Notas iniciais
Desculpem-me a demora

POV ASH

Peguei na mão de Dawn e a arrastei para fora de meu quarto, correndo para um morro em Pallet. Acabamos deixando Piplup e Pikachu em minha casa. A esta hora ninguém costumava sair à noite, a menos que você seja algum maluco. E acho que agora eu era um.

– Dawn, fecha os olhos.

– Oi?

– É, fecha os olhos.

Ela deu de ombros e os fechou. Tapei os mesmos com a minha mão caso ela quisesse abrir os olhos e ver para onde íamos. Notei que ela tentava destapá-los, porém não conseguia.

– Ash, onde estamos?

– Surpresa. — Sussurrei no ouvido dela e percebi que a jovem azulada havia se arrepiado.

Os destapei, mostrando para ela a melhor vista que se tinha de Pallet. Dawn arregalou os olhos, que começaram a marejar um pouco, como se algo lhe havia vindo na cabeça.

– Me lembro de quando me trouxe aqui… Nós tínhamos 13 anos, foi quando te contei… Deixa. — Ela comentou.

– Ei, me conta, tudo! — Pedi.

Ela suspirou. Em seguida, sentou-se no gramado. Me sentei ao lado dela, dando um abraço lateral na mesma. Senti um calor bom e um arrepio quente e gostoso ao ficar com ela.

– Por favor, me fala…

– Ok, foi aqui onde te contei que não poderia mais te ver… Minha mãe havia descoberto meu segredo e me proibira de sair de do céu, só se fosse urgente.

Foi neste mesmo momento que várias lembranças vieram à minha mente: Nós dois brincando num dia de inverno, eu comprando sorvete para ela e lhe dando… Todas as memórias vieram à tona. Abracei Dawn e a mesma estranhou.

– O que foi Ash?

– Dawn, me lembrei de tudo… De nós dois e de um sentimento que tinha por você, mas que agora está voltando… Acho que se não fosse seu afeto por mim eu perderia todas as lembranças da minha infância!

Ela estava prestes a chorar, mas chorar de alegria. Foi então que outra lembrança me veio na cabeça. o dia em que ela se despediu de mim, eu disse à ela "Não fique assim, tudo ficará bem…"

– Ei, sorria, você fica linda sorrindo…

– Ash, poderia fazer uma coisa por mim?

Assenti, enquanto ela se aproximava timidamente de mim.

– M-me beija…

Eu sorriso surgiu em meu rosto, aproximei-me dela e pedi que fechasse os olhos. A azulada os fechou, logo, me aproximei de seus lábios e os toquei. Era algo bom, uma sensação de que limpava minha alma por completo. Pedi passagem para ela que estava para recuar, mas aceitou. Sua boca tinha um gosto maravilhoso de chocolate. Depois de um tempo, nos separamos.

– Obrigada… — Ela disse, ainda de olhos fechados.

– Não há de quer, isso foi ótimo!

– Foi meu primeiro beijo…

Arregalei um pouco meus olhos, não achei que ela nunca havia beijado. Olhei o horário, quase 23:00. Avisei para a azulada e ela voou em disparada para minha casa. Voei junto dela (no caso ela me carregou, enfim) e chegamos.

– Ash, f-foi ótimo, mas como dizem: O que é bom dura pouco. Tchau!

– Tchau! Ei! Espera!

– O que?

– Te amo! — Exclamei, rindo e sorrindo.

Ela fez o mesmo. No momento em que sumiu de vista, uma estrela cadente surgiu no céu. Desejei poder construir uma vida e uma família com minha amada azulada.