My dear new neighbor...

2 Só pode tá de sacanagem...


Notas iniciais
Heeey eu tô de volta galera! o Quanto tempo, hein? Eu sinto muitíssimo por não ter continuado a fic antes. Mas, acontece que eu realmente havia me esquecido -não só dela- de TODO o meu perfil. Eu até pensei em apaga-la, mas então eu resolvi ler o capitulo 2 (Que estava são e salvo no meu caderno de fics desde o final do ano passado :v) e me apaixonei novamente pela história então resolvi fazer direito agora! Revisei o capitulo anterior, corrigi e coloquei até uma foto pra deixar tudo bunitinho pra vocês u3u Então tá, agora que eu já me expliquei não vou tomar tempo mais de vocês. Podem começar ler agora *v* Enjooooy e até as notas finais o

My dear new neighbor...

Capitulo 2: Só pode tá de sacanagem

xXx

Eu realmente não consigo acreditar que isso está acontecendo comigo, há tanta gente por aí fazendo todo tipo de merda e isso foi acontecer logo comigo.

O mundo me odeia.

E neste momento, eu quero morrer. Eu quero morrer por estar nessa situação, eu quero morrer por estar tão vermelho, eu quero morrer por estar paralisado como o retardado que eu sou, eu quero morrer por ter a porra dos olhos azuis do moleque estar olhando diretamente pra porra dos meus e eu quero morrer por meu coração estar batendo tão depressa por isso.

Arg, por que eu sou tão gay?

E eu realmente estou paralisado, mas, é claro que algo tinha que me acordar. E o que me acorda é a reação dele.

Pois é claro que ele podia ter me olhado debochado, ter me ignorado, ele podia até ter se ofendido. Mas ele sorriu, sorriu como se não ligasse para aquela situação, como se fosse algo até bem divertido, como uma daquelas piadas do facebook que de tão idiota faz a gente sorrir que que nem idiota na frente do pc. Um sorriso bobo, enfim um sorriso.

Que para mim foi como ter levado um choque de 200 volts, pois imediatamente eu giro a chave na porta, abro e puxo a retardada da Juliana (que estava igualmente vermelha por ter percebido a merda que ela fez) pra dentro e fecho a porta imediatamente.

Encosto a cabeça na porta e fecho os olhos.

–-Mas que porra... –Resmungo baixinho.

–-O que... foi... que eu fiz...?

–-O que foi que você fez? –Abro os olhos e a encaro –O que você fez? MERDA! Aliás é algo em que você é especialista, não?! –Grito fazendo-a se encolher. –De todas as roubadas em que você me meteu essa foi a PIOR!

–-EU SEI! –Grita ela de volta. –Deuses eu sei, foi mal Vick...

–-Não me venha com Vick. Ele é meu vizinho, porra! Sabe quantas vezes eu posso esbarrar com ele? Caralho... Talvez agora eu deva mudar meu nome pra Cleyton pintar o cabelo e me muda para o Canadá, eu sempre curti bacon canadense...

–-Calma. Também não é pra tanto... Talvez... Ele nem saiba o que é seme e... talvez vá esquecer logo, logo...

–-Você acha...? –Pergunto já mais calmo.

–-Claro. –Afirmou Ju pondo a mão no meu ombro –Agora o que você de eu, você, Law & Order e pipoca?

–-Agora sim estamos falando a mesma língua.

xXx

Eu simplesmente não entendo por que o mundo resolveu cagar na minha cabeça.

Até por que desgraça pra mim é pouca, né

Qual seria a probabilidade do cara de ontem ser transferido pra minha escola? Melhor, para a minha sala?

Pois é. Mas aconteceu. Por que aparentemente o tal “novato” que todo mundo tava falando esses dias era exatamente ELE.

Legal não? NÃO.

E pra piorar ele decidiu usar exatamente a mesma roupa de ontem, a única diferença é que ao invés da blusa dos Beattles ele está usando um uniforme da escola e uma touca cobrindo parte do cabelo.

E agora neste exato momento ele está na frente da sala se apresentando

–-Oi, meu nome é Vinicius e eu vim de da capital.

–-Seja bem-vindo Vinicius –Disse a professora e os alunos em uníssono.

Mas tudo bem, né? Quer dizer não é tão ruim assim, né? É só ignorar ele o resto do ensino. Não pode ser tão difícil assim, né?

–-Agora, por que não senta ali ao lado do Victor? –Sugere a professora educadamente.

É aparentemente vai ser difícil sim.

Ele olha para a sala toda, então olha para carteira e depois olha pra mim e sorri, desvio o olhar imediatamente um pouco corado. Ele anda calmamente e senta na cadeira ao meu lado, ainda com o mesmo sorriso. E mesmo eu desviando o olhar ainda posso sentir o olhar dele em mim me fazendo ficar mais corado ainda

E eu realmente quero muito matar alguém. E nesse momento esse alguém é a Juliana Torres.

Me viro para trás e a fuzilo com o olhar, ela apenas afunda na carteira segurando o riso, como ela deve estar amando isso...

Volto para a frente e imediatamente decido que o quadro é muito mais interessante que o resto do mundo. Mesmo sabendo que o “resto do mundo” esteja rodeando o tal de Vinicus como abutres famintos de curiosidade.

Não que eu me importe, por que eu não me importo. Eu nem conheço ele e nem quero conhecer e eu tenho certeza que o sentimento é mútuo. Então nós iremos ignorar a existência um do outro até a formatura.

Certo? Errado, muito errado.

–-Ei! –Ah ótimo agora ele tá me chamando. –Hey, você de óculos.

–-Sim? –Digo me virando pra ele.

–-Pode me emprestar uma caneta? Esqueci a minha em casa...

Meu Deus, que voz é essa? Caralho eu vou me casar com essa voz, como um cara em seus plenos 16 anos pode ter uma voz tão sexy assim? Parece que aquele maldito saiu direto de um CD Drama, se eu pudesse ouvir essa voz toda noite meu deus eu seria um cara muito feliz.

–-Então...? Você vai me emprestar ou.... –Ah, é mesmo a caneta como eu sou idiota!

Pego uma caneta na minha bolsa de lápis e o entrego.

–-Como alguém esquece a caneta no primeiro dia de aula? –Resmungo sem perceber.

–-Fazer o que, eu sou meio esquecido mesmo... –Retrucou ele sorrindo sem graça –Mas muito obrigado.

Cacete, ele não cansa de sorrir não? Sério, o que tem de tão engraçado na vida?

–-Beleza gente. –Diz a professora chamando a atenção da turma. –Sei que o papo tá bom, mas agora todo mundo volta para os seus lugares que teremos um teste surpresa. E já que Vinicus é novo aqui poderá ser feito em dupla e com consulta.

Já levanto pra ir atrás da Ju, quando ouço a professora:

–-Mas eu irei escolher as duplas.

Sento imediatamente, frustrado. Odeio quando os professores fazem isso, pois eles sempre te mandam fazer dupla com um fulaninho que você nunca nem trocou duas palavras, aí você se sente, um panda fazendo um trabalho com um tamanduá sobre como se brinca em um pula-pula.

–-As duplas serão Lucas e Matheus, João e Maria, Alice e Beatriz, Rebecca e Thiago, Victor e... – Victor e Juliana, Victor e juliana, por pelo amor de Deus Victor e Juliana! –Hum... Victor como você é bom na matéria, o que acha de ajudar o nosso novato?

É O QUE? NÃO!

–-C-claro professora... –Olho para o garoto de cabelos azuis e ele sorri pra mim. Coro violentamente e desvio o rosto. –V-vem vamos juntar as mesas.

Ele obedece enquanto fala

–-Olha eu espero que você seja realmente bom por que em História eu sou uma merda.

Eu olho para Juliana em busca de ajuda e faço um “socorro” com os lábios e ela me responde com um “Manda ver” carregado de malícia e eu educadamente ergo meu dedo médio a ela e ela simplesmente ri.

Ótima amiga.

–-Não se preocupe eu sou bom.

Logo a professora entrega os testes, eu acho bem fácil mas em compensação o garoto indie tá olhando o teste como se fosse um bicho de trocentas cabeças que solta fogo pela boca e peida purpurina, chega até ser engraçado. Geralmente eu ficaria olhando a cara de idiota da pessoa me segurando para não rir. Mas como hoje eu acordei muito gente boa eu vou ajuda-lo.

–-Tá difícil aí?

–-Er... um pouco –Responde ele um pouco sem graça e levemente vermelho.

Rio baixinho e explico pra ele cada questão, uma a uma. Então Respondemos tudo faltando ainda vinte minutos para a professora recolher os testes.

–-Cara eu sou muito idiota –Ele murmurou relendo o teste pela décima vez. –Como eu pude me esquecer disso?

–-Nah. –Retruco encostado na cadeira com os dois braços atrás da cabeça. –É normal dar um branco na hora do teste.

–-Tá mas você lembrou.

–-Eu sou eu.

–-Metido... –Retrucou ele fazendo um bico.

–-Cale a boca

Ele sorri e me estende a mão.

–-O que foi? –Estranho.

–-A gente não se apresentou direito. Meu nome é Vinicius, mas pode me chamar de Vini ou de Sr. Gostosão.

–-Gostei mais de Vini, obrigado. Eu sou o Victor

Estendo minha mão a ele e assim que as duas se tocam, eu sinto uma descarga elétrica em meu corpo todo e a solto imediatamente.

–-Algum problema?

–-N-não.

Espera... aquilo foi um sorriso? Não de jeito nenhum foi rápido de mais só pode ter sido uma alucinação.

–-Você tá vermelho... –Ele observou.

–-Não, tô não.

–-Tá sim, igual ontem...

Droga ele se lembra.

–O-ontem?

–É ontem. Quando sua amiga disse que eu era seu “seme” perfeito. Seme no mundo dos animes significa ativo, né? Ela é fujoshi por acaso?

...

ELE SABE O QUE É FUJOSHI

PIOR.

ELE SABE O QUE É SEME

Só pode tá de sacanagem...

Notas finais
Então meus amores, é o seguinte eu sei que esse capitulo ficou meio sem sal, eu até revisei ele várias e várias vezes mas não consegui fazer melhor que isso gomen ;3; Mas acreditem eu estou apenas preparando o terreno para vocês logo, logo a parada vai começar a ficar boa e vocês irão gostar mais, ok? ok. Muito obrigada por lerem e muito obrigada especialmente para small suicide por ter favoritado a fic *3* você merece uma balinha de limão! Tentarei postar o próximo capitulo o mais rápido possível ~~Kissus Balinha de Limão~~