My heart will go on
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Essa é a primeira vez que escrevo algo assim mais carregado no drama, achei que deveria e aqui estou, não sei ao certo se ficou boa então vocês é que terão que me dizer.
Quero agradecer a minha amiga Mirella que me ajudou a ter coragem de me aventurar nesse novo shipp e a seguir em frente com a minha escrita, ela é quem sempre me ajuda a perceber se tá ou não bom então essa primeira Evil Charming é dedicada a ela ;)
Tudo mudara muito em nove meses. A maldição fora quebrada, David assumiu seu amor por Regina, enfrentou uma multidão enfurecida, rompeu de vez com Snow, salvou Regina mais de uma vez e tudo isso consciente. Ele recuperou suas memórias um mês antes de Emma quebrar a maldição e então decidiu que não esperaria mais pra contar pra Regina seus sentimentos, no começo a morena se recusou a acreditar, ela não podia se permitir sonhar com o amor de David, mas no fim não teve como lutar contra seus sentimentos. A prefeita se apaixonou sem perceber, no começo ela apenas tentava manter David afastado de Mary Margaret, mas depois ela percebeu que fazia isso não mais por odiar sua ex-enteada e sim por ciúmes.
Pouco tempo depois de a maldição ser quebrada David e Regina tiveram que enfrentar ainda mais problemas, a ida de Snow e Emma pelo portal, Daniel retornar dos mortos. Esses obstáculos só serviram para fortalecer ainda mais o amor que sentiam um pelo outro, Regina ainda não havia se entregado inteiramente pra David, ela não estava pronta pra aceitar em definitivo que ele de fato a amava. A morena temia perder David a qualquer momento, sempre que ela estava feliz algo acontecia e estragava tudo. Dessa vez as coisas aconteceram de forma diferente, ela tinha tudo que sempre desejou e pela primeira vez em muitos anos Regina estava feliz.
Dois meses depois de a maldição ser quebrada a vida de Regina e David estava cada vez melhor, eles passavam boa parte do tempo juntos e o amor só aumentava, ainda tentavam de todas as formas trazer Snow e Emma de volta, mas isso não era algo que faziam com medo de que tudo fosse diferente, o faziam porque era o certo. Regina já não estava mais tão insegura e cada dia mais se permitia viver esse novo amor, além disso, ela ainda teve Henry de volta. O menino no começo não queria aceitar, mas depois percebeu que nunca vira sua mãe mais feliz e que pela primeira vez realmente a viu, sem máscaras e sem segredos, ela era apenas a mãe dele. Quando todos acreditavam que a felicidade já estava completa uma notícia veio e mudou tudo.
Era manhã de sábado e Regina acordou um pouco indisposta, mas precisava ir para a prefeitura terminar alguns projetos que precisavam ser apresentados na segunda para o conselho que fora instalado pós-maldição. Ela com muito custo saiu da cama e fez sua rotina matinal, chamou Henry que ficaria com David enquanto ela trabalhava. Durante todo o caminho Regina continuava com a mesma sensação de fraqueza, tontura e enjoo, porém ela conseguiu esconder de Henry e David, não queria que eles se preocupassem e sim que aproveitassem a manhã que passariam nos estábulos. Algumas horas depois Regina já não podia mais suportar os enjoos e quando tentou se levantar tudo ficou escuro e ela caiu inconsciente no chão. No mesmo instante nos estábulos Henry sentiu que algo não estava certo com sua mãe e foi correndo pedir pra David o levar até a prefeitura, ele precisava vê se sua mãe estava bem.
– David, me leva pra vê minha mãe? – pediu o menino com evidente preocupação.
– O que aconteceu, amigo?
– Eu não sei, só acho que ela não tá bem. Me leva lá, por favor. – insistiu o menino preocupado.
– Tudo bem, mas antes você tem que cuidar do seu cavalo. Não esqueça nunca disso.
Mesmo relutante Henry aceitou e dez minutos depois eles saíram dos estábulos em direção à prefeitura. Ao chegarem Henry foi correndo para sala de Regina e quando chegou teve certeza que sua intuição não falhou, ele viu sua mãe caída do lado de sua mesa e no mesmo instante correi de volta por onde veio, precisava encontrar logo David que ficara pra trás estacionando o carro.
– David! David! – gritava o menino com medo em sua voz.
– Calma, Henry. O que foi?
– Minha mãe, ela tá no chão. – disse o menino ficando com os olhos vermelhos.
Ao ouvir as palavras de Henry, David correu em direção a sua amada. Ele ficou preocupado com Regina e não pensou duas vezes, mandou que Henry ligasse pro hospital avisando que estavam a caminho.
– Regina? – chamou o príncipe ao pegar sua amada nos braços. – Gina, você pode me ouvir?
– David? – questionou a morena muito fraca.
– O que aconteceu? – pediu o príncipe preocupado.
– Não me sinto bem. Tudo parece girar. – respondeu a morena de olhos fechados.
– Vou levar você pro hospital.
– Não. Me leva pra casa, por favor, eu odeio hospitais. – pediu a morena com um pouco de medo.
– Não, Gina. Nós vamos para o hospital, Henry já ligou avisando que estamos a caminho. – falou o príncipe com ternura e ao mesmo tempo uma voz que dizia sem discussão.
– Eu não gosto de hospitais, David. – disse a morena teimosa.
– Mesmo assim eu vou te levar, você não pode ficar assim. Temos que descobrir o que causou isso.
Quando chegaram ao hospital logo foram atendidos pelo Dr. Robbinson, ele substituíra Whale que fora morto por Daniel. O médico já tinha tudo pronto e não perdeu tempo, logo encaminhou Regina para fazer vários exames e logo depois a deixou em observação até que tivesse os resultados. Cerca de duas horas depois retornou.
– Miss Mills, Mr. Nolan eu já tenho os resultados dos exames. – disse em tom profissional.
– E então doutor, o que fez Regina desmaiar? – questionou um David impaciente.
– Regina, você está grávida. Parabéns. – disse o médico.
– Grávida? – disse uma Regina surpresa.
– Vou chamar a Dra. Stevens pra cuidar de você, ela deverá fazer mais alguns exames e então vocês poderão voltar pra casa. – falou o médico e logo em seguida saiu deixando apenas Regina e David no quarto. Henry estava do lado de fora esperando impaciente.
– Nós vamos tem um bebê. – disse David emocionado.
Enquanto isso na floresta, Emma e Snow voltavam para Storybrooke, elas saíram pelo poço e não tinha ninguém. As duas esperavam que de algum modo soubessem que estavam voltando, Emma sentia muita falta de Henry e Snow tinha esperança de que David finalmente percebera que ainda eram o true love um dos outro e que ficasse esperando por ela, mas duas estavam enganadas.
De volta ao hospital Henry foi autorizado a encontra sua mãe. Ele foi correndo em direção a ela quando David o chamou.
– Mãe, a senhora tá bem? Eu sabia que tinha algo errado. – disse o menino com algumas lágrimas caindo.
– Eu não poderia está melhor, Henry. – respondeu Regina com um enorme sorriso no rosto.
– Então porque a senhora desmaiou? – questionou o menino que agora olhava diretamente pra sua mãe.
– Henry, eu estou grávida. – disse a morena ainda sorrindo.
– Grávida? Eu vou ganhar um irmão? – perguntou Henry já com um sorriso correspondente ao de sua mãe.
– Vai sim Henry. Nós vamos tem um bebê. – interveio David que também estampava um belo sorriso.
Algum tempo depois de chegarem Snow e Emma foram direto para o apartamento, elas esperavam encontrar as pessoas que tanto sentiam falta, porém não gostaram nada do que viram. Nem as coisas de David e nem do Henry estavam mais lá. Elas então decidiram que tomariam um logo banho e iriam pra Granny’s, estavam com fome de comida real e precisavam saber sobre tudo que acontecera enquanto estiveram fora.
De volta ao hospital a família Mills Nolan era só alegria, essa gravidez não poderia ter vindo em melhor momento. Regina estava mais segura e confiante, David estava cada dia mais apaixonado e Henry confiava plenamente sem sua mãe outra vez.
– Miss Mills? – chamou uma enfermeira interrompendo o momento de comemoração da família.
– Sim.
– A Drª Stevens me pediu para levá-la até a sala de exames. Ela vai verificar o bebê e estando tudo certo a senhora será liberada em breve.
– Ok.
– Regina, eu sou a Drª Kate Stevens e vou cuidar de você.
– Muito prazer, doutora. – respondeu a morena que não estava com muita vontade de conversar.
– Regina, agora eu vou fazer um exame pra verificar como está a sua gravidez, dependendo do quanto estiver avançada podemos até mesmo ouvir os batimentos cardíacos do feto. – informou a médica. – Tem alguma pergunta antes de iniciarmos o exame?
– David pode entrar? – pediu a morena mostrando mais vulnerabilidade que pretendia na frente dessa desconhecida.
– É claro que sim, vou chamar. – disse a médica saindo da sala e indo chamar David que esperava do lado de fora.
– Pode ser desconfortável no começo, mas não vai doer. – disse a médica já se posicionando.
Alguns minutos depois de avaliar Regina a médica finalmente ligou o alto falante e fez a pergunta que já sabia a resposta.
– Gostariam de ouvir os batimentos cardíacos do seu bebê?
– Eu... Eu gostaria sim. – respondeu Regina já visivelmente emocionada.
–Eu também. – respondeu David igualmente emocionado.
Minutos depois eles ouviram o som mais bonito e impressionante que poderia existir. Esse era o som do seu final feliz, do seu bebê. Foi impossível para ambos controlarem as lágrimas.
– É lindo. – falaram ao mesmo tempo.
– Regina, você está com oito semanas de gestação. O feto até agora está se desenvolvendo conforme o esperado. Volte daqui a um mês para uma nova consulta e caso sinta qualquer coisa antes é só me procurar. Agora vou pedir para a enfermeira levá-la até seu quarto e depois preparar sua liberação. – disse a médica amigavelmente, ela era uma das poucas pessoas que não sentia raiva da ex- rainha.
Conforme o prometido não muito tempo depois Regina recebeu alta e poderia voltar pra casa, mas como já estava tarde decidiram que antes passariam no Granny’s para comprar o almoço, a morena não estava totalmente recuperada e por esse motivo acabou pedindo para que David encomendasse o habitual para todos. O príncipe então ligou e ordenou o habitual dele, de Regina e Henry. Ao chegarem no Granny’s Regina ficou esperando no carro enquanto David e henry foram buscar os pedidos, o que não podiam imaginar era em quem encontrariam.
– Emma? Snow? – falou David espantado ao encontrar as duas de volta.
– Emma! – disse Henry e foi em direção a loira, logo depois ele deu um forte abraço nela e se afastou.
– Hey kid. Eu senti a sua falta. – disse a loira abraçando mais uma vez o garoto.
– Também senti sua falta. – disse o menino abraçando a loira mais uma vez e logo em seguida se afastando. – David, vamos. A mamãe tá lá fora esperando, não quero que ela fique sozinha. – disse o menino tirando David do seu estado de choque.
– Você tem razão, Henry. Vá pegar nossos pedidos que eu vou pagar. Deseja mais alguma coisa? – disse o príncipe agora totalmente focado em Henry, ele assim como o menino não queria deixar a morena sozinha.
– Henry você não quer ir pra casa comigo? Tenho tantas coisas pra te contar. – disse Emma sem acreditar que seu filho quase não lhe dera atenção.
– Hoje não Emma, quero ficar com a minha mãe. – disse o menino com sinceridade.
– Adeus, kid. Te amo. – disse a loira ainda surpresa com essa declaração. Não muito tempo antes ele faria de tudo para passar mais tempo com ela.
De volta ao carro, Henry foi correndo contar pra sua mãe a novidade, ele estava feliz que Emma estava de volta e bem, mas também já conhecia muito bem sua mãe e se ela descobrisse por outras pessoas certamente ficaria com medo. Do alto de seus onze anos Henry era muito esperto e já sabia que o maior medo de sua mãe era perdê-lo.
– Mãe, a senhora não sabe quem está de volta! – disse o menino animado. – Snow e Emma, elas estão vivas. – disse ele feliz.
– Que bom Henry. – respondeu a morena com um sorriso forçado. – Agora você pode passar mais tempo com a Miss Swan como sempre desejou. – continuou a falar, mas sem a mesma alegria de antes.
– É realmente muito legal ter a Emma de volta, mas eu não quero mais passar tanto tempo com ela. Não vou deixar a senhora sozinha, mãe. – disse vendo como sua mãe ficou triste com a notícia.
– Henry não precisa. Eu sei o quanto você ama a Emma. – disse a morena ainda triste.
– Mas mãe, eu quero. Antes não sabia bem, estava confuso e agora eu sei que meu lugar é em casa com a senhora. – disse sincero. – Eu te amo. – completou e sem seguida deu um abraço em sua mãe que agora derramava algumas lágrimas de felicidade ao ouvir palavras tão bonitas ditas pelo seu menino.
Duas semanas se passaram desde a descoberta da gravidez e tudo ia bem, Henry passava a maior parte do tempo em casa, só se encontrava com Emma alguns dias na semana e não ficava com ela por mais que algumas horas, ele não gostava de deixar Regina sozinha, a morena estava com uma gravidez bem difícil e por isso nem trabalhar mais na prefeitura estava, ela passava a maior parte do tempo em casa. Os enjoos estavam cada dia mais frequentes e ela sempre reclamava das tonturas, mas se recusava a ir ao médico outra vez, achava que era algo passageiro. Certo dia, porém ela mais uma vez passou muito mal e então teve que ligar pra sua médica que mandou que fosse imediatamente pra lá. Ao chegarem ao hospital mais uma vez Regina fora avaliada e nada de errado foi detectado, a médica então fez algumas perguntas a fim de esclarecer umas dúvidas, ela estava começando a pensar que esses sintomas eram mágicos. Depois de um tempo ela chegou a uma conclusão.
– Regina, pelo que me disse eu só tenho um pensamento. Esse bebê foi concebido antes da magia chegar a Storybrooke, nesse meio tempo seu corpo não estava mais acostumado a essa carga mágica e por mais que não esteja usando magia ela voltou a circular em seu sistema. A mistura de magia com mais as mudanças provocadas pela gravidez fizeram com que você apresente todos esses sintomas. Temo que não tenha nada que possa ser feito a não ser repouso e uma boa alimentação, assim podemos tentar diminuir os enjoos e a tontura. – explicou a médica que estudava a reação de Regina e David.
– Tem alguma coisa real que pode ser feita? – questionou o príncipe preocupado.
– No momento não, essa gravidez é atípica. Tudo que posso fazer é o que já disse, recomendar repouso e boa alimentação. – disse a médica que também estava preocupada.
– O bebê corre algum risco? – perguntou a morena que estava ainda tentando processar as informações.
– Sinceramente eu não tenho como saber, Regina. Até agora tudo parece bem com o feto, mas não há como saber o que vai acontecer conforme a gestação avance.
– Obrigado, doutora. – disse David que tentava esconder a preocupação de sua voz, ele não queria alarmar ainda mais Regina. – Podemos ir pra casa?
– Podem, mas lembrem-se do que falei. E qualquer coisa não deixe de me ligar. – disse a médica apertando a mão de David e em seguida de Regina.
O caminho de volta pra casa foi feito em silêncio, David só ouvia leves soluços que escapavam da morena ao seu lado, ele optou por não falar nada ainda, sabia que Regina precisava processar tudo que estava acontecendo. Foi somente quando chegaram na mansão e que já estavam no quarto que ele finalmente quebrou o silêncio.
– Gina, fala comigo. – pediu o príncipe preocupado.
– David, eu não sei o que fazer. Posso sobreviver a tudo, menos perder esse bebê, Henry ou te perder e agora tudo pode acontecer. – disse já chorando e abraçando fortemente seu príncipe.
– Não chora, meu amor. Vamos passar por essa fase e nosso bebê ficará bem assim como você. – dizia o príncipe esfregando suaves círculos nas costas da morena numa tentativa de acalmá-la.
Mais seis semanas se passaram e tudo continuava do mesmo jeito, Regina ainda não conseguia comer direito e sentia tontura constantemente, ela já não trabalhava mais, deixou David em seu lugar. Ele procurava sempre está em casa durante o tempo que Henry estava na escola, os dois passaram a cuidar da morena, o menino decidiu que ajudaria em tudo que pudesse e por mais que no início Regina tenha relutado afirmando que ele não precisava Henry respondeu dizendo que só queria o melhor pra ela e seu irmão ou irmã, e foi assim que ele acabou por ficar em casa todos os dias depois da escola. O menino só via Emma alguns dias da semana e mesmo assim sempre fazia questão de chegar em casa cedo e ficar o máximo de tempo com sua mãe. A gravidez dela estava muito complicada, com 16 semanas ela mal tinha forças para se levantar sozinha e embora sua barriga não estivesse muito grande, ela sentia um enorme peso. Dentro de alguns dias ela e David voltariam para uma nova consulta, uma rotina que conheciam muito bem, pois ela precisava ir a cada quinze dias ao hospital, foi uma recomendação da Drª Stevens depois de mais uma crise que tivera a médica então passou a monitorar com mais cuidado Regina e o bebê.
O dia da nova consulta chegou, ele foi particularmente um dia mais tenso Regina não conseguiu comer nada e estava mais emocional que o costume, os hormônios da gravidez multiplicaram seus medos e inseguranças e ela constantemente tinha crises de choro. Esse dia também seria o dia que descobririam o sexo do seu bebê, isso deixou a morena um pouco nervosa também, ela não sabia o que pensar e ao mesmo tempo estava muito feliz. David não cabia em si de felicidade por saber o sexo do seu bebê, ele não se importava se seria um menino ou uma menina, tudo que queria era que ele fosse saudável.
O exame corria bem até que a médica notou algo diferente, os batimentos cardíacos do feto não estavam tão fortes como deveria e parecia que ele não estava se desenvolvendo adequadamente. Regina estava com dezessete semanas de gestação, porém o feto aparentava não mais que quinze. Ela então continuou minuciosamente o exame e para não alarmar Regina tratou logo de perguntar se desejavam saber o sexo. O que ela precisava dizer tinha que ser feito com muita calma e antes precisava ter certeza, por isso seguiu normalmente com a ultra.
– Desejam saber o sexo? – perguntou a médica tentando afastar suas dúvidas.
– Sim. – responderam ao mesmo tempo Regina e David.
– Bem, vocês estão esperando um menino. – disse apontando para a tela.
– Nossa, ele é tão lindo. – disse Regina com os olhos cheios de lágrimas.
– Nosso pequeno príncipe. – disse David também emocionado em seguida depositando um beijo carinhoso nos lábios da mulher que estava lhe dando esse presente maravilhoso.
– Eu te amo tanto David. – disse Regina ainda com os olhos cheios de lágrimas.
– Eu também te amo, Regina. – disse o príncipe dando outro beijo em sua amada.
Assim que terminou o exame a Drª Stevens chamou David em particular, ela não queria alarmar Regina e por isso deu uma desculpa para levar o príncipe para a sala ao lado, lá ela contou sobre o que ouviu nos exames e disse que precisariam de mais testes e só então ela saberia exatamente o que estava acontecendo.
– David, eu preciso fazer mais uns exames e investigar mais e pra isso o ideal seria manter a Regina aqui por uns dias, eu sei que ela não reage bem a essas coisas e por isso te chamei aqui antes. Preciso que você me ajude agora.
– Tudo bem, doutora. Vamos falar com ela agora? – perguntou o príncipe que estava com medo do que poderia acontecer com seu filho e sua namorada.
– Vamos, eu vou trazer a Regina pra cá.
Minutos depois Regina e a Drª Stevens retornaram a morena não percebeu nada de estranho logo que entrou, porém assim que se sentou sentiu que algo estava errado.
– Regina, precisamos fazer mais alguns exames. Eu acho que o ideal é deixar você aqui para que tudo seja feito rapidamente. – começou a falar a médica e logo percebeu que a morena ficara mais tensa. – Ainda não posso afirmar nada, mas talvez o seu bebê tenha algum tipo de problema cardíaco, por isso preciso monitorar ele por alguns dias.
– O meu bebê vai ficar bem? – perguntou a morena já com lágrimas nos olhos.
– Vamos fazer de tudo para que sim. – respondeu a médica de forma honesta.
Depois da consulta Regina foi encaminhada para um quarto, lá algumas máquinas foram ligadas para que os batimentos cardíacos de seu bebê fossem monitorados e para que ela também recebesse maior atenção já que a morena estava um pouco abaixo do peso ideal devido aos problemas que estava enfrentando. Ela mal conseguia se alimentar e estava sempre fraca, a volta da magia ao seu sistema foi algo que a prejudicou muito mais do que o esperado, o organismo dela não estava preparado e por isso tentava de todas as maneiras combater esse corpo estranho e a gravidez foi algo que só tornou tudo ainda pior, duas mudanças muitas grandes que fizeram com que a morena sofresse muito.
David estava muito preocupado com a saúde de seu bebê e de sua amada, ele já havia percebido que ela não estava bem e era de seu conhecimento que ela estava abaixo do peso ideal, mas desde sua última visita ao médico Regina piorara e agora chegou ao ponto de ter que ficar no hospital, não só pelo seu bebê e sim por ela também e por isso o príncipe estava duplamente preocupado. Ele então ligou pra Emma e pediu que ela ficasse com Henry por uns dias já que não planejava deixar Regina sozinha e Henry não poderia ficar só.
– Emma? – disse David assim que a filha atendeu a ligação.
– David? – disse a xerife surpresa com a ligação de seu pai, ela sabia que ele deveria está com Regina a essa hora, Henry estava todo empolgado porque finalmente saberia o sexo de seu irmãozinho.
– Emma, você pode ficar com Henry hoje? Regina vai ter que ficar aqui no hospital e eu vou ficar com ela. – disse o príncipe mostrando toda a preocupação que sentia.
– É claro que sim, David. – respondeu prontamente a xerife. – Regina está bem? O que aconteceu com ela? – perguntou preocupada.
– Ela vai ficar bem, o problema é com o nosso bebê. – disse ele sem esconder o medo que sentia, mas que não podia mostrar na frente de Regina.
– David, o que aconteceu? Qual o problema com o bebê? – pediu a loira agora preocupada.
– Ele não está bem, Emma. Os batimentos cardíacos dele são irregulares e ele não está de desenvolvendo como deveria. Eu tenho medo do que possa acontecer. – desabafou o príncipe.
– Pai vai ficar tudo bem. – disse a loira do outro lado da linha. Ela nem sequer percebera que se referiu a David como pai e nem ele conseguiu processar o que ouvira, os dois estavam agora muito preocupados com o bebê.
– Obrigado, Emma. E por favor, não conta nada pro Henry ainda, amanhã eu passo no apartamento e conto tudo.
– Pode deixar, eu não vou falar nada.
– Mais uma vez, obrigado. Eu te amo. – disse o príncipe e logo desligou, ele precisava voltar pra Regina.
Quando voltou, David encontrou Regina dormindo, ela parecia cansada e ele sabia que sua morna tentava não mostrar o que sentia. Nos poucos meses em que estavam juntos ele aprendeu a lê muito bem ela e nesse momento viu que Regina nunca esteve mais vulnerável. Doía vê que naquele momento nada poderia fazer pra tirar o medo do coração dela, ele mesmo estava muito assustado e temia que o pior acontecesse.
– David? – chamou baixinho a morena.
– Hey, Gina. Como você está? – perguntou se aproximando da cama.
– Vou ficar bem, David. – respondeu fracamente. – Mas e o nosso menino? Eu não posso perder nosso menino. – começou a chorar. – Ele tem que ficar bem, não posso perder mais ninguém, tenho medo de voltar pra escuridão de antes. – chorava copiosamente a morena agora envolvida nos braços de David.
– Eu não vou deixar você voltar pra lá, Regina. E nosso bebê vai ficar bem, ele é forte assim como a mãe. – falava o príncipe tentando acalmar a bela e assustada morena em seus braços.
A noite passou sem maiores problemas, Regina ainda estava abatida e o medo nunca deixou seus belos olhos cor de chocolate, ela não tinha falado muito durante o dia e a noite mal trocou duas palavras com David, a única coisa que perguntou foi sobre Henry, ela estava preocupada com ele, mas o príncipe logo disse que já tinha conversado com a Emma e que no dia seguinte contaria pessoalmente pro menino sobre o bebê Regina só pediu que deixasse ela dá a notícia sobre o sexo, era uma forma de tentar acalmar seu filho que ela conhecia tão bem e que sabia que ficaria preocupado.
No dia seguinte David saiu cedo do hospital, precisava conversar com Henry, mas não queria deixar Regina sozinha por muito tempo por isso ligou pra Emma e pediu que ela fosse até o hospital, ele explicou que Regina não estava bem a ponto de ficar sozinha e que ele não confiava em mais ninguém pra fazer companhia pra ela nesse momento. A loira então prontamente aceitou o pedido do seu pai, ela só teve que ligar pra Ruby para que a amiga ficasse na estação até que ela pudesse voltar. Henry ficaria só por alguns minutos, mas Emma confiava nele o suficiente pra isso e ela sabia que David não demoraria a chegar e que certamente depois levaria o menino para vê Regina. Conforme o imaginado, David chegou rapidamente no apartamento de Emma.
– David, como minha mãe tá? Porque eu tive que ficar com a Emma? – questionou o menino assim que viu seu avô entrando no apartamento.
– Henry, sua mãe teve que ficar no hospital depois da nossa consulta. Ela não tá bem e a médica achou melhor que ela ficasse lá até melhorar. E tem mais... – disse David tentando encontrar as palavras certas pra explicar a situação do bebê pra Henry. – O bebê, ele precisa de cuidados ainda na barriga da sua mãe, a Drª Stevens percebeu alguns problemas e ela quer olhar mais de perto como ele vai ficar. – disse tentando não assustar tanto a criança.
– O bebê vai ficar bem? – perguntou o menino assustado.
– Esperamos que sim, Henry. – disse David honestamente.
– Eu posso vê a mamãe? – pediu o menino que agora parecia ter realmente só onze anos, muito diferente do menino maduro que demonstrava ser na maior parte do tempo.
– É claro que sim. E tem mais, nós já sabemos o sexo do bebê. – disse David tentando mudar um pouco a atmosfera.
– Sério? – perguntou o menino com os olhos brilhando de curiosidade.
– Sim. Mas isso é sua mãe quem vai te contar. – disse David esboçando um sorriso ao lembrar do seu menino.
No hospital Emma estava com Regina, as duas não tinham muito que conversar, mas percebendo o quanto a morena estava tensa Ema decidiu que não custava tentar aliviar um pouco o clima.
– Regina, Henry me disse ontem que vocês iam tentar descobrir o sexo do bebê. Conseguiram? – perguntou tentando quebrar o clima de tensão no ar.
– Sim. – respondeu a morena com um leve sorriso, pensar no seu bebê era algo que lhe fazia bem, mesmo agora com todos esses problemas.
– E então? – perguntou a loira curiosa.
– Daqui a pouco você vai saber Emma. Quero esperar Henry chegar. – disse ainda com um pequeno sorriso enfeitando seu belo rosto.
Menos de cinco minutos depois David e Henry estavam de volta, o menino logo foi até sua mãe e lhe deu um grande abraço. Ele queria que ela soubesse que estria sempre com ela e que a amava muito, palavras não eram necessárias naquele momento, mãe e filho se entendiam perfeitamente.
– Mamãe, David me disse que a senhora já sabe o sexo do bebê, mas ele não quis me contar. – disse o menino curioso.
– Sabemos sim, Henry. – disse Regina sorrindo ainda mais que quando estava falando com Emma sobre o bebê.
– E então? – falou mais curioso ainda o menino.
– Henry, você vai ganhar um irmãozinho. – respondeu Regina que agora se permitiu sonhar um pouco e sorria ao lembrar da imagem de seu bebê no ultrassom.
– Sério? – perguntou o menino com os olhos brilhando de alegria. – Isso é tão legal, mãe. Estou tão feliz. – disse e em seguida deu outro forte abraço em sua mãe e um beijo em seu ventre. Logo depois ele se afastou um pouco e falou diretamente pro seu irmão. – Hey baby boy, eu sou Henry o seu irmão mais velho e vou ajudar a mamãe a cuidar de você, mas preciso que você fique bem. Nós te amamos. – disse o menino depositando mais um beijo no ventre de Regina, nesse momento ambos sentiram o bebê chutar pela primeira vez.
– Acho que ele gostou da sua voz, Henry. – disse Regina muito emocionada pelo momento. – Ele nunca tinha mexido, essa foi a primeira vez e foi pra você. – disse a morena com lágrimas nos olhos.
– É incrível, mãe. – disse o menino surpreso e muito feliz.
– É sim. – disse a morena que agora exibia um belo sorriso.
O momento só foi quebrado minutos depois quando finalmente Ema voltou a falar, ela também estava muito feliz com a notícia. Nos últimos meses aprendeu a aceitar o relacionamento de David e Regina e também o seu novo irmão. Ela estava ainda emocionada com a cena que acabara de presenciar, essa foi a primeira vez que viu Regina tão feliz e despreocupada e ela só podia esperar que esse bebê ficasse bem.
– Parabéns, Regina. Estou muito feliz em saber que vou ganhar um irmãozinho. – disse pela primeira vez se referindo ao bebê como seu irmão.
– Obrigada, Emma. – respondeu a morena com sinceridade. – Fico feliz que as coisas estão melhorando.
Assim que Emma e Henry saíram David foi junto com eles, o príncipe tinha um pedido especial pra fazer.
– Emma, espera! – chamou quando sua filha já estava na porta do hospital.
– O que foi David?
– Emma, me ajuda a fazer uma surpresa pra Regina? – pediu indo direto ao ponto.
– É claro que sim, o que tem em mente?
– Quando ela voltar pra casa quero que o quarto do bebê esteja pronto. Acha que pode me ajudar com isso?
– Posso sim. – respondeu prontamente.
– E eu também posso? – perguntou Henry animado.
– Pode sim, amigo.
– Então, o que você precisa que a gente faça? – perguntou a loira animada, ela realmente estava feliz com o bebê e queria poder mostrar isso pra Regina e seu pai.
– Pensei em começar tirando tudo do quarto de hóspedes que fica do lado do de Regina e depois pintar, acho que azul ficaria bom.
– Podemos começar amanhã depois que Henry sair da escola. disse a xerife. – O que acha, kid?
– Cool.
– Então amanhã começamos. – disse a loira. – Mais alguma coisa?
– Só não deixem Regina saber.
– Ok. Tchau, pai. – disse Emma se despedindo de David e indo com Henry pra casa. Nesse dia o menino perdeu alua e a xerife decidiu que não iria trabalhar, ela aproveitou pra procurar logo a tinta que David tinha pedido.
Uma semana e meia depois Regina finalmente poderia voltar pra casa, ela já estava um pouco mais forte, mas o bebê não apresentou melhoras, ele ganhou um pouco mais de peso e só, seus batimentos cardíacos ainda eram muito irregulares, porém nada mais poderia ser feito até ele nascer. Regina só teria que ir toda semana ao hospital para que o monitoramento fosse feito adequadamente, e ela também deveria manter o repouso de antes. A morena não aguentava mais ficar naquele hospital e por isso ficou aliviada ao saber que voltaria pra casa. David ajudou a arrumar tudo e saiu por alguns minutos do quarto, além de assinar os papéis da liberação de Regina ele precisava avisar Emma que estariam voltando pra casa. A xerife logo respondeu e disse que tudo estava pronto, que só iria fazer mais uma coisa, mas que o quarto estava terminado. David então desligou e foi encontrar Regina, ele sabia que ela queria voltar logo pra casa.
– Pronta pra ir? – perguntou assim que voltou para o quarto.
– Sim, não aguento mais esse hospital.
– Então já podemos ir.
O caminho pra casa foi rápido e nenhum dos dois falou muito, Regina só queria poder chegar em casa e descansar e David estava ansioso pra mostrar o quarto que Emma, Henry e ele prepararam. Assim que chegaram ele desceu e abriu a porta para que Regina saísse, agora a morena já encontrava mais dificuldade já que sua barriga estava maior.
– Regina, espera aqui que eu já volto. – disse o príncipe que deixou sua morena na sala e subiu para verificar se tudo estava de fato como deveria. Ele logo viu que tudo estava certo e que poderia então levar Regina para vê a surpresa. Henry e Emma não estavam em casa, ele sabia que ainda tinham mais uma surpresa só não sabia o que era.
– David? – chamou a morena que não estava entendendo o porque de David tê-la deixado na sala.
– Já vou. – respondeu o príncipe que descia as escadas da mansão. – Vem comigo, Gina. Tem algo que você precisa vê. – falou em tom de enigma.
– O que foi David? – perguntou a morena ficando curiosa.
O príncipe não respondeu a pergunta apenas levantou gentilmente a morena do sofá e a conduziu até as escadas, quando ela já se encaminhava para seu quarto ele a levou até a porta ao lado. Parou e pediu que a morena fechasse os olhos, ela relutou no começo, mas logo depois fez o que David lhe pediu. Quando ela finalmente abriu os olhos se deparou com algo totalmente inesperado e que lhe deixou muito emocionada, lágrimas logo começaram a cair por sua face. O quarto estava lindo, as paredes de um azul claro estavam revestidas também com papel de parede com cavalos. O berço era branco e tinha um móbile também de cavalos. A roupa do berço era azul mais escuro e no canto perto da janela tinha uma cadeira de balanço também branca. Aquela visão era a mais perfeita que poderia existir, ela nunca imaginou que David estava preparando algo assim.
– É lindo, David. – disse quando finalmente encontrou sua voz. – Ninguém nunca fez algo assim pra mim antes. – continuou falando enquanto mais lágrimas caiam.
– Que bom que gostou, meu amor. Emma, Henry e eu fizemos isso pra você e para nosso bebê. – disse o príncipe abraçando a morena ainda emocionada a sua frente.
– Obrigada por pensar em tudo. Eu te amo. – disse a morena se virando e dando um beijo apaixonado
– Eu também te amo, Regina.
Minutos depois desse momento emocionante, Emma e Henry voltaram, a xerife carregava uma sacola amarela nas mãos e Henry uma embalagem maior. Ambos estampavam um sorriso cúmplice, eles sabiam que Regina não esperava por tudo isso e tudo que queriam era que ela ficasse feliz.
– Gostou da surpresa, mãe? – perguntou Henry se colocando ao lado de sua mãe.
– Eu adorei, Henry. É lindo. – disse a morena ainda emocionada.
– Que bom, Regina. – disse Emma chegando mais perto.
– Mãe, nós ainda temos outra surpresa pra senhora. – disse o menino que já entregava o pacote que segurava.
– Eu também tenho um presente. – disse Emma que também entregava a sacola que tinha em mãos.
– O que é isso? – questionou a morena ainda mais surpresa.
– Nosso presente pro bebê. – disse Henry ansioso.
Quando Regina abriu o primeiro presente, o que seu filho lhe dera, ela ficou muito emocionada e uma lágrima escapou de seus olhos. Na caixa havia um pequeno cavalo de pelúcia marrom. Ela então se aproximou ainda mais de Henry e o abraçou.
– É lindo, Henry. Obrigada. – disse ainda emocionada
– Eu sabia que a senhora ia gostar, mãe. – disse o menino ainda abraçado a sua mãe.
Depois ela abriu o de Emma, ela não esperava que a xerife tivesse tanto carinho por seu bebê, mas ela apreciava o gesto. Quando Regina abriu o presente encontrou um macaquinho verde com a inscrição I’m a little prince. Esse simples ato só serviu para trazer mais lágrimas aos olhos da morena e por instantes ela fiou sem palavras.
– É tão lindo, Emma. – disse quando finalmente conseguiu falar. – Muito obrigada. –disse fez algo que ninguém esperava, deu um caloroso abraço na xerife que a princípio se surpreendera, mas que logo depois retribuiu.
Naquela mesma noite, David não voltou pra casa, ele ficou com Regina como faria desse dia em diante. A noite foi passada com muito amor e uma questão importante, o nome do bebê. Durante os dias no hospital não chegaram a discutir muito essa questão, mas agora no aconchego de casa era a hora, não podiam ficar chamando o bebê só de bebê ou nosso filho, ele precisava de um nome e Regina já tinha uma ideia e só faltava compartilhar com David.
– David, precisamos escolher o nome do nosso menino. – disse a morena aconchegada nos braços de seu príncipe.
– Também acho. Alguma sugestão? – questionou o príncipe sem deixar sua morena.
– Eu pensei em um nome... – disse um pouco sem jeito a morena. – O que você acha de James? Eu sei que esse era o nome do seu irmão, pensei que seria bom homenageá-lo mesmo sabendo que vocês nunca se conheceram, mas foi por causa dele que tudo aconteceu e hoje eu tenho você e o nosso bebê. – disse insegura a morena.
– É um nome lindo, Regina. – disse o príncipe beijando os lábios de sua amada. – Fico tão feliz que você tenha pensado em tudo. Eu te amo. – disse e dessa vez se abaixou para beija o ventre de sua amada.
– James Mills Nolan. – repetiu Regina em voz alta e nesse momento mais uma vez sentiu o bebê chutar. – Eu acho que ele aprovou o nome. – disse pegando as mãos de David e colocando em seu ventre para ele também pudesse sentir seu pequeno James.
Quatro semanas depois de sair do hospital Regina estava melhor tanto que David já a deixava sozinha por algumas horas. Era um sábado quando o príncipe recebera uma ligação da prefeitura, ele precisava ir até a Câmara Municipal para uma reunião de emergência, aparentemente houve algum tipo de movimentação mágica perto do poço na floresta e precisava ser verificada. Ele não querendo perturbar a morena não disse nada além de que precisava sair por algumas horas. Nesse dia Henry estava nos estábulos cuidando de seu cavalo e Emma na estação e, portanto não tinha outro jeito a não ser deixar sua bela morena em casa, a preocupação ainda era grande e o príncipe só saiu depois de se certificar que estava tudo certo. Com 24 semanas e meia de gestação Regina precisava de bastante atenção, ela ainda não estava no peso ideal e para que o atingisse logo precisava de uma alimentação balanceada e ao mesmo tempo nutritiva e David era o encarregado de cuidar dessa parte, por isso ao sair deixou preparado os alimentos que ela teria que ingerir dali 3 horas.
A reunião na prefeitura fora rápida, porém ele teve que ir pessoalmente a floresta junto com Rumple. A magia estava muito intensa e antes que qualquer coisa mais grave acontecesse precisava ser controlada, além de não ser bom pra cidade David sabia que não era bom pra Regina. O caminho para o poço foi demorado já que começara a chover e a rua estava escorregadia, ao chegarem ao local logo puderam constatar que de fato havia algum tipo muito forte de magia naquele local e sem perder tempo trataram de começar os preparativos para barra-la. David estava ali apenas para auxiliar Rumple ele não entendia nada sobre magia, mas faria tudo que fosse mandado.
De volta à mansão Regina começara a sentir uma forte dor nas costas que logo fora substituída por uma intensa dor em seu ventre. Por instantes ela pensou que não era nada, porém outra pontada mais intensa que a última fora sentida e ela ficou com falta de ar, com medo pegou seu telefone e ligou para David, mas só dava fora de área. Desesperada tentou ligar mais algumas vezes e nada, o tempo que passava só fazia com que a dor que a morena sentia fosse mais e mais forte até que ela percebeu um líquido escorrendo por entre suas pernas e nesse momento se desesperou completamente, ela sabia o que era só que não podia ser por ainda ser muito cedo. Mas no fundo do seu coração ela sabia que seu bebê queria nascer. Sem saber mais o que fazer Regina ligou pra Emma que também não atendeu logo, as contrações só aumentavam e o desespero de Regia também, foi só na segunda tentativa que a morena conseguiu falar com a xerife.
– Emma? – disse a morena sem fôlego por causa de uma forte contração.
– Regina, o que aconteceu? – perguntou a xerife preocupada ao ouvir a voz da morena do outro lado da linha.
– O bebê, ele está vindo. Me ajuda, Emma. Estou sozinha em casa e não consigo achar o David. – dizia a morena com dor. – Dói muito. – falava desesperada e com evidente medo em sua voz.
– Mantenha a calma que já estou chegando. – disse a xerife que já pegava as chaves do carro. No caminho ela tentou ligar por seu pai, mas não obteve sucesso e sabendo que Regina estava só ela não perdeu tempo, não tinha como ir procurar David, mas pediu para Ruby o encontrar, sua amiga era boa em sentir o cheiro das pessoas. Rapidamente pelo telefone Emma explicou a situação e quando a ligação encerrou ela já estava na frente da mansão. A portas estavam trancadas, mas por sorte sabia onde ficava a chave reserva e logo abriu a porta e imediatamente subiu para o quarto de Regina, lá encontrou a morena chorando e com muita dor.
– Regina, o que aconteceu? Há quanto tempo está com contrações? – questionou sem saber muito que fazer no momento.
– Minha bolsa estourou tem menos de meia hora e as contrações estão vindo tem 45 minutos com 20 de interavlo. – respondeu a morena ofegante.
– Eu vou te levar pro hospital agora. – disse a xerife que já se encaminhava para o armário de Regina e pegava seus documentos.
– Emma, eu preciso do David. Onde ele está? – perguntou chorando abertamente por causa da dor e do medo. – Ele tem que chegar logo. Nosso bebê não pode nascer ainda, é muito cedo. – continuava a falar durante os intervalos das contrações que agora vinham de 15 em 15 minutos e cada vez eram piores.
– Eu sei, mas vai ficar tudo bem. Esse bebê é forte. – dizia a xerife na tentativa de acalmar a morena chorosa a sua frente.
– Mas é muito cedo. Ele não pode nascer, Emma. – continuava a chorar. – Eu preciso do David, não posso passar por isso sozinha.
– Eu vou cuidar de você até meu pai chegar. Esse bebê é meu irmão e ele vai ficar bem assim como você. – disse determinada. Em seguida pegou a morena no colo e a levou até o carro, no meio do caminho outra contração atingiu Regina e ela se agarrou ainda mais a Emma.
No caminho para o hospital Emma ligou para a Drª Stevens e relatou o ocorrido, a médica então disse que deixaria tudo pronto. A xerife ainda tentou falar com seu pai sem sucesso e agora nem mesmo Ruby a atendia. Quando chegaram à emergência a Drª Stevens já as esperava e logo conduziu Regina para um quarto, lá ligou aparelhos nela e em seu ventre, precisava avaliar os batimentos da mãe e do bebê e o que ela viu foi o que temia que viesse a acontecer. Os batimentos da criança agora eram quase inexistentes nos primeiros minutos e logo deixaram de ser ouvidos. Regina ao perceber entrou em completo desespero.
– O que aconteceu, doutora? Por que não escuto o coração do meu bebê? – pediu chorando muito.
– Regina, eu sinto muito. – foi falando a médica com pesar. – Mas aconteceu o que temia, o coração do bebê parou de funcionar.
– Não. Não. Não. – repetia a morena inconsolável. – Meu bebê, eu quero meu bebê. – continuava a chorar.
Nesse instante David foi chegando e presenciou tudo. Ele ficou sem ação por alguns segundos, não queria acreditar no que ouvira, mas era verdade. Ele viu que não havia mais sinal dos batimentos de seu bebê. Tudo que o príncipe queria era chorar essa perda, mas naquele momento precisava ser forte por ele e por Regina. A morena estava totalmente quebrada e ele tinha que ser seu porto seguro, ela precisaria muito dele durante todo esse processo.
– Sinto muito, mas não há nada que possamos fazer. – disse a médica impotente. – Regina, apesar de tudo você ainda precisa se preparar pra empurrar quando for a hora.
– Não, vocês não vão tirar meu bebê de mim. – falava completamente desesperada.
– Não tem como impedir, Regina. Você está em trabalho de parto e a qualquer momento terá que empurrar. – disse pacientemente a médica.
Emma a essa altura esperava do lado de fora, ela estava de coração partido e muito preocupada com tudo. Não conseguia imaginar o que era perder um filho, o mais perto que chegou disso foi quando teve que dá Henry pra adoção e depois quando ele quase morreu por causa da maldição do sono, mas mesmo assim ela o recuperou depois. Regina não teria essa chance de recomeço com esse bebê e ela ainda teria que lidar com todo o doloroso processo do nascimento, tudo pra nada. Ela não ouviria o choro do bebê, não sentiria ele se aconchegando em seu peito, nada. Ela ficaria com nada além do vazio em seu coração. Com esse pensamento a xerife desabou em lágrimas.
No quarto, Regina estava inconsolável e com muita dor, tanto física quanto emocional. As contrações estavam em intervalos regulares, mas a dilatação ainda estava longe, no momento tudo que ela tinha era essa dor terrível em seu peito. Vinte horas depois finalmente era hora de empurrar, mas Regina estava muito exausta e também se recusava. Ela não queria que seu bebê fosse tirado dela, ela não podia aceitar que ele fosse levado pra longe, tudo que queria era ficar mais tempo com ele.
– Regina, você precisa empurrar na próxima contração. – instruiu a médica.
– Não! Eu não posso. – falava agora agarrada a David.
– Meu amor, é preciso. – dizia o príncipe que tentava convencer a morena a fazer o instruído.
– Eu não posso, David. – chorava a morena. – Não posso perder nosso bebê, por favor, não tira ele de mim.
– Regina, eu sinto muito, mas nosso bebê não está mais aqui e você tem que empurrar ou pode te fazer muito mal. – falava pacientemente o príncipe quebrado por dentro.
– Não, nosso bebê tá aqui comigo. Eu não quero perde-lo. – dizia quando outra contração veio. Ela ainda se recusava a empurrar, mas nesse momento David subiu na cama e se colocou atrás da morena. Ele a ajudaria nesse processo, caso contrário poderia ser pior. Quando a contração seguinte chegou ele fez com Regina finalmente desse o primeiro empurrão.
– Só mais uma vez e tudo estará acabado. – informou a médica consternada com a situação.
Dois minutos depois uma nova e intensa contração veio e Regina sentiu seu bebê saindo. Ela logo caiu num choro intenso e profundo, aquilo tudo foi muito pra ela que ainda teve que empurrar mais uma vez para a placenta sair. Depois que tudo terminou a morena se apegou a David e em seus braços chorou ainda mais. A médica vendo o estado que Regina se encontrava aplicou um sedativo leve nela, e dentro de instantes a morena estava dormindo.
Cerca de duas horas depois do parto, Regina recobrou a consciência, ao seu lado um David muito abatido descansava. Ela recomeçou a chorar e com isso o príncipe cansado acordou e num pulo estava a abraçando.
– Meu amor, não chore mais. – pedia o príncipe mesmo sabendo que era impossível, ele só não fazia o mesmo pra não perturbar ainda mais a morena a sua frente.
– David, nosso bebê se foi. Eu nem tive a chance de dizer adeus. – disse chorando muito. – Eu quero conhece-lo, faz isso por mim? – pediu em meio ao rio de lágrimas.
– Gina, não vai ser bom pra você. – respondeu o príncipe.
– Por favor, David. Eu preciso dizer adeus. – implorava a morena.
– Tudo bem. Vou falar com a médica e vê se é possível.
Conforme o prometido David conversou com a Drª Stevens e pouco tempo depois ele levou Regina para se despedir do bebê. A morena não parava de chorar e ao pegar pela primeira e última vez seu filho nos braços desabou outra vez.
– Ele é tão lindo. – foi tudo que Regina disse. – Meu baby boy. Eu te amo tanto. – falou de depois desabou no mais profundo e dolorido choro.
Ainda naquele mesmo dia Emma contou tudo pra Henry, o menino ficou inconsolável, ele queria de todas as formas visitar sua mãe, mas a loira explicou que Regina precisava de um tempo pra processar tudo e prometeu que o levaria no dia seguinte ao hospital. A noite foi turbulenta para todos e nenhum dos membros da família Mills Nolan conseguia acreditar no ocorrido.
O dia seguinte foi tão terrível quanto o anterior, ou ainda pior, James Mills Nolan precisava ser enterrado. Regina não tinha condições ainda de sair do hospital e coube então a David a difícil missão, ele aproveitou o momento em que Regina dormia e fez o que precisava ser feito. Junto com Emma foi até o mausoléu Mills e lá cumpriu a difícil missão de sepultar seu pequeno príncipe. Logo depois e de coração partido ele, Emma e agora Henry se encaminharam para o hospital, os dois últimos não sabiam o que dizer e nem o que fazer. Henry estava de olhos vermelhos e inchados de tanto chorar, Emma também estava de olhos vermelhos, ela não dormiu nada durante a noite. Quando finalmente chegaram Henry com toda a maturidade que possuía foi até o quarto de sua mãe e lhe deu um caloroso abraço, nesse momento mais uma vez a morena não se conteve e chorou abraçada ao seu menino. Nenhuma palavra foi necessária entre eles, o menino apenas subiu na cama e ficou abraçado a sua mãe. Os dois naquele momento precisavam um do outro.
Três dias depois Regina estava de volta pra casa, ela passou esses dias completamente apática e sem vontade de fazer nada. Voltar pra casa também não foi nada fácil, a morena assim que chegou se encaminhou diretamente para o quarto de seu bebê, lá pegou o cavalo de pelúcia que Henry dera para seu irmão e junto a ele segurava o primeiro presente de Emma, a bela roupinha verde e mais uma vez ela deixou as emoções fluírem e chorou toda sua dor. David tentou com muita lutar tirar a morena de lá, ela só ficaria ainda pior e ele não aguentava mais vê tanta dor naqueles olhos que tanto amava.
– Regina, vamos pro nosso quarto. Não faz bem ficar aqui. – argumentou o príncipe.
– Dói tanto saber que ele nunca vai ficar aqui, David. – disse a morena em meio às lágrimas. – Ele nunca vai usar essa roupa que Emma comprou, nunca vai brincar com o cavalinho. Ele nunca vai conhecer esse lugar, David. – continuava a falar em meio a mais lágrimas. – Eu quero meu bebê, não é justo. – chorava ainda mais ao pensar em tudo que não ia mais acontecer.
– Eu sei meu amor, mas precisamos seguir em frente. Não vai ser fácil e ainda vai doer muito, mas vamos passar por isso como uma família Regina. – disse o príncipe pegando a morena que estava sentada na cadeira de balanço segurando o pequeno cavalo de pelúcia e a levando em seus braços para o quarto. Ela precisava descansar.
– Não quero esquecer nosso menino. – chorava a morena ainda nos braços de David.
– Eu prometo que ele nunca será esquecido. – respondeu o príncipe.
Aquela noite na mansão foi carregada de muita tristeza, Regina desde que chegara mais cedo não saía do quarto e não comera nada. David não sabia bem o que fazer e Henry estava na mesma situação. Eles então fizeram a única coisa que sabiam que poderia ajudar naquele momento, subiram e ficaram fazendo companhia pra Regina. Todos precisavam ficar unidos para superar essa perda irreparável, com o tempo e muito amor um dia toda a dor iria embora e restariam apenas as boas lembranças da época em que James Mills Nolan era esperado.
Notas finais
Evil Kises :*
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