My confused life
7 Capítulo 7 - Fight
Notas iniciais
Buenos Aires — 8:00 — Colégio
Cheguei atrasada e sozinha na escola.
– Oi. — Marco falou.
– Hey.
– Tá tudo bem?
– Sim. Olha vamos deixar pra conversar outra hora?
– Prometo não brigar com você. Só quero conversar. Você ainda é minha namorada.
– É por isso que eu não quero conversar agora. Eu tomei uma decisão sobre nós... E não quero falar disso aqui, e agora.
– Pode falar.
– Acho melhor a gente terminar de vez. — Pronto falei.
– Por que?
– Você tá a par dos porquês.
– Se você acha melhor assim. — Ele saiu derrubando algo no chão. Era um colar, com um pingente de Clave de Sol, eu tinha comentado que queria. Será que era pra mim? Putz magoei o Marco. Tô me sentindo pior agora.
E quer saber? Não to afim de assistir nenhuma aula hoje... Vou pro jardim.
Peguei um livro dentro da bolsa e fiquei lendo.
Até que ouço alguém dizer:
– E aí, como você tá?
– Nada bem Dih. — respondi.
– Passou mal novamente? — Ele Perguntou.
– Não. Terminei com o Marco. E pior: No momento errado.
–Como assim?
Contei o que houve mais cedo.
– E ainda por cima, quando ele saiu deixou cair isto:
Disse mostrando o Colar.
– É... Tenso.
– Pois é, mas e você? Como você tá? — Eu perguntei.
– ah... De boa, sabe. O de sempre, prefiro vir pro colégio a ficar escutando os meus país brigarem.
– Eu ainda não entendo porque eles ainda continuam casados.
– Por uma simples razão: a mídia gosta deles juntos, e juntos eles fazem mais dinheiro, que é a única coisa que eles tem em comum: amam dinheiro.
– E eu aqui reclamando, foi mal. — Eu disse, sei que não estou no meu melhor momento, mas pelo menos minha família tá unida, o que pra mim é muito importante.
– Ás vezes eu penso em sair logo daquela casa, só não sai ainda pela Nathália, minha irmã não sobreviveria sem mim.
– mas como você iria se manter?
– Ah, sei lá... Eu tenho algum dinheiro guardado e tal... Arrumo um emprego rapidinho, é só jogar meu charme — disse com cara de deboche.
– Idiota, eu aqui preocupada e você tirando uma com a minha cara. — Falei rindo e dando um tapa de leve nele e fiz cara de brava.
– Nossa, que forte! Dá até pra se defender dos marginais com essa força. — disse rindo.
– Ah, você quer força é? Vem em cima vem? — eu falei levantando.
– hahaha.
Dei um empurrão nele o fazendo mecher quase um centímetro do lugar. Ele sorriu e segurou meu pulso, eu até que tentei bater mesmo nele, mas qualquer movimento era em vão.
Fiquei tentando me soltar dos braços dele até que cansei.
– Desisto. — Eu disse, e ele me soltou.
– Você tá forte, viu... Quase precisei usar as duas mãos pra te segurar.
– Idiota. — Disse batendo na cabeça dele e correndo.
Diego correu atrás de mim, e rapidamente me alcançou.
– Esqueci minha bolsa. — Falei ofegante, puxa tô sedentária.
– Eu volto lá, fortona.
– bobo.
Diego saiu e eu vi o Marco me observando. Pensei em falar com ele, mas não tinha coragem.
– Vai lá. — Diego falou.
– Não consigo. — Respondi.
Resolvi mandar uma mensagem:
" Me desculpa por ter sido tão fria de manhã, eu pensei em vários jeitos de dizer que queria terminar sem te magoar, mas não consegui. Eu estou com a cabeça cheia esses dias, e espero um dia poder voltar a falar com você normalmente."
– Mandei uma mensagem. — falei mostrando a tela ao Diego.
– O melhor seria falar com ele, mas pelo menos é alguma coisa. Vamos, já é intervalo.
– Vamos.
Chegamos no refeitório, nossa mesa estava como sempre: Camila, Broadway, Ludmila, Federico, León, Violetta, Nathália, Maxi e o Andres, só faltava o Marco. Chegamos e demos um "Oi" pra o pessoal.
– Pensei que você não tinha vindo, Fran. — Disse a Cami.
– Eu tava matando aula.
– O Diego que tá te pondo nesses mals caminhos? — Disse Naty rindo.
– Muito engraçada, mas não,ela já tava cabulando aula antes de mim
...
Eu fui buscar um suco e esbarrei em alguém.
– Olha por onde anda retardada! — A garota disse, e eu já não estava bem, agora estava pior.
– O que você disse? — Falei um pouco alterada.
– Além de burra é surda? — Ela provocou, agora eu vi quem era, a ex do Diego, Luiza. Por algum motivo ela me odiava.

– Surda vai ficar você quando eu der um soco nessa sua orelha de dumbo. — Respondi. (Ela nem tinha orelha grande, mas não ia perder meu tempo pensando em argumentos contra ela.)
– Vem dar? — minha cabeça doeu, eu já sabia o que viria, então deixa eu acabar logo com essa situação.
– Não me provoca projeto de vaca, volta pra sua manada, Luiza.
– Seus argumentos são piores que essa sua saia de bolinhas.
– Você até que ficou bem nessa capa de botijão de gás. — afirmei sarcasticamente
Os olhos dela escureçeram pela raiva. Minha cabeça ainda doia.
Ela serrou os punhos e quando eu vi que ela iria me dar um soco, tomei a frente e bati primeiro, direto no nariz.
Dava pra ouvir algumas pessoas gritando. Quando ela me deu um soco no rosto. Eu a puxei pelos cabelos e virse- versa, quando percebi o Diego tinha entrado no meio e levado um soco também, meu nariz do nada começou a sangrar e a diretora apareceu:
– Os 3, detenção. Agora!
Diego nos olhou bravo e disse: Parabéns!
Fiquei com pena do Diego.
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