My dear angel
6 Capítulo 6
Notas iniciais

POV DAWN
Voltei pra casa e fui diretamente para meu quarto. Piplup estava dormindo em meu colo e o coloquei em sua caminha, deixando-o descansar.
– Dawn, está aí? — Paul perguntou e abri a porta, meio brava.
– O que quer?
– Bem, — Ele começou. — Amanhã eu e o pessoal vamos sair, não quer ir com a gente?
Revirei os olhos e neguei com a cabeça, mas por azar minha mãe viu e veio até nós, sorrindo.
– Ora Dawn, vai ser divertido! E aposto que vai gostar, afinal, os amigos do seu irmão também são seus amigos.
Bufei e assenti a contra gosto. Fechei a porta e fui me deitar na cama, estava exausta e… UM MOMENTO! Como minha família ainda estava acordada?!
Levantei num salto e abri a porta, encarando minha “querida” família. O arroxeado me encarou e arqueou uma sobrancelha.
– Que foi?
– Como ainda estão acordados?! — Perguntei e dona Johanna sorriu.
– Resolvemos ficar até mais tarde… Vá dormir meu bem, amanhã será um dia cheio pra vocês!
Dei de ombros e voltei a dormir. No dia seguinte, fui acordada pela minha mãe e ela sorria como nunca, coisa que era rara. Me sentei na cama, encarando-a com cara de zumbi.
– Sério que tenho que…
– Me escute. — Ela disse, mexendo em meus cabelos. — Dawn, notou que existe uma pessoa afim de você?
Neguei e meu coração, não sei por que, começou a disparar quando pensei que pudesse ser o Ash. mas minha querida mamãe estragou meus sonhos.
– Nunca notou que Kenny sempre teve uma quedinha por você?
Revirei os olhos e voltei a me deitar, cobrindo até a cabeça. Senti Piplup me dar bicadas na cabeça e tirei a coberta, me deparando com uma Johanna meio triste.
– Mãe, eu não gosto dele… Ok? — Disse e me levantei.
Desci às escadas e fui tomar café com Paul. Ele comia algumas torradas e eu apenas peguei meu cereal. Enquanto comia, mamãe chegou com seu eterno sorriso falso.
– Bom, todos chegarão aqui às 11:30 e já são 11:00, melhor se vestirem e tomarem banho.
Fiz o que minha mãe disse e fui tomar banho. Depois do banho, coloquei uma regata azul clara, calças jeans brancas, um All Star cinza e uma echarpe marrom (Link nas notas finais).
Desci de novo às escadas e vi a nojenta da Úrsula por lá, junto dela, estava também Kenny. Aposto que era pra me provocar, mas eu não sentia nada por ele.
– Dee-Dee! — Kenny disse e revirei os olhos, estendendo minha mão.
– Oi Kenny. — Respondi friamente.
– Melhor irmos não my darling? — Úrsula disse ao meu irmão, que deu de ombros. — Bye sogrinha!
Úrsula era chata e irritante. Sei que não deveria dizer isso, mas era verdade. A pessoa mais nojenta no mundo! Ela me olhava de cima a baixo e parecia ter inveja em seus olhos.
– Temos que passar na casa do Conway, ok?
Assentimos e eu fitava o chão, que era mais divertido. Percebi que alguém me encarava, olhei para essa pessoa e suspirei com raiva, era Úrsula. Aquela idiota estava com inveja de mim, obviamente, mas não queria expressar.
– Amor… — Ela falava, com a vozinha fininha e irritante. — Vamos passar no shopping??
– Claro.
Meu irmão sempre fora frio deste jeito, e pelo que eu me lembre, as únicas vezes que sorria era quando meu pai estava por perto. Papai… Que saudades dele…
Ah sim… Meu pai era um homem bacana e simpático, mas acabou falecendo ao proteger um humano que nem foi grato. Por isso minha mãe odeia os humanos. Acho que tinha uns 13 anos quando isso aconteceu.
Continuei fitando o chão, mas senti um certo anjo colocar o braço em volta do meu pescoço, coisa que não gostava.
– Kenny, para. — Pedi e ele tirou o braço.
– O que foi Dawn?
– Eu não gosto disso…
Apenas disse aquilo e finalmente chegamos na casa de Conway. Paul tocou a campainha e em menos de um minuto o esquisitinho do amigo do meu irmão estava lá.
– E aí galera! Vamos? — Conway perguntou.
– VAMOS! — Todos, menos eu, disseram.
Fomos caminhando até o shopping, Paul e Úrsula iam na frente namorando, Kenny e Conway iam conversando sobre videogames e eu ia atrás, cabisbaixa e ouvindo Problem.
Quando chegamos nós fomos direto para a praça de alimentação. Enquanto eles foram no KFC eu fui no Subway. Queria distância deles e voltar pro Ash.
Enquanto meu lanche estava no forno, um certo anjo pegajoso me abraçou por trás. Me virei, fitando Kenny e tentava não demonstrar nenhum sinal de vergonha.
– Gostou não é? — Ele perguntou, sussurrando em meu ouvido.
– Não. Me solta, por favor…
Ele me soltou, triste. Kenny saiu e foi se sentar com o grupinho de idiotas. Peguei meu sanduíche e me sentei na cadeira mais distante possível deles, olhei para a janela do shopping e vi que era mais ou menos 13:30, hora perfeita pra sair de lá.
Eu sabia que teria de dar uma desculpa pra sair de lá, mas resolvi ser sincera desta vez. Terminei de comer e fui até a mesa, onde Úrsula fez um biquinho ao me ver.
– Paul, eu vou indo, tchau. E avisa pra mamãe que não tenho hora pra voltar.
– Ou, ou, ou! Não vai não! Vai ficar aqui! — A ameixa ambulante, vulgo meu irmão, me puxou e me fez sentar com eles. — Já até sei para onde iria. E vai ficar aqui!
Sentei-me e senti meu colar brilhando, Ash estava em perigo. Olhei meu irmão beijando a namorada dele e consegui fugir para o banheiro do shopping. Tranquei-me num dos boxes e
– Duc me ad meam suscepit, Ash Ketchum*! — Sussurrei e imediatamente sai do shopping, indo parar na terra.
Chovia muito lá na terra, as gotas d’água acabavam embaçando minha vista, mas consegui notar Ash estatelado no chão, sem o boné, desacordado e ensanguentado.
– A-Ash… — Ia chorar até que vi Pkachu correndo com o boné dele. — Pikachu… O-o que ouve?
– Pika-pi-pika-pi! Pi-pi-pika-pikachu! (É culpa do Gary! Ele fugiu do hospital psiquiátrico e esfaqueou o Ash!) — O Pokémon disse e peguei Ash no colo, levando-o até o hospital.
Peguei o casaco de Ash na entrada do hospital, não podiam saber que eu era uma anja. Entrei correndo e vi a Enfermeira Joy me encarar assustada.
– Médico! Urgente! — Disse e ela assentiu, pegando uma maca com a Chansey.
– Deixe ele aqui, precisamos tratá-lo agora! Ah, qual seu nome?
– Dawn. — Respondi e sai com Pikachu. — Ah, por favor, avise pra ele que o deixei aqui!
Quando sai, deixei o casaco com Pikachu. Voltei para casa voando e vi minha mãe sentada no sofá, assistindo TV. Ela me viu encharcada e estranhou, mas logo entendeu.
– Você não…
– Sim, até mais! — Respondi antes de receber zilhares de perguntas.
Tranquei a porta do meu quarto e fechei a janela, mas mais tarde iria visitar Ash. Ele era meu melhor amigo.
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