My life
2 Atena
É claro que eu jamais iria para a casa de um homem que vive brigando com a mulher porque ela é ciumenta. Até consigo imaginar o surto de Anfitrite quando eu chegasse lá e simplesmente falasse “oi, tudo bem? Seu marido me chamou para ficar aqui na sua casa.” Eu jamais faria Poseidon passar por isso.
Comecei a caminhar pela praia. O sol ainda estava nascendo isso tornou a caminhada muito agradável. Havia poucas pessoas fazendo caminhada, mas as que passavam por mim me olhavam como se eu fosse uma alienígena. Fiquei me perguntando o motivo até que olhei para minhas roupas, eu ainda estava com a minha roupa de rainha e não era o tipo de roupa que mortais usam. Eu podia ir a um lugar isolado e trocar de roupa, porém eu resolvi fazer compras por isso apenas conjurei um cartão sem limites. Eu estava decidida a levar uma vida normal longe dos deuses.
Caminhei até a rua e chamei um taxi que passava por lá e entrei assim que ele parou.
–Para onde vamos? –Perguntou-me o taxista.
–Onde estamos? –Perguntei.
–Como assim você não sabe onde está? Perdeu a memória? Estamos em Miami.
–Me leve para o shopping mais próximo. E não eu não perdi minha memória eu só andei aleatoriamente fugindo do meu marido, por isso não sei onde estou.
–Posso saber o porquê de está fugindo?
–Meu marido é um desgraçado e ontem o peguei na nossa cama com outra mulher. Ai eu sai de casa, mas tenho certeza de que ele virá atrás me mim. Ele faz coisas terríveis, mas eu tenho que ser totalmente leal a ele. Então quanto mais longe tiver melhor para mim.
–Sinto muito. Chegamos senhora. Não precisa pagar a corrida sei que a senhora vai precisar de todo dinheiro que tiver no momento.
Agradeci e sai do carro. Ele tinha me levado a shopping do centro de Miami. Era um lugar muito bonito, com belas fontes na entrada e muitas pessoas sofisticadas. Novamente recebi olhares estranhos então resolvi entrar e comprar logo. Dentro do shopping era tão lindo quanto fora. Entrei na primeira loja de roupas que vi.
Era uma loja de vestidos casuais. Pequena e sofisticada. Assim que entrei uma vendedora veio educadamente me atender. Era uma moça muito bonita loira de olhos azuis com a mesma roupa dos outros vendedores.
–Preciso de um armário novo com extrema urgência. Creio que você poderá me ajudar. – Falei assim que ela apareceu na minha frente.
–Imaginei que precisasse. Ninguém usa esse tipo de roupa em Miami. Venha vamos criar uma nova pessoa em você, uma pessoa digna de Miami. Britney! Adele! Venham aqui. Hoje temos que transformar essa mulher.
Duas morenas se aproximaram de mim e me olharam dos pés a cabeça e sem dizer nada saíram e entraram em uma porta no fundo da loja. Depois de cinco minutos voltaram segurando vários vestidos.
–Pode provar. –Falou a mulher que me atendeu, indicando o provador.
Dessa vez não consegui ser uma mera mortal. Era muito chato ficar colocando todos aqueles vestidos então escolhi os que mais gostei e sai do provador. Fui até a moça que me atendeu o mostrei os cinco vestidos que escolhi. Ela me olhou desapontada, acho que esperava que eu comprasse mais. Ela me acompanhou até o caixa, eu paguei a sai da loja com as sacolas. Depois entrei em uma loja de sapatos. Confesso que gostei mais de comprar sapatos do que vestidos. Sai da loja com oito pares.
Continuei andando pelo shopping até me cansar. Nunca entendi que graças os mortais viam em fazer compras. Era muito cansativo. Duas horas naquele lugar foi o suficiente para me deixar exausta. Saí do shopping e fui até um ponto de táxi eu tinha no estacionamento e entrei no primeiro táxi disponível.
–Conhece algum hotel bom aqui perto? –perguntei ao motorista.
–Um dos melhores hotéis de Miami fica a algumas quadras daqui, mas já vou avisando que é muito caro.
–Sem preocupação tenho o cartão que ganhei do meu marido. Pode ir para lá. –Falei. –Você aceita o pagamento com cartão?
–Sim senhora. –Ele respondeu olhando pelo retrovisor. –Você é de onde? Só por curiosidade.
–De um lugar infernal bem longe daqui. Poderia me dizer que horas são?
–Oito horas da noite senhora. A senhora já comeu? Por que senão posso passar em um restaurante.
–Gostei da sugestão. Pode passar.
Seguimos o resto do curto caminho em silêncio. Encostei a cabeça na janela e comecei a tentar imaginar o que faria depois de hoje. Não tive sucesso. Estava psicologicamente exausta, tudo que eu queria dormir e sonhar com uma vida melhor do que eu levava. Depois de dez minutos chegamos a um restaurante.
–Me acompanharia em um jantar senhor? –Perguntei. Não queria jantar sozinha como sempre fazia no Olimpo.
–Pode me chamar de Michael. Não é comum eu entrar nos lugares com meus clientes, madame.
–Eu não sou uma cliente comum Michael. Eu insisto que desça e jante comigo nessa cidade estranha.
–Tudo bem eu descerei. Mas eu pago o jantar. –Falou.
–Pode ser agora vamos. Estou com muita fome. Acho que não come desde que sai da minha casa.
Descemos do carro e fomos para o restaurante. Um garçom nos guiou até uma mesa vaga e nos entregou dois cardápios. Pedimos nossa comida e ficamos conversando enquanto esperávamos.
–Então Michael, conte-me sobre sua vida. Tem mulher? Filhos? –Perguntei puxando assunto.
–Sou casado com Katie, nós temos um menino Alex. Minha mulher é assistente do chefe de uma revista e meu filho está perdido na vida. Desde que o tirei do colégio antigo ele se revoltou contra nós e fugiu. Eu imaginei que iria voltar no dia seguinte afinal só tinha 17 anos e nunca tinha trabalhado antes. Mas ele não voltou passou meses sem dar noticia até que nos ligou falando que estava bem que tinha uma casa e estava trabalhando. No mês passado ele veio até a nossa casa, ele estava noivo. Não sabíamos como reagir diante dele e da sua noiva, mas depois deu tudo certo. E você, qual é a sua história?
–Sou casada com um desgraçado que não me ama e vive me traindo. Eu sempre soube das traições e sempre ignorei, porém ontem o encontrei com outra mulher na nossa cama. Por isso fugi de casa e estou aqui. Mas tenho certeza que ele virá me procurar.
–Por que não se separa dele? É muito fácil fazer isso e também pode conseguir que ele seja obrigado a ficar longe de você.
–Não é tão simples assim. Eu não me divorciar, nunca. O divórcio me faria perder algo muito importante para mim. Mas essa é outra história muito complicada.
Ele abriu a boca para falar, mas foi interrompido pelo garçom que trazia nossa comida e duas taças de vinho. Comemos em silêncio. A comida era boa, mas nada comparada a comida dos deuses com que eu estava acostumada. Preferi não comer sobremesa queria ir para casa logo. Deixei ele pagar a conta após ele insistir muito. Acho que o homem pagar a conta é um costume mortal
O hotel na qual ele me levou era lindo. Ele me deixou na porta do hotel eu o paguei, peguei minhas compras entrei. Eu mal coloquei o pé dentro do hotel um moço já veio com um carrinho para que eu colocasse minhas sacolas. Ele me guiou até a recepção.
–Boa noite senhorita. Que tipo de quarto deseja. –A recepcionista perguntou. Eu realmente não sabia a resposta, mas como era acostumada com o conforto do Olimpo pensei que lá teria que escolher o mais caro. Tinha certeza que nem o melhor de lá chegaria perto.
–O melhor, por favor. Passarei aqui tempo indeterminado. Pagarei diariamente.
A mulher me olhou como se quisesse saber meu tipo sanguíneo para ter certeza de que eu realmente poderia pagar.
–Começarei a pagar hoje se assim achar melhor. –Falei tentando reforçar o fato de que tinha realmente dinheiro.
–Só podemos liberar por uma semana, mas depois dessa semana poderá renovar. Começará a pagar amanhã. Vou chamar alguém para lhe acompanhar até sua suíte. Aqui o seu cartão. –Ela me entregou o cartão e começou a se retirar, porém voltou como se tivesse esquecido alguma coisa. –Desculpe-me senhora, mas esqueci de perguntar o seu nome.
–Me chamo June Adams. –Não me perguntei o porquê de eu ter pensado nesse nome. Ele apenas veio em minha cabeça.
–Certo. –Falou se retirando novamente.
Não demorou muito um moço chegou e me guiou até a minha suíte. O hotel era quase divino. Tudo desde a arquitetura até os mínimos detalhes das cores eram perfeitos. O elevador era daqueles clássicos de filmes mortais, porém foram implantadas tecnologias, mas nada que tirasse seu toque de antiguidade. A minha suíte era única no andar eu realmente não esperava aquilo. Abri a porta do meu quarto, o camareiro deixou minhas sacolas e saiu. O barulho da porta se fechando, me fez cair na real. Eu não podia fingir que estava bem por mais nenhum segundo. Eu nunca fui uma Hera que passa o dia inteiro fazendo compra sem se preocupar com o que estava acontecendo no meu reino em minha ausência. Mas também não podia voltar para casa e simplesmente fingir que não tinha visto nada.
Eu com certeza jamais conseguiria olhar para Zeus sem esconder minha repugnância, meu ódio e mais que tudo a minha decepção. Eu já amei meu marido por séculos e sofri por séculos. Eu me lembro de cada esforço que fiz para que ele me notasse tudo que fiz para fazê-lo me amar tudo em vão. Agora mesmo que eu não o amasse como antes eu não conseguia deixar de ficar triste com as traições. Ele conseguiu destruir cada fragmento de amor que eu tinha. Depois que deixei de amá-lo nunca mais amei a ninguém.
–Pare Hera. Você funciona melhor quando não pensa então deixe de ser idiota. –Falar comigo mesmo nunca funcionou não porque eu continuava tentando. –Você precisa de um banho e uma noite de sono decente.
Fui tomar banho, assim que liguei o chuveiro o meu ombro começou a pesar. O engraçado é que o banho normalmente tira a tensão de você e para mim só piorou. Deixei a água escorrendo e comecei a pensar na minha conversa com Poseidon ontem na praia. Acho que aquela foi a conversa mais longa que já tivemos durante toda nossa imortalidade. Ele te que era um cara legal. O problema dele era sua briga com o irmão, não precisa ter motivo. Desde a última briga na década passada ele nunca mais foi para o Olimpo nem mesmo nos dias em que o Conselho se reunia. Mas voltando a nossa conversa eu gostei de passar um tempo com ele. Acho que gostei de ter alguém que passasse pelos mesmos problemas que eu para conversar. Pensando nisso a ideia de ir à praia me veio a mente. Terminei meu banho rapidamente.
Sai do banheiro e coloquei um vestido longo solto. Era bem casual, da cor creme com alças de amarrar. Coloquei uma rasteirinha branca com brilhos prateados. Era super delicada. Peguei o cartão do meu quarto e fui pegar o elevador. Ele não demorou muito para chegar, eu entrei e fui para a recepção. Olhei no relógio de lá e vi que eram dez horas da noite, duvidei que tivesse um taxista disponível. Fui até a recepcionista.
–Você poderia me chamar um táxi, por favor? -Pedi a ela.
–Clara. A senhorita pode esperar no sofá, por favor.
Fui até um dos sofás que tinha espalhado por lá e fiquei assistindo televisão que passava jornal. Nunca entendi direito esses jornais, mas mesmo assim fiquei prestando atenção. Estava falando sobre a bolsa de valores. Fiquei realmente perdida com toda aquela conversa sobre dinheiro. Será que algum humano realmente entendia e gostava daquilo?
–Senhorita seu táxi chegou. –Levei um susto com a recepcionista aparecendo do nada.
–Muito obrigada. –Agradeci e fui até a saída do hotel. Dei boa noite para o segurança que abriu a porta para mim e sai.
Entrei no táxi e me esqueci completamente de que se eu não falasse aonde ia o taxista jamais iria adivinhar.
–Para onde vai senhorita?-Perguntou-me estranhando o fato de eu não ter falado.
–Sabe o Shopping do centro próximo daqui? –Ele assentiu. –Leve-me para a praia mais próxima a ele. Desculpe-me não saber o nome, mas não sou daqui.
–Tudo bem eu sei de que praia está falando. –Ele falou. Pude ver que estava muito feliz.
–Tendo uma boa noite? –Perguntei curiosa.
–Com toda certeza. Estou morrendo de ansiedade. Amanhã pedirei minha namorada em casamento. Eu sempre sonhei com esse dia. Consegui juntar dinheiro para comprar um anel bem bonito.
–Adoro casamentos. O dia do casamento é sempre emocionante. Pode não dar certo depois, mas eu acho que tudo vale pela emoção de passar naquela passarela vermelha com um vestido branco.
–A senhora é casada? –Perguntou olhando pelo retrovisor.
–Sim, mas meu casamento tem muitos problemas. Mas o dia em que me casei ainda está em minha memória. Foi emocionante. -falei sorrindo me lembrando daquele dia. Eu jamais imaginei que minha vida se tornaria o que é hoje.
–É feliz em seu casamento?
–Não sou feliz com ele a muito tempo, meu senhor. Mas eu o suporto com todas as forças que tenho. –Percebi olhando no retrovisor seu rosto de duvida. Temi estragar o seu casamento. –Mas o meu casamento não foi um casamento comum. Foi mais como uma negociação.
–Entendo. Chegamos senhorita.
Conjurei dinheiro sem que ele percebesse. Era uma quantia bem alta, mas eu a daria inteira para aquele homem. E abençoaria aquele casamento porque pelo menos os casamentos que eu abençoava davam certo já que o meu não dava.
–Tome esse dinheiro senhor. –Tinha certeza que tinha mais de mil dólares naquele bloco.
–É muita coisa madame. A corrida não deu nem cem dólares. –Ele negou.
–Não me fará falta. Use isso no seu casamento senhor. Eu abençôo vocês. –Disse isso joguei o dinheiro no seu colo e corri para praia. Pelo que pude perceber era a praia certa.
Andei um pouco pela praia antes de encontrá-lo. Ele estava sentado na areia observando o mar. Era uma visão que transmitia paz, segurança. Dava até vontade de sentar na areia e ficar observando-o. Mas em vez disso eu fui até ele e me sentei ao seu lado e olhei para o mar, que estava calmo.
–Esperava que viesse novamente. –Ele falou quebrando o silêncio.
–Essa visão me acalma. Nem no Olimpo tinha uma visão tão serena. Entendo o motivo de você vir aqui depois de uma briga.
–Este lugar transmite paz. Por isso que você nunca viu nada parecido no Olimpo. Paz não é muito comum naquele lugar. –Ele falou pensativo como se estivesse se lembrando de lá. –Como está aquele lugar? Não vou lá há anos.
–Está a mesma coisa de sempre. O mesmo clima de guerra. Tenho medo de que isso nunca mude. Tenho medo de ser condenada a viver para sempre nesse clima, nessa briga que nem mesmo me pertence.
–Venha para o meu reino. Eu te esperei lá. Tive esperança de que apareceria. –De novo ele fez aquele convite que eu achei inconveniente.
–Acho melhor não. –Ele me olhou com decepção visível. –Alguém poderia ver e contar a Zeus. Eu acho melhor continuar me escondendo no mundo mortal.
–Tudo bem. Aceita almoçar comigo amanhã pelo menos? –Pediu-me. A esperança de um sim em seu olhar não me deixou recusar.
–Aceito. Você conhece algum restaurante dessa cidade?
–Para ser sincero nunca pisei além das areias. Você conhece algum? –achei graça de ele me chamar para sair e nunca ter saído da praia.
–Sim eu conheço um que fui hoje com o Michael.
–Posso saber quem é esse Michael? –Perguntou um pouco irritado.
–Um taxista que me levou para o hotel. Parei em um restaurante antes de ir para o hotel e para não deixá-lo esperando no carro o fiz jantar comigo. Ele até que é um cara legal.
–Entendi. –Falou secamente.
–Qual o problema? Por que ficou irritado de repente? –Perguntei o encarando.
–Problema nenhum. –Falou desviando o olhar.
–Fala, por favor. –como ele não respondeu comecei a fazer cócegas nele para que ele risse.
Consegui o que eu queria. Mas dez segundos depois descobri que foi um erro porque ele começou a revidar as cócegas, e eu tinha muita cócega. Consegui me livrar dele e comecei a correr pela praia. Ele veio correndo atrás de mim. Assim que me alcançou me pegou e me colocou em seus ombros fazendo minha cabeça ficar em suas costas.
–isso vai ter troco senhorita. Ninguém faz cócegas em mim e sai ileso. –Quando percebi que ele estava indo em direção a água comecei a socar suas costas.
–Me larga Poseidon. Minha roupa e meus sapatos são novos. Poseidon não ouse a me jogar nessa água.
Ele entrou correndo na água e me jogou. Se eu fosse humana teria facilmente me afogado. A água estava muito fria e meu vestido não facilitava para eu nadar. Voltei a superfície vi que Poseidon me olhava com um sorriso maldoso no rosto, ele continuava seco como se nós não estivéssemos no mar.
–Poseidon seu inútil. Pode se molhar agora. –Falei parecendo uma menina mimada quando não tem o que quer. –Não estou vendo você se molhando. Anda logo pode se molhar.
–Que graça teria se eu me molhasse. Digamos que pelo menos na água eu tenho vantagem sobre você.
–Tem vantagem nada, seu inútil. –Comecei a socá-lo tentando mantê-lo em baixo da água. Preciso dizer que não tive sucesso? Ele se desviou dos meus socos, colocou as mãos em minha cabeça e me afundou. Mergulhei, segurei sua cintura e o puxei para baixo com todo força divina que eu tinha.
Subi e “corri” o mais rápido que pude para a areia. Sai do mar e me joguei na areia, Poseidon saiu da água e se jogou ao me lado. Olhei para ele e notei que ele estava molhado, isso me fez sorrir. Ele me deu atenção nesses dois dias do que deu em todos os séculos de nossa imortalidade. Eu fiquei feliz com a atenção. Ele olhou para mim e me viu sorrindo para ele, ele também sorriu.
–Obrigada. -falei ainda sorrindo para ele.
–Não foi nada. Mas pelo que está me agradecendo?
–Por tudo isso, por me fazer esquecer os meus problemas, por me dar atenção, por ser legal comigo. Há séculos que alguém não é tão legal comigo.
–Não é necessário agradecer, querida. Você é uma boa companhia Hera. –Ele falou mexendo em meus cabelos que estavam ao seu lado.
–E obrigada por se molhar. –Falei rindo.
–Sinta-se honrada por me ver molhado. –Ele tentou falar com voz esnobe, mas não deu certo isso me fez rir ainda mais, Poseidon riu comigo.
Olhei para ele e o vi me encarando, corei com isso. Quando notou que o vi me encarando desviou o olhar. Me lembrei que queria saber o porquê de sua última briga com Zeus.
–Poseidon... –Ele me olhou esperando eu continuar. –qual foi o motivo de sua última briga com Zeus?
–Foi p-por causa –ele gaguejou e desviou o olhar para o céu. Como se buscasse força de lá. – por causa de Atena.
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