescoço.

Desculpe. – Senti o peito de Jace tremer em uma risada.

Levantei meu rosto e o puxei para um beijo mais profundo, aquele de desentupir pias e que eu estava com saudades de dar. Jace sorriu segurando minhas costas firmemente, passei minhas mãos pelo seu pescoço e arranhei de leve sua nuca, senti seu corpo responder ao meu gesto e foi minha vez de sorrir.

Vocês se merecem mesmo. – Ouvi uma voz atrás de mim e me separei de Jace, virei meu rosto para trás e vi Isabelle escorada na porta, senti meu rosto corar. – Meu sobrinho presenciou isso? Céus, vou ter que levar essa criança em um psicólogo agora.

– Não exagere Isabelle, não era nada demais, apenas um beijo. – Jace respondeu. – Pode levar o Tom lá pra baixo?

– Claro, mas só faço isso para o bem do meu sobrinho. – Ela riu e pegou Thomas no colo, saindo logo em seguida.

Me virei para Jace e sua expressão tinha ficado séria agora, dando uma tensão ao ambiente. Olhei para ele por alguns segundos antes de começar a mexer em seus cabelos como uma forma de me distrair.

O que foi? Ficou sério de repente. – Disse.

– Eu quero outro filho Clary. – Ele pediu e eu gelei.

Outro, mas está cedo. Thomas acabou de fazer um ano. – Murmurei.

Não acho que esteja cedo. É uma boa idade para se ter um irmão, eles vão poder crescer juntos. – Ele disse analisando meu olhar como se procurasse algo.

Mas Jace... – Comecei mas ele me interrompeu.

Diga a verdade. Sei que não é só isso. – Encostei minha cabeça em seu ombro e respirei fundo.

Tudo bem. Eu estou com medo.

– Medo de que? – Ele perguntou em um sussurro.

Medo de que Thomas seja menos amado quando tiver um filho seu. Medo que ele se sinta excluído se tiver um irmão.

Jace suspirou pesadamente e pegou meu rosto entre as mãos. Olhou por um longo tempo em meus olhos e logo depois me beijo, com calma e amor. Me assegurando de algo. Assim que nos separamos ele começou a dizer:

Thomas é meu filho. Pode não ter meu sangue, mas tem meu amor. Eu não quero ter outro filho apenas para ter um filho com meu sangue, mas também por que quero uma família maior, quero que Tom tenha irmãos e se sinta amado, que ele proteja a irmã quando algum garoto tente se aproximar dela, que ele brinque de bola com o irmão mais novo no jardim de casa. Essas coisas.

– É tão difícil pensar na possibilidade de ver meu filho sofrer. – Fechei meus olhos por alguns segundos.

Ele não vai sofrer Clary, ele vai ter mais gente para o amar e admirar. – Ele sorriu. – Confie em mim.

– Tudo bem, eu confio em você. – Suspirei e sorri aliviada ao ouvir essa afirmação dele.

Jace sorriu e me beijou, com calma e posse ao mesmo tempo. Suas mãos fortes nunca abandonando minhas costas e minha cintura, sempre me prendendo a ele, como se eu tivesse intenção de fugir. Sorri. Jace é o homem que eu tive a sorte da vida escolher para mim.

2 meses depois...

POV Jace

Dois meses e Clary ainda não tinha ficado grávida, eu estava ansioso demais pela notícia que ela me daria, eu já imaginava como seria minha reação ao ver o primeiro exame de ultrassom. Eu provavelmente surtaria.

Clary sempre ria quando eu perguntava se ela achava que estava grávida, sim, temos tentado todos os dias, estamos virando ninfomaníacos. Mas é para um caso estritamente importante, eu quero mais um filho, isso é uma coisa na qual não posso mais esperar. Eu quero poder passar pela emoção de ouvir Clary dizendo emocionada que espera mais um mini Herondale. Thomas vai ganhar um irmão ou irmã, espero que em breve.

– Você está divagando de novo. – Ouvi a voz de Alec ao longe.

O que? – Perguntei voltando a realidade.

Eu estava dizendo para parar de babar na Clary. Parece que vai agarra-la aqui e agora.

Eu ri. Não posso dizer que é mentira, já que Clary estava na piscina com Isabelle brincando de guerra d’água, aquele biquíni azul marinho a deixava extremamente sexy. Sorri pervertido e ganhei um tapa na cabeça.

– Ai, por que fez isso? – Perguntei indignado para Alec que ria.

Você estava parecendo um maníaco agora.

Vai procurar o Magnus vai. – Disse e ele riu mais ainda.

Bufei irritado e me levantei, cansei de ficar aqui do lado desse tosco, resolvi ir ver como Thomas estava. Clary tinha o deixado dormindo no quarto a meia hora e eu estava com uma sensação estranha no peito.

Subi as escadas e entrei no quarto do meu pequeno, ele dormia tranquilamente com os cabelos platinados caindo nos olhos. Me aproximei dele e toquei seu rosto, tirei os fios de cabelo de seus olhos e sorri o vendo dormir.

Meus olhos se prenderam em um papel que estava ao lado do meu pequeno, franzi o cenho e peguei o papel. Meu coração parecia querer saltar pela boca ao ler as palavras.

Se está lendo isso é por que meu plano deu certo, sei que deveria te contar pessoalmente, mas achei bem mais emocionante dizer assim. Saiba que dentro de mim, mais um coração bate por você. Estou grávida amor, nós teremos mais um Herondale em breve. Te amo.

Ruiva.

Então é isso? Eu vou ser pai pela segunda vez? Vou carregar mais um pequeno bebê em meus braços? Sim, é isso. Sorri ainda mais e beijei a testa de Tom antes de descer as escadas e pular na piscina atrás de Clary.

Segurei sua cintura e a beijei com volúpia, paixão, amor e muita gratidão. Clary sorriu entre o beijo e eu senti suas pequenas mãos em meu pescoço. Me separei dela e sorri.

– É verdade? Você está mesmo grávida?

– É sim amor. Você vai ser papai de novo. – Ela sorriu me beijando novamente.

Então é isso? Vou ser pai? Essa é a sensação que todo homem sente ao saber que vai ser pai? Tenho certeza que essa emoção que sinto é maior que a de qualquer homem que já descobriu que vai ter um filho, eu já amo muito essa criança, meu mais novo ou nova Herondale.

Notas finais
Comentem, favoritem e recomendem ok? Até logo.