My dear angel
4 Capítulo 4
Notas iniciais

POV DAWN
Quando chegamos em casa, Paul me jogou no sofá e me encarava furiosamente. Ele pegou uma pequena chave, levantou minha camiseta e soltou o cinto com cadeado que me prendia.
– Ah… Você tá ferrada Dawn! — Meu irmão disse, furiosamente.
– Eu sei… — Sussurrei, me dirigindo ao meu quarto, mas fui parada por ele.
– Você vai ficar aqui! — Paul disse sério e me sentei no sofá.
Liguei a TV e fiquei assistindo-a um pouco. Mamãe não chegava e isso me deixava meio ansiosa, meio triste, meio feliz. Durante todos meus 15 anos, em apenas 6 anos fui feliz, dos meus 7 até meus 13 anos.
A infelicidade era algo que tornara-se comum em casa. Paul vivia com seus amigos, Kenny e Conway. Ele também tem uma namorada, a Ursula, uma garota detestável na minha opinião. Eu? Só tive o Ash durante toda minha vida.
– Olá filhos. — Minha mãe disse, adentrando o local.
Ela era parecida comigo, tinha cabelos azuis também, porém, eram curtos, lisos e armados, seus olhos também eram azuis e ela vivia usando uma camiseta branca de manga comprida, calças jeans e um avental daqueles que só vão da cintura pra baixo. Sem se esquecer de suas inseparáveis pantufas rosadas.
– Mãe! A Dawn tá indo encontrar o Ash de novo! — Ele berrou e ela se virou para mim.
Subi meu quarto correndo e chorando. Me joguei na cama e Piplup se sentou ao meu lado, me consolando.
– Vou vê-lo mais tarde, nada vai me impedir! — Sussurrei chorando e ele sorriu pra mim.
A porta do quarto abriu, revelando uma dona Johanna furiosa e “pê” da vida comigo. Minha mãe me olhou muito brava e apenas me mandou ir até ela.
– Por que faz isso filha?! — Ela ia começar a chorar. — Eles só nos dão trabalho e nem nos agradecem!
– SÓ QUERO SER FELIZ! — Berrei.
Ia começar de novo, a velha e tediosa discussão. Dona Johanna vivia dizendo que eu já era feliz tendo um irmão que me protegia e uma família que me amava. Sem contar de que ela dizia que eu tinha amigos.
Ela só esqueceu de algumas coisas: 1. Meu irmão é super protetor; 2. Uma família que mal se dá conta de sua existência; 3. Que amigos? Imaginários?
– Dawn… Chega! Você deveria agradecer o que tem!
– Minha única família é o Piplup… — Sussurrei e ela notou.
Mamãe saiu do meu quarto com os olhos muito marejados. Comecei a chorar um pouco e resolvi descer até a Terra.
Quando cheguei, vi Ash, Pikachu, Brock e Drew vindo. Me escondi numa árvore que por sorte tinha frutas e joguei uma na cabeça do moreninho. Ele me encarou e o chamei para vir até lá. Ash subiu rapidamente junto com Pikachu e se sentou num galho ao lado do que eu estava.
– Oi Dawn! — Ele disse e sorri.
– Ash, tudo bem? — Ele assentiu. — Ótimo… Eu… Queria te ver mais tarde, à noite, ok?
Ele assentiu feliz e sorri de leve, me preparando para voar, mas fui impedida por Ash, que me segurava pelo pulso.
– Nos vemos mais tarde. — O moreno me deu um beijo na bochecha e corei muito.
Quando consegui voar, fui a toda velocidade antes que notassem que não era um Pidgeotto ou um Spearow e sim uma anja. Cheguei em casa e minha “querida” família estava tomando café da tarde.
– Dawn, quer comer? — Paul perguntou e virei a cara, indo até o banheiro.
Resolvi tomar um banho e colocar uma roupa bonita. Não sei bem o por quê, mas queria estar bonita para vê-lo. Depois do banho, vesti uma regata branca, coloquei um shorts preto e uma sapatilha também preta.
– Pip-piplup! (É perigoso!)
– Eu sei, mas quero ser feliz… — Sorri para meu Pokémon e o acalmei.
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