My guardian angel
4 Capítulo 4
Foi uma longa e quieta volta pra casa. Meu pai olhava fixamente para a estrada, assim como eu olhava para meus tênis. Não via Jake desde que saí de lá. Cheguei em casa e por sorte, minha empregada Marine havia cozinhado batatas. Almocei e segui para meu quarto. Liguei o computador e expliquei o ocorrido para Nate e Henry no Facebook. Beth estava online então eu decidi ir falar com ela.
– Beth?
– Oi.
– Meu pai não quer mais que eu fale com você, então ferrou.
– Legal, você vai me deixar assim, sem mais nem menos?
– Se eu desobedecer é pior né?
– Vou pedir para minha mãe falar com seu pai, tentar resolver as coisas.
– Boa sorte. Você sabe como meu pai é...
– Eu sei, mas não custa tentar, certo?
– Certo.
– Vai dar tudo certo. Tenho que ir! Até mais tarde!
– Até.
Levei um susto quando desliguei o computador e vi o reflexo de Jake na tela preta.
– Nunca mais me assuste assim! — Falei com a mão em cima do coração, acelerado.
– Desculpe. Se quiser me fazer perguntas a hora é agora.
– Ué, que ansiedade é essa?
– Nada, só achei que você fosse querer perguntar alguma coisa.
– E eu quero.
– Vá em frente.
– Você pode aparecer para todo mundo?
– Não podia nem pra você, mas agora eu vou ter que aparecer e me materializar para todo mundo, fingir que sou um adolescente normal.
– Por que?
– São as regras. Fui notificado assim que você saiu do hospital.
– Então você vai estudar no meu colégio?
– Sim. Na sua sala. Agora você vai ficar cheia de mim, né?
– Que nada. Vai ser legal. Mas você tem quantos anos?
– 16.
– Não vou nem perguntar quantos anos você realmente tem pra que eu não me sinta como se eu estivesse conversando com um velho.
– Obrigado e nem queira saber mesmo.
– Onde você vai morar?
– No fim do quarteirão.
– Você tem algum poder especial?
– Tenho. Teletransporte, posso ler pensamentos, tenho aquele que te mostrei no hospital... Aliás, satisfez seu desejo? — Falou e riu.
– Sim Jake, e comi tanta batata que não aguento mais ver comida na minha frente graças a você!
– Desculpa, da próxima vez penso em algo diferente, tipo você ter vontade de me abraçar ou algo do tipo. — Disse e sorriu marotamente.
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